Correio de Coimbra

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13 de junho de 2008

Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças em Assembleia Nacional


Nos dias 7 e 8 de Junho realizou-se no Seminário de Vilar, no Porto, a XII Assembleia Nacional de Acompanhantes do MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças), com a presença de um grupo de delegados (crianças e adolescentes) das dioceses onde existe o movimento. Assim, estiveram presentes nesta Assembleia 55 participantes em representação das dioceses de Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Santarém, Angra e Funchal, em que se aprovou o Plano de Acção Nacional para o triénio 2008-2011 com o slogan: “MAAC: participação consciente para um mundo diferente!”, e onde foi eleita a nova Equipa Executiva.
É de destacar os principais objectivos do Plano de Acção Nacional 2008-2011: Continuar a desenvolver o protagonismo das crianças e adolescentes no seu meio, na Igreja, na sociedade e no MAAC; Continuar a expansão do movimento e a apoiar as dioceses em iniciação; Desenvolver e reforçar a união do movimento; Promover a formação dos Acompanhantes (inicial e contínua); Estabelecer ou reforçar a comunicação e parcerias com outras organizações; Reforçar a ligação interna e promover a divulgação do movimento no exterior; Desenvolver um trabalho a nível da Assistência (nas dioceses e nas bases) e de maior contacto com a hierarquia da Igreja (Bispos); Acompanhar os adolescentes que terminam a caminhada no MAAC na reflexão sobre o que pretendem fazer no futuro e como poderão ser jovens empenhados na sociedade e na Igreja.
É de realçar, a participação dos delegados de crianças e adolescentes das dioceses já referidas na discussão e votação do Plano Acção Nacional para o triénio e da nova Equipa Executiva.
Nesta Assembleia, saiu como compromisso continuar a percorrer o caminho de um maior protagonismo das crianças e adolescentes na tomada de decisões do movimento.

NÚCLEOS de VOLUNTARIADO E REFLEXÃO

Uma Iniciativa EMRC

Os Núcleos de Voluntariado e Reflexão são uma iniciativa da disciplina de EMRC, surgida em Abril de 2007, com o objectivo de incentivar os alunos a envolver-se em causas solidárias e a fim de desenvolver nos mesmos competências de trabalho social e de reflexão.
O primeiro núcleo foi formado por 12 alunos do sexto ano de Escolaridade da Escola Ferrer Correia, tendo os mesmos desenvolvido actividades em duas Instituições da Cidade de Coimbra: A Casa da Infância Dr. Elísio de Moura e a Casa dos Pobres de Coimbra. Ficaram alojados no Instituto da Sagrada Família.
No presente ano lectivo, juntaram-se a esta iniciativa mais duas escolas – a Escola Básica da Lousã e a Escola Marquês de Pombal.
Nos dias 31 de Maio e 01 de Junho, realizou-se o quarto Encontro de Voluntariado. Os voluntários e as respectivas professoras ficaram alojados no Instituto das Cooperadoras da Família.
Durante os 2 dias que dura a iniciativa, os jovens desenvolvem ainda, para além das actividades de voluntariado nas Instituições, reflexão acerca de um tema de vida importante para a sua formação pessoal, social e espiritual, assim como actividades de grupo, convívios entre famílias e eucaristia (dinamizada pelos próprios jovens).
Na casa onde ficam alojados, os jovens tem oportunidade de ficar a conhecer melhor o carisma de cada uma das Instituições, assim como os domínios em que se faz presente a Acção Social da Igreja.
Vale a pena saber o que pensam os jovens desta iniciativa (
http://www.eb23-senhor-serra.rcts.pt)
Porque o espírito solidário não conhece fronteiras!

