Correio de Coimbra

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4 de dezembro de 2008

COMUNIDADES CRISTÃS COMPROMETIDAS

Por José Dias da Silva


O debate eclesial é uma atitude rara nas nossas comunidades. Para ajudar, quero continuar o tema abordado em números anteriores pelo Cotrim e pelo Cotovio sobre o (des)interesse que comunidades e Secretariados manifestaram pelo pedido do nosso Bispo para preparar os próximos anos pastorais.
Não vou insistir nesta “apagada e vil tristeza”, que traduz o quase total desinteresse, se não ignorância, do que se passa para lá da nossa quinta eclesial: cada um na sua capelinha parece ser uma regra de ouro da nossa pastoral. E já nem considero os que apenas se contenta com “cumprir o preceito dominical”.
Esta atitude todos nós a conhecemos e é bom que seja denunciada. Mas há que ir mais fundo: não ficar pelos comos mas passar aos porquês. As razões são múltiplas e complexas e grande atrevimento é o meu meter-me neste assunto. Mas um debate – e este é um debate necessário e urgente na nossa Igreja – deve contar com o contributo de todos independentemente do seu valor e da sua fundamentação sócio-teológica.
Em primeiro lugar, é uma verdade histórica que, pelo menos aos leigos, pouco ou nada é pedido em termos de opinião e decisão. Quanto muito reserva-se-lhes o papel de executores, mas mesmo assim sem autonomia e devidamente enquadrados. Por isso, queria manifestar o meu muito apreço pelo facto de o nosso Bispo nos ter desafiado não só a fazer a avaliação do quinquénio passado mas também e sobretudo nos pedir o nosso contributo para com ele definirmos o trabalho futuro. Pelo menos, o argumento usado por muitos de que ninguém lhes pede opinião cai por terra e vem sobretudo pôr a nu o desinteresse da maioria dos cristãos (cristãos e não apenas leigos) pela pastoral diocesana.
Admito que muitos se sintam incapazes, por ignorância, de entrar por estes caminhos (e já agora por culpa de quem?). Mas a maioria dos intelectuais, que não faltam a uma missa ao domingo, raramente estão disponíveis para este trabalho tão necessário para que uma comunidade seja viva e interventiva. Dispondo de uma formação intelectual, que falta à grande parte do povo de Deus, cabe-lhes uma responsabilidade acrescida na reflexão e na apresentação de propostas mais conformes às exigências de hoje. A maioria, no entanto, vive bem com um cristianismo formal e ritual. Esporadicamente poderá haver alguns, que se refugiam nos seus “Montes Tabores” onde “é tão bom estar aqui”, onde a reflexão é profunda mas para uso interno. Nada sai para proveito de uma Igreja diocesana sufocada pelos permanentes desafios e mudanças até de paradigmas que exigem respostas novas e criativas. É aqui que os cristãos “intelectuais” têm um papel indispensável: renunciar a ele é um pecado grave contra a comunidade de crentes a que dizem pertencer. Mesmo que a Igreja não seja o que eles querem (e felizmente nunca será, pois a Igreja é “simultaneamente santa e necessitada de purificação”: LG 8) e precisamente porque não é o que eles acham que devia ser, a sua vivência fechada é uma traição à Igreja e ao próprio Jesus Cristo que eles, não tenho dúvidas, amam profundamente. Dizer o que está mal é um passo importante se for público; mas terá de ser sempre e apenas um intróito à apresentação de propostas que apontam para eliminar o que está mal e estimular uma crescente aproximação ao “rosto de Jesus Cristo”. Acredito que se alguém se atrevesse a isso corria o risco de ser crucificado, apesar da doutrina conciliar (GS 43; LG 37, AA1-3, AdG 21), pelos representantes oficiais que cumprem religiosamente os rituais aprovados, sabem a doutrina, pelo menos a pré-conciliar, toda de cor e se julgam os únicos possuidores do “caminho do céu”, das únicas formas de evangelizar hoje. Uma Igreja que não acolhe, estimula e integra estas diferentes e novas experiências pastorais é uma Igreja envelhecida, quase anquilosada e pior ainda, sentada à beira do caminho da história, que vai avançando ao ritmo dos que caminham e não dos que ficam parados, angustiada por não saber o que fazer, limitando-se a repetir formas historicamente situadas e, portanto geralmente ultrapassadas.
Mas passando ao comum dos cristãos, uma das razões pelo profundo desinteresse diocesano resulta do facto de a Diocese não ter grande ou nenhum significado. O que é a Diocese para a esmagadora maioria dos cristãos? Quem faz ou fez uma catequese sobre a Diocese, sobre aquilo que, quase numa viragem copernicana, o Concílio reflectiu sobre as “Igrejas locais”? Quem sabe qual é a real função do Bispo? Quem já superou a ideia de que o Bispo é uma “espécie de criado do Papa” e percebeu que ele, em comunhão com o Papa e com todos os outros bispos, é igualmente responsável pelo governo de toda a Igreja (colegialidade) e de um modo especial da Diocese que lhe foi atribuída? Quem sabe que a Diocese não sendo “a Igreja toda” (as outras Dioceses, que alguns chamam Igrejas locais ou particulares, também são Igreja e é a comunhão de todas elas que faz a Igreja universal) é e contém em si “toda a Igreja”: “A Diocese é a porção do Povo de Deus, que se confia a um Bispo para que a apascente com a colaboração do presbitério, de tal modo que, unida ao seu pastor e reunida por ele no Espírito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitui uma Igreja particular, na qual está e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica” (ChD 11)?
Que o debate continue e que as várias opiniões, fonte de riqueza, se manifestem por amor à Igreja que todos queremos cada vez mais fiel a Jesus Cristo e às mulheres e homens de hoje.

