Correio de Coimbra

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28 de agosto de 2008

A ACTUAL CRISE DO ANGLICANISMO


Manuel Augusto Rodrigues


Está a realizar-se em Cantuária a Conferência de Lambeth que teve início a 16 de Julho e termina a 4 de Agosto com a presença de 650 bispos anglicanos. De dez em dez anos o primaz de Cantuária, actualmente o seu arcebispo, Dr. Rowan Williams, convida os bispos anglicanos para um encontro do género em que são debatidos problemas e trocados pontos de vista sobre os mais variados temas. Mas nos últimos tempos o mundo anglicano tem sido abalado por uma série de crises, entre outras a questão do casamento de sacerdotes homossexuais, a ordenação de mulheres bispos e a possibilidade de abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo. Profundas discordâncias entre os membros da comunidade anglicana ameaçam seriamente a sua unidade, do que resultou terem muitos decidido recusar participar na Conferência de Lambeth 2008.
O anglicanismo nasceu de uma ruptura com Roma pelo facto de Henrique VIII de Inglaterra ter pretendido que o papa Clemente VIII anulasse o seu casamento com Catarina de Aragão. Excomungado por Roma, o monarca determinou que a Igreja anglicana ficasse afastada da autoridade pontifícia. Consequentemente, o anglicanismo propagou-se pelo mundo acompanhando a extensão do império britânico. Hoje existem 38 Igrejas anglicanas nacionais e regionais autónomas, chamadas também províncias. A última foi estabelecida em Hong-Kong em 1998.
A Igreja anglicana conta hoje 80 milhões de fiéis; à de Inglaterra pertencem 24 milhões. Depois vem a Igreja da Nigéria com 18 milhões e a do Uganda com 8, países na sua maioria muçulmanos, mas onde os anglicanos têm à sua frente responsáveis religiosos carismáticos e influentes, visceralmente opostos ao liberalismo ocidental. Um deles, Peter Akinola, primaz da Igreja anglicana da Nigéria tornou-se o chefe de fila desta oposição. Contesta as posições liberais em matéria de costumes inspiradas pela Igreja do hemisfério norte e, nomeadamente, pelas províncias dos Estados Unidos e do Canadá que, segundo ele, arruínam os seus esforços de resistência face ao crescimento do Islão e ferem profundamente a sua fé fundada numa leitura da Bíblia que condena, por exemplo, os costumes homossexuais, como o pratica também o Islão (na Nigéria) onde a "charia" é aplicada e as pessoas julgadas culpadas de sodomia são condenadas à morte por lapidação.
Os bispos de África faltaram, pois, ao encontro de Cantuária. Temos os bispos do sul, negro e conservador, contra o norte branco e liberal. Mas também o arcebispo de Sydney e o bispo inglês de Rochester decidiram não estar presentes.
Pergunta-se, entretanto, se a verdadeira questão reside nos pontos controversos acima referidos. Alguns bispos anglicanos opinam que o cerne do problema está na descristianização da sociedade e na desintegração da célula familiar. Uma outra questão crucial é a da interpretação da Bíblia. Pode ainda juntar-se o modo tradicional da organização tradicional da igreja anglicana. Nesta era pós-colonial, o arcebispo de Cantuária pode continuar a ser o único árbitro da fé anglicana?
Tem-se assistido à passagem de um certo número dos seus membros, clérigos e bispos, para a esfera católica. Um grupo dissidente chamado "Comunhão anglicana tradicional" tem estabelecido relações com o Vaticano. Um bispo anglicano teria pedido «aos (seus) irmãos católicos gestos magnânimos» para consentir estes tradicionalistas anglicanos que procuram fazer parte da Igreja católica. Se sacerdotes anglicanos casados puderam passar a ser católicos, a obrigação do celibato foi mantida pelo Vaticano quanto aos bispos. A barreira a ultrapassar não é fácil. Por seu lado, o papa Bento XVI, na viagem que o levou ao Encontro Mundial da Juventude, a 12 de Julho, disse da sua esperança que «o cisma ou novas fracturas sejam evitadas, e que sejam encontradas soluções para responder às necessidades da nossa época e à fidelidade ao Evangelho».
Esperamos agora o desfecho da Conferência de Lambeth para sabermos a que conclusões chegaram os seus participantes. Há quem fale de um eventual cisma. Mentalmente, contudo, a ruptura já se verificou. Mas parece totalmente improvável que seja tomada essa medida de separação, pois a maioria dos bispos presentes tem uma única ideia: manter a unidade. E os outros, como já afirmaram, num encontro em Jerusalém, que não querem de forma alguma afastar-se da comunhão anglicana. Pretendem, sim, reformá-la do ponto de vista bíblico. Outra interrogação que se coloca é esta: o sul pode prescindir do norte, nomeadamente da Igreja episcopaliana, quanto à sua manutenção financeira?