Filme sobre a mensagem de Fátima vai ser apresentado em Coimbra


Vai ser lançado em Coimbra o DVD duplo, em 11 línguas, “Apelo da Mensagem de Fátima – a história e a mensagem”, baseado em dois livros da mais velha das pastorinhas, falecida em Fevereiro de 2005, numa altura em que o filme estava em preparação. O documentário, realizado e produzido por Thomas McCormack, conta toda a história das aparições de Fátima e alguns acontecimentos mais recentes, como a morte de Irmã Lúcia e do Papa João Paulo II.
O documentário, apresentado no Memorial da Irmã Lúcia, dia 23 de Junho, às 15h00, contém testemunhos vivos com quem diz ter visto o milagre do sol a 13 de Outubro de 1917, entre os quais o de João Marto, irmão de Jacinta e Francisco. Não faltam detalhes sobre o terceiro segredo de Fátima, uma alusão a Alexandrina, conhecida como a quarta vidente de Fátima, e uma conversa com a madre superiora do Carmelo, Irmã Celina de Jesus, que desvenda alguns mistérios da vida de clausura no convento. Surge também uma alusão à sétima visão nunca antes contada por Lúcia.
Inspirado em “Apelos da Mensagem de Fátima” – classificado pelo então cardeal Ratzinger como “o livro mais importante do século XXI” – e Memória da Irmã Lúcia, o DVD conquistou o primeiro prémio no Festival Internacional de Cinema Polaco em 2005, quando foi lançado.
No convite para a apresentação do DVD duplo em Coimbra, Thomas McCormack adianta que a intenção é fazer chegar o filme a “75% da população mundial do século XXI”. O facto de estar disponível em inglês, português, espanhol, francês, italiano, alemão, polaco, russo, letão, eslovaco e chinês deverá contribuir para chegar ao maior número de pessoas e cultura possíveis.
Aliás, realça o produtor, os dois DVD’s, filmados em Portugal, Itália, Irlanda e França, estão disponíveis em chinês mesmo antes que qualquer livro da Irmã Lúcia tenha sido traduzido nesta língua. O primeiro filme – a história – mereceu a aprovação do Santuário de Fátima e o segundo – a mensagem –, pelo Carmelo de Santa Teresa.
Quando, a 13 de Maio de 1999, Thomas McCormack visitou Fátima pela primeira vez não imaginou que, alguns anos volvidos, estaria no Carmelo de Santa Teresa com dois dos livros de Irmã Lúcia convertidos em DVD.

Projecto de nova paróquia arranca em Coimbra

Desde Outubro que um pequeno grupo de cristãos a residir na área do Areeiro, Alto de S. João, Vale das Flores, Belavista, Pólo II da universidade, Pinhal de Marrocos e Portela se vem reunindo com o P. Jorge Santos, para reflectir, rezar e dialogar sobre os passos a seguir na criação da nova comunidade cristã que se pretende organizar, como paróquia, naquela zona quando chegar o momento oportuno. Estas reuniões, já em si, são uma experiência de comunhão e por isso são já uma experiência de Igreja. Uma segunda etapa começa agora: o Padre Jorge Santos já liberto das responsabilidades de pároco de Febres, Vilamar, S. Caetano e Corticeiro, está já a tempo inteiro em Coimbra, para dar início a este trabalho de formação da nova comunidade. Por não haver ainda um espaço congregador de todo este vasto território, começou a celebrar nas pequenas capelas existentes no Areeiro, Portela, e capela da Casa de formação cristã, na Av Urbano Duarte. Entretanto foi pedido ao Instituto Superior de Engenharia de Coimbra o empréstimo pontual do anfiteatro para se fazer uma reunião com todos os cristãos que habitam nesta zona e que se manifestarem interessados neste projecto. Este encontro será no dia 22 de Junho, domingo, as 18.00h e seguir-se-á, uma hora depois, a Eucaristia. Para que todos os habitantes tenham conhecimento da iniciativa, foi feito um convite pessoal, pelo correio, a todas as cerca de 8000 famílias que ali habitam.
Uma outra etapa consistirá em encontrar um espaço provisório que possa funcionar como pólo aglutinador de toda aquela área, para depois se começar a pensar no espaço definitivo, isto é, a construção da igreja definitiva, para a qual já existe terreno na Portela. Agora é o tempo do sonho e da esperança, tempo da pobreza e da confiança, tempo da ousadia dos inícios, tempo da docilidade à voz do Espírito que manda atirar as redes…para onde Ele quiser.