Inventariação da Paróquia de Ega

Por José Eduardo R. Coutinho


A 24 do passado mês de Novembro, ficou terminada a inventariação da paróquia de Ega, que, sempre, contou com a dedicada e pronta presença do Reverendíssimo Senhor Prior, o Padre Amílcar dos Santos Neves, e, na qual, ficaram feitas 60 novas fichas, respeitantes às capelas e à matriz, bem como o registo fotográfico do que também já havia sido tratado, a fim de ser constituído num todo coeso.
Quando, em 1128, a rainha Dona Teresa doara todas as terras compreendidas entre Coimbra e Leiria, da zona ocidental e sob domínio muçulmano, à Ordem Militar dos freires-cavaleiros Templários, a eles coube a fastidiosa tarefa de reconquistar esse considerável território, promover o desbravamento das áreas de provável aptidão agrícola, repovoá-las com famílias cristãs e fundar, por isso, as primeiras igrejas, entre as quais a deste aglomerado populacional, por certo beneficiado pelos bons campos das imediações, extensos, de óptima qualidade, atravessados por cursos de água e de fácil vigilância.
Este gradual evoluir de condições favoráveis à efectiva ocupação local teve confirmação régia, outorgada por Dom Afonso Henriques e, perante o desenvolvimento verificado, motivou a habitual intervenção dos bispos, que exigiam os direitos eclesiásticos, pela cobiça dos rendimentos, ocasionando mais um conflito institucional, apenas solucionado mediante a composição feita, em 1206.
O Grão-Mestre Dom Frei Estêvão de Belmonte concedeu carta de foral, à vila, em 1 de Setembro de 1231, o que manifesta uma vivência complexificada e, principalmente, a imprescindibilidade das estipulações acordadas com os moradores e firmadas em documento público, de carácter jurídico e regulador das condições vigentes, como garantia de direitos e de obrigações a observar, pelas partes envolvidas.
Tendo sido extinta, em 1311, pelo Papa Clemente V, por deploráveis enredos políticos e funestas intrigas infundadas, disfarçadamente religiosas, El-Rei Dom Dinis funda, em 14 de Agosto de 1318, a Ordem de Cristo, num exemplaríssimo e habilíssimo processo de salvaguarda dos bens e dos honrados colaboradores da Reconquista, também defensores da soberania nacional, mantendo-lhes a total integridade, de pessoas, de prerrogativas e de haveres, todavia, com a nova designação, cujo procedimento foi assumido de parceria com o genro, Fernando de Castela, para evitarem, na Península, o desenlace ocorrido em França, o que os antecipara a qualquer acção, dita diplomática, de Roma.
Pelo teor constado na relação das igrejas, de 1321 – que a diz de Santa Maria, da Ordem de Cristo e da mesa do Grão-Mestre, da referida Ordem –, aparecem, ainda, duas outras importantes notícias: de ser taxada em 280 libras, um valor bastante alto, para o tempo, e o acréscimo de 1860, pela parte temporal da mesma.
Isso merecia justas contrapartidas, como atestam os autos de visitação, ali realizados, com início a 26 de Fevereiro de 1508, incluindo-a nas chamadas comendas velhas. Tinha, então, a comenda-mor entregue a Dom Frei Fernando de Sousa, Nossa Senhora da Graça, por invocação, e uma significativa quantidade de objectos litúrgicos, especialmente em prata, sendo, alguns, já antigos, e outros em latão, entre os quais uma caldeira de água benta, felizmente, ainda (?), existente.
Dessa época datam as obras da igreja, decorada com motivos manuelinos, efectuadas por Marcos Pires, e beneficiada com diferentes melhoramentos, no sector arquitectónico, escultórico, azulejar e pictórico que, além do patenteado, também comporta vários murais, recentemente identificados e de manifesto valimento, até pela raridade verificada, na região Centro.
Situado no morro sobranceiro, está o antigo Paço dos comendadores, naquela data encontrado muito degradado, pelo que os visitadores ordenaram grandes trabalhos de recuperação, realizados entre 1508-1510, e chegados à actualidade, cuja remodelação quinhentista o fez assemelhar ao Paço Régio, de Coimbra: um longo corpo sobradado, a norte, similarmente prosseguido a nascente e poente, com imenso pátio, parcialmente munido de alpendre, corrido, e fechado, a sul, por sólida parede, com amplo portal, de entrada.
No conjunto patrimonial, disperso pela paróquia, sobressaem as esculturas calcárias, dos séculos XV, XVI e XVII, as significativas do XVIII, estofadas, a cuja centúria pertencem objectos metálicos e poucas pratas, bem assim alguns livros antigos, incluindo missais de altar, publicações pedagógicas e de piedade, e a par de certas ocorrências comuns, manifestadas em modelos eruditos e populares, por vezes ligados a tradições arreigadas.

Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) reuniu em Bragança

-"O Governo não apoia a imprensa regional"


Nos dias 28 e 29 de Novembro decorreu em Bragança o VII Congresso da AIC, onde foi debatido o tema "Vencer impactos". Estiveram presentes oito dezenas de representantes dos diversos jornais e outras publicações de inspiração cristã. Na sessão final, a Associação prestou uma justa homenagem a três dos seus fundadores, entre os quais o Cónego Adriano Santo, cujo perfil foi traçado pelo nosso director, A. Jesus Ramos (ver o texto seguinte).


O corte do porte pago tornou as assinaturas de “tal forma pesadas que muitos leitores cancelaram as assinaturas dos jornais regionais”. O padre Salvador Santos, presidente da AIC, fez notar ao representante do Ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Berhan da Costa, presente no encerramento do 7º Congresso da AIC, que os jornais são “um vínculo à terra dos portugueses na diáspora e motor da língua e cultura portuguesas ficaram desprotegidos”.
“Se o governo não mudar a política para o sector ficará na história como negativo para a imprensa regional” sublinhou o padre Salvador Santos na sessão de encerramento do Congresso da AIC, em Bragança.
O presidente da AIC afirmou ser necessário o reconhecimento estatal do serviço público que os jornais regionais prestam. “Pedimos que cumpra o protocolo assinado com as associações para a distribuição equitativa da publicidade e mantenha o incentivo à leitura para que não se perca a ligação dos imigrantes de 2ª e 3ª geração à cultura dos seus pais”.
Um sinal de uma clara diminuição da leitura vem sendo sentido desde que o governo baixou de 95% para 45% a comparticipação no porte pago. “Os associados da AIC perderam leitores nacionais e estrangeiros. A redução do porte pago obrigou à alteração da periodicidade e deu origem à redução de tiragens”.
O padre Salvador Santos indicou ainda que 57 publicações associadas da AIC encerraram.
Este é o 7º Congresso realizado, mas o primeiro sem apoios económicos do Estado, com excepção do apoio na publicação das actas.
O representante do Ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Berhan da Costa que dirige o Gabinete de apoio aos meios de comunicação social afirma que o organismo que tutela está neste momento a desenvolver uma avaliação das políticas prosseguidas. “Quero fazer isso de forma muito séria e criteriosa”.
Pedro Berhan da Costa apontou três vertentes no trabalho do gabinete de apoio aos meios de comunicação social. “Contacto com os meios de comunicação, apoio ao ministro da tutela na definição das políticas e representação do Estado português em alguns fóruns”.
Em declarações à Agência Ecclesia, Pedro Berhan da Costa frisou que a imprensa regional “presta um serviço público que não queremos apagar”, garantindo que as políticas “estão para servir o interesse público, que não tem de ser antagónico dos interesses privados”.
D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, referiu que a aldeia global não dispensa ainda a aldeia, “para sermos alguém com raiz”. Por isso as reivindicações da AIC foram sublinhadas pelo também Bispo do Porto.
“A imprensa regional informa, interpreta localmente as ideias e planos. Se a inspiração for cristã a exigência e o compromisso estarão presentes. Nada se estabelece sem subsidariedade autentica”, referiu o também Bispo do Porto, manifestando um “respeito pela imprensa de inspiração cristã”.
“Não podemos desistir da imprensa que continua a perseguir a inspiração cristã, com criatividade para resolver os obstáculos que enfrenta”.
D. Manuel Clemente apontou ainda que muitos cidadãos não são cristãos, “mas herdaram uma matriz cristã para a sua conduta social. A imprensa de inspiração cristã é um elo aquém e além fronteiras, não apenas para matar saudades, mas para fazer da saudade, algo de vivo e criador”.

