Correio de Coimbra

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3 de abril de 2007

Homilia de D. Albino Cleto, aos sacerdotes, em Quinta-feira Santa na Sé Nova

Exortando os padres a lerem a exortação do Papa "Misterium Caritatis" sobre a celebração da Eucaristia, o Bispo de Coimbra afirmou que "alguns dos nossos órgãos de comunicação social não entenderam o documento, reboscando nele apenas sinais de alteração na vida da Igreja"


Homilia de D. Albino em Quinta-feira Santa
"A exortação Misterium Caritatis é um guia precioso para a digna celebração da Eucaristia"
Concede-nos Deus uma vez mais a graça e a alegria de celebrarmos o mistério da Eucaristia no conforto do Presbitério que somos. É este mistério que, acima de tudo, nos define como sacerdotes.
Assim o repete a última Exortação do Santo Padre Bento XVI, "Sacramentum Caritatis", guia precioso para a digna celebração da Eucaristia que tomo como fonte de algumas considerações sobre a celebração deste "mistério de amor" que torna presente a Ceia de Jesus, memorial da sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Alguns órgãos da nossa comunicação social não entenderam o documento, rebuscando nele apenas sinais de alteração na vida da Igreja, alteração que venha ao encontro de gostos superficiais e facilidades da sensibilidade actual.
Que nenhum de nós, padres, se dispense de o ler, de modo a reavivar na sua vida espiritual e no seu labor apostólico aquela verdade que tantas vezes enunciamos: A Eucaristia é o coração da Igreja.
Sim, é para a Igreja que ela existe, tal como o coração é para a vida de todo o corpo. E, no entanto, a comunidade cristã sem o sacerdote não a pode ter. Ao longo de vinte séculos, sempre o entendeu assim a fé católica: Só pelo poder sacerdotal que, pela imposição das mãos de um Bispo, se recebe em cadeia de sucessão que tem a sua origem nos Apóstolos, só pelo nosso poder sacerdotal se realiza o que o Senhor Jesus ordenou aos mesmos Apóstolos: "Fazei isto em memória de Mim" Que grandeza e que responsabilidade a nossa, queridos padres!
Que grandeza! Está em nossas mãos a fonte maior em que os crentes bebem a água da vida que corre do Coração de Cristo!
Que responsabilidade! Cumpre-nos, como primeira obrigação da nossa missão de padres, zelar para que esta fonte não deixe de correr com a frequência e a abundância necessárias para a vida da comunidade, com a frescura atraente de uma celebração digna, festiva e educadora da fé.
É verdade que, por nossa fraqueza, nem sempre assim acontece. O zelo, sentido por nós como obrigação, de assegurar às povoações a Missa dominical ou a vontade de a garantir em funerais ou outras situações particulares exigem-nos a repetição de celebrações, que se tornam tantas vezes rotineiras, apressadas, distraídas… Deus, que bem conhece a nossa fraqueza mas também a nossa generosidade, nos perdoará este pecado. Que, pelo seu Espírito, nos ajude a preparar a Missa de cada dia, alimento maior da nossa vida espiritual, bem como daqueles que nela participam. Como recorda a Exortação, "a espiritualidade sacerdotal é intrinsecamente eucarística; a semente desta espiritualidade encontra-se já nas palavras que o Bispo pronuncia na liturgia da ordenação: Recebe a oferenda do povo santo para a apresentares a Deus. Toma consciência do que virás a fazer; imita o que virás a realizar"(n.80).
Isto, no tocante ao nosso caminho pessoal de espiritualidade.
E que dizer sobre a atitude pastoral de quem, na celebração das Eucaristia, preside à mesa como pai de família?
O amor e o zelo por aquele que é o mais sagrado dos sacramentos,
levar-nos-á a dedicar-lhe uma permanente atenção, e consequente empenho, ao modo como ele se vive nas comunidades a que presidimos.
Permiti que vos alerte uma vez mais para alguns riscos que corremos actualmente neste campo e para os quais nos alerta a Exortação Apostólica.