JOGOS CHEGARAM AO FIM



Por Teresa Martins

Os Jogos Olímpicos de 2008, realizados em Pequim (Beijing), chegaram ao fim e, felizmente, sem incidentes desagradáveis... Congratulamo-nos com isso, desejando, que sejam recompensados todos os que foram desalojados das suas casas (ou, por outros motivos, prejudicados), para que o sucesso deste grande evento pudesse ter sido perfeito. Se assim for, a China e o mundo estão de parabéns. Os Jogos abriram com pompa espectacular e decorreram num ambiente altamente cordial e de grande profissionalismo. Também no encerramento a China mostrou o seu brio de anfitriã, dando ao mundo uma imagem de gabarito... Portugal (175º país na cerimónia de abertura) viveu momentos de verdadeira euforia, com direito a prata e ouro... Momentos inesquecíveis, que os participantes (vencedores ou não) souberam viver com muita dignidade! São Momentos a recordar pelos vindouros!...
A História da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos recorda-nos Francisco Lázaro, que fez parte da «Maratona Olímpica» em Estocolmo, a 15 de Agosto de 1912 e nela perdeu a vida. Disso nos fala, em pormenor, António José Ramos de Oliveira (técnico superior de Biblioteca e Documentação), no semanário «A Guarda», de 15 de Maio do ano corrente. «O atleta vai encontrar-se com a morte ao quilómetro trinta da maratona, em Estocolmo».
Aos 24 anos, com fortíssimo apoio solidário do povo português, e «graças à amizade e esforço pessoal de D. José de Mascarenhas», Francisco Lázaro é escolhido para representar Portugal, sendo o porta-estandarte, uma honra (como hoje, Vanessa Fernandes)! Era dia de imenso calor. «A organização ainda ponderou adiar a prova, mas os regulamentos, rígidos e inflexíveis, não o permitiam.» O atleta tivera problemas de asma, mas considerava-se, na altura, já perfeitamente curado e em boa forma física, daí que ele próprio e o povo português estivessem perfeitamente confiantes. «Aos 25 Km. está muito perto dos primeiros, mas aos 30 cai fulminado "por uma insolação"». Fala-nos o articulista das cerimónias e sentimentos generalizados após a sua morte trágica... «...o barão de Coubertin apresentou pessoalmente as condolências. Gustavo Adolfo, o príncipe herdeiro da Suécia, organizou um grande festival no Estádio Olímpico, reunindo os melhores atletas e cavaleiros dos Jogos e a receita daí resultante foi entregue à filha de Francisco Lázaro quando atingiu a maioridade...»
Estes louváveis artigos de «memórias quase esquecidas» terminam com uma citação do semanário daquela época, e a de hoje não pode deixar de ser lembrada... Tem como título «Um Lázaro que morre e cremos bem que não ressuscita»e diz: «Realizou-se em Stokolmo uma festa de caridade em benefício da família do morto, que rendeu, líquidos, perto de 6 contos de réis (hoje 30 euros!). Do mal o menos, coitado!

MISSÃO DA IGREJA!



