Correio de Coimbra

Jornal informativo da Diocese de Coimbra. Assine e divulgue o nosso semanário. 239 718 167. fax: 239 701 798. correiodecoimbra@mail.telepac.pt

A minha fotografia
Nome:
Localização: Coimbra, Portugal

11 de janeiro de 2008

Escolas Católicas vão ao futebol em Coimbra


No próximo Domingo, cerca de uma centena de utentes (e familiares) da Casa dos Pobres e mais de mil e quinhentos alunos das Escolas Católicas (EC) da cidade de Coimbra (Colégios de Cernache, Rainha Santa, S. Teotónio, S. José e Externato João XXIII), acompanhados de professores e muitos pais, irão assistir ao desafio de futebol Académica - Sporting, no Estádio Cidade de Coimbra.
Com esta expressiva presença no estádio Cidade de Coimbra, as EC querem dar visibilidade à campanha de solidariedade que estão a desenvolver a favor da Casa dos Pobres - uma instituição coimbrã que acolhe idosos carenciados - procurando angariar fundos para ajudar a equipar a casa que está prestes a ser concluída, em S. Martinho do Bispo.
Atentos a esta iniciativa, a TBZ, em parceria com a Associação Académica de Coimbra - OAF, , associa-se à campanha de solidariedade para com a Casa dos Pobres não só oferendo esta possibilidade aos alunos das Escolas Católicas e aos seniores de assistirem ao desafio de futebol, como também entregando posteriormente à Casa dos Pobres uma contribuição monetária retirada da receita do jogo.
Esta campanha de solidariedade das Escolas Católicas de Coimbra, apadrinhada por Maria de Jesus Barroso e Pedro Roma, culminará com a realização do III Festival SOLNEC, em Maio, na Praça do Comércio.
A Casa dos Pobres de Coimbra - uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos - foi fundada em 8 de Maio de 1935 e acolhe cerca de 50 idosos carenciados da cidade e arredores tem as suas instalações (precárias) num edifício de três andares localizado na Praça do Comércio, nº 27.
Está em curso a construção de novas instalações, orçadas em um milhão e quinhentos mil euros, com carácter definitivo, em terreno cedido pela Segurança Social, localizado na Quinta do Cedro em S. Martinho do Bispo, com a área de 12 840 metros quadrados.
Quem desejar colaborar nesta campanha de solidariedade pode entregar um donativo na sede da Casa dos Pobres, ou depositar na conta NIB da Casa dos Pobres - Caixa Geral de Depósitos: 0035025500048503932.
Esta iniciativa insere-se no projecto Vida Plena do Programa SOLNEC, visando o incremento do voluntariado dos alunos das Escolas Católicas da diocese de Coimbra junto das pessoas idosas e carenciadas.


Jorge Cotovio

Ordem Terceira de S. Francisco comemora 349.º aniversário

A Ordem Terceira comemorou no passado dia 5 o 349º aniversário da sua fundação com uma notável tarde de arte que encheu de numerosos irmãos e amigos o auditório da sua sede da Rua da Sofia.
O programa, iniciado com o trecho musical “Dançando à chuva” interpretado por alguns residentes do Lar da Instituição, compreendeu uma audição do apreciado Choral Polyphonico de Coimbra, sob a regência do Maestro Paulo Moniz, seguida de uma preciosa e variada colaboração do Conservatório de Música de Coimbra – árias pelas sopranos Gisela Fardinha e Carla Bernardino, da classe da Professora Maria José Nogueira, acompanhadas ao piano pelo Professor Júlio Dias; peças para piano a quatro mãos pelos Professores Isilda Margarida e Rui César Vilão – e de dois trechos do “Quebra-Nozes” pela classe de bailado do Centro Norton de Matos, orientada pela Professora Teresa Gouveia.
Vivos e prolongados aplausos coroaram este belo espectáculo, o que constituirá, para a direcção da Instituição, forte estímulo para a condigna celebração, no próximo ano, dos três séculos e meio de vida da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, em Coimbra.

Três centenas de crianças visitaram a Exposição “O Menino dos Meninos” em apenas quatro dias


Desde que iniciou o programa de visitas das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, a Exposição “O Menino dos Meninos” – iniciativa promovida pela Turismo de Coimbra, E.M. em colaboração com o Museu Nacional Machado de Castro – já foi vista por aproximadamente 300 crianças. Em apenas quatro dias, a mostra recebeu 13 turmas, de 6 estabelecimentos de ensino de Coimbra e Leiria.
Até ao final da exposição (31 de Janeiro), a colecção de meninos Jesus e presépios em arte sacra, patente no Convento de S. Francisco, Coimbra, ainda deverá ser visitada por mais duas centenas de alunos, provenientes de 6 outras escolas. Para além da adesão dos mais novos, a exposição continua a ser muito visitada pelo público em geral. Inaugurada há mês e meio, a mostra já recebeu mais de 1.300 visitantes.
Quem ainda não teve oportunidade de conhecer a exposição pode fazê-lo até ao final deste mês – de segunda-feira a domingo (incluindo feriados), entre as 10h00 e as 13h00, e das 14h00 às 18h00.
A entrada custa um euro.
O programa de visitas das escolas do 1.º CEB prossegue também até ao final da exposição. As visitas decorrem às segundas, terças e quintas-feiras, sendo que as reservas devem ser efectuadas através do número de telefone 239 857583. O transporte dos alunos é assegurado gratuitamente pelos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).
Inaugurada por Maria Cavaco Silva, a Exposição “O Meninos dos Meninos” é um projecto do Museu Nacional Machado de Castro, levada a público pela primeira vez em 2002. No ano passado esteve em Alcains, no Museu do Canteiro.
Este ano, foi enriquecida com algumas peças emprestadas pela Fundação Ricardo Espírito Santo Silva e beneficiada pelo ambiente intimista do Convento de S. Francisco.
Reúne um conjunto de 35 imagens e presépios de excepcional valor histórico, destacando-se o Menino Jesus Bom-Pastor em marfim, datado do século XVII; Anjos Músicos, de 1535; Placa de Altar – Natividade, de 1535 ou ainda o Menino Jesus Salvador do Mundo, em marfim, do século XVII. Entre os presépios sobressaem peças como o Grupo de Camponeses, Grupo de Pastores, Menino Jesus ou a Sagrada Família (presépios em terracota do século XVIII).