A falta de sacerdotes e o desejo de manter os cristãos fiéis à reunião dominical tem aumentado entre nós o número de celebrações presididas por leigos devidamente mandatados. Esta é uma riqueza que se verifica na Diocese que somos, mas que nos pede, antes de mais, uma catequese cuidada sobre a diferença entre Eucaristia, Ceia do Senhor, e a simples, ainda que louvável, assembleia dominical de oração na ausência de um presbítero; afinal é a diferença entre a fonte e um pouco de água que nela se bebe.
Catequese difícil de fazer, na medida em que as pessoas aprendem mais pelo que vêem do que pelo que ouvem. Ora acontece que os modelos daquelas celebrações seguem tão de perto o da Missa que bastantes fiéis tendem a aproximar na importância os dois actos sagrados. Por isso afirmei que esta é uma catequese difícil, a exigir boa preparação.
Em determinadas situações, entre elas as vossas merecidas férias, surge a solução de substituir a Missa dominical por uma celebração presidida pelo ministro extraordinário. Quando assim tiver forçosamente de acontecer, procurai fazê-lo e justificá-lo de tal modo que não permaneça no espírito dos crentes a impressão de que os actos se equivalem. Praza a Deus que os próprios leigos que presidem à celebração sejam os primeiros a sensibilizar os participantes para a falta do memorial da Ceia do Senhor, a falta da Missa.
E como não consciencializar os mesmos participantes para a causa primeira desta falta, que é a diminuição do número de padres, experimentada dolorosamente por nós, ainda há poucos dias, com a morte inesperada de dois membros do Presbitério?... Diz o texto pontifício: Essas assembleias devem "tornar-se ocasião privilegiada de oração a Deus para que mande sacerdotes santos segundo o seu coração" (n.75).
O mesmo pedido de implorardes insistentemente a bênção de mais padres vos lanço a todos vós, queridos consagrados e demais leigos que viestes hoje aqui e vos alegrais com esta coroa dos nossos padres que comigo rodeiam a mesa do altar.
Esta é a mesa de todos. É a mesa onde Deus quer sentar o servo fiel e prudente e também o filho pródigo. Mesa em que o Senhor Jesus, pelos seus sacerdotes, serve o Pão da Vida, que é Ele mesmo entregue pela salvação do mundo.
Na sociedade em que vivemos, sociedade "em acentuada mudança cultural", muitos não entendem já esta linguagem porque se apagou neles a luz da fé. Por isso, prendem-se apenas aos enfeites da mesa, ao atractivo da festa, que é como quem diz, aos cânticos, aos gestos, à indumentária, enfim, àquilo que é o rito. A quem se interroga sobre a permanência do gregoriano ou do latim, teremos de responder que esses são apenas pormenores, justificáveis pela dignidade da festa ou pela diversidade dos participantes. No entanto, sejamos sensíveis, e esta é obrigação de todos, padres, acólitos, leitores, cantores e outros, também aos pormenores da festa, ao rito litúrgico, isto é, ao modo como cuidamos de celebrar a Ceia do Senhor.
A Eucaristia é o Coração da Igreja e a sua celebração dominical é a melhor catequese, também numa sociedade em mudança. Nesta sociedade, marcada pelo individualismo e exagerado valor da opinião pessoal, a obrigação grave de "ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda" perde cada vez mais, até nas crianças, o seu peso, o seu valor de ajuda à consciência. Pois que seja a própria beleza da celebração e o convite dos que a preparam, a realizam e dos que a ela são fiéis a atrair muitos que agora deixam vazio o seu lugar.
Evitemos, porém, o erro que seria o de apelarmos somente para o dever de participar na reunião do grupo a que pertencemos, como se de um clube se tratasse. Invoquemos as razões maiores e que todos as reconheçam em nós, padres, em nós que amamos este sinal humilde e prodigioso do amor de Deus, este "sacramento da caridade" divina.
As razões maiores estão nas palavras do nosso Mestre e Senhor: "Fazei isto em memória de Mim", porque "o Pão que Eu hei-de dar é a minha carne pela vida do mundo".



