Correio de Coimbra

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12 de outubro de 2007


Beatificação da Irmã Lúcia aguarda autorização de Roma

O Bispo de Coimbra aguarda autorização do Vaticano para abrir o processo de beatificação da Irmã Lúcia, tendo já enviado um dossier para Roma, solicitando a antecipação dos prazos.
“Já fiz o que tem de se fazer” e foi enviado um “dossier com dados para quem de direito onde essa é uma hipótese”, afirmou D. Albino Cleto à Agência Lusa, referindo-se à possibilidade de o processo avançar antes de serem cumpridos os cinco anos após a morte da pessoa que o Direito Canónico impõe para que qualquer beatificação se inicie.
A documentação “relembra um pouco da história da irmã Lúcia, os últimos acontecimentos da vida dela e o modo como ela viveu”, explicou o Bispo de Coimbra.
A última vidente de Fátima faleceu no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005, com 97 anos, e desde então têm chegado informações de várias curas, alegadamente miraculosas, que são atribuídas à prima de Jacinta e Francisco Marto.
Para D. Albino Cleto, a religiosa, que escreveu vários livros que sustentam grande parte da Mensagem de Fátima, tem “todas as condições” para ser elevada a santa.
“Conheço suficientemente bem os méritos e virtudes da Irmã Lúcia porque a acompanhei durante oito anos” e, por outro lado, “sei a devoção que o povo cristão, quer de Coimbra quer ligado a Fátima, lhe tem”. Essa devoção “manifesta-se através de muitos pedidos de graças ao Carmelo, a mim ou ao Santuário” e os próprios primos já foram também beatificados, acrescentou o prelado.
Mais de meia centena de quilos em documentos com relatos de graças já deram entrada só no Santuário de Fátima a pedir a beatificação da religiosa, que só poderá ter o seu processo canónico aberto caso o Vaticano autorize uma cláusula de excepção.
Até ao momento, apenas João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá tiveram um tratamento semelhante pelo Vaticano, mas a campanha para que o processo tenha início teve origem na Itália, logo após a morte de João Paulo II, um devoto particular da mensagem mariana.
A alegada cura de uma menina de quatro anos, que vive na Argentina, por intercessão da Irmã Lúcia é um dos casos mais famosos que têm sido relatados, mas as autoridades eclesiásticas apontam também outros casos como a alegada cura de um português de diabetes e de um cancro de um cidadão italiano.

As fases do processo
A abertura do processo de beatificação não garante o sucesso desta reivindicação dos crentes, até porque existem muitos casos de figuras da história da Igreja que nunca conseguiram provar a sua santidade perante a Congregação para a Causa dos Santos.
Após a declaração de abertura do processo por parte da Diocese onde a pessoa faleceu, será necessário uma declaração de venerabilidade, reconhecendo as suas virtudes heróicas, refere a legislação canónica.Depois, terá de haver uma certificação do milagre que justifica a beatificação por uma comissão médica, constituindo-se em seguida um tribunal eclesiástico, que recolhe testemunhos e compõe um dossier sobre a sua vida.
Posteriormente, o processo será enviado para a Congregação para a Causa dos Santos, que pede novos relatórios e depois remete o caso para o Colégio dos Teólogos.
Só no final, caso todos os passos sejam cumpridos com sucesso, o processo será enviado ao Papa, que terá a responsabilidade de promulgar a beatificação.