Carlos Godinho


Na minha acção de formação em Eclesiologia, na Escola de Leigos, confronto com frequência os formandos com a principal missão da Igreja. A pergunta é mesmo: «Qual a principal missão da Igreja?» Sem dificuldade chegamos à conclusão que recolhemos do Novo Testamento: «Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura!» (Mc. 16, 15); «Como o Pai me enviou também eu vos envio!» (Jo. 20, 21). Todavia, reconhecemos que este desafio, sendo o maior, gera particulares dificuldades! Dificuldades no íntimo da Igreja e no contexto do mundo de hoje!
No interior da Igreja, reconhecemos a excessiva predominância do ritualismo, da burocracia, do peso de tantas e tantas experiências que nos retiram a frescura e a desenvoltura necessária para assumir a missão como desafio cimeiro. No contexto do mundo de hoje, as mudanças, os interesses, as linguagens, as ideologias (mais económicas e consumistas do que políticas ou de pensamento!) estabelecem limites a uma certa permeabilidade à Palavra de Deus. Pesem embora as novas aberturas que caracterizam esta fase, denominada de pós-moderna.
Fica-nos sempre a sensação de que nos reencontrámos com o programa essencial que nos é proposto, mas que temos dificuldades em encontrar as estratégias necessárias para o implementar! E efectivamente assim é: a questão que me sobrevém, e que confesso ainda não ter solucionado, é mesmo essa: como evangelizar hoje?
É aqui que a Igreja tem de se centrar: na capacidade de se "reinventar" no seu dinamismo missionário, na sua frescura evangelizadora!
A Igreja não pode persistir em manter-se numa atitude de espectadora de um mundo ao qual é enviada; não pode alcantilar-se nas torres das suas igrejas – imagem de uma comunidade distante do mundo dos homens; não pode satisfazer-se com a gestão das solicitações imediatas, numa administração apurada dos desafios que ainda lhe são feitos!... Tem de ser ousada, tem de se refrescar a partir de dentro, tem – se necessário! – de se renovar para readquirir a capacidade mobilizadora para o encontro com o Ressuscitado, centro de todo o seu ser e seu agir! Tem de se redescobrir nessa sua missão prioritária e para aí canalizar todas as suas energias!
Nesta linha, somos convocados pela palavra do saudoso Papa João Paulo II, quando afirma: "Duc in altum. (Lc. 5, 4) Estas palavras ressoam hoje aos nossos ouvidos, convidando-nos a lembrar com gratidão o passado, a viver com paixão o presente, abrir-se com confiança ao futuro: «Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre» (Hb. 13, 8)" (NMI, 1), para logo depois acrescentar: "a Igreja seria convidada a interrogar-se sobre a sua renovação para assumir com novo impulso a sua missão evangelizadora." (NMI, 2).
Agora que nos aproximamos do início de um novo ano pastoral, estas palavras hão-de ganhar novo impulso no nosso íntimo, catapultando-nos para a centralidade da missão – numa profunda fidelidade ao Espírito e à Palavra do Ressuscitado e atentos aos homens a quem somos enviados. A Igreja necessita de se rever no seu centro de acção, mas também no conhecimento do mundo, dos homens e da cultura a que é enviada. Ao mesmo tempo – talvez o maior desafio – definindo verdadeiras estratégias de acção que possam ser eficazes na vivência dessa sua missão.
Ao longo deste ano temos um belo exemplo, na síntese doutrinal e no agir: São Paulo! Que ele nos ajude, na sua intercessão e na sua doutrina, a encontrar o caminho para a vivência da Igreja do século XXI, como ele o soube encontrar – e de que modo!... - nos inícios deste único e grande envio!

Somos peregrinos de casa às costas…


Nuno Santos


A vida é uma constante e permanente viagem… onde cada um de nós é apenas (e só) um peregrino do amanhã. Um amanhã reconfigurado no que somos e no que acreditamos.
Ser peregrino não é um dado adquirido, uma vivência fácil, ou um passo já dado. Afinal tudo aqui é dinâmico, exigente, recíproco e dialéctico. Cada pegada que deixamos na estrada da vida fala do cosmos que somos e nos habita. Somos (muito) mais do que conseguimos ver reflectido no espelho.
Claro que todos sabemos isto. Todos sabemos que o amanhã ‘a Deus pertence’ (e a nós também!). Sabemos que mais importante do que o caminho é o modo como fazemos o mesmo caminho, porque a meta não é o fim mas o modo como nos re-constuímos no fim que somos.
Mas atenção que o nosso fim (para os crentes – claro!) é a eternidade. Nem mais - ETERNIDADE. Um viver plenamente em comunhão de amor – uns com os outros e todos com Deus. Só essa comunhão e essa partilha nos torna felizes. E a felicidade é já antecipação e vivência desta sintonia de corações.
Assim conclui Emile Hirsch, no filme «O lado selvagem» de Sean Penn (inspirado numa história verídica de Christopher McCandless): «a felicidade só é real quando é partilhada». Apetece-me perguntar: a quantas felicidades irreais somos tentados e pretendemos construir?!
Ser peregrino não é, por isso, a construção de uma história individual ou um projecto de felicidade ‘privado’. Trata-se sempre de uma permanente construção de ‘pontes’ e um permanente estender de mão. Ajudar e ser ajudado, ouvir e ser ouvido, abraçar e ser abraçado, amar e ser amado.
No dicionário deste tipo de peregrinos há palavras que não existem: egoísmo, solipsismo, individual (são as que me recordo agora!). Há, todavia, outras que ocupam muitas páginas: partilha, inter-ajuda, comunidade, amizade, fraternidade, amor… E há uma muito especial A-DEUS. Assim mesmo. Este modo de escrever fala da permanente necessidade de passos novos que dizem cada ‘adeus’. Contudo, o significado não se fica por aqui, porque «a-Deus» trata-se da forma sincopada e simplificada da expressão ‘encomendo-te a Deus’ (como é no francês adieu ou no castelhano adiós, mas como não o é o inglês good bye).
A propósito desta expressão, dizia Bagão Félix: «saberão os ateus empedernidos ou mesmo os agnósticos distraídos que, na despedida, são intermediários entre Deus e o familiar, amigo ou transeunte? Uma espécie de fé mínima garantida envolta num afixo. Deus está ali. Nas entrelinhas das palavras, do comportamento, da relação. E na mais bela palavra na despedida de quem parte desta vida. Adeus! (Do lado de cá, ao deus-dará, Sopa de Letras, Lisboa 2002).
Assim me quero despedir. Estou de partida para novas missões, sinto-me peregrino de casa às costas… por isso hoje quero dizer agradecidamente: A-DEUS!