10 de janeiro de 2008

Nos dias 15 e 16 de Fevereiro


Jornadas de Teologia do ISET:
"Leigos e futuro da Igreja"

É preciso dar a voz aos leigos. O nosso tempo entendeu que a Igreja não deve contar apenas com a sua participação, mas tem necessidade da reflexão dos leigos, da sua opinião e do seu empenhamento em todos os sectores.
É neste sentido que o Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) de Coimbra promove, este ano, as suas jornadas de reflexão. "Os leigos vão falar sobre os leigos, sobre o seu empenhamento, sobre as suas motivações" – afirmou o director do ISET, Doutor Jesus Ramos, em entrevista que publicaremos na próxima semana.
De facto, exceptuando na abertura e no encerramento das jornadas, todos os conferencistas serão leigos, a falar do compromisso laical. Podemos adiantar, desde já, a presença dos Profs. Adriano Moreira e Guilherme Oliveira Martins, do Eng. João Revelo (vice-presidente da Câmara de Coimbra), do Dr. Abel Pinto (economista e gestor de empresas); e de Carlos Campos (jornalista), Paulo Melo (Leigos para o desenvolvimento), Jorge Cotovio (leigos na escola) e Rosário Virgílio (leigos consagrados).
A participação nestas jornadas de Teologia é aberta a todos (leigos, religiosos ou sacerdotes), porque todos têm a aprender sobre um tema que, aqui e agora, é fundamental para o futuro da Igreja.
Miguel Cotrim


Homenagem em Braga ao ilustre professor
Cónego Avelino de Jesus da Costa

Braga prestou no passado dia 4 de Janeiro, data em que completaria 100 anos, significativa homenagem àquele antigo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O programa constou de uma celebração eucarística, na catedral, presidida pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, da inauguração da Biblioteca do cónego Avelino, instalada no seminário conciliar de S. Pedro e S. Paulo, e de uma sessão cultural, com uma intervenção do doutor José Marques, subordinada ao título "Padre Avelino de Jesus da Costa: vida e obra" e a apresentação do livro "Cónego Avelino de Jesus da Costa no "Diário do Minho".
No prólogo dessa publicação, D. Jorge Ortiga fala da memória que se afirma, no presente e no passado, dizendo a começar: «A história da Arquidiocese faz-se pela realização de actividades e iniciativas que manifestam a sua vitalidade. Por outro lado, o presente eclesial é desafiado pelo futuro a construir na responsabilidade dum passado que urge conhecer. Nenhuma instituição, civil ou eclesial, tem futuro se não tiver memória do seu passado». E mais adiante: «O Cón. Avelino de Jesus da Costa, com o seu saber, surge, deste modo, como uma personalidade incontornável para um estudo da multissecular Arquidiocese Bracarense. Não podemos dispensar o seu contributo e este deve ser conhecido para poder ser imitado». A sua tese doutoral sobre "O Bispo D. Pedro e a Organização da Diocese de Braga" aí está a comprovar as palavras do arcebispo bracarense.
Por seu turno, D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga, sob o título "Cónego Avelino da Costa mais espírito do que corpo" evoca os seus tempos de Coimbra, enaltece o seu vasto saber e conclui: «A sua feliz memória – que é honra e orgulho para a Igreja e o Presbitério de Braga – sobreviverá longamente na preciosa herança que legou à Cultura, mormente na área da História medieval».
Finalmente o cón. Leite de Abreu a quem se deve a preparação daquele traça um quadro do seu conteúdo agrupado pelas seguintes áreas: XIV centenário do I concílio de Braga, subsídios hagiográficos, ritos e livros litúrgicos, culto e devoções, sínodos e constituições diocesanas, a cultura em Braga, apontamentos para a história bracarense, arcebispos de Braga, curiosidades históricas, impressões de Roma, de Paris e de Barcelona, o pulsar da vida religiosa, personagens ilustres, pelo Alto Minho e as "aparições" do Barral.
Todos os actos decorreram com grande dignidade e muita elevação a condizer com a estatura intelectual do homenageado que em 1943 se havia matriculado em Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, nela vindo depois a ser um dos seus mestres mais ilustres com reconhecida reputação dentro e fora do país.