Colocam-se à imprensa regional, e nomeadamente à de inspiração cristã, neste período de crise económica e social, vários desafios que devem assentar em estratégias de actuação a vários níveis: maior profissionalismo, melhoria das estruturas técnicas, comerciais, de marketing e de administração, melhoria dos produtos em termos de apresentação estética e de conteúdo.
Neste repensar de estratégias, os leitores devem ser a prioridade, sobretudo os mais jovens, garante do futuro da imprensa. Daí a importância da aposta: nas novas tecnologias, na digitalização e na formação dos profissionais nas novas linguagens de comunicação, possibilitando um jornalismo cívico e de proximidade em que os leitores colaboram na elaboração de conteúdos e onde se concebe a comunicação como um diálogo.
Um dos maiores desafios actuais que se colocam à imprensa regional é a cooperação entre os vários títulos, que promova a complementaridade, respeitando a identidade de cada publicação, fomentando um maior fortalecimento e impacto da imprensa de inspiração cristã.
É unanimemente aceite que a imprensa e o digital são parceiros e não concorrentes, pelo que se impõe o acompanhamento da marcha imposta pelo digital, com a adaptação a esta nova realidade. Daí a necessidade de se pensarem os projectos em rede, de se rentabilizarem recursos e de uma programação numa escala mais ampla.
Neste VII Congresso, a AIC homenageou: os Cónegos Adriano Santo e José Vieira e o jornalista Inocêncio Pereira, expressando-lhes todo o reconhecimento da associação pelo trabalho e dedicação ao serviço da imprensa cristã.

3 de dezembro de 2008

Cónego Adriano Santo: Obreiro dedicado da comunicação de inspiração cristã


É justíssimo este gesto da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) ao distinguir três dos cabouqueiros do movimento, não apenas pelo facto de terem atingido o estatuto da jubilação, mas sobretudo porque o seu exemplo de entrega a uma causa nobre e a sua persistência em seguirem pelo caminho traçado, apesar de todas a dificuldades e dos muitos obstáculos a vencer, servem de motivação para todos os que agora assumimos a tarefa de, a diversos níveis e por diferentes modos, tornarmos presente o espírito do Evangelho no vasto mundo da comunicação.
Cabe-me dizer duas palavras sobre um dos distinguidos, o Cónego Adriano Simões Santo. Aceitei, com gosto, esta incumbência, embora necessitasse de um espaço de tempo mais prolongado do que aquele que me foi atribuído, para dizer de todas as razões por que considero o Cónego Adriano merecedor do nosso aplauso e da nossa gratidão.
Tentarei resumir essas razões em quatro pontos:

1. Dos oitenta e picos anos de vida, quase sessenta (se fora o Tio Ambrósio diria quase um moio deles) foram dedicados a tarefas que se prendem com a comunicação.
É quase uma vida inteira, desde o início da década de cinquenta quando, jovem padre, fundou a Voz de Vila Verde, na freguesia do mesmo nome, no arciprestado da Figueira da Foz. Evangelizar; naquele meio bastante descristianizado e onde se fazia sentir algum anticlericalismo; não era tarefa fácil. Um pequeno jornal podia congregar vontades e estabelecer pontes entre as pessoas, mesmo as que apresentavam ideias diferentes.
Depois em Penela, embora o rebanho fosse com maior naturalidade e maior frequência às águas cristalinas, colocou os seus dotes de comunicador simples noutro pequeno jornal, A Voz de Penela, por ele fundado, e que serviu de escola a alguns rapazes que ali criaram o gosto pela escrita. A experiência repetiu-se em Chão de Couce, terra da sua naturalidade, onde fundou a Voz das Cinco Vilas, alargando o seu âmbito, como se depreende do título, às paróquias vizinhas.
O seu entusiasmo e o seu gosto pelos jornais não passou despercebido ao senhor D. João António Saraiva, de saudosa memória, que lhe pediu para assumir a direcção e “O Amigo do Povo”, que havia sido fundado por D. Manuel Coelho da Silva, em 1916, como “órgão da Boa Imprensa”, com larguíssima difusão pelas aldeias das dioceses de Coimbra, de Leiria e de Aveiro, e que chegou – precisamente durante a época da direcção do Cónego Adriano – a uma tiragem de mais de quarenta mil exemplares por semana. Não foi sem dificuldades que exerceu o seu cargo, sobretudo no verão quente de 75, quando alguns cederam à tentação de calar vozes incómodas como a do “Amigo”, dando oportunidade ao Cónego Adriano de ser, por certo, o único de nós que se pode orgulhar de ter conhecido o que é sofrer a perseguição e a prisão, por proclamar os valores em que acredita.
Foi neste pequeno-grande semanário que melhor manifestou as suas qualidades, não apenas de rigoroso administrador, mas igualmente de escritor sagaz e atento quer à realidade da vida, quer ao perfil de milhares de leitores, muitos dos quais vinham à redacção dizer que haviam aprendido a soletrar nas páginas do “Amigo”. Durante muitos anos manteve neste semanário uma secção de casos exemplares, colhidos na sua experiência de relação com as pessoas, a que deu o título de “Retalhos da Vida” e que, felizmente, estão recolhidos em volume. O estilo é sóbrio e a linguagem castigada, na escola do Padre Américo de Aguiar que, com as suas crónicas da Sopa dos Pobres no “Correio de Coimbra” dos anos quarenta do século XX influenciou, talvez sem alguém se aperceber disso, toda uma geração que o admirava na sua acção e, quiçá inadvertidamente, no seu modo de se expressar através da escrita.