11 de outubro de 2007

Cónego Adriano Santo:a homenagem da diocese

Tendo passado a barreira dos oitenta, mas de saúde e a recomendar-se, o Cónego Adriano Simões Santo, depois de ter deixado a administração dos jornais diocesanos, foi dispensado também da administração da Diocese, onde foi substituído pelo Padre Dr. Manuel António Ferrão. O facto foi motivo para um encontro de agradecimento, promovido pelo senhor D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e que contou com a presença do bispo emérito, D. João Alves, de membros do Cabido, da Administração Diocesana, da imprensa cristã, de familiares e de amigos do homenageado.
Depois da oração de vésperas cantadas na igreja de Nossa Senhora da Conceição, seguiu-se um jantar, no Hotel D. Luís, em que participaram mais de três dezenas de convidados, num ambiente de fraterno convívio.
No momento oportuno, o Bispo da diocese, D, Albino Cleto, usou da palavra para enaltecer o trabalho e a dedicação sacerdotal do Cónego Adriano que, num momento difícil, soube desempenhar este cargo com sacrifício, mas "sempre com um sorriso", e em "atitude de serviço à Igreja". Também o senhor D. João Alves, que confiou, no devido tempo, ao cónego Adriano a vigararia episcopal da Região Sul, o economato da Diocese e o título canonical, se regozijou com esta homenagem, recordando os momentos em que pedira ao homenageado que assumisse cargos difíceis, recordando-lhe sempre que "todos aprendemos a fazer aquilo que nos foi mandado".
Entre as muitas obras devidas ao empenho do Cónego Adriano recordou a construção do Centro Pastoral da Região Sul.
O cónego Adriano, naquela simplicidade ampla que o caracteriza, agradeceu este gesto que, segundo ele, não era merecido, e tornou presentes alguns episódios da sua actividade como jornalista, como ecónomo e como vigário. A propósito desta última actividade, lembrou a sua ida ao Louriçal, no princípio dos anos oitenta, para presidir à celebração do Crisma. Ali encontrou um jovem que lhe disse que estava a pensar em ir para o Seminário. Era aquele que, agora ali presente, lhe sucedia no "penoso" encargo da administração diocesana, o Padre Dr. Manuel Ferrão.
Em sinal de reconhecimento, foi oferecido ao homenageado um tríptico mariano, que ele agradeceu comovido.
O Cónego Adriano, recebeu, nesta ocasião um apertado abraço do director do "Correio", Padre Jesus Ramos, que com ele colaborou, nos dois jornais da diocese durante mais de um quarto século.

Um abraço para sempre

Éramos jovens quando nos conhecemos nas lides do jornalismo, na actividade cívica em prol da nossa cidade e nos encontros de amigos, em que participavam tantos outros da nossa geração. Unia-nos, além da empatia natural, o amor a Coimbra, o gosto pela arte de comunicar e o debate, quase sempre ocasional, mas aberto e franco, quer sobre temas da nossa terra, quer de cariz social, quer mesmo de índole religiosa. Sobretudo neste último aspecto, foram muitas as vezes em que, a propósito de acontecimentos recentes, me questionavas sobre a posição da Igreja, embora eu repetisse, continuamente, que a minha era sempre uma opinião pessoal. Recordo agora, como em filme rápido no ecrã da memória, três encontros: aquele em que preparámos a homenagem ao nosso comum amigo Cónego Urbano Duarte, com a abertura da avenida com o seu nome; o da fundação do "Fórum Conimbrigae", como local de encontro de promoção da nossa cidade; e a minha passagem por Bruxelas onde todos os que estavam connosco ficaram admirados com a dimensão do nosso abraço. Um abraço que agora repito. Para sempre, meu caro Fausto!

A. Jesus Ramos

Coimbra perdeu um dos seus maiores defensores




Toda a cidade no adeus a Fausto Correia
Todas as forças vivas e o povo de Coimbra estiveram presentes, no adeus a Fausto Correia, o eurodeputado que, no passado dia 9, vítima de ataque cardíaco, afleceu em Bruxelas.
O antigo vice-governador civil contava com 55 anos e era uma das figuras mais conhecidas e admiradas da cidade e da região.
Natural de Coimbra, Fausto Correia, foi deputado socialista, e nos governos de António Guterres foi sucessivamente secretário de Estado da Administração Pública, dos Assuntos Parlamentares, Adjunto do Ministro de Estado e Adjunto do Primeiro-Ministro.
Antigo presidente da Associação Académica de Coimbra-Organismo Autónomo de Futebol, Fausto Correia, licenciado em Direito, repartiu a vida entre a carreira de jornalista e de político.
Como jornalista integrou os quadros do República, foi um dos fundadores do diário A Luta e delegado da ANOP em Coimbra e era, actualmente, director de "O Despertar", histórico jornal conimbricense propriedade da família.
Mais tarde foi membro de vários Conselhos de Administração da RDP-Radiodifusão Portuguesa e entre Abril de 1992 e Outubro de 1995 foi Vice-Presidente da Direcção-Geral da Agência Lusa.
Além de eurodeputado, Fausto Correia era actualmente deputado à Assembleia Municipal de Miranda do Corvo e Presidente da Mesa da Comissão Política da Federação de Coimbra do PS, estrutura de que foi o líder entre 1978 e 1980 e entre Março de 2002 e Abril de 2003.
No Parlamento Europeu, era membro da Comissão Parlamentar das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos e membro suplente da Comissão Parlamentar dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu.
Integrava ainda a delegação para as Relações com os Países da Comunidade Andina e era membro suplente das delegações para as Relações com o Mercosul e à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana.
Miguel Cotrim