+ D. Albino Cleto


(Quinta-feira, 5 de Abril de 2007)

Faleceu o Padre Virgílio Francisco Gomes


O padre Virgílio Francisco Gomes, pároco da Pampilhosa, morreu no passado dia 30 de Março, com um enfarte do miocárdio. O seu funeral realizou-se no dia 31 de Março na Pampilhosa do Botão com missa de corpo presente, presidida por D. Albino Cleto e concelebrada por muitos sacerdotes da diocese. Foi sepultado no cemitério de Mira de onde era natural.
Ordenado por D. Ernesto Sena de Oliveira, a 15 de Agosto de 1957, foi nomeado pároco de Teixeira e Cepos, Arganil, a 26 de Outubro do mesmo ano. Em Outubro de 1959 torna-se responsável pela paróquia de Alvares e em 1963 pela paróquia de Samuel. Cerca de dois anos mais tarde, assume também a responsabilidade pastoral pela comunidade de Vinha da Rainha. Na Pampilhosa e no Botão esteve, como pároco, desde 1972. Já no ano de 2007, em Fevereiro, foi nomeado pároco da Vacariça.
Sacerdote comunicativo e alegre. soube criar amizades e construir comunidade em todas as paróquias que serviu.

Fé e Compromisso

CREDIBILIDADE PRECISA-SE


José Dias da Silva

Recentemente tive oportunidade de participar numa mesa redonda sobre "a Igreja, em Portugal, hoje". Os "assistentes" participaram razoavelmente, mas o saldo poderia resumir-se a várias queixas, lamentações que baste, algumas ideias, poucas propostas e, como é habitual em muitas reuniões eclesiais, nenhum compromisso sério.
Deste exercício intelectual queria pegar numa ideia interessante: hoje, de um modo geral, o discurso da Igreja não tem relevância pública… a não ser quando critica alguma das chamadas "questões fracturantes": mas neste caso não é para avaliar os argumentos expendidos, mas para criticar liminarmente e divulgar a ideia de quão reaccionária a Igreja é!
Alguns dirão que se trata de "má vontade" dos meios de comunicação. É bem possível que assim seja e todos conhecemos casos que abonam em favor desta tese. Mas eu gostaria de ir mais longe, pois não nos devemos ficar pela acusação cómoda de que a culpa é dos outros. Seria muito mais importante começar por detectar as nossas próprias culpas e tentar superá-las.
Será que estamos a falar de modo adequado para os tempos actuais? Se as nossas palavras não são inteligíveis, ninguém as ouve e, se as ouve, não as compreende. Mais ainda, tenho a sensação de que andamos a dar respostas a perguntas que ninguém coloca e não respondemos àquelas que as pessoas hoje fazem, embora sem as fazerem directamente. É como se vivêssemos num outro tempo. Um mundo em que a relevância social da Igreja era tal que bastava falar para ser ouvida, mesmo que não dissesse nada de útil.
Mas não se trata só das palavras certas; há também um problema de atitude. E o espírito de diálogo e de solidariedade com o mundo tão instado pelo Concílio (por exemplo, GS 1-3) nem sempre está presente. Falta-nos a atitude tão recomendada de sermos seguidores de Cristo: "Mas assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição também a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação" (LG 8). Este espírito ou esta espiritualidade passa pelo reconhecimento da justa autonomia da realidade (GS 36) e de que a Igreja não tem soluções para tudo (GS 33) devendo procurá-las em colaboração com todos os homens de boa vontade (OA 4; 7). Passa pela conversão da afirmação clássica de que "fora da Igreja não há salvação" para outra bem mais exigente de que "fora do mundo não há salvação" (GS 43: "O cristão que descuida os seus deveres temporais falta aos seus deveres para com o próximo e até para com o próprio Deus e põe em risco a sua salvação eterna"). Passa pela transformação de uma pastoral de manutenção (Igreja, estação de serviços) a uma pastoral missionária (comunidade que vive os valores do Reino). Efectivamente a Igreja existe para testemunhar os valores do Reino de Deus no mundo, na fidelidade ao espírito das Bem-aventuranças, optando pelos pobres no meio de uma sociedade consumista, construindo a paz e lutando pela justiça em todas as situações desumanas e injustas, praticando a misericórdia numa sociedade pouco dada à solidariedade, oferecendo espaços de acolhimento numa sociedade potenciadora do individualismo, dando razões de esperança num tempo sem sentidos de futuro e dando testemunho de fé num Deus libertador num clima atravessado pela indiferença e pelo relativismo.
Mas todo este trabalho de "recuperação da imagem e da credibilidade" passa também por uma mobilização de todos os católicos no sentido de que todos possam e saibam dar razões da sua esperança (cf. 1Ped 3,15). E isto implica que a hierarquia comece por ter credibilidade dentro da própria Igreja. Parecerá uma heresia o que acabo de dizer, mas muitos de nós leigos nem sempre nos sentimos respeitados. Temos a sensação de que não contamos para nada do que é essencial (quem cumpre as recomendações da LG 37?) e até há argumentos disfarçados teologicamente que nos tratam como se fôssemos menores de inteligência. Deixo apenas um exemplo. Um dos argumentos utilizado (dogmatizado?) pelo Magistério para que as mulheres não sejam "ordenadas" é a (suposta) vontade de Jesus porque não as quis chamar para o grupo dos Doze (MD 26). No entanto, apesar da vontade (explícita) de Jesus que quis chamar homens casados para o grupo dos Doze e até estabeleceu um deles como cabeça, a hierarquia recusa-se a "ordenar" homens casados. Argumentar desta maneira é uma atitude séria? É respeitadora da inteligência dos cristãos?
Hoje não são só as pessoas do mundo que precisam de uma linguagem séria, actualizada e credível. São também os próprios católicos que dela necessitam para se sentirem pessoas de pleno direito dentro da Igreja, para se prepararem adequadamente para dialogar com a cultura do nosso tempo e para poderem ser cada vez mais o rosto visível de Cristo no meio do mundo, onde "são chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade" (LG 31).

