Correio de Coimbra

Jornal informativo da Diocese de Coimbra. Assine e divulgue o nosso semanário. 239 718 167. fax: 239 701 798. correiodecoimbra@mail.telepac.pt

A minha fotografia
Nome:
Localização: Coimbra, Portugal

14 de fevereiro de 2008

Processo de beatificação da Irmã Lúcia recebe “luz verde” do Vaticano


Bento XVI decidiu reduzir os cinco anos necessários após a morte para início do processo de beatificação da Irmã Lúcia, o que só tinha acontecido com Madre Teresa de Calcutá e João Paulo II. O anúncio foi recebido com grande alegria pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto e pelas carmelitas do Convento de Santa Teresa, onde viveu a última vidente de Fátima. Os fiéis presentes aplaudiram esta iniciativa pelo Vaticano.


O Cardeal Saraiva Martins foi o portador desta boa notícia após a celebração eucarística, a que presidiu, no terceiro aniversário da morte da vidente, no Carmelo de Santa Teresa, no dia 13 de Fevereiro.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos revelou, aos jornalistas, no final da Eucaristia que o Papa, “tendo em conta os numerosos pedidos, vindos de todo o mundo, dignou-se benevolamente a conceder a dispensa de dois anos que foi pedida por D. Albino Mamede Cleto, Bispo de Coimbra, permitindo assim que a causa de beatificação e canonização da Irmã Lúcia, depositária das aparições de Fátima, possa começar o quanto antes”.
O cardeal português considerou uma “grande honra” anunciar este facto “deveras importante, relativo ao processo de beatificação e canonização da Irmã Lúcia dos Santos, Carmelita, conhecida em todo o mundo por ser a mais velha dos Videntes de Fátima”.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos trouxe consigo o decreto deste Dicastério que permite ao Bispo de Coimbra dar início ao processo “de imediato”. O documento, com data de 3 de Fevereiro, revela que a decisão foi tomada após uma audiência particular com o Cardeal Saraiva Martins, no dia 17 de Dezembro de 2007.
As normas canónicas actualmente em vigor exigem um período de espera de cinco anos após a morte, que fica assim reduzido em dois anos, para o caso da Irmã Lúcia. Uma situação semelhante apenas aconteceu com os processos de Madre Teresa de Calcutá e do Papa João Paulo II.
Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do Servo de Deus, cuja canonização se pede. Toda a documentação é depois enviada para a Santa Sé. Se o processo for considerado positivo, o “servo de Deus” é proclamado “venerável”.
A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”. Se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.

Cardeal Saraiva Martins: A Irmã Lúcia era “uma Santa”
Em conversa particular com os jornalistas no Carmelo, D. José Saraiva Martins repetiu a sua convicção pessoal de que a Irmã Lúcia era “uma Santa”, referindo que o parecer que transmitiu ao Papa sobre o pedido de dispensa foi “totalmente favorável”.
“Não se chega a esta decisão de um dia para o outro”, assegura, frisando que há “confiança” de que este processo chegará a bom termo rapidamente. “Este dia ficará escrito com letras de ouro nos anais da Igreja”, apontou.
Quanto ao milagre necessário para o bom andamento da Causa, o Cardeal português admite que “ainda não chegou a Roma nenhum caso”, mas mostrou-se convencido de que o mesmo acontecerá, porque estamos na presença “de alguém que vivia no mundo de Deus, no mundo da santidade”.

Lúcia foi protagonista de Fátima
Na celebração do Carmelo de Fátima, completamente lotado, o Cardeal Saraiva Martins começou por afirmar que a Irmã Lúcia foi a “grande protagonista dos acontecimentos da Cova da Iria”.
Posteriormente, na sua homilia, este responsável frisou que, nesta “ocasião muito significativa”, é importante “levantar o nosso olhar para o Céu” e combater a “amnésia da eternidade” que afecta a sociedade do nosso tempo.
O Cardeal português associou o convite à oração e à penitência feitos em Fátima à celebração do tempo quaresmal, que se vive agora na Igreja, contra a “mobilidade e o consumismo” e a “perda dos valores absolutos”.