Inventariação da Paróquia de Torres do Mondego


No passado dia 3 deste mês, concluiu-se a inventariação da paróquia de Torres do Mondego, com um total de 56 fichas realizadas e as respectivas fotografias, na igreja matriz e nas capelas, numa tarefa continuamente acompanhada pelo Reverendíssimo Senhor Cónego Dr. Alfredo Ferreira Dionísio, a quem são devidas valiosas informações e a elucidação de muitos aspectos históricos e pastorais que, penhoradamente, se agradecem.
O povoamento desta parcela geográfica é anterior à Nacionalidade, porquanto o topónimo deve remontar à época de Afonso III das Astúrias, quando conquistou a velha Aeminium, em 878, e repovoara a própria cidade, na qual se incluía a inerente vizinhança, suposta pelo sentido territorial ou de adjacência, e tanto que as mencionadas torres, do sistema defensivo avançado, relacionadas com fortificações que o nome traduz, tinham a função de vigiar e controlar, nos limítrofes rurais, os acessos ao aglomerado urbano.
Quando, em 9 de Julho de 1064, o Alvazir Dom Sesnando recebia o governo da recém-recuperada Coimbra e, por ordem de Fernando Magno, ficava gerindo a terra conimbricense, cuidando a subsequente ocupação cristã, esta efectuava-se, principalmente, pelo sistema de presúria, apropriando-se das explorações agrícolas muçulmanas, o que também é crível ter acontecido com a villa rural de Torres.
Com o facto está relacionada, por certo, a posse do dito lugar, por Dom Paterno que, vindo do estrangeiro, como Bispo para esta Sé, a expresso convite de Dom Sesnando, e à semelhança dos exemplos dados por este notabilíssimo Conde, terá presurado aquele minifúndio, dado que aparece como dele, pessoalmente, visto ser o mais admissível para um prelado necessitado de bens próprios, neste País, onde nada tinha de herdado dos antepassados familiares.
Além disso, aquelas duas destacadas individualidades dos primórdios nacionais eram tão próximas, e solidariamente compatíveis, que nada repugna ter sabido aproveitar as habituais faculdades de presúria, permitidas e, até, aconselhadas pelo grande organizador da vida social no condado, que exemplarmente regia.
Posteriormente, nos inícios do século XII, há seguras provas documentais: a 1 de Maio de 1102, o Bispo Dom Maurício entrega, vitaliciamente, a Eugénia Esteves, medietate de villa Torris nomine, e mais uma sexta parte, para que a cultivasse ( Livro Preto, doc.377); e, com data de 16 de Agosto de 1103, concede o usufruto de quadam porcione de illa villa de Torris, que pertencera a Dom Paterno, a Comba, consanguínea deste Bispo, para a cultivar (L.P., 434), e o usufruto vitalício, da outra parte, a Durão Escudeiro, para a amanhar e fazer desenvolver (L.P., 535).
Tal concessão desse fundo agrário, que fuit de episcopo domno Paterno cui sit beata requies, efectuara-se do seguinte modo: considera-se a metade da villa, a qual, na verdade, dividitur per medium, ficando uma metade ao Bispo concessor e sua Sé; da outra medietate ficava, ainda, reservada, ao prelado, um sexto para si, enquanto os demais cinco sextos são concedidos ao mencionado escudeiro (talvez estrangeiro, a julgar pelo nome), ut eam edificies et labores, detendo-a, em vida. Os documentos estão confirmados por três arcediagos, sendo testemunha Belido Justes, um dos mais destacados conimbricenses leigos, da época.
Estas condições de povoamento e agricultura, in Torres, fizeram-na entrar na relação dos bens que, pela divisão da herança paterna, couberam ao Bispo Dom João Anaia, em 22 de Fevereiro de 1149 (L.P, 4), e, pelo sucessivo desenvolvimento, alcançado ao longo dos tempos, veio a pertencer à freguesia de São Pedro, dos frades de São Bento, de Coimbra, cuja colegiada permitira, à Irmandade de São Sebastião, colocar sacrário na capela, o cura poder administrar alguns sacramentos e começar a ter registos próprios.
Devido à extinção das Ordens Religiosas, em 1834, foi incorporada na então surgida paróquia de Santo António dos Olivais, mantendo as anteriores prerrogativas e a condição de curato, até que , por decreto de 18 de Fevereiro de 1916, Dom Manuel Luís Coelho da Silva a elevara a sede paroquial, com o nome de São Sebastião das Torres.
Notavelmente importante, o Mondego estabelece, aqui, uma unidade que ninguém consegue desfazer neste vale da orla xistosa da Meseta Ibérica, porque, ligando as margens, nunca dividira, mas, sempre unia os habitantes de ambas as íngremes vertentes, a um e outro lado, em parte devido à contínua solidariedade das muitas barcas de passagem que, à força de vigorosos braços, levavam e traziam pessoas e mercadorias, permitindo, até, a travessia de defuntos, entre os rudimentares portos fluviais, sem que as gentes dos aldeamentos, à esquerda e à direita, fossem rivais, uma noção derivada de rivus, rio.
Bastantes pedras datadas evocam obras e remodelações, efectuadas em 1599, 1676 e 1864, para indicar as mais antigas, entretanto acompanhadas do significativo património constituído, principalmente, pelos exemplares de escultura calcária, dos séculos XVI e XVII, a cuja centúria pertence a maioria das imagens, designadamente de terracota e madeira policromada, bem como uma sugestiva quantidade de azulejos, talha, vasos sagrados e alfaias, quer em prata, quer em metal amarelo, primorosamente limpos, brilhantes e conservados.
Seguidamente, igual percentagem provém de peças setecentistas, a informarem acerca de piedosas devoções e romarias, já estabelecidas, há gerações, entre populações de agricultores, barqueiros, lavadeiras e industriais, cerâmicos e mineiros, de chumbo e estanho, embora o ouro também figurasse nas actividades praticadas nas areias mondeguinas, desde a época romana.
Juntamente com os bons exemplares de livro antigo, zelosamente acautelados, composto de missais de altar, seiscentistas e setecentistas, os Estatutos da Confraria de São Sebastião, compendiados em 1641, formam um códice foliáceo, de reconhecido merecimento, porque repositório de orientações pastorais, de ornatos figurativos e de historial da fé cultivada, em plena sintonia com a respectiva autoridade religiosa, na promoção dos irmãos e no serviço do Evangelho, à comunidade dos crentes.