2. Uma segunda razão prende-se, obviamente, com as qualidades que caracterizaram e continuam a caracterizar a sua acção – porque o Cónego Adriano, com a sua jubilação aos oitenta, não se remeteu à inactividade, continuando a colaborar, sempre que o acha oportuno quer no “Amigo”, quer no “Correio de Coimbra”, quer mesmo no jornal local “Serras de Ansião”.Dessas qualidades – que são muitas e algumas delas em alto grau – devo destacar duas, que lhe assentam como uma luva: a capacidade de trabalho que me dispenso de comentar, e aquela teimosia que nele é virtude, no sentido que lhe deu o publicista Paul Chauchard naquele livro que intitulou “As virtudes dos vícios e os vícios das virtudes", que o Cónego Adriano, por certo, leu na juventude, numa tradução do seu companheiro de estudos Joaquim Ferreira Gomes. A essa teimosia podemos chamar, se assim o preferirem, persistência ou mesmo perseverança, porque não é próprio dos fortes, apesar dos obstáculos e dos tropeços colocados no caminho por gente menos bem intencionada, desistir da obra começada. E a verdade é que a comunicação de inspiração cristã deve muito à boa teimosia do Cónego Adriano.

3. Como terceira razão para este justíssimo gesto de gratidão, afirmo, por convicção própria, havida de um longo contacto de mais de três dezenas de anos, que o Cónego Adriano acredita naquilo que faz e ama aquilo em que acredita, para me servir de uma das sínteses mais felizes de um dos maiores génios do cristianismo – Agostinho de Hipona. O Cónego Adriano acredita na bondade, na eficácia e na força da comunicação e, por isso, aprendeu a amá-la, tirando daí razões para melhor acreditar nela. Diz o nosso povo que quem corre por gosto não cansa. Pois eu diria que quem corre por amor a uma causa está sempre disposto a consagrar-lhe mais tempo, mais energia e uma dedicação sempre renovada.

4. Se não existissem estas razões, bastaria a última para justificar este acto de lembrança agradecida: o Cónego Adriano é um corredor de fundo e, como tal, aprendeu que a marcha longa se faz melhor acompanhando os que têm os mesmos objectivos e correm na mesma direcção. Ninguém ignora, aqui, que foi ele sempre um dos maiores entusiastas por este movimento associativo, que nos congrega em espírito de serviço à causa da evangelização através dos meios de comunicação. Uma dedicação assim não poderia ficar sem ser assinalada, se mais não fora para que sirva de incentivo aos que estão a meio da jornada, e sobretudo àqueles que agora dão os primeiros passos nesta difícil, mas encantadora missão de transmitir os valores do Evangelho no mundo de novo tempo.
Obrigado, senhor Cónego Adriano, pelo seu testemunho de dedicação a esta causa, e se isso me é permitido, no meu caso pessoal, pela sua longa, profunda e sempre demonstrada amizade. Bem-haja!


A. Jesus Ramos

2 de dezembro de 2008

Miranda do Corvo e Semide: misericórdias às avessas

Um imóvel na Costa da Caparica doado à Misericórdia de Miranda do Corvo, há cerca de 40 anos, foi registado por uma instituição congénere de Semide, em 2006, através de uma escritura de usucapião, com base num documento emitido pelas Finanças daquela localidade da margem esquerda do Tejo.
O assunto é polémico e já motivou a reacção de antigos irmãos da Misericórdia de Miranda do Corvo e outros cidadãos que se preparam para apresentar queixa no Ministério Público e na Procuradoria Geral da República contra a Misericórdia de Semide por apropriação ilegítima de bens imóveis.
Confrontado com esta situação, Luciano Martins, provedor da Misericórdia de Semide, afirmou que “em todas as voltas que deu no processo nunca lhe lhes foi falado da Misericórdia de Miranda”, que julgava nunca ter existido e disponibilizou-se para “esclarecer a situação como pessoa de bem”.
Luciano Martins explicou que, em 2003, quando ainda era vice-provedor, a instituição recebeu uma carta das Finanças da Costa da Caparica a exigir o pagamento da contribuição de um prédio que estava averbado naquele serviço “em nome da Misericórdia de Semide”. “Fomos às Finanças da Costa da Caparica, verificámos que o prédio estava realmente em nome da Misericórdia de Semide e pagámos a contribuição. Depois falámos a um advogado para tratar da legalização e efectuámos uma escritura de usucapião, em nome da Misericórdia, pois a nossa intenção era vender”, referiu.
Luciano Martins recordou ainda que “quando o antigo provedor João Carvalho passou a pasta falou vagamente que haveria umas heranças do Brasil para o lado de Lisboa e que passado um tempo apareceu uma carta a informar da situação, o que batia certo com o que João Carvalho dizia”.
O imóvel em causa é um edifício de rés-do-chão, na Costa da Caparica, doado em 1970 à Misericórdia de Miranda do Corvo por Manuel Lourenço, natural de Barbéns e falecido em S. Paulo Brasil, quando era provedor o seu sobrinho Fausto Branco (também já falecido), habitado por dois inquilinos. “Falámos ainda com um dos arrendatários que nunca se referiu à Misericórdia de Miranda”, frisou Luciano Martins, que garante nunca ter tido conhecimento da existência de uma instituição similar em Miranda do Corvo.
“Somos pessoas de bem, responsáveis e estamos prontos para esclarecer a situação. Não quero que a Santa Casa seja acusada de se apropriar do que é dos outros”, acrescentou.
Situado na Quinta de Santo António, na Costa da Caparica, o imóvel foi registado em nome da Misericórdia de Semide no dia 25 de Julho de 2006, através de uma escritura de justificação, no Cartório Notarial de Poiares, cuja certidão foi publicada pelo jornal Extra (Litoral oeste-Almada).