Diocese de Coimbra em festa
D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, manifestando-se feliz com esta novidade, revelou à comunicação social que o “primeiro passo” ultrapassou as suas expectativas, dado que além da dispensa, o Cardeal Saraiva Martins trouxe consigo o decreto de abertura do processo.
Agora, o prelado tem em mãos decisões processuais, como a “escolha do postulador”, sempre em consonância com as Irmãs do Carmelo.
Para D. Albino este dia “ficará para sempre” e consagra a relação de Lúcia com a cidade de Coimbra, convidando os conimbricenses a “acompanharem os passos através dos quais vamos pedir a Deus a bênção para este caminho”.



Miguel Cotrim

Lúcia, a memória de Fátima


A Irmã Lúcia era a testemunha viva das aparições que fizeram de Fátima o “Altar do Mundo”. Os relatos que escreveu das aparições de Nossa Senhora, os “segredos” revelados pela “Virgem vestida de branco” e a vida em clausura daquela que vira e dialogara com Nossa Senhora em muito contribuíram para transformar a Cova da Iria num local de expressão de fé, num espaço de sintonia com o transcendente, num destino de diferenciadas peregrinações e de todo o mundo.
Lúcia de Jesus dos Santos morreu no dia 13 de Fevereiro de 2005. A Vidente nasceu a 22 de Março de 1907, no lugar de Aljustrel, próximo de Fátima. Aos 10 anos foi uma dos três Pastorinhos a ter visto, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria. Estava com dois primos, Jacinta e Francisco Marto, que morreram poucos tempo após o ano das aparições: no próximo dia 20 assinala-se o 85.º aniversário da morte de Jacinta, e Francisco faleceu a 4 de Abril de 1914. Ambos já foram beatificados pelo Papa e corre para o fim o processo de Canonização.
Nossa Senhora disse, numa das aparições, que a mais velha dos videntes ficaria neste mundo "mais algum tempo". Em 17 de Junho de 1921, a Irmã Lúcia entrou, como aluna, no colégio das Irmãs Doroteias em Vilar, Porto. Decidida a ser religiosa doroteia iniciou o postulantado, em Pontevedra (Espanha), em 1925.
No dia 2 de Outubro de 1926 deu início ao noviciado em Tuy. Professou no dia 3 de Outubro de 1928 em Tuy e ali permanece uns anos.
Em 1934 voltou para a comunidade de Pontevedra. Em 1937 voltou de novo para a comunidade de Tuy.
Em 1946 regressou a Portugal para ser integrada na Casa do Sardão, em Vila Nova de Gaia. Em 25 de Março de 1948 entrou para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra.
Em 13 de Maio de 1948 tomou o hábito de Carmelita e professou em 31 de Maio de 1949.
Voltou a Fátima a 13 de Maio de 1967 no Cinquentenário das Aparições, a pedido do Papa Paulo VI, e nas três peregrinações do Papa João Paulo II (1982, 1991, 2000).
Por ordem do Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, Lúcia escreveu as suas Memórias: Primeira Memória, em Dezembro de 1935 (sobre a Jacinta); Segunda Memória, em 21 de Novembro de 1937 (Aparições do Anjo-Imaculado. Coração de Maria); Terceira Memória, em 31 de Agosto de 1941 (as 2 partes do segredo: visão do Inferno e devoção ao Imaculado.Coração de Maria); Quarta Memória, em 8 de Dezembro de 1941 (sobre o Francisco e escrição pormenorizada das Aparições do Anjo e de Nossa Senhora).
A pedido do Reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra, a Irmã Lúcia escreve outras duas memórias (sobre o pai e sobre a mãe).
Através destas memórias ficamos a saber que foi ela a interlocutora com a Virgem, tendo assumido como missão divulgar a sua mensagem. Nossa Senhora voltou a aparecer-lhe, pedindo que concretizasse os seus pedidos, em 26 de Agosto de 1923, no Asilo de Vilar, no Porto; a 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, Espanha, (revelação dos primeiros sábados); a 13 de Junho de 1929, em Tuy, Espanha, (Nossa Senhora pede a consagração da Rússia); em fins de Dezembro de 1927, a Irmã Lúcia escreve a descrição da Aparição do Menino Jesus que teve lugar em Pontevedra, no dia 15 de Fevereiro de 1926.
A Irmã Lúcia insistiu durante anos, junto dos Papas Pio XI, Pio XII, João XXIII e Paulo VI, pedindo que fizesse a consagração do Mundo e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.
A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto.