Manuel Augusto Rodrigues

Inventariação da Paróquia de Vale de Remígio


Após alguns atrasos e várias demoras, concluiu-se a inventariação da paróquia de Vale de Remígio, no dia 7 deste mês, com um total de (....) fichas e o respectivo registo fotográfico.
Pela relação das igrejas do Reino, elaborada em 1321, é mencionada com a titularidade de Santo André, posteriormente substituída por São Mamede, o que confere uma nova adaptação devocional ao comum das gerações directamente integradas nas mesmas origens, implantadas num meio rural, de importante aptidão agrícola e pastoril.
O conjunto patrimonial, que conserva, superiormente incomparável ao das três capelas da freguesia, manifesta consideráveis esculturas de pedra, de feitura quatrocentista, bem como das duas centúrias seguintes, sendo a época de seiscentos aquela que maior intensidade comprova quanto à paramentaria, às alfaias litúrgicas e a outros objectos ligados ao culto.
No âmbito da retabulária e da talha, há notórios exemplares ilustrativos, assim como no sector dos metais, com especial destaque das banquetas, em estanho, e das lâmpadas suspensas, em latão, já de feituras setecentistas.

José Eduardo Reis Coutinho

8 de janeiro de 2008

D. Albino Cleto: 25 anos de ordenação episcopal



A Diocese de Coimbra está a preparar as bodas de prata de ordenação episcopal de D. Albino Cleto, cujas comemorações decorrem a 27 de Janeiro. O programa compreende uma sessão solene, às 15 horas, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, seguindo-se, às 17,30 horas, uma eucaristia na Sé Nova.
Entretanto, ao convidar os cristãos para "este jubileu", a comissão organizadora das celebrações informa que deseja oferecer um carro ao senhor bispo, "pois as deslocações em serviço pastoral, na diocese, são feitas no seu carro pessoal". Quem desejar participar nesta iniciativa poderá remeter o seu donativo, até 19 de Janeiro, para o ecónomo da diocese, padre dr. Manuel António Pereira Ferrão, explica a comissão, constituída entre outros pelo cónego André Freire.
D. Albino Cleto sucedeu a D. João Alves a 24 de Março de 2001. Foi coadjutor de D. João desde de Outubro de 1997. Natural de Manteigas, onde nasceu a 3 de Março de 1935, D. Albino foi ordenado presbítero em Lisboa, em 1959, onde foi pároco e vice-reitor do Seminário de Almada.
Além do curso de Teologia, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade Clássica, licenciando-se em Românicas.
Em 1982 foi nomeado bispo auxiliar do Patriarca D. António Ribeiro, desempenhando o cargo de secretário e porta-voz da Conferência Episcopal.
Presidiu às Comissões Episcopais de Liturgia e Educação Cristã e distinguiu-se como coordenador das comemorações dos Cinco Séculos de Evangelização e Encontro de Culturas.
Presentemente preside à Comissão da Cultura, Bens Culturais e das Comunicações Sociais.


Miguel Cotrim

Mosteiro de Semide: Pátio das freiras inaugurado no dia de reis



As obras de requalificação do largo do Mosteiro de Semide, o antigo pátio das freiras, foram inauguradas no Dia de Reis, a 6 de Janeiro.
A requalificação do espaço implicou a substituição do pavimento, com aplicação de calçada, calçadinha e calhau rolado, rebaixamento do piso para antiga quota, recuperação de muros, instalação de mobiliário urbano e iluminação do largo e da fachada do mosteiro.
O projecto foi elaborado pelos serviços regionais da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, enquanto a autarquia de Miranda do Corvo custeou a intervenção.
Estão reunidas "todas as condições" para o início da segunda fase das obras de recuperação do Mosteiro de Santa Maria de Semide, cujo claustro ameaça ruir. Esta é a convicção da presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, que inaugurou no passado domingo a obra de requalificação do adro do monumento. A "esperança" da autarca baseia-se no facto de ter sido publicada, em Dezembro, uma portaria que define a comparticipação nas obras do Instituto de Emprego e Formação Profissional, problema invocado para a intervenção não ter avançado.
O pároco de Semide, António Pedro dos Santos, garante que se os trabalhos de recuperação e consolidação do claustro quinhentista "não começarem rapidamente, cai tudo". Fátima Ramos tem a mesma opinião e lembra que uma parte do monumento "caiu o ano passado", já depois da Administração Central ter suspendido, em Agosto de 2006, a intervenção. Ainda assim, "está com esperança que será desta". Motivos para protelar as obras "deixaram de existir", em seu entender, com a publicação da referida portaria. "Se está feito o concurso, têm empreiteiros escolhidos, a verba está definida, então avancem!", desafia a autarca. E para dar o exemplo, a Câmara recuperou o adro do Mosteiro, obra que foi inaugurada no passado dia 6 de Janeiro e na qual gastou cerca de 160 mil euros. "Nem lhe competia fazê-lo, mas a Câmara sentia-se mal com a forma degradada em que se encontrava", refere Fátima Ramos, ao acrescentar que esta decisão deve funcionar como alerta para "a urgência" da obra no claustro.
A primeira fase do projecto incluiu a recuperação e consolidação de algumas paredes. "Agora é preciso terminar esse trabalho", conclui a autarca, ao que o pároco da freguesia acrescenta "se não o fizerem é um desperdício de dinheiro. Então recuperou-se uma parte e não se termina o trabalho?", questiona. Desde a conclusão da primeira fase já passaram quase dois anos, segundo a edil. "Não se pode esperar muito mais porque cai o resto", avisa o Padre António Pedro dos Santos.
No Mosteiro de Semide funciona um lar da Cáritas Diocesana de Coimbra, com 65 jovens e o CEARTE que, segundo o seu director, Pinheiro Torres, dá actualmente formação profissional a 160 pessoas.
O Mosteiro de Semide é o único monumento do concelho de Miranda do Corvo classificado como Imóvel de Interesse Público, sendo constituído pela parte conventual, propriedade do Estado, e pela igreja, pertencente à paróquia.
Fundado no século XII (antes de 1154), começou por albergar monges beneditinos, tendo depois passado a receber as descendentes do fundador Martin Anaia.