Carapinheira: Centro Social pretende construir um lar

“Mais que um espaço físico, o lar de idosos tem pendor espiritual, para que não lhes faltem, no dia-a-dia, a luz e a força de Deus, que brota da fé e da esperança, e se exprime na virtude da caridade”, disse Monsenhor Leal Pedrosa, na cerimónia que celebrou os 25 anos do Centro Paroquial da Carapinheira.
A construção de um lar de idosos é um sonho do Centro Paroquial da Carapinheira. O projecto de apoio social à comunidade foi apresentado, dia 30, na cerimónia comemorativa dos 25 anos da instituição. É o mais recente projecto do Centro Social Paroquial da Carapinheira que pretende dar uma resposta eficaz a uma comunidade que, à semelhança do que acontece na generalidade do país, tem uma grande fatia de população idosa e com problemas acrescidos na assistência à terceira idade.
“Uma data para agradecer. Uma data para continuar a acreditar. Uma data para construir”. Foi com estes termos que o padre José Luís Ferreira, pároco da Carapinheira e actual presidente da instituição, abriu a cerimónia comemorativa dos 25 anos do Centro Social, realizada dia 30, depois de agradecer a presença dos convidados. Explicando que “esta data também pretende agradecer às pessoas que o fundaram, nomeadamente ao Padre José Carraco dos Reis Marques e a um grupo de Paroquianos reunidos em Grupo Sócio Caritativo que originou este movimento de solidariedade e atenção social, principalmente junto dos mais carenciados e desfavorecidos”, o pároco avançou que “também é uma data para continuar a acreditar, porque continuamos a alimentar “um sonho” que pretende construir laços de solidariedade e fraternidade; construir um mundo mais justo, mais fraterno e mais solidário”. “Relançar uma nova fase da instituição, centrada na construção do lar de idosos é continuar com a herança do “sonho” do padre José Carraco”, afirmou o pároco.
Para o padre José Luís “a construção de um lar constitui a principal prioridade do Centro Social pelo que esperamos obter por parte da Segurança Social a aprovação para que essa valência possa funcionar com os respectivos apoios”, frisando que “estamos certos do empenhamento da Câmara Municipal neste projecto, como de outras entidades e população em geral”. Considerando o projecto irreversível, o presidente da instituição afirmou que “não devemos lançar-nos numa “aventura” sem ter a certeza que há sustentabilidade e viabilidade do projecto”, sublinhando, no entanto que “o desejo de um lar social é grande e imprescindível”.
Monsenhor Leal Pedrosa, que presidiu à cerimónia em representação de D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, disse que “um lar de idosos é um verdadeiro espaço de vida, de família, para quantos vierem a beneficiar das suas instalações e serviços” referindo que “o apoio social que presta, além da qualidade técnica que o deve caracterizar, um Lar regido à luz da Igreja terá de distinguir-se, nos mais diversos níveis das relações humanas, pela marca cristã do amor-caridade, com o empenhamento social das entidades civis”. Sublinhando que “estas instituições não funcionam à parte da sociedade nem das famílias”, Mons. Leal Pedrosa afirmou que “um lar é um projecto de todos e necessita também do apoio social, em particular do carinho e da atenção afectiva que ajudam a ultrapassar certos estigmas”. “ Mais que um espaço físico, o lar de idosos tem pendor espiritual, para que não lhes faltem no dia-a-dia, a luz e a força de Deus, que brota da fé e da esperança, e se exprime na virtude da caridade”, anotou. O prelado concluiu dizendo que “a população está a envelhecer e temos de encontrar respostas para os cuidados adequados; estou convicto que o sonho do padre Carraco, abraçado pelo padre José Luís, vai ser uma realidade”.
Entretanto, o padre José Carraco teve oportunidade de explicar minuciosamente a criação do Centro Social, referindo “as muitas barreiras e dificuldades” que teve de enfrentar, afirmando que “tudo o que é feito à luz da Igreja tem um final feliz”. Também presente na cerimónia, o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Rama, felicitou o Centro pelo seu 25.º aniversário e exortou a entidades competentes e a união dos carapinheirenses para a construção do lar.
Na sessão foi apresentado um CD exibindo a evolução do Centro Social e das suas actividades, terminando com o projectista Miguel Pessoa a apresentar o projecto do Lar de Idosos, um equipamento com capacidade para 27 utentes em valência de lar e 40 em centro de dia.
Aldo Aveiro