Descobrir a Bíblia através dos sabores


Descobrir a Bíblia através de cores, texturas e sabores. Um apelo ao sentido do paladar é a proposta que o Padre Tolentino Mendonça lançou ao chefe de cozinha Albano Lourenço. O resultado, "A Bíblia contada pelos sabores", são 40 receitas que mostram bem que a Bíblia também se come.
O biblista, Padre Tolentino Mendonça, acredita que a Bíblia pode ser lida de muitas formas e é, porque não, um livro para se comer. "A Bíblia é para comer, no sentido em que o texto utiliza essa imagem de Deus que oferece a palavra". O sacerdote explica que a Bíblia mostra-nos o grau de intimidade, de relação e comunhão que Deus estabelece com os homens e encontra na imagem da refeição uma metáfora extraordinária".
O sacerdote recorda que a aliança no Monte Sinai consumou-se à volta de uma refeição. "A refeição está presente deste o livro do Génesis ao livro do Apocalipse e tem uma dimensão muito importante em todo o itinerário bíblico".
A refeição surge de uma pesquisa procurando palavras, expressões e situações que revelam o que e como se comia.
O livro está dividido pelas secções de entradas, sopas, peixes, carnes e sobremesas, num total de 40 receitas. Albano Lourenço, chefe na cozinha da Quinta das Lágrimas, dá conta do "muito trabalho de pesquisa, muitas noites a trabalhar, para saber como juntar os ingredientes sem retratar coisas actuais. Fiz combinações, que no fundo é a minha profissão".
Foi feita uma pesquisa no Antigo, no Novo Testamento e na tradição cristã para perceber que tipos de ingredientes eram utilizados, que tipo de sabor se procurava. Depois, tudo foi recriado pelas mãos do chefe Albano Lourenço que, a partir dos sabores portugueses, tentou aproximar-se do texto bíblico.
Os peixes e as carnes foram o mais complicado. "Não havia uma definição de peixe – sardinha, robalo, garoupa. Como é que eu com poucos produtos vou conseguir fazer 40 receitas", interrogava o chefe no início do projecto. "O meu objectivo era dar alguma alma ao prato e não apresentar apenas o alimento", explica.
Ao longo das 40 receitas, todas elas fáceis de confeccionar e com ingredientes comuns aos dias de hoje, a Bíblia ganha uma outra vida e a mesa revela-se mais uma vez um lugar central de encontro.
O Padre Tolentino explica que "a mesa é transversal a todas as culturas. É um lugar de excelência de encontro e que reflecte os principais dinamismos, as crenças, os testemunhos interiores, as amizades, o espírito de grupo. Os antropólogos dizem que se percebermos com quem se come, o que se como e como se come, se percebe o essencial acerca de um grupo humano".
No conjunto de receitas, há coisas extraordinárias, mas "o pão e o vinho da última Ceia, continuam a fascinar-me de modo absoluto", dá conta o sacerdote, apesar de considerar todas as receitas "uma festa para a comunidade de leitura da Bíblia que somos".
«A Bíblia contada pelos sabores» conta já com duas edições esgotadas. Esta é uma outra forma de ler, ver e saborear a Bíblia agora em tempo de férias.

ESCOLA DIOCESANA DE MÚSICA SACRA


Retomará a sua actividade no dia 06 de Setembro,p.f. com os testes de admissão dos novos candidatos, às 9:30 ou às 15 horas. Abertura e início das aulas: no dia 13, às 14:00 horas.
As fichas de inscrição devem ser enviadas para ESCOLA DIOCESANA DE MÚSICA SACRA / Seminário Maior de Coimbra / Rua Vandelli, 2 - 3004-547 COIMBRA até 05 de Setembro.

Jovens de Coimbra em missão no Brasil


Um grupo de dez jovens da Diocese de Coimbra encontra-se actualmente a desempenhar diversas acções de voluntariado missionário no nordeste brasileiro, na localidade de Chapadinha do estado de Maranhão. Chegou-nos à redacção o relato dos primeiros dias de missão destes jovens.