José Eduardo Reis Coutinho

Testemunhar o que somos


A assembleia do clero apontou, como uma das prioridades dos próximos anos, a formação dos leigos animadores de comunidades. Talvez se esperasse no ano dedicado a S. Paulo, "o apóstolo", uma aposta mais abrangente já que uma Igreja missionária, tendo a ver com todos os âmbitos da vida, deve cuidar da formação de todos os leigos (LG 31). Mas seja qual seja a opção, o importante é que seja séria. E quando digo séria, não estou a pensar no clero, mas no nosso estilo de pastoral muito ao jeito de "seja o que Deus quiser".
Uma primeira exigência tem a ver com o modo como o clero olha os leigos. Os leigos têm de ser levados a sério, como corresponsáveis pela missão da Igreja, companheiros de caminhada em quem se confia, a quem se recorre, em quem se acredita e a quem se dá espaço na decisão, planificação e execução das várias actividades (LG 37; GS 43). Isto é, como elementos indispensáveis, não por especial condescendência da hierarquia, mas por um direito próprio que decorre da consagração baptismal, comum a todos (AA 3). Esta é a primeira conversão que o nosso clero deve fazer: os leigos não podem ser olhados como simples criados ou executantes. Dizia Bento XVI no seu discurso aos nossos Bispos (lembram-se?): "É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja".
Passando à proposta séria ela deve ser actual, adequada e sistemática. Actual significa que tem de ter uma linguagem actualizada, mobilizadora e sedutora. Não se trata do conteúdo, mas da forma: o século XXI exige uma linguagem nova, diferente, em consonância com o mundo actual. De que vale saber todos os termos técnicos teológicos e catequéticos se eles nada dizem às pessoas de hoje? A linguagem é um dos desafios prioritários como recordava Bento XVI: "Talvez valha a pena verificardes a eficácia dos percursos de iniciação actuais, para que o cristão seja ajudado, pela acção educativa das nossas comunidades, a maturar cada vez mais até chegar a assumir na sua vida uma orientação autenticamente eucarística, de tal modo que seja capaz de dar razão da própria esperança de maneira adequada ao nosso tempo".
Mas não é só uma questão de linguagem. A generalidade dos cristãos, mesmo os de missa dominical, vive um cristianismo que se esgota numa ética humanista, esquecendo o essencial, cujo centro é o Sermão da Montanha que não é uma proposta para elites mas para todos os que querem ser seguidores de Jesus Cristo (NMI 51) e que Bento XVI resumiu numa frase lapidar: "No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo" (DCE 1). Demasiados têm uma ideia de Deus muito mercantilista, afastada do Deus-Amor, que é pai e mãe, que olha para nós não como pecadores mas como gente carenciada de salvação. Muitos não fazem ideia do que seja a eclesiologia da comunhão, cuja espiritualidade João Paulo II tão bem caracterizou (NMI 43).
Uma proposta séria deve ser adequada, isto é, adaptada aos leigos e aos diferentes modos como são chamados a testemunhar e a construir a comunhão e a missão da Igreja. Por exemplo, não é adequada, por muito científica que o seja, uma formação decalcada dos cursos teológicos que se dão nos Seminários. Embora a missão seja uma e a mesma (AdG 6), não serve a mesma "chapa" para clero, religiosos e leigos.
A proposta deve também ser sistemática. Há na nossa Diocese muitos e variados cursos, mas não há suficiente articulação entre eles, o que origina não só uma dispersão de esforços mas também multiplicação de iniciativas que poderiam ser perfeitamente evitadas.
Por outro lado, a formação não é um mero exercício intelectual. Não bastam, embora indispensáveis, as "Escolas de Leigos" e outros cursos. Primeiro, porque o "objectivo fundamental" da formação é "a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no cumprimento da própria missão" (ChL 58). Segundo, porque a formação deve ser uma espécie de "discipulado", como que Jesus fez com os seus discípulos. E aqui os párocos têm um papel insubstituível. Esta formação exige um trabalho constante com um núcleo duro que poderia ser o Conselho Pastoral, começando pela Comissão Permanente, iria alastrando depois aos outros agentes pastorais e finalmente a toda a comunidade. Mas… isto pressupõe uma mudança radical nas opções dos nossos párocos, como dizem os nossos Bispos: "As actuais circunstâncias reclamam esta opção que talvez exija uma reconversão das prioridades pastorais dos sacerdotes de modo a deixarem aos leigos as tarefas não específicas dos pastores e a reservar à formação sistemática dos adultos o tempo e as energias que ela requer".
Sem estas duas conversões, a formação poderá produzir bons gestores de uma pastoral do betão, do turismo, mesmo de actividades, mas nunca uma pastoral da comunhão e da missão, a que a Igreja é hoje especialmente chamada.
O dramático é que o mais difícil no cristianismo é a conversão!