Jovens das Escolas Católicas em romaria ao Senhor da Serra


Pela quarta vez consecutiva, um grupo de alunos do 11º ano das Escolas Católicas diocesanas, acompanhados de professores, foi em “romaria” ao Santuário do Divino Senhor da Serra. Toda a caminhada, percorrida em cinco etapas e ao anoitecer, foi subordinada ao tema “Pão repartido”, alusivo ao valor da Eucaristia como “fonte e cume” da vida da Igreja e do cristão.
Esta IV Romaria culminou com uma missa celebrada no santuário, presidida pelo Padre Jorge da Silva Santos, seguindo-se de um jantar partilhado e uma visita ao monumento que, embora de pequenas dimensões, possui uma história e tradição marcantes. Também houve oportunidade para lembrar o saudoso Padre António Pedro dos Santos, anterior capelão e antigo director do Colégio de S. Teotónio, que, desde a I Romaria, sempre acompanhou esta iniciativa partilhando muito do seu saber sobre a devoção ao Divino Senhor da Serra.
Esta iniciativa insere-se num conjunto de actividades programadas com alunos das Escolas Católicas diocesanas, visando a sua formação integral e o estreitamento de laços entre as seis instituições educativas que compõem o NEC.

VII Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem


A canção “Acolhe”, com letra e música de Marco Fernandes, representando a diocese de Leiria-Fátima, venceu o Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem, realizado dia 1, em Coimbra, arrebatando também os prémios “Ser” e “ Melhor Canção”.
O júri atribui o 2.º prémio ao grupo representante da diocese de Aveiro, com a canção “Ser Tempo”, enquanto a canção “Por Ti, conTigo e em Ti”, vinda de Viseu obteve a terceira posição. As restantes participações, oriundas das dioceses de Coimbra, Funchal, Viana do Castelo, Braga, Santarém, Algarve, Lisboa, Guarda, Porto e Lamego, ficaram em quarto lugar, ex-aequo. “Vida em missão” é o título da canção oriunda do Algarve e a diocese de Braga obteve o prémio da “Melhor Interpretação”, com a canção “Acredita em ti”.
O VII Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem teve abertura com a intervenção de D. Albino Cleto, bispo de Coimbra, que se congratulou com o “grande número de “jovens” aqui reunidos para participar e assistir ao Festival da Canção Mensagem”, referindo que “este encontro de jovens exalta a comunhão e o aprofundamento da fé, fundamentos da evangelização que cada grupo dinamizará com a música”. “É um festival de mensagem, onde cada jovem se compromete a ser testemunha da palavra de Deus, com a luz do Espírito Santo, além de estimular a partilha, o convívio, a solidariedade e a paz”., disse o prelado.
Baseando-se no tema “Recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas” (cf. Act. 1, 8), o festival teve por objectivos: incentivar a criação poético-musical, partindo dos valores religiosos; promover a canção religiosa como valor na evangelização e no quotidiano dos jovens; possibilitar o encontro e o convívio são e construtivo entre os jovens das Dioceses de Portugal.
O padre João Paulo Vaz, do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Coimbra, co-organizador do evento, disse que “o festival foi muito importante e fantástico”, realçando que “além das brilhantes letras e músicas, foi a partilha, a comunhão e o testemunho da juventude à causa da Igreja”.


Aldo Aveiro

Venda de Natal do Centro de Acolhimento João Paulo II

O Centro de Acolhimento João Paulo II, em representação da Igreja de São José – Coimbra, está a organizar mais uma Venda de Natal que é, pela sua tradição e qualidade, de grande impacto não só na Paróquia como em toda a cidade.
O espírito solidário da Igreja de São José é, também, do conhecimento de todos, pelo que caminha lado a lado com Instituições de cariz social Assim sendo, a Igreja de São José promove a Venda de Natal 2008, com o intuito de angariar fundos para remodelação do Salão Polivalente da Igreja de São José que se encontra obsoleta e para obras de beneficiação do Salão Paroquial, onde decorrem, com frequência, eventos de âmbito sócio-cultural que visam angariar fundos para causas sociais. Este espaço é utilizado, não só por serviços da paróquia como por instituições de toda a cidade.