Depois de um tempo longo de viagem, na tarde do dia 1 de Agosto, os 10 missionários de Coimbra foram recebidos pelo Padre Neves (Pároco daquela localidade), pelos padres da comunidade missionários da Boa Nova, pelas Irmãs Criaditas dos Pobres e por leigos daquela comunidade, relata-nos o jovem Padre Luís Miranda, coordenador da Pastoral das Vocações de Coimbra que acompanha o grupo missionário.
O descanso, a adaptação ao fuso horário, ao calor e à cidade tomou conta do restante dia, mas o grupo queria "arregaçar as mangas".
Os dias em Chapadinha começam cedo – 5 horas da manhã é hora de levantar. O grupo dispõe de uma capela "em casa com o Santíssimo pois é Ele o pastor da missão" e é rezando que os voluntários começam o dia.
"Depois logo pela manhã, às 8 horas começamos a visitar doentes e famílias em bairros muito pobres", acompanhando as Irmãs Criaditas neste trabalho.
No Domingo "foi tempo para ir ao encontro de diferentes comunidades cristãs". Divididos em três grupos, "fomos aos vários bairros celebrar". O Padre Luís Miranda celebrou eucaristia no bairro do Campo Velho e no bairro de Santo António, depois de uma passagem também pelo bairro da Tigela. "No meio de tanta pobreza ouço muito a voz de Deus a dizer-nos: «eu vi a miséria do meu povo...vai! sou eu que te envio»".
Os voluntários foram nomeados "administradores paroquiais durante uma semana no bairro do Campo Velho". O grupo vai, assim, preparar "o acolhimento à imagem de Nossa Senhora de Fátima", que levaram de Portugal a pedido da comunidade.
O Padre Luís Miranda explica que durante a semana visita todas as casas do bairro, onde "vivem muito pobremente, alguns na miséria, cerca de 10.000 pessoas".
Os dias terminam habitualmente pelas 23 horas.
O trabalho em casa é todo partilhado, formando uma comunidade que reparte as tarefas. Refeições, limpeza, oração são realidades para um tempo "que tem sido de graça, onde experimentamos muito a certeza de que a mão de Deus nos guia e nos faz rosto da sua consolação ao Povo".
"Por entre um tempo quente, seco, por entre fuso horário diferente fica a alegria de vermos cumprir-se o mandato de Cristo – «Ide por todo o mundo e anunciai o evangelho»".
Ainda apenas com uma semana de missão "percebemos como é importante que a Igreja que envia, também acompanhe". A Igreja em Portugal tem enviado "mas tem acompanhado pouco aqueles que envia...em 30 anos de entrega generosa, o Padre Neves afirma que não basta enviar dinheiro, mas é urgente o envio de pessoas, a presença que se faz relação, a certeza de que quem vem não é esquecido e mantém uma retaguarda forte".

Cavaco veta diploma do divórcio

O presidente da República, Cavaco Silva, devolveu à Assembleia da República o diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio, utilizando o chamado "veto político". "O presidente da República decidiu devolver hoje (dia 20 de Agosto) à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio", lê-se numa nota publicada no site da Presidência. Com esta decisão, Cavaco Silva solicita "que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca – geralmente a mulher – bem como dos filhos menores a que, na prática, pode conduzir o diploma". Cavaco Silva sublinha que "importa não abstrair por completo da realidade da vida matrimonial no Portugal contemporâneo, onde subsistem múltiplas situações em que um dos cônjuges se encontra numa posição mais débil, não devendo a lei, por acção ou por omissão, agravar essa fragilidade". O diploma foi aprovado a 4 de Julho com os votos favoráveis do PS, PCP, BE e Verdes e votos contra do CDS-PP e da maioria da bancada do PSD.

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre em Setembro



O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, reabre ao público em finais de Setembro, passando a dispor de um centro interpretativo do monumento, transformando aquele espaço no "maior estaleiro de arqueologia medieval" da Europa. O mosteiro foi mandado construir por Dona Isabel de Aragão, em 1314, tendo sido alvo de sucessivas inundações pelas águas do Mondego, obrigando, em 1677, a transferência das clarissas e do túmulo da Rainha Santa para um novo mosteiro, o de Santa Clara-a-Nova.