José Dias da Silva

9 de junho de 2008

III Festival SOLNEC: a solidariedade e o desporto juntos

No passado dia 7 de Junho, no Estádio Cidade de Coimbra, a solidariedade e o desporto estiveram de mãos dadas. Durante a tarde, mais de mil alunos dos Colégios de Cernache, Rainha Santa, S. Teotónio, S. José e Externato João XXIII, muitos dos quais acompanhados dos pais, assistiram a demonstrações de ginástica acrobática e dança, e tiveram a oportunidade de praticar modalidades mais populares, tais como futebol, voleibol, atletismo, ténis de mesa, judo, badmington, xadrez e râguebi, assim como conhecer e praticar outras modalidades menos conhecidas como jorkyball, fitness, matraquilhos humanos, ergómetro e Kendo. Também houve a possibilidade de realizarem passeios de cavalo, graças à colaboração da GNR de Coimbra.
O Festival terminou com uma mega aula de ginástica destinada a todas as pessoas presentes no Estádio.
Nas bancadas, a assistir ao evento, estava um grupo de idosos da Casa dos Pobres, precisamente os principais protagonistas deste III Festival SOLNEC. E para dar continuidade ao projecto desenvolvido no ano transacto, viam-se, no recinto, mais de meia centena de utentes da APPACDM praticando diversas modalidades e participando em torneios de futebol e atletismo, juntamente com os alunos das escolas católicas
Para Jorge Cotovio, coordenador do Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra (NEC), este evento culmina mais um projecto de solidariedade que pretende estimular nos alunos a necessidade e a obrigação de acolher e ajudar as pessoas que vivem à sua volta, sobretudo as mais desfavorecidas, de forma viverem e sentirem o dom da gratuitidade. Também salientou o convívio que se gerou entre os alunos das seis escolas católicas – todas unidas por ideários comuns, fundados nos valores evangélicos – assim como o trabalho intenso e concertado realizado pelos professores de Educação Física, a quem coube a grande responsabilidade "técnica" deste evento. Outro aspecto evidenciado por Jorge Cotovio foi a colaboração de muitas entidades, designadamente a Câmara Municipal de Coimbra, Bombeiros Sapadores, GNR, diversas empresas, ginásios e associações desportivas e a TBZ/ Académica OAF, que, mais uma vez, se associou à campanha e disponibilizou todos os seus meios humanos e técnicos.
O actual presidente da direcção da Casa dos Pobres, Aníbal Duarte de Almeida, estava emocionado com tamanha prova de carinho por parte das escolas católicas, uma vez que a campanha ultrapassou as suas expectativas. Com todas estas ajudas, acredita que, dentro em breve, as novas instalações, já pagas, terão os equipamentos indispensáveis para os mais de cinquenta utentes poderem usufruir de uma merecida qualidade de vida.
Lembramos que no âmbito desta campanha, o NEC já trouxe a Coimbra a madrinha do projecto – a Dra. Maria de Jesus Barroso Soares –, levou os idosos ao estádio a assistir ao desafio de futebol Académica x Sporting, conviveu com cerca de 30 utentes no Basófias, saboreando um passeio pelo Rio Mondego, realizou o espectáculo "Uma noite pela Casa dos Pobres", deu concertos e levou muitos alunos a visitar a instituição.
Mas a campanha ainda não terminou. No próximo sábado, dia 14 de Junho, pelas 10:30, as escolas católicas estão convidadas a caminhar "Passo a passo pela Casa dos Pobres", associando-se, assim, ao ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra), entidade a quem cabe esta iniciativa.
A sessão solene que encerrará esta campanha de solidariedade está prevista para Outubro próximo. Até lá, o NEC ainda conta leiloar, através na Internet, camisolas de alguns futebolistas bastante conhecidos.
Esta iniciativa inseriu-se no Projecto "Vida Plena" do Programa SOLNEC, visando o incremento do voluntariado dos alunos destas escolas junto das pessoas idosas. Para o próximo ano, o NEC deverá desenvolver um projecto com uma instituição que acolha crianças e jovens.