UM LIVRO POR SEMANA



Um documento para a história de Fátima


Quando O Papa João Paulo II resolveu revelar a terceira parte do "Segredo de Fátima", enviou a Coimbra o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, D. Tarcisio Bertone, para dialogar com a Irmã Lúcia, pois pretendia "uma interpretação definitiva por parte da religiosa". Foram três encontros oficiais, a 27 de Abril de 2000, 17 de Novembro de 2001 e a 9 de Dezembro de 2003.
O presente livro é o resultado de um desafio colocado ao cardeal Bertone, agora Secretário de Estado do Vaticano, pelo vaticanista Giuseppe de Carli: "Eminência, não seria lindo fazer um livro sobre os seus encontros com a Irmã Lúcia?". O purpurado aceitou. De Carli foi conduzindo o relato que, ao longo de quase duzentas páginas, nos levam ao Carmelo de Coimbra, onde a Irmã Lúcia, perante uma carta do Papa João Paulo II a apresentar o seu enviado, se dispõe a confirmar tudo quanto escreveu: "Está bem, responderei a tudo o que me perguntar".
O volume, além de relato e da interpretação desses diálogos, apresenta vasta documentação, nomeadamente o texto original da terceira parte do "Segredo" e o comentário teológico do então prefeito da congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ratzinger.

A. Jesus Ramos

TARCISIO BERTONE, A última
vidente de Fátima, Editora
A Esfera dos Livros, [Lisboa 207].

S. Cristóvão, padroeiro


Procurando nos registos do hagiológio cristão só encontramos o nome de Cristóvão atribuído a um mártir romano durante as perseguições dos primeiros séculos de cristianismo.
Do apontamento do seu martírio nada transparece da personalidade que nos habituamos a admirar e a invocar como patrono dos viandantes e de muitas comunidades de fiéis em todo o mundo cristão. Vem desde a Idade Média o seu culto. Em Coimbra, a freguesia ou paróquia de S. Cristóvão é conhecida desde antes da nacionalidade portuguesa (1119) e estava sedeada numa igreja própria, no lugar onde, no século XIX se construiu o Sousa Bastos. A comunidade paroquial uma vez arruinada a Sua igreja paroquial pediu e obteve autorização do Prelado da Diocese para ocupar a igreja Catedral que se encontrava abandonada há mais de 30 anos em 1818. Assim, duas entidades pobres, a igreja Catedral e a freguesia de S. Cristóvão, uniram-se numa caminhada comum de destinos, mas sem se identificarem de direito e de facto. O povo não desistiu de chamar à igreja, Sé, a academia não a esqueceu em suas festas académicas, a Santa Sé confirmou-a como catedral ao aprovar em 1904 no oficio de liturgia das horas e o D. João Alves falou dela ao Santo Padre João Paulo II a quando da sua visita a Coimbra. A comunidade paroquial de S. Cristóvão honrou-se e honra-se em servir e dignificar a igreja cujas pedras forrou crismadas e são objecto de culto todos os anos na Diocese de Coimbra, a 16 de Novembro. A glória da paróquia de S. Cristóvão é a de assumir-se como serva humilde e pobre da Igreja Mãe da Diocese de Coimbra e S. Cristóvão, na expressão lendária que o encobre, serve de guia nesta honrosa caminhada. S. Cristóvão será apenas uma figura lendária? Poderia ter sido uma parábola evangélica. A lenda que o apresenta mostra nela tais predicados e exemplos que em nada desmerece a doutrina Cristã sobre a pobreza, a fortaleza, a intimidade com Deus e sobretudo a disponibilidade para o serviço dos irmãos viandantes. A caminhada para Deus a pedido do menino misterioso é coroada com a mais bela recompensa, a da entrada na Casa do Pai Comum. O próprio nome Cristóvão é composto de dois elementos que significam "portador de Cristo". Qualquer cristão, com mais ou menos perfeição, sabe e sente que é portador de Cristo e que por isso, não se envergonharia de também ser chamado Cristóvão. Com a colaboração da Junta de Freguesia de Almedina e do grupo etnográfico da região de Coimbra as celebrações de S. Cristóvão incluem um programa que vai servir a todos os habitantes da freguesia e da cidade.
No dia 26, nos Paços do Concelho de Coimbra encerrando uma semana de apresentação da freguesia de Almedina à cidade de Coimbra, inicia-se a apresentação das celebrações de S. Cristóvão. Assim:
Dia 26 – 19H – Apresentação solene da freguesia com referência ao seu padroeiro
Dia 27 – Dia dedicado à distribuição de panfletos e cartões alusivos à lenda e à mensagem de S. Cristóvão
16H – Recepção à Comunidade na Sede da Junta de Freguesia
18H – S. Cristóvão ás crianças, na Igreja da Sé Velha
19H – Missa Vespertina
Dia 28 – 11 H – Missa solene, acompanhada a cânticos pelo grupo etnográfico da região de Coimbra
12 H – Procissão no Largo com a imagem de S. Cristóvão e bênção de carros, porta-chaves e documentos