Alvo de um projecto de recuperação e valorização iniciado em 1991, que transformou aquele espaço no "maior estaleiro de arqueologia medieval europeia", o Mosteiro surge agora com um centro museológico dirigido à investigação permanente do conjunto monástico.
"Não é um museu mas um centro interpretativo que pretende contar quem lá viveu, como, o que comeu, a importância que teve", disse à Agência Lusa o arquitecto Artur Côrte-Real, coordenador do Projecto de Valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
O estaleiro esteve aberto a visitas, de forma condicionada, entre 2004 e 2007, que atingiram as cinco mil pessoas anuais, referiu.
O mosteiro foi mandado construir por D. Isabel de Aragão, em 1314, no local primitivo do núcleo de monjas clarissas fundado em finais do século XIII, por D. Mor Dias.
Desde cedo, o monumento foi sucessivamente invadido pelas águas do Mondego, obrigando à construção de pavimentos elevados e ao abandono definitivo do monumento, em 1677, com a transferência das clarissas e do túmulo da Rainha Santa para um novo mosteiro, o de Santa Clara-a-Nova.
Os trabalhos iniciais de requalificação do acesso e percurso de visita à igreja semi-alagada levaram à descoberta de um conjunto monástico de elevado valor arquitectónico e artístico, que justificou a construção de um edifício de raiz para exposição e interpretação dos acervos escavados.
Em 2006, iniciou-se a conservação e restauro das ruínas arqueológicas, através de um projecto de valorização do mosteiro que ronda os 7,5 milhões de euros.
O projecto engloba um edifício com mil metros quadrados, construído para acolher o núcleo museológico/centro interpretativo, com salas de exposições, auditório e espaço de projecção fílmica, loja com venda de produtos associados ao monumento e uma cafetaria.
Existem ainda espaços próprios para a reserva de materiais, laboratório de conservação e restauro, biblioteca, gabinetes de investigação e serviço educativo de apoio a professores e crianças que visitem o monumento.No centro interpretativo ficará em permanência uma exposição de acervos arqueológicos, que documenta as vivências espirituais e temporais da comunidade monástica.
A intervenção no Mosteiro contou com a participação de especialistas em diversas áreas, nomeadamente História de Arte, Antropologia, Arquitectura, Botânica, Geologia Engenharia.

D. Manuel de Almeida Trindade (1918-2008)


Um rasto de luminoso brilho


Na tarde de 5 de Agosto, a luz, que aos poucos vinha enfraquecendo, acabou por extinguir-se de todo. "Foi um homem brilhante" – disse dele D. Albino Cleto, na Sé Nova de Coimbra, na missa concelebrada por cerca de oitenta sacerdotes da diocese. Muitos destes padres haviam sido, na juventude, iluminados por essa luz que agora se extinguiu ao sopro da brisa do tempo, para poder brilhar, mais cintilante ainda, no firmamento da memória de quantos, à sua passagem, foram assinalados pelo sacramento fraterno da sua presença.
D. Manuel de Almeida Trindade deixou, de facto, um rasto de luminoso brilho que marcou, umas vezes ao de leve, outras em sulco profundo, as pessoas com quem privou, os lugares por onde passou e o tempo que lhe foi dado viver. Foi brilhante como jovem estudante, enviado aos dezasseis anos para Roma onde cursou filosofia e teologia; foi brilhante como educador e como mestre, sendo nomeado vice-reitor do Seminário de Coimbra com apenas vinte e três anos, onde se manteve por mais de duas décadas, ensinando e orientando dezenas de alunos para o sacerdócio; foi brilhante como bispo, sendo escolhido mais de uma vez para presidir aos destinos da Conferência Episcopal e para representar os seus pares nos sínodos romanos; foi brilhante como escritor, devendo-se-lhe algumas obras que vão servir de referência para quem, no futuro, se debruçar sobre a realidade da Igreja em Portugal, sobretudo na segunda metade do século XX; foi brilhante como orador, sabendo juntar como poucos a profundidade do pensamento à beleza sonora da palavra que, assim, não apenas encantava o ouvido, mas penetrava no íntimo das mentes e dos corações; foi brilhante como amigo, conservando até ao fim esse dom maravilhoso que o levou a traçar, em dezenas de páginas, o perfil de Urbano Duarte, de Manuel Paulo, de Póvoa dos Reis e de tantos outros que com ele partilharam o saboroso pão do amor fraterno.
D. Manuel Trindade foi, além disso, um amigo de Coimbra e um amigo do seu semanário diocesano, onde publicou dezenas de artigos quer antes da sua elevação ao episcopado em 1962, quer depois de 1988, quando, tendo pedido e obtido a resignação do ministério episcopal em Aveiro, regressou às suas raízes para, serenamente, preparar o definitivo encontro com Deus.
O seu testemunho de fidelidade ao Evangelho, de acrisolado amor à Igreja e de fraterna e humilde partilha da amizade humana torna duradoira e benfazeja a sua memória. É a essa memória que me inclino profunda e piedosamente.