Curso de Música Litúrgica


Organizado pelo Serviço Nacional de Música Sacra e pelo Secretariado Nacional de Liturgia, vai iniciar-se em Fátima, de 18 a 30 de Agosto o IV Curso Nacional. Destina-se a Cantores, a Organistas e Directores de Coro que trabalham nas comunidades. As condições de inscrição são estas: idade entre os 17 e 40 anos, conhecimentos musicais, 11º ano de escolaridade (pelo menos), integração na música sacra ou litúrgica e ter a confiança da hierarquia. Terá a duração de três anos, realizando-se nas duas últimas semanas de Agosto, em 2 dias a seguir ao Natal e em 2 dias a seguir à Páscoa.
O exame final será na segunda metade de Agosto de 2011. Aos alunos que fizerem, com êxito, o exame terão direito a um Diploma Especial. Inscrições até 25 de Julho. Pode obter mais informações no Sec. Nac. de Liturgia (telf. 249 533 327) ou em www.liturgia.pt

Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica


Vai realizar-se, em Fátima, de 21 (às 17 horas) a 25 de Julho. A propósito da nova igreja do Santuário de Fátima, pretende-se fazer um estudo sobre a Liturgia como obra da Santíssima Trindade. Em lugar da Escola de Ministérios, neste ano vai dar-se início a um novo ciclo de actividades relacionadas com a mistagogia, isto é, com a explicação do sentido dos ritos em que se destaca o significado profundo dos sinais litúrgicos.
Estes encontros têm sido um apreciável meio de formação litúrgica e pastoral. Vale a pena fazer a experiência. Peça informações ao seu Pároco ou ao Sec. Nac. de Liturgia (telef: 249 533 327 ou secretariado@liturgia.pt). Mais informações em www.liturgia.pt

Obra de Santa Zita encerra actividades


A Obra de Santa Zita vai proceder no próximo domingo, pelas 16 horas ao encerramento das suas actividades com a entrega de certificados aos alunos dos Cursos de Formação Familiar.
Haverá uma exposição de trabalhos realizados ao longo do ano nos vários cursos, a qual estará aberta ao público durante toda a semana (de 17 a 24 de Junho, entre as 10 e as 18 horas).
As inscrições nos cursos para o próximo ano lectivo 2008/2009, realizar-se-ão durante o próximo mês de Setembro.
A Obra de Santa Zita fica situada na Rua Gil Vicente, número 2, em Coimbra. Para mais informações poderão contactar a instituição através do e-mail: oszcoimbra@sapo.pt ou do telefone: 239 701527.

César das Neves fala a empresários católicos


O Professor João Luís César das Neves vai encerrar o ciclo de conferências sobre ética empresarial proferindo uma conferência no dia 26 de Junho, no salão da Sé Velha, com o título "Ética nos Negócios". Este ciclo de conferências é organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores de Coimbra. Antes do encontro realizar-se-á uma Eucaristia na Sé Velha presidida por Monsenhor João Evangelista Ribeiro Jorge com início às 12.30 horas.