Paróquias de Vila Nova e Semide homenagearam Padre Pedro dos Santos



O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, salientou a "lição de coragem e de força do Padre Pedro que continua a dedicar-se ao trabalho", durante a homenagem que a freguesia de Semide prestou ao seu pároco no dia 22 de Dezembro.
"É um exemplo de coragem e de dedicação de um apaixonado pela Igreja", sublinhou o prelado, satisfeito por ver o povo "enaltecer as qualidades de um presbítero", neste caso o padre António Pedro dos Santos, de 82 anos, que após vários meses de doença, em que foi operado por três vezes, ainda continua a orientar as paróquias de Semide e Rio de Vide.
A comunidade de Semide prestou-lhe homenagem pelos seus 18 anos de apostolado na freguesia, numa cerimónia que contou ainda com a presença da presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, entre outros autarcas da região e representantes de entidades.
Os promotores, Conselho Económico da Paróquia, Grupo de Jovens, Grupo de Catequistas, Grupo Ajuda Fraterna, o médico Carlos Ventura e o professor Manuel Augusto Rodrigues, pretenderam "homenagear o sacerdote que, ao longo destes anos, tem realizado um trabalho notável ao serviço da comunidade, bem visível no Mosteiro de Semide, Santuário do Divino Senhor da Serra e nos movimentos criados na freguesia".
Um homem bom, de muita fé, coragem, sem medo, um pedagogo e um humanista que "investe" muito amor nas obras que executa, assim descrevem o Padre António Pedro dos Santos os paroquianos de Semide.
Entretanto, devido aos seus problemas de saúde, o Padre Pedro dos Santos deixou de parquear a comunidade de Vila Nova, passando a ser agora o Padre Armando Duarte, pároco de Miranda do Corvo.
Quase 60 anos de sacerdócio
O Padre António Pedro dos Santos completa em Junho 60 anos desde que foi ordenado sacerdote.
Nascido em Lobazes, freguesia de Miranda do Corvo, a 11 de Agosto de 1925, Pedro dos Santos foi ordenado presbítero em 29 de Junho de 1948, na Sé Patriarcal de Lisboa, com 22 anos de idade.
Celebrou a sua primeira missa a 4 de Julho desse ano, na igreja matriz de Miranda do Corvo, e passou a coadjutor do pároco de Santa Cruz, em Coimbra.
No ano seguinte foi preparador e professor nos seminários, primeiro na Figueira da Foz e depois em Coimbra.
Quando rebentou a Guerra Colonial, em 1961, partiu como tenente capelão militar para Angola. Onde teve um desempenho tão significativo que foi convidado pelo Bispo de Nova Lisboa a ficar naquela diocese.
Dirigiu o Colégio Diocesano São Teotónio, em Coimbra, durante cerca de 25 anos consecutivos entre 1964 e finais de 1989, altura em que foi nomeado pároco de Semide e Rio Vide e reitor pelo Santuário do Divino Senhor da Serra.
Entre Outubro de 1993 e o início deste mês orientou ainda a paróquia de Vila Nova, também no concelho de Miranda do Corvo.