A. Jesus Ramos

Um coração de irmão e de verdadeiro pastor




D. António Marcelino

D. Manuel, não obstante a sua grandeza intelectual e o seu prestígio episcopal e social, era um homem simples e próximo, um cristão determinado e fiel ao espírito do Evangelho. Uma vida modesta e desprendida de bens materiais, atento às pessoas e suas necessidades. Corajoso na proposta e defesa da verdade, avesso a intransigências pessoais e relacionais, bem como à procura de prestígios sociais e humanos, quando se apercebia que gente da Igreja navegava nessas águas.
Um coração de irmão e de verdadeiro pastor, que nunca deixou indiferente quem dele se aproximou ou com ele conviveu. Sereno, mas nunca indiferente. Compreensivo, mas nunca permissivo em coisas essenciais. Aberto, mas sem preocupações de vanguardista ou de procurar plateia. Os traços evangélicos do Bom Pastor, bem se via que os cultivava, diariamente, com cuidado e esmero.
Participou em todas as sessões do concílio Vaticano II, na primeira das quais apenas como bispo designado, mas ainda não ordenado ou consagrado, como então se dizia.
A sua preparação teológica e o estar a começar o seu ministério de bispo diocesano permitiram-lhe uma participação extraordinariamente enriquecedora, a que logo quis dar sequência, pois o concílio moldara-lhe o coração de pastor e logo viu que nessa linha devia prosseguir. Informou e formou e levou depois o concilio até onde pôde.
Aspectos doutrinários e pastorais, que a outros pareciam criar medo e reacção pouco positiva, para D. Manuel eram muito claros e necessários para uma renovação da Igreja, objectivo conciliar da primeira hora. Assim, sem preocupação de os esgotar, vemos a atenção dada à Igreja, a trilhar os caminhos da
Comunhão e Missão, e da participação alargada a todos os seus membros; a formação cuidadosa do clero, atenção à formação do laicado e promoção ao seu lugar de direito; os órgãos de corresponsabilidade eclesial, o diálogo aberto, acolhedor e paciente, a reacção espontânea a títulos honoríficos nos membros do presbitério, alheios por completo ao espírito conciliar, a atenção à visita pastoral e ao evoluir da sociedade; o espírito de serviço bem visível a contrastar com o de senhorio, que ainda então reinava em muitos sectores da Igreja; a coragem na afirmação e na defesa do papel da Igreja na sociedade democrática. Tudo isto denunciava uma fidelidade total ao Vaticano II, a orientara sua vida e acção.

Um rasto de luz



D. António Francisco dos Santos



Um sereno e brilhante rasto de luz!
É este o sentimento que espontaneamente me aflora ao pensamento, entre a saudade e a gratidão, para descrever o tempo e a vida do senhor D. Manuel de Almeida Trindade. De 1918 a 2008. Na travessia de um século, quase por inteiro, e no limiar de um novo milénio, marcado pela esperança.
Nada do século XX lhe foi indiferente. Nada lhe foi estranho. A Igreja de Portugal não era o que hoje felizmente é sem a sua lucidez, ponderação e coragem; sem a sua bondade, inteligência e determinação; sem a sua fé, testemunho e acção.
A vida, aconchegada nas muitas qualidades que em todo o lado o distinguiram, fê-lo iniciar humanamente demasiado cedo para o habitual e para o comum todas as missões a que a Igreja o chamou: sereno e sem vanglória é, com apenas 16 anos, aluno brilhante da prestigiada e exigente Universidade Gregoriana, em Roma; jovem padre, é convidado a assumir a delicada e complexa missão de reitor de um respeitado Seminário Maior; apenas bispo eleito faz a singular e marcante experiência do Concílio; regressado da primeira sessão conciliar vê-se de imediato à frente de uma jovem diocese, ainda não completamente refeita da morte súbita e prematura do seu segundo bispo.
D. Manuel, pastor desejado de uma Igreja a viver o alvoroço da juventude e o encanto do Concílio, ensinou-nos com o seu modo inconfundível de ser que só esta brisa conciliar, serena e renovadora, ao jeito do ar fresco, saudável e fecundo da manhã, traria a resposta necessária aos desafios pastorais da evangelização que diariamente surgiam no coração de uma diocese recém-restaurada.
D. Manuel era um irmão afável e acolhedor, particularmente próximo dos sacerdotes e dos seminaristas. Um irmão sem fronteiras.
Humano e nobre em tudo, nunca esqueceu que era filho do povo simples, honesto, laborioso e crente. Desse povo que durante o dia ganha o pão com o suor do rosto e à noite agradece a Deus o pão que reparte à mesa. Com desvelo e ternura fala e escreve sobre a sua família. Com enlevo e saudade evoca o seu berço em Monsanto da Beira e traça-nos em coloridas pinceladas de afecto familiar as razões que decidiram o regresso às amadas terras bairradinas.
É esta telúrica empatia do semeador e esta bênção sagrada da família que nenhum de nós jamais esquece, que nos fazem bem, nos equilibram e nos rasgam horizontes de missão à maneira das árvores frondosas cujas raízes vão longe buscar a seiva que as alimenta e o húmus sólido que as fortalece.
Talvez este gosto pelas raízes, ainda maior para quem tão cedo, hoje diríamos demasiado cedo, se desapegou de Coimbra para ir ao encontro de Roma, lhe tenha acicatado mais o sentido da lucidez, do necessário equilíbrio, da dimensão universal, da consciência católica e do espírito missionário que um servidor da Igreja deve ter.
Sempre que a Igreja o chamou a uma missão ou a um serviço, D. Manuel esteve presente: com a espontânea apreensão de um jovem seminarista a caminho de Roma em momentos difíceis da vida da Europa; com a alegria da esperança e da fidelidade de quem, com apenas vinte e dois anos, é ordenado sacerdote; com a ilimitada generosidade, a exigir o total e permanente abandono nas mãos de Deus, de quem diz sim à eleição episcopal; com a prudente serenidade de quem aceita o serviço maior na Igreja de Portugal, que os seus irmãos bispos renovadamente lhe pedem.