João Evangelista R. Jorge

Sócrates no lançamento do projecto AGNI



Montemor no bom caminho
para o desenvolvimento


José Sócrates presidiu no passado Domingo, à cerimónia de lançamento do projecto de uma fábrica de pilhas de combustível para produção de energia, em Montemor-o-Velho. Trata-se de um projecto da AGNI que, segundo o primeiro-ministro, "vai colocar Montemor no mapa da inteligência em Portugal".


A unidade fabril, totalmente automatizada, vai produzir pilhas de combustível alimentadas a hidrogénio. Um investimento de 69,3 milhões de euros que o grupo AGNI, empresa malaia dedicada ao desenvolvimento de tecnologias de alta eficiência, não poluentes e dedicadas às energias alternativas, com capitais oriundos da Malásia, Singapura e Estados Unidos da América, vai construir em Montemor-o-Velho, cujo projecto vai criar 220 postos de trabalhos, 55 dos quais altamente qualificados. Do investimento total, 25 milhões serão aplicados na criação de um centro de excelência em investigação.
Fundado em 1988, o grupo é um dos líderes mundiais na produção de tecnologia de geração de energia a partir de derivados do petróleo, de gás natural e de hidrogénio, trabalhando em sistemas de cogeração e trigeração (produção combinada de energia eléctrica, calor e/ou frio) baseados em pilhas de combustível para aplicação no suprimento das necessidades energéticas de edifícios domésticos ou de serviços, e de retenção e transformação de dióxido de carbono.
Após uma rápida passagem pelo no Parque de Negócios, onde descerrou um placa que simboliza o arranque do projecto, o primeiro-ministro presidiu a uma cerimónia de apresentação do projecto que decorreu na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, no castelo de Montemor.
Entretanto, a agenda dos trabalhos começou logo pela manhã, nos Paços do Concelho, com a assinatura da escritura dos terrenos entre a Autarquia e a AGNI, e dos contratos entre a AGNI e a API (que vão permitir o financiamento da plataforma) e a Empresa Geral do Fomento (EGF) para valorização do biogás de aterros sanitários.
Por Montemor tudo, por Portugal sempre
Para o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, o dia 7 de Outubro fica para a história como um dos mais importantes marcos no desenvolvimento do concelho, mas com "uma visão regional intermunicipal". Um projecto pluridisciplinar "cuja dimensão, para uma terra como Montemor-o-Velho, só será julgada daqui a alguns anos".
Confiante da importância do projecto, Luís Leal dividiu os louros do investimento com o primeiro-ministro pelo empenho pessoal demonstrado. "Esta é uma sorte não só para Montemor-o-Velho, mas para o País e para a Europa", disse o edil montemorense. O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho terminou o seu discurso dizendo "por Montemor tudo, por Portugal sempre", numa autêntica demonstração do seu empenhamento, sem olhar a partidarismos, em "tornar o concelho de Montemor numa zona onde o progresso e o crescimento sustentado sejam uma realidade, com boa qualidade de vida para todos os cidadãos".
"Este é o projecto mais inovador no domínio da energia em Portugal", e que está na linha da frente no que diz respeito a conhecimento e investigação na área da energia", disse José Sócrates, adiantando que "há poucos em todo o mundo a fazer aquilo que a partir de agora se vai fazer aqui em Montemor-o-Velho". "Se tivermos sorte, se o projecto, que é sempre uma aventura, tiver sucesso, Montemor-o-Velho fica no mapa da inteligência em Portugal, porque é o projecto mais inovador no domínio da energia em Portugal", sustentou o primeiro-ministro.