Paulo Rocha - Agência Ecclesia

Padre Borga promove espectáculo de solidariedade em Coimbra



O Padre José Luís Borga promove um espectáculo de solidariedade, no dia 27 de Fevereiro, às 21,30 horas, no Pavilhão Multiusos (junto ao centro comercial Dolce Vita), cujas receitas revertem a favor da Cáritas Diocesana de Coimbra.
Este espectáculo insere-se na digressão “cantar e/por ser solidário” que o Padre Borga programou especialmente para a Quaresma deste ano, e que o levará a percorrer todo o país, de 9 de Fevereiro a 23 de Março, numa iniciativa solidária com diversas instituições.
Em Coimbra, o Padre Borga escolheu como destinatária desta iniciativa de solidariedade, a Cáritas Diocesana, pelo imenso trabalho desenvolvido por esta instituição junto de pessoas sem-abrigo, toxicodependentes, doentes de HIV-SIDA, mulheres em risco, jovens em lar, migrantes, minorias étnicas e tantos casos de necessidade imediata, situações para as quais as ajudas públicas são muito insuficientes.
Os bilhetes, ao custo de 10.00€, podem ser adquiridos junto da Cáritas Diocesana de Coimbra.
Miguel Cotrim

Visitas guiadas dão a conhecer a Rainha Santa


Para além de promover o património da cidade, os seus valores culturais, a iniciativa do Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra pretende ter uma componente pedagógica e de cidadania. No encontro que se realizou com jornalistas, no Centro Pastoral Rainha Santa Isabel, Mário Nunes anunciou que a partir do dia 21 de Fevereiro, arranca um ciclo de visitas guiadas sob a temática da padroeira de Portugal.
As visitas, orientadas por uma guia-intérprete credenciada da autarquia, que terão lugar de 15 em 15 dias, decorrerão ao Convento de Santa Clara-a-Nova, à própria igreja, sacristia, ao coro baixo e claustro, incluindo uma pequena resenha histórico-artística sobre o monumento. Destaca-se igualmente um pequeno apontamento sobre as Ordens Mendicantes, em especial as de S. Francisco e Santa Clara.
Mário Nunes anunciou, por outro lado, que iniciativas idênticas terão lugar futuramente ao Memorial da Irmã Lúcia.
O padre António Sousa, pároco de Santa Clara e capelão da Confraria da Rainha Santa salientou a importância das pessoas aderirem àqueles circuitos.
Para marcação das visitas poderão fazê-lo através do Departamento da Cultura, telefone 239 702630.


Miguel Cotrim

Visita à exposição de Arte Sacra faz-se a partir da Rua Olímpio Nicolau Fernandes

A entrada para a exposição de Arte Sacra que se encontra patente desde de 2003, na Sala da Cidade, junto ao edifício da Câmara Municipal de Coimbra far-se-á a partir de agora pela Rua Olímpio Nicolau Fernandes. Cerca de 100 peças de arte sacra que constituem, na sua maioria, espólio do Mosteiro de Santa Cruz, continuam patentes ao público de segunda a sexta-feira, entre as 14 e as 17,30 horas.

EM TEMPO DE AVALIAÇÃO!