Braga da Cruz: “Estado tornou-se demasiado pequeno para resolver os grandes problemas e demasiado grande para resolver os pequenos problemas”


A “Crise e o papel do Estado” foi o tema apresentado por Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica Portuguesa, no passado dia 27 de Novembro no almoço-debate “Quintas na Quinta”. O especialista em Sociologia Política, falou não só sobre a crise financeira mundial que atravessamos mas também sobre a crise que ela está a desencadear sobre o Estado.
A ideia que Braga da Cruz transmitiu foi que, em termos nacionais e internacionais, a regulação falhou, o “estranhar das intervenções posteriores” e ainda a “generalizada decepção” em relação à recente reunião dos 20 chefes de estado mundiais são questões que, no entender do reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), apontam para uma “debilitação do Estado, para o tipo de intervenção do Estado numa crise como esta e para a inexorável necessidade do estabelecimento e reforço de uma autoridade internacional”.
A “debilitação do Estado é um processo a que temos vindo a assistir”, disse o reitor da UCP, associando-o à debilitação da figura do Estado-Nação e ainda à debilitação do Estado de Providência. A globalização, a mundialização dos mercados, a multinacionalização dos mercados, a multinacionalização das empresas, a circulação de pessoas, capitais e bens, a abolição de fronteiras fazem tremer o Estado-nação. Este vê a sua soberania “corroída por cima, mas também por baixo, porque simultaneamente, temos vindo a verificar o localismo político a que alguns autores chamam “glocalização”. No fundo, parafraseou, “o Estado contemporâneo tornou-se demasiado pequeno para resolver os grandes problemas e demasiado grande para resolver os pequenos problemas”.
A “debilitação” verifica-se ainda “na crise do Estado de Providência, do estado social”, reparou o sociólogo. A partir dos anos 30, “a intervenção do Estado na vida social e a atribuição de funções sociais cresceu desmedidamente, provocando um enorme aumento da dimensão do Estado”. Segundo Braga da Cruz, “o Estado engordou e tornou-se pouco ágil, dando origem a uma crise de eficácia”.
Além das suas “funções de soberania”, o Estado viu atribuídas funções económicas, de prestação e satisfação de direitos sociais e até funções culturais, “num papel quase demiúrgico, como se ao Estado competisse resolver qualquer problema dos cidadãos”.
As instituições da sociedade civil enfraqueceram, em especial nas funções que foram transferidas para o Estado: “ a sociedade começou a encostar-se ao Estado, invertendo-se a relação entre os dois, a função supletiva cabe à sociedade e já não ao Estado”, analisou o catedrático da UCP.


Miguel Cotrim

Misericórdia de Coimbra assinalou 508 anos

A Santa Casa da Misericórdia de Coimbra celebrou hoje, dia 2 de Dezembro 508 anos. Maria José Nogueira Pinto fez uma reflexão sobre o tema «A Relação entre as Misericórdias e Igreja», pelas 17 horas, no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, à rua de Sobre Ripas. No final da sessão, o Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, presidiu à celebração eucarística.

Reunião do Conselho de Presbíteros

Nos dias 26 e 27 de Novembro do corrente ano reuniu, na Praia de Mira, em sessão ordinária, o Conselho de Presbíteros da Diocese de Coimbra.
Com a quase totalidade dos membros presentes o Conselho apreciou o Plano Pastoral da Diocese para o próximo triénio. Foram sugeridas algumas anotações ao projecto apresentado que mereceu do Conselho um parecer positivo.
O Conselho ouviu, dos diferentes delegados, o esforço que se está afazer para que o Ano de São Paulo seja vivido pelas diferentes comunidades com profundidade e como semente dum trabalho pastoral exigente. A multiplicidade de iniciativas e as diferentes formas como se está a organizar a celebração deste ano jubilar são um sinal muito positivo da resposta da diocese a este desafio. O Sr. Bispo informou que em breve sairão os programas para a Peregrinação Nacional a Fátima no dia 24 e 25 de Janeiro como momento conjunto de oração e celebração da Igreja Portuguesa. A Diocese de Coimbra realizará nos dias 6 e 7 de Junho um Simpósio sobre São Paulo como forma de celebração do dia da Igreja Diocesana.
Ao Conselho foi também apresentado, pelo ecónomo da diocese, o projecto de informatização da Cúria, dos seus serviços e das paróquias. Foram dadas algumas sugestões no sentido de se avançar rapidamente neste processo.
Procedeu-se à eleição do Secretário-geral e de um novo secretário para a substituição de D. João Lavrador e do P. João Fernando. Foram eleitos o P. Idalino Simões e o P. Pedro Alexandre Santos.
Foram também eleitos para substituir a Comissão de Aplicação do Fundo Diocesano do Clero, que terminou as suas funções, os Padres: Anselmo Dias Gaspar, António Sousa e Manuel Simões
Com as informações sobre alguns aspectos da vida do Presbitério terminou mais esta reunião do Conselho de Presbíteros presidida pelo Bispo da diocese, D. Albino Cleto
Idalino Simões