Homenagem ao Cónego Avelino de Jesus Costa


Braga prestou no passado dia 4 de Janeiro, data em que completaria 100 anos, significativa homenagem àquele antigo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O programa constou de uma celebração eucarística, na catedral, presidida pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, da inauguração da Biblioteca do cónego Avelino, instalada no seminário conciliar de S. Pedro e S. Paulo, e de uma sessão cultural, com uma intervenção do doutor José Marques, subordinada ao título "Padre Avelino de Jesus da Costa: vida e obra" e a apresentação do livro "Cónego Avelino de Jesus da Costa no "Diário do Minho".
No prólogo dessa publicação, D. Jorge Ortiga fala da memória que se afirma, no presente e no passado, dizendo a começar: «A história da Arquidiocese faz-se pela realização de actividades e iniciativas que manifestam a sua vitalidade. Por outro lado, o presente eclesial é desafiado pelo futuro a construir na responsabilidade dum passado que urge conhecer. Nenhuma instituição, civil ou eclesial, tem futuro se não tiver memória do seu passado». E mais adiante: «O Cón. Avelino de Jesus da Costa, com o seu saber, surge, deste modo, como uma personalidade incontornável para um estudo da multissecular Arquidiocese Bracarense. Não podemos dispensar o seu contributo e este deve ser conhecido para poder ser imitado». A sua tese doutoral sobre "O Bispo D. Pedro e a Organização da Diocese de Braga" aí está a comprovar as palavras do arcebispo bracarense.
Por seu turno, D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga, sob o título "Cónego Avelino da Costa mais espírito do que corpo" evoca os seus tempos de Coimbra, enaltece o seu vasto saber e conclui: «A sua feliz memória – que é honra e orgulho para a Igreja e o Presbitério de Braga – sobreviverá longamente na preciosa herança que legou à Cultura, mormente na área da História medieval».
Finalmente o cón. Leite de Abreu a quem se deve a preparação daquele traça um quadro do seu conteúdo agrupado pelas seguintes áreas: XIV centenário do I concílio de Braga, subsídios hagiográficos, ritos e livros litúrgicos, culto e devoções, sínodos e constituições diocesanas, a cultura em Braga, apontamentos para a história bracarense, arcebispos de Braga, curiosidades históricas, impressões de Roma, de Paris e de Barcelona, o pulsar da vida religiosa, personagens ilustres, pelo Alto Minho e as "aparições" do Barral.
Todos os actos decorreram com grande dignidade e muita elevação a condizer com a estatura intelectual do homenageado que em 1943 se havia matriculado em Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, nela vindo depois a ser um dos seus mestres mais ilustres com reconhecida reputação dentro e fora do país.
Manuel Augusto Rodrigues

Jovens de Coimbra peregrinam a Taizé

O Secretariado da Pastoral Juvenil da diocese de Coimbra promove, de 2 a 11 de Fevereiro, uma peregrinação de jovens a Taizé. Nesta localidade, no Sul da Borgonha, em França, encontra-se a comunidade ecuménica internacional fundada em 1940 pelo irmão Roger. Os irmãos comprometem-se para toda a vida na partilha dos bens materiais e espirituais, no celibato e numa grande simplicidade de vida. Actualmente, a comunidade tem cerca de uma centena de irmãos, católicos e de diversas origens evangélicas, vindos de mais de vinte e cinco países. Desde o fim dos anos 50, milhares de jovens começaram a vir a Taizé para participarem nos encontros de oração e de reflexão que têm lugar semana após semana. De um domingo até ao domingo seguinte, cada um é convidado a entrar no ritmo de uma vida comunitária durante uma semana: reunir-se com os irmãos três vezes por dia para a oração, juntar-se a pessoas de outros países para os encontros, as refeições, as discussões em pequenos grupos, e diversos trabalhos.

Serenata Solidária a Santo Estêvão



A Comissão da Fábrica da Igreja de Pereira organizou, dia 5 de Janeiro, uma Serenata Solidária na Igreja de Santo Estêvão, em que participaram 14 fadistas que interpretaram fados de Lisboa e de Coimbra. A iniciativa, precedida de um jantar no Celeiro dos Duques de Aveiro, reunindo cerca de 200 participantes. José Rasteiro, elemento da Fábrica da Igreja, disse que "a Serenata a Santo Estêvão está enquadrada nas festas de louvor ao padroeiro de Pereira" que se celebraram no dia 26 de Dezembro, sublinhando que "a iniciativa teve por objectivo a angariação de fundos para o arranjo do altar do Santíssimo e para fazer uma limpeza geral da igreja que ficou danificada com as cheias de 2001". "Na Europa só há mais dois altares com estas características", enfatizou José Rasteiro, avançando que "a recuperação que pretendemos levar a cabo vai custar mais de 33 mil euros".


Aldo Aveiro

Movimento dos Cursos de Cristandade


Realiza-se no domingo, dia 13 de Janeiro, nos baixos da Sé Nova, pelas 18 horas, o encerramento do 120.º Curso de Cristandade de homens da Diocese de Coimbra e no dia 20, à mesma hora e no mesmo local, o encerramento do 103.º Curso de Cristandade de senhoras.

Oficinas de Oração e Vida na Casa do Clero


Realizou-se no passado dia 25 de Novembro de 2007, na Casa do Clero, o Dia Diocesano das Oficinas de Oração e Vida (T.O.V.) Realiza-se nos primeiros sábados de cada mês, o dia mensal do guia.