Entidades de Coimbra reunidas para apreciar projecto

Devolver à Sé Velha a sua antiga dignidade


No dia 30 de Março, o pároco da Sé Velha reuniu algumas entidades da cidade, a quem apresentou um projecto de dignificação da antiga catedral de Coimbra. Presente D. Albino Cleto, bispo da diocese, lembrou a necessidade, por questões práticas, de continuarem na Sé Nova as grandes celebrações, permanecendo a Sé Velha como um símbolo das raízes cristãs da cidade.



Devolver à Sé Velha a dignidade de Catedral, que lhe foi retirada há 250 anos, é o sonho de um grupo de cidadãos que se juntou para recuperar e refazer a visibilidade da velha Sé da Coimbra, tanto a nível religioso, como a nível histórico e arquitectónico. O primeiro passo é dotar a Igreja de um órgão de tubos, que permita dar nova vida à Catedral, enriquecer a sua função litúrgica e, mediante protocolos adequados com o Conservatório de Música de Coimbra e outras entidades, estruturar um núcleo de formação de organistas e planificar concertos para o turismo.
O projecto, que foi, pela primeira vez, apresentado a Coimbra com o concerto Anúncio de Natal, foi lançado por José Mesquita e Joel Canhão, ambos maestros, e por António Jorge da Silva, um académico. Ao monsenhor João Evangelista foi proposta a criação de um grupo que fosse capaz de várias iniciativas para colocar a Catedral num lugar de destaque aos olhos da cidade e aos olhos dos cerca de 70 mil turistas que anualmente cruzam as portas desta Igreja do século XII, nascida por altura da Fundação de Portugal. A criação de documentos explicativos, a organização de visitas turísticas, o contacto com os meios de comunicação social e a criação de uma página da Internet são apenas alguns dos pequenos passos já planeados e em concretização.
"Uma casa de Deus com os homens": esta foi uma das expressões utilizadas por Monsenhor João Evangelista, na sexta-feira da semana passada, para iniciar uma curta visita guiada à Sé, repleta de simbolismo religioso, apoiado pela arte e pela história, inscritas em cada pedra. Depois da visita, seguiu-se uma apresentação do projecto, a que se associaram o Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, o governador civil, Henrique Fernandes, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Encarnação e o representante da Casa da Misericórdia de Coimbra, Aníbal Pinto Castro. Presentes estiveram, também, os elementos que compõem actualmente o Grupo de Missão pela Dignificação da Catedral Histórica de Coimbra, onde se integra José Mariz, empresário, para além dos autores da ideia. O grupo trabalha em conjunto com a Fábrica da Igreja.
Lembrando a necessidade de continuar a realizar as grandes celebrações da diocese na Sé Nova, por questões práticas, D. Albino Cleto quis, no entanto, deixar claro que uma Igreja é mais do que um espaço físico e é, antes disso, "sinal da comunidade que nela se reúne". O Bispo de Coimbra apontou a Sé Velha como um símbolo das raízes cristãs bem fundas da cidade e referiu a instalação do novo órgão de tubos como uma possibilidade oferecida aos que vierem à Sé para "elevar a alma" pela música.
O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) esteve presente já em encontros e reuniões relativos à instalação do novo órgão de tubos. A intenção é que, dentro de cerca de um ano, este possa já fazer parte da velha Catedral.