Carlos Alberto da Graça Godinho

No ano pastoral em que nos propomos avaliar o quinquénio pastoral, agora terminado, não podemos esquecer de efectuar uma análise mais profunda da nossa realidade diocesana. Tanto mais que as novas exigências pastorais o exigem e os hábitos arraigados na celebração comunitária da fé tendem a contrariar reformas necessárias (certamente que o dirá quem é pároco, como eu!).
Parece-me, volvidos nove anos sobre o Sínodo Diocesano (um tempo muito longo, no ritmo hodierno!), que importa avaliar a implementação, ou não, das decisões sinodais, que foram dadas à Diocese como norma de orientação comum e, consequentemente, obrigação para todos. Pessoalmente, e a nível de paróquias, espero fazê-lo em breve com os Conselhos Pastorais que me estão confiados.
Se é certo que alguns aspectos foram levados à prática, bastando para tal reler as referidas decisões, ainda existem muitos outros que aguardam uma nova dinâmica. Sem ser exaustivo, enumero algumas delas, de importância crucial para nós na hora presente da vida da diocese. Em primeiro lugar, refiro a necessidade de se organizar um verdadeiro serviço de Catequese de Adultos, tão falado no passado recente e que pareceu esmorecer no presente. Esta é, aliás, uma necessidade bem mais alargada, que se coloca a toda a Igreja em Portugal, como referiu o papa Bento XVI, no Discurso aos Bispos Portugueses, aquando da visita ad sacra limina. Para nós, o Sínodo apontou este serviço como decisão fundamental em ordem à renovação da vida cristã (cf. nº 1, § 4).
Dois outros aspectos, que têm sido motivo de uma já demasiado longa reflexão e de uma forte incapacidade de concretização, são o trabalho conjunto nos Arciprestados (cf. nº 21, § 3) e o trabalho conjunto dos presbíteros (cf. nº 16, § 4). E aqui havemos de assumir, os padres e bispo diocesano, que a incapacidade tem sido nossa. Seja pelas decisões tomadas aquando de nomeações para serviços pastorais, seja de uma mentalidade que não nos dispomos a ultrapassar, encetando novos caminhos de partilha do serviço ministerial. Estamos todos enformados por uma mentalidade demasiado individualista no exercício do ministério, que já não se compadece com as nossas reais necessidades e com a prática da cultura presente.
Numa linha semelhante, aparece-nos a necessidade de «reordenamento» da comunidades paroquiais e dos arciprestados do meio rural (cf. nº 21, § 5). É preciso parar, reflectir e tomar decisões, em ordem a servir melhor todo o Povo de Deus, compreendendo a Diocese como uma e não apenas como somatório de um certo número de comunidades paroquiais. Aqui havemos de ter a humildade de nos rodearmos das disciplinas humanas que nos ajudem a efectuar um trabalho sustentado.
Se alguns outros aspectos necessitavam de reflexão, como o prometido Secretariado de Liturgia (cf. nº 9, § único), que tarda em ver a luz do dia, termino com um desafio tão importante para nós hoje, como é a Pastoral Familiar e a preparação para o Matrimónio (cf. nº 12, § único; nº 5, § 2). Sinal da sua importância é o facto de ser actividade recorrente nos programas diocesanos. A equipa diocesana vai fazendo um trabalho persistente de sensibilização, de formação de equipas… Mas certamente reconhecerá, como nós reconhecemos, que é uma área a necessitar de um novo incremento. Talvez não seja suficiente, hoje, o C. P. M. na preparação para o matrimónio. E talvez, mesmo, tenha de se repensar a actividade a nível da pastoral Familiar, envolvendo (porque não?) outros casais cristãos que possam dar um novo fôlego a esta acção fundamental. Até porque aqui caímos no risco de, à força de tanto estar presente em programas pastorais, se perder o seu dinamismo.
Partilho aqui estas notas sem qualquer outra pretensão que não seja o bem desta Igreja particular de que sou membro e chamado a servir; muito menos como qualquer forma de juízo de pessoas ou instituição. São inquietações para mim, do ponto de vista pastoral, realidade que eu próprio não fui ainda capaz de assumir como tarefa primordial. Todavia, em nome da honestidade pessoal, sinto que alguma coisa tenho feito, seja no desejo expresso a quem de direito, seja mesmo nas propostas que pretendi ver assumidas em contexto diocesano. Mas também aqui (e essa será talvez uma riqueza!) o trabalho tem de ser comum, mobilizador de todos, condição essencial para surtir o efeito que se pretende, que outro certamente não será senão o bem do Povo de Deus aqui constituído em Igreja Diocesana.