Marcos históricos de uma vida


20-04-1918 – Nascimento em Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova. Pais: - Daniel Ferreira da Trindade, de Avelãs de Cima, e D. Gracinda Rodrigues de Almeida, de Avelãs de Caminho.
Estabelecimentos de ensino que frequentou – 1925-1929,Escola Primária da Malaposta – Arcos, Anadia; 1930-1934, Seminário de Coimbra; e 1934-1940, Pontifícia Universidade Gregoriana – Roma (Licenciatura em Filosofia e Bacharelato em Teologia).
21-12-1940 – Ordenação presbiteral, no Seminário de Coimbra, pelo bispo D. António Antunes.
25-12-1940 – Missa nova na igreja matriz de Arcos – Anadia.
02-11-1941 – Vice-reitor do Seminário de Coimbra. (Reitor: - o Bispo de Coimbra).
16-02-1946 – Cónego da Sé de Coimbra, nomeado pelo bispo D. António Antunes
02-04-1957 – Reitor do Seminário de Coimbra.
12-04-1957 – O papa Pio XII distinguiu-o como seu prelado de honra, com o título de Monsenhor.
10-1960 a 06-1962 – Professor contratado da Faculdade de Letras da Universidade de
Coimbra, equiparado a catedrático, regendo a cadeira «Origens do Cristianismo».
16-09-1962 – O papa João XXIII nomeou-o bispo da Diocese de Aveiro.
11-10-1962 – Inauguração do Concílio Ecuménico Vaticano II; desde o primeiro dia, participou em todas as sessões deste Concílio (1962-1965).
08-12-1962 – Posse canónica, por procuração, no ministério pastoral na Diocese de Aveiro.
16-12-1962 – Ordenação episcopal na Sé Nova de Coimbra, pelo arcebispo-bispo D. Ernesto
Sena de Oliveira.
23-12-1962 – Entrada solene em Aveiro, sendo homenageado com manifestações públicas de muita alegria.
10-1967 – Delegado da Conferência Episcopal Portuguesa no Sínodo dos Bispos (Roma).
10-04-1970 – Eleição de vice-presidente da Conferência Episcopal
Portuguesa.
10-1971 – Delegado da Conferência Episcopal Portuguesa no Sínodo dos Bispos (Roma).
10-07-1972 – Eleição de presidente da Conferência Episcopal
Portuguesa (por um triénio).
10-1974 – Delegado da Conferência Episcopal Portuguesa no Sínodo dos Bispos (Roma).
13-07-1975 - «Manifestação dos Cristãos» em Aveiro, a que presidiu, pelos direitos fundamentais da pessoa humana e dos portugueses, nomeadamente do direito à informação livre, objectiva e independente.
07-12-1987 – A Câmara Municipal de Aveiro, por unanimidade, deliberou atribuir-lhe a Medalha de Mérito Municipal, em ouro; mais tarde, daria o seu nome a uma alameda da freguesia de Santa Joana
(Aveiro).
08-12-1987 – A Diocese de Aveiro, representada por alguns milhares de pessoas, manifestou-lhe vibrantemente respeitoso preito de justa gratidão com a celebração da
Eucaristia num espaço público.
09-12-1987 – O presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Alberto Nobre Lopes Soares, agraciou-o com o grau de Grã-Cruz da Ordem de Mérito.
16-12-1987 – Em Aveiro, foi-lhe prestada uma significativa homenagem, com a presença do núncio apostólico da Santa Sé, do cardeal-patriarca de Lisboa, de todos os bispos portugueses, dos representantes do presidente da República, do Governo de Portugal e de todas as Câmaras Municipais da área da Diocese de Aveiro, de outras autoridades civis e dos delegados dos diversos Movimentos e Arciprestados.
20-01-1988 – O papa João Paulo II deferiu favoravelmente o seu pedido de renúncia ou de resignação de bispo da Diocese de Aveiro, ficando com o título de «bispo emérito de Aveiro».
07-02-1988 – Residência no Seminário Maior de Coimbra.
15-12-1988 – A Universidade de Aveiro distinguiu-o com o doutoramento «Honoris causa».
05-08-2008 – Falecimento nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
07-08-2008 – Exéquias e tumulação em Aveiro.



Mons. João Gonçalves Gaspar