Lisa Ferreira

Grupo de Jovens de Nogueira do cravo vence Festival da Canção



"Tu és o Filho de Deus vivo". De várias formas, com palavras diferentes e melodias próprias, foi isto que 11 grupos de jovens da diocese de Coimbra quiseram dizer a Cristo e a toda a gente, com a sua participação no XI Festival Jovem Diocesano da Canção Religiosa, que aconteceu em Sarzedo, Arganil, no dia 31 de Março. Organizada, anualmente, pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), a iniciativa faz parte do plano de actividades proposto por este organismo, que, este ano, convida os jovens de Coimbra a testemunharem a sua fé num Cristo a quem se quer dizer sim.
Ao grupo de jovens Reflexos de Cristo de Nogueira do Cravo, com a canção "Reflexos de Cristo", coube o primeiro lugar. Aos grupos de Mortágua, com a canção "Tu és o Filho de Deus vivo", e de Avô (grupo Effathá), com a canção "Ser como Tu", couberam os segundo e terceiro lugares respectivamente. O prémio para a melhor letra foi atribuído aos participantes de Nogueira do Cravo e o de melhor música aos jovens do grupo Ágape, de Oliveira de Hospital, pela canção "Em Ti a Vida e o Amor". O júri atribuiu ainda a distinção de melhor interpretação aos elementos do grupo de Mortágua. O prémio Ser, resultado de uma votação feita pelos concorrentes, foi entregue ao grupo de Oliveira de Hospital pela capacidade de relação, de manifestação de alegria, de partilha. O público elegeu, ainda, a canção de Nogueira Cravo como a sua preferida, o que determinou a atribuição do Prémio Auditório.
Os concorrentes iniciaram, algum tempo antes, uma caminhada comum na partilha de experiências, na oração e na reflexão. Tudo para que vencer o Festival deixasse de ser o mais importante. Durante a manhã do dia 31 de Março, os grupos participantes estiveram envolvidos em actividades de serviço à comunidade de Sarzedo. Alguns utentes de lares da região puderam viver uma manhã diferente, animada pela música, pelo jogo, pela conversa. Às 18h30, celebrou-se a Eucaristia do Domingo de Ramos na Igreja de Sarzedo, com toda a comunidade. O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, fez-se presente numa mensagem e num pedido aos jovens para que sejam Igreja e para que, ao jeito de Jesus Cristo, se entreguem aos outros. Na homilia, o padre João Paulo Vaz, director do SDPJ, assinalou também a Comemoração do Dia Mundial da Juventude, em todo o mundo, chamando a atenção para a mensagem do Papa para este dia: que os jovens sejam capazes de viver e testemunhar o Amor de Jesus por cada homem e mulher.


Lisa Ferreira