D. Albino Cleto celebra em Miranda do Corvo o Dia Mundial da Paz

Aproveitando a oportunidade da inauguração do Centro Paroquial de Miranda do Corvo, no dia 1 de Janeiro, o Bispo de Coimbra presidiu à Eucaristia da comunidade paroquial, e deu uma particular atenção à celebração do Dia Mundial da Paz. A seguir fez a bênção e inaugurou o novo Centro Paroquial, acto a que assistiu, para além da comunidade cristã, a presidente da Câmara, Dra. Fátima Ramos, vereadores e forças vivas locais. Usaram da palavra, o pároco, Padre Armando Duarte, o seu antecessor, Padre Daniel Mateus, a Dra. Fátima Ramos e, finalizando, o Bispo da Diocese. Na homilia, D. Albino Cleto fez uma ligação aos textos litúrgicos, para sublinhar o dom de Deus, "essa paz que temos no coração, quando nele está o próprio Deus", disse, pondo em destaque o texto da segunda leitura.
Aludindo à mensagem do Santo Padre, referiu que "a paz vem da família", partindo da "família natural até à grande família do mundo, comunidade humana", salientando os inúmeros focos de falta de paz na comunidade humana. Depois, propôs "os caminhos que hão-de levar a esta paz. E a primeira condição, diz o Papa, é tomarmos consciência que somos membros dessa família humana. Cada um assuma que é membro desta grande família humana, irmão de todos os outros". Assim, deu os exemplos do convívio laboral com irmãos do Leste ou de outras raças e nacionalidades. Igualmente sublinhou as notícias que acompanhamos na comunicação social de conflitos noutros países, de povos em guerra, e quando pedimos a paz, na celebração, interrogou o bispo de Coimbra, "será apenas para a nossa família, para a nossa terra"? Mas continuou: "Quantos vezes as guerras que sofrem esses povos não vêm deles, mas de outros que vão lá buscar as suas riquezas e provocam a paz entre eles".
Avançando, exemplificou: "Há dois meses em Roma, no Conselho para a Paz e a Justiça, recebíamos esta triste notícia: os países da Ásia são os que agora mais compram armas modernas para a guerra; e porque querem armas mais modernas, vendem as velhas para África, que as compram, para a guerra entre eles, africanos". E interpelou: "Como havemos nós, os cristãos, assumir isto?" Para concluir: "A família humana precisa de ser educada para a paz. Será que cada um de nós já cumpre o que Cristo diz nas bem-aventuranças? Cada um ainda tem de aprender a ser um filho de Deus para construir a paz, à sua volta, e até mais longe", afirmou.
O Santo Padre diz-nos: "Olha para a tua família de sangue, a casa onde vives, e vê se nela há uma escola de educação para a paz. Ele começa por lembrar que, se esta família de sangue está em crise, não tenhamos ilusão que destruímos a escola de formação para a paz, e cada vez mais haverá guerras, até dentro do País. E o Papa di-lo claramente: "a primeira escola para a paz é a casa onde cresce cada um", recordou.
"Se a família não tem permanência de mãe e de pai, se as crianças de hoje são carenciadas afectivamente, geram o individualismo, e este raramente é construtor da paz. Que cada um de nós estime a família onde come e vive, porque está a preparar o ambiente para a educação de cidadãos de paz".
Chamou depois a atenção para os mais vulneráveis, que podem ser um filho, doentes ou dos idosos. "Aprendemos a estar atentos aos mais pobres e velhos na nossa casa, que podem ser cidadãos da Ásia, da África ou da América Latina", referiu.
Depois convidou a reflectir sobre a casa da grande família humana, que é a Terra, precisamente quando iniciamos o Ano Internacional do Planeta Terra. E lembrou: "Por isso o Papa diz que não haverá paz, se não cuidamos do ambiente, importante para nós, que agora estamos vivos, e para a geração futura". E recorda que o Santo Padre chama a atenção aos países ricos que estragam o ambiente, e os países mais pobres, que não têm possibilidades de se defender, vêm os seus rios e florestas a conhecer a destruição. "Temos de ser mais simples, mais pobres, para que não estraguemos o ambiente, para nós que agora vivemos, e para as gerações que nos hão-de seguir", afirmou.
Por último, o Santo Padre diz que em todas as famílias há regras, da lei moral, e, na medida em que as respeitemos, estamos a pôr o primeiro alicerce da paz. Na medida em que a esquecemos, e que Deus colocou nos dez mandamentos, não haverá paz possível. "Que Nossa Senhora, Rainha da Paz, nos dê a paz que nos trouxe o Príncipe da Paz".



Armando Duarte

Jovens missionários combonianos em Coimbra celebraram Ano Novo com oração


Os jovens missionários combonianos do grupo Fé e Missão de Coimbra, uma vez mais, reuniram-se para celebrarem a passagem de ano, unidos em torno do espírito cristão sob o nome: "Reveillon XL".
A dinâmica original que orientou a proposta, teve como pano de fundo uma caminhada pela paz, nas ruas da cidade de Coimbra, onde os jovens contactaram com a população, celebraram Eucaristia em quatro paróquias e encetaram caminho até ao Carmelo de Santa Teresa.
Segundo o Padre Leonel Claro, responsável pela Pastoral Vocacional Juvenil dos Missionários Combonianos, esta foi a melhor forma de sublinhar a dimensão da paz através dos valores da oração, da tranquilidade, da comunhão e silêncio perpetrados por quem dedica a sua vida à oração.
Integrado no programa do ano, "Rasgar horizontes à missão", os jovens foram interpelados pelo seu compromisso para a paz. "Se não houver um compromisso do jovem pela paz, que se inicie interiormente, dificilmente se alcançam situações de paz", explica o Padre Leonel Claro.
O encontro com as religiosas do Carmelo foi muito valorizado pelos jovens. O contacto com as irmãs de clausura, retiradas da sociedade que se dedicam ao trabalho e à oração "impressiona". Os jovens "saem inquietos de um encontro como este", explica, e interrogados a nível vocacional.
Existe uma ideia errada sobre a clausura. Espalha-se a ideia de tristeza e da apatia. "Quando se percebe o sorriso das irmãs, quando falam da vida, do que partilham, do seu trabalho, até da falta de tempo para realizar todas as actividades a que se propõem, isso muda a perspectiva que os jovens têm de um convento".
Depois da oração, a grade que separava as religiosas dos jovens não se fez sentir quando o diálogo começou e a curiosidade falou mais alto.
Perante a expectativa dos jovens, as irmãs partilharam a sua vida e as razões da sua opção. As religiosas falaram também dos jovens, da realidade, construindo um "momentos muito rico, cheio de perguntas".
As irmãs do Carmelo "mostram-se sempre muito disponíveis para estar com os jovens".
O restante encontro foi composto por momentos de oração, de revisão do ano a nível social, humano, de fé e compromisso cristão, realizado já no grupo Fé e Missão dos jovens missionários combonianos.
A maioria dos 61 participantes desta iniciativa, manifestam já um compromisso com a sua paróquia, integrando várias actividades. Mas neste encontro "é importante fazer uma avaliação do ano que passou, o que viveu e os acontecimentos humanos, familiares e sociais que marcaram a sua vida", e também como cresceu na fé. A noite de 31 foi reservada para a festa.