Mas, mais do que demonstrar a importância do investimento do grupo malaio AGNI para o município e para a região, Sócrates sublinhou "a importância para o país" deste projecto. O governante referiu que a plataforma tecnológica "se destina à economia global, à exportação" e vai introduzir no país "conhecimento, qualificações e investigação" numa área fundamental como é a energia.
Para José Sócrates, o investimento do grupo empresarial da Malásia em Portugal representa, ainda, a confiança na economia lusa, porque "ninguém investe em Portugal 60 milhões de euros numa fábrica com esta dimensão se não tiver confiança na economia e sociedade portuguesas".
Dirigindo-se aos montemorenses e, mais especificamente, a Luís Leal, José Sócrates disse que sabe "o trabalho que dá ter sorte na política", acrescentando que "o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho não teve sorte, teve trabalho ao concentrar os esforços políticos para atrair investimentos". Reforçando o ideal de Luís Leal "por Montemor tudo, por Portugal sempre", José Sócrates evidenciou estar a par da visão política e da determinação que o autarca demonstra na captação de investimentos para o concelho que dirige, numa clara gestão sustentada que permite o crescimento imparcial de todas as freguesias do concelho.




Aldo Aveiro

Sócrates apadrinha empresa espanhola em Mira


O projecto "Acuinova" – dinamizado pelo grupo espanhol "Pescanova", que investiu 140 milhões de euros neste equipamento – vai contar com um inovador sistema integrado, pioneiro a nível mundial, que abarca todos os processos inerentes à actividade. Com o arranque da produção da primeira fase, previsto para o final de 2008, o projecto, cujo lançamento foi presidido no sábado passado pelo primeiro-ministro, vai gerar mais de 200 postos de trabalho directos e 600 indirectos. Graças a este investimento na aquacultura, Portugal vai poder reforçar o sector, fortalecer o tecido empresarial e duplicar a sua produção aquícola anual para sete por cento. Um investimento que, de acordo com o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, vai, em dois anos, duplicar a produção de sete mil para 14 mil toneladas. Mas o objectivo – salientou – é passar para 28 mil toneladas por ano, no termo do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Manuel Pinho, ministro da Economia e Inovação, salientou que este projecto revela "o alcance dos portugueses em liderar alguns sectores". E lembrou que o investimento da Pescanova segue-se a outros projectos previstos para a região como o Complexo Químico de Estarreja (230 milhões de euros); a Central de Ciclo Combinado da Figueira da Foz (400 milhões); a nova papeleira na Figueira da Foz (320 milhões de euros) e a fábrica de biocombustíveis Martifer, em Aveiro (70 milhões de euros).
As obras para instalar o equipamento aquícola em Mira devem arrancar ainda durante este mês.

Assaltos atrás de assaltos


Baixa de Coimbra: comerciantes de caçadeira na mão
Nos últimos tempos, a Baixa de Coimbra tem sido palco de vários assaltos. Os comerciantes acusam as autoridades de não darem resposta aos seus apelos. "Já não basta a crise económica", dizem alguns donos de lojas que vão guardar os seus bens de caçadeira em punho.