Mundo de incertezas quanto ao futuro
O responsável pela pastoral vocacional juvenil dos missionários combonianos aponta que os jovens se sentem inseguros quanto ao futuro. "Questionam-se sobre o que estudam, se a sua formação dará respostas no futuro", admite.
A fé dá respostas aos jovens que procuram segurança e "coisas novas". Quem se integra nas paróquias alimenta o desejo de "renovação". Outros há que se sentem "excluídos e afirmam que a Igreja não dá lugar aos jovens".
Quando incentivados e acompanhados, "os jovens sentem-se bem e vivem, dando testemunho e criam compromissos".
Exemplos de compromisso são os muitos jovens que partem em missão. "A missão atrai pela aventura, pelo diferente, o desconhecido que puxa, acrescido à vontade de fazer algo pelo mundo e pela sociedade".
Mas a missão assusta também, porque "implica deixar as seguranças, o que se tem, a família, que no contexto actual são cada vez mais pequenas", explica o Padre Leonel Claro. Os missionários combonianos sentem "a dificuldade do compromisso, especialmente a longo prazo".
Agência Ecclesia

Cantanhede recebe Conferência Nacional Alpha 2008



Vai ter lugar a Conferência Nacional do curso Alpha de 19 a 20 de Janeiro próximo, no Centro Paroquial de Cantanhede. O alojamento será no Marialva Park Hotel, que fica ao lado.
Esta conferência, de um fim de semana, destina-se a formar as equipas de animadores, que os párocos interessados no curso Alpha enviam, para que recebam as competências necessárias para realizarem o curso nas sua paróquias e assim evangelizarem de uma forma sistemática e frutífera. Neste fim de semana serão dadas, além das conferências gerais para todos, tais como «os princípios do curso Alpha, os aspectos práticos do curso, como ser um bom animador do curso» e várias outras, também ateliers ou work-shops, onde os que já animam Alpha há mais anos, podem ir aprofundando e melhorando sempre mais o seu curso. Pretende-se também que os animadores, não só aprendam e apreendam como se faz o curso, mas também, comunicar-lhes o entusiasmo espiritual pelo anúncio do evangelho, fazendo-os compreender que o trabalho tão urgente da evangelização é um serviço de caridade e de misericórdia que Deus nos pede que prestemos à humanidade.
As inscrições devem ser feitas até ao dia 15 de Janeiro.
Para mais informações pode visitar o site www.alphaportugal.com ou telefonar para o Secretariado Nacional Alpha através do tf 231.461270, fax, 231461120.
Pode ainda enviar mail para p.jorgessantos@gmail.com

Carapinheira reconstituiu Cortejo dos Reis Magos



Das manifestações natalinas que se realizam na Carapinheira, procurando reviver passagens bíblicas do nascimento de Cristo, da visita dos Reis Magos e dos pastores a Belém para adorar o Menino Jesus, salienta-se o antiquíssimo “Leilão ao Menino Jesus”. Numa época de intensa invasão cultural pelos meios de comunicação, em que se assiste a uma completa desnacionalização dos bens oriundos das culturas populares, na Carapinheira a tradição cumpriu-se, mais uma vez. Este ano, como já aconteceu há alguns anos, o leilão de oferendas foi precedido pelo cortejo dos Reis Magos.
Gaspar, Baltazar e Belchior, renunciando a própria vida, decidiram seguir a estrela de Belém que anunciava o nascimento de Jesus Cristo e de uma nova vida. Talvez o facto de um mago ter ofertado “ouro” a Cristo, que mostrava a realeza (presente ofertado a Monarcas como costume da época), abriu espaço de pompas aos demais que receberam o titulo de Reis; outro ofertou mirra, simbolizando e professando que aquele era um homem comum e sofreria como qualquer outro, era a mortalidade do ser humano, quando um terceiro ofereceu incenso, que se dava somente a Deus e que subia aos céus assim proclamando a Glória e a Divindade do Altíssimo.
O cortejo teve início junto da Casa Paroquial, com a estrela, no topo de uma altíssima vara, a “guiar” os passos dos reis Gaspar, Baltazar e Belchior, que refreiam os seus cavalos para acompanharem aquele astro “pedestre”. Ao princípio, os Reis Magos, de vestes coloridas e entusiasmados por irem encontrar o Salvador, seguem sozinhos, mas aos poucos, conforme a comitiva vai seguindo o trajecto, vão ganhando companhia. Pastores, camponeses, lavradeiras, todos vestidos a rigor à antiga portuguesa, juntam-se ao cortejo, uns com burros, outros com ovelhas ou cabras, todos para verem o Menino que acabou de nascer.
Mas antes dos reis e pastores chegarem ao Messias têm de passar pela Casa de Herodes, onde dialogam, em cantos e refrões previamente ensaiados, com o velho soberano a pretende saber onde está Aquele que julga lhe vai disputar o trono.
Reis Magos cá em baixo, Herodes lá em cima, os actores vão trocando informações, sobre o nascimento de Jesus. À despedida Herodes diz: “Digníssimos soberanos/segui o vosso destino/na volta vinde por aqui/dar-me parte do menino”, respondendo os Magos “Descansai real senhor/que fica a nosso cuidado/na volta por aqui vimos/notar o que for passado”.
Aqui, Herodes puxa da espada e reproduz, irado, a profecia: “E tu Belém, terra de Judá!/com seres menores entre as cidades de Judá!/Pois de ti há-de sair o Senhor/que há- de governar a Israel, meu povo”.
Entretanto, a comitiva segue o seu caminho, continuando a desenrolarem-se quadros representativos do nascimento de Jesus: os Escribas e Sacerdotes, o Velho Simeão, a Fonte de Elias, a Velha, a Cabana dos Pastores, onde o Anjo lhes anuncia o nascimento de Jesus e por fim o Presépio ao Vivo, junto da Igreja Matriz, onde o casal Pedro Lameiras e Andreia Monteiro com o seu filho Daniel, de 3 meses, recriaram a Sagrada Família. Venerando o Messias, os reis oferecem ouro, incenso e mirra, que representam as três dimensões de Cristo - realeza, divindade e humanidade.
No final do cortejo, o padre José Luís Ferreira deu início ao leilão das oferendas ao Menino Jesus - batatas, feijão, cebolas, alhos, batatas, frutas, abóboras, mel, azeite, animais de capoeira, as tradicionais fogaças, bolos, vinhos – e cujo resultado reverte em benefício da Igreja.
O Leilão de Oferendas ao Menino Jesus é uma organização do Conselho Económico da Igreja Paroquial, que também colaborou com o Grupo de Jovens e Grupo Coral na realização do Cortejo dos Reis Magos.



Aldo Aveiro

Alargado às paróquias do arciprestado

Carapinheira dinamiza 3.º Curso Alpha

No próximo dia 17 de Janeiro inicia-se, na paróquia da Carapinheira, o 3.º Curso Alpha, abrangendo também algumas paróquias do arciprestado. Este curso, a decorrer no Centro Social e Paroquial “é uma evangelização de futuro”, tem uma participação de cerca de 80 novos catecúmenos, sendo organizado pelo diácono Lusitano Rainho, coadjuvado por diversos monitores/animadores.
O Curso Alpha é um meio de primeiro anúncio das bases da fé cristã. Nascido há vários anos em Londres, ele tem sido utilizado por todas as igrejas cristãs, e nomeadamente pela Igreja Católica em muitos países do mundo. Em Portugal, começou-se no ano 2000, nas paróquias então confiadas aos padres da Comunidade Emanuel: Febres, Vilamar, S. Caetano, Corticeiro de Cima, Covões e Bolho.
O Curso Alpha também é dirigido especialmente a “novos convertidos” e “afastados da fé”, que desejam aprender mais sobre a fé cristã, aos praticantes ocasionais, aos novos cristãos, aos que querem “refrescar” as bases da sua fé, aos novos paroquianos que desejam integrar-se na vida da paróquia. Decorre ao longo de 10 sessões semanais e inclui uma refeição em conjunto, ajudando as pessoas a conhecerem-se; uma palestra sobre um tema sobre o cristianismo, e um momento de discussão e reflexão sobre o tema de cada sessão, em pequenos grupos, onde os participantes são incentivados a formular perguntas e expressar livremente as suas opiniões. “Quem é Jesus?”; “Porque é que Ele morreu?”; “Sagrada Escritura”; “A diferença que faz a fé na vida”; “Oração”; “O que é a Igreja?” e “Evangelização” são alguns dos temas em análise e debate. A meio do curso há um retiro onde são estudadas “a pessoa e a obra do Espírito Santo”, havendo, no final, a Festa Alpha.
O Curso Alpha consiste, pois, na realização de uma série de palestras alusivas às perguntas chaves da fé cristã. Para o participante é a oportunidade de encontrar respostas para as muitas perguntas em aberto. Para as igrejas é uma ferramenta de evangelização, destinada principalmente aos incrédulos. É ainda uma forma de adoptar um modelo de evangelização que envolva os membros, não somente os líderes, pastores ou padres.
A forma de receber as pessoas, o ambiente dos grupos pequenos, a comida, a arrumação das cadeiras, as flores, a música, e até o próprio material estudado, tudo é pensado de forma a ficar o mais atraente possível para a pessoa comum, particularmente para “as pessoas de fora da igreja”, pretendendo entusiasmar os participantes para uma vida cristã. O Curso Alpha fundamenta-se no Evangelho, e é ministrado em 152 países e em 30 mil paróquias. Foi traduzido em 47 línguas e dirige-se a todas as categorias sociais.
Aldo Aveiro