É raro o dia em que não se regista m assalto na Baixa, em Coimbra. A insegurança continua a crescer e continua a não haver respostas para evitar este triste cenário.
O comércio está a viver um momento de extrema dificuldade. Neste momento há comerciantes a dormirem nas lojas de caçadeira na mão para tentar salvaguardar os seus bens. Vive-se um autêntico Far-west.
O "Correio" apurou que está a ser preparado uma manifestação, por comerciantes e moradores da Baixa, para instar as entidades competentes a acabarem com o clima de insegurança e a onda de assaltos que tem aumento naquela zona da cidade, nomeadamente promovendo mais policiamento na Baixa, especialmente de noite.
O presidente da autarquia voltou a frisar que as competências da Polícia Municipal não se prendem com a manutenção da segurança pública, concordando que a insegurança sentida na Baixa se deve ao facto da PSP "não ter capacidade de resposta". "O comandante fala em polícia de proximidade, mas para haver é preciso que haja polícias", salientou.
Questionado sobre a possibilidade de avançar com a ideia da instalação de câmaras de videovigilância na Baixa, Encarnação garante não ser a falta de dinheiro o impedimento para que não estejam instaladas, mas sim a necessidade de esclarecimento do ponto de vista legal. Depois de dado esse esclarecimento estará tudo pronto para uma candidatura do projecto a Bruxelas.


Miguel Cotrim

Concerto para amortizar dívidas do memorial da Irmã Lúcia



Um concerto para assinalar os 90 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima vai ter lugar no próximo dia 13 de Outubro, na Casa da Cultura. O espectáculo, com início previsto para as 21 horas, conta com a participação dos coros de Santa Cruz, de Ançã e de Ana Maria Andrade Silva (harpa). O produto da venda dos bilhetes reverterá a favor da amortização das dívidas contraídas pela construção do Memorial Irmã Lúcia.

Cónego João Castelhano: 33 anos ao serviço de S. José

Foi no dia 6 de Outubro de 1974 que, na altura, o jovem sacerdote, João Castelhano tomou posse da paróquia de S. José. No sábado passado assinalaram-se 33 anos ao serviço daquela comunidade cristã. A comissão responsável pela comemoração das bodas sacerdotais ao cónego João Castelhano aproveitou a ocasião para apresentar o livro "Por uma Paróquia Viva", fruto de pensamentos e textos publicados daquele sacerdote na folha paroquial. A obra contém ainda textos apresentados no Colóquio Europeu de Paróquias, no qual foi presidente entre 1993 e 2001.
Na apresentação desta obra, o presidente da Comissão Organizadora pelas Bodas Sacerdotais do Cónego João Castelhano, lamentou a falta de participação, em geral, da comunidade paroquial para assinalar esta efemeridade. Segundo Domingos Xavier Viegas, "esta obra constitui não só uma homenagem, mas também um reconhecimento" a um homem que se dedicou de alma e coração a uma paróquia.
Para o Bispo de Coimbra, que também esteve presente na cerimónia da apresentação do livro, "o que fica escrito, garante aquilo que foi vivido". Segundo D. Albino Cleto, "este livro tem uma grande importância, na medida, que é um retrato fiel da vida de uma paróquia ao longo de muitos anos". O Bispo de Coimbra reconheceu publicamente o trabalho pastoral do padre João Castelhano nestes 33 anos na paróquia de S. José. "Quanto maior é a cidade, maior é a tentação de se isolar, e não foi o que aconteceu em S. José", referiu o prelado da diocese. D. Albino enalteceu as virtudes deste sacerdote como arcipreste das paróquias da cidade e do trabalho desenvolvido no Encontro Europeu de Paróquias. O Bispo de Coimbra revelou que está neste momento a preparar em conjunto com o arcipreste, a visita pastoral às paróquias da cidade, que decorrerá em Janeiro de 2008.
O Cónego João Castelhano disse que nos seus escritos, teve sempre uma preocupação fundamental: "ser fiel a Deus, sem a tentar manipular para justificar o que se procura transmitir". Outra preocupação sempre presente foi ser "fiel ao homem, que espera uma orientação para que a Palavra se torne Vida na sua vida".
No mesmo dia foi ainda aberta a exposição alusiva à paróquia de S. José e foi descerrado uma fotografia do cónego João Castelhano na sacristia da igreja.
Pelas 21,30 horas, na igreja, coube a Orquestra Clássica do Centro homenagear o sacerdote com um "Concerto Prestígio".



Miguel Cotrim

Mealhada, Casal Comba e Vacariça recebem o novo pároco


Domingo, foi dia de festa nas paróquias de Casal Comba, Vacariça e Mealhada. Tratou-se da tomada de posse do novo pároco, padre José de Almeida Gonçalves, que vai acompanhar social e espiritualmente esta "unidade pastoral".
Na Mealhada, o templo encheu-se de fiéis, para participarem na celebração da eucaristia, durante a qual tomava posse o novo pároco, padre José Gonçalves. Idênticas cerimónias tiveram lugar em Casal Comba e Vacariça.
Iniciada a Eucaristia, presidida pelo Vigário da Região Pastoral do Centro, cónego Sertório Baptista Martins, e concelebrada pelo Vigário da Região da Beira-Mar, cónego Manuel Maduro, pelo novo pároco, José Gonçalves e demais párocos amigos, depois de apresentado à comunidade, foi lido, pelo cónego Maduro, o decreto de nomeação do novo pároco, outorgado por D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra. Entretanto, o Cónego Maduro destacou "a nova missão do pároco", sublinhando também "os deveres das comunidades cristãs desta Unidade Pastoral, não só na contribuição para a sua sustentação, mas também com todo o apoio possível para que as paróquias de Mealhada, Casal Comba e Vacariça continuem a crescer em fé e solidariedade".
Com palavras elogiosas e de incentivo para o novo desafio que ora D. Albino confiava a José Gonçalves, o cónego Maduro referiu que "é dever de todos nós pedir ao Senhor que os ilumine na sua nova missão", sublinhando que "toda a comunidade cristã é chamada a colaborar na acção pastoral da igreja".
A cerimónia de posse continuou com o cónego Sertório a entregar, num gesto simbólico, o Leccionário ao novo responsável jurídico da paróquia, que leu o Evangelho. Na homilia, o cónego Sertório fez uma apresentação do novo pároco, que foi seu professor, elogiando os seus predicados de fidelidade a Deus e à Igreja, dedicação às obras pastorais, bom pastor, zeloso e exigente. "Peço a todos os paroquianos que colaborem com a missão do padre José Gonçalves, fazendo-o feliz, para que ele possa servir e ajudar a crescer estas comunidades", disse o cónego Sertório.
Antes do final da Eucaristia, o padre José Gonçalves dirigiu-se aos paroquianos das três paróquias, dizendo que "aceitei a paroquialidade desta Unidade Pastoral por lealdade para com o nosso bispo, pois é um dever do sacerdote aceitar a decisão do seu reverendo bispo porque emana dos compromissos assumidos por qualquer padre", anotando que "ciclicamente, Sua Ex.a Rev.ª procede a novas nomeações que são fruto da necessidade de equilibrar o princípio da estabilidade com o da necessária e positiva mobilidade, tendo em conta, também, o equilíbrio nos arciprestados e zonas pastorais, procurando ajudar a promover a vida em comum e o trabalho em comunhão dos sacerdotes". "Estes princípios são cada vez mais urgentes, dada a escassez dos sacerdotes e as grandes necessidades da Diocese, nos seus diversos serviços pastorais", revelou José Gonçalves, dizendo que "vim para realizar a obra do Senhor, a obra da Salvação para o que conto com a colaboração de todos os movimentos apostólicos".
Como o cónego Sertório, o padre José Gonçalves saudou todas as entidades e organismos presentes e representados, "como um sinal de comunhão, de vitalidade, de fraternidade e de unidade para estas comunidades possam crescer na fé, colaborando na missão de anunciar a palavra de Deus".


Aldo Aveiro