13 de fevereiro de 2008

Cardeal Saraiva Martins hoje em Coimbra

Fiéis não esquecem Ir. Lúcia

Carmelo de Coimbra assinala hoje três anos da morte da última vidente de Fátima no dia em que se deverão conhecer desenvolvimentos no processo de canonização...

Uma ausência que se traduz numa presença mais forte. Três anos após a morte da última vidente de Fátima o Carmelo de Coimbra assinala esta data com uma celebração eucarística de manhã, na cela da Irmã Lúcia presidida pelo padre geral da Congregação.
“Sem saber explicar muito bem”, a Irmã Maria Celina, Prioresa do Carmelo de Coimbra, afirma à Agência ECCLESIA que a Ir. Lúcia se encontra muito presente na vida das Irmãs Carmelitas.
De tarde, pelas 18h30, o Carmelo recebe a visita do Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos para celebração de uma missa na Igreja do Carmelo.
Ao que a Agência ECCLESIA apurou, a vinda a Portugal do Cardeal está relacionada com novos desenvolvimentos quanto ao processo de beatificação da Vidente.
A cela da Irmã Lúcia continua a ser lugar de referência na Instituição. Prova disso é a necessidade que muitas religiosas sentem de ir ao seu quarto rezar. “É muito frequente encontrar as irmãs a rezar na cela”, diante da imagem do Imaculado Coração de Maria e de uma fotografia tirada precisamente há três anos atrás.
A própria Prioresa assume que este rito assinala as “saudades que tenho de estar com ela”. Em datas especiais a Irmã Lúcia gostava de rezar o terço. Dando continuidade a essa intenção, a Ir. Maria Celina desloca-se à cela para “rezar com ela”.
As Irmãs do Carmelo assumem com naturalidade a devoção que os portugueses têm à última vidente de Fátima. “A nossa vida é muito simples, tal como era a vivência da Ir. Lúcia”, aponta a Prioresa.
Cerca de 12 mil pessoas visitaram já o Memorial da Irmã Lúcia, no Carmelo. Um número que não espanta pela devoção, mas que surpreende pelo despojamento que existe no Memorial.
“O que existe para as pessoas visitarem são coisas simples e pobres”, dá conta a Ir. Maria Celina. É esta simplicidade que justifica a plena adesão ao local.
“Muitas pessoas me dizem que se sentem bem”, afirma a Prioresa justificando a repetição da visita de algumas pessoas. “O que toca as pessoas é a presença especial da Irmã no local”, indica.
Muitas cartas chegam ao Carmelo relatando graças recebidas por intercessão da Ir, Lúcia. A afluência foi tal que agora é possível depositar cartas à porta da cela no Memorial. “As pessoas gostam de deixar ali a sua carta”. Algumas missivas a pedir graças, outras a agradecer as graças já concedidas, são exemplos da devoção dos portugueses.
Foi com surpresa que o Carmelo recebeu a notícia da visita do Cardeal Saraiva Martins. A confirmação em Janeiro apontava para a presença de D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, para assinalar a data. A presença do Cardeal português foi recebida com alegria.
A Irmã Maria Celina afirma desconhecer se D. Saraiva Martins levará alguma novidade ao Carmelo. Em causa poderá estar a notícia de antecipação do prazo canónico para o início do processo de beatificação da Irmã Lúcia, que segundo as leis canónicas, exigem um mínimo de cinco anos após a morte da vidente para fazer avançar o processo.
“O pedido para a dispensa foi feito”, indica a Prioresa que acrescenta não terem recebido resposta.
Apesar da expectativa em torno da abertura do processo de beatificação da Ir. Lúcia, a ser efectivado, a Irmã Maria Celina acredita que “não vai trazer alterações à devoção”. O processo é aberto precisamente pela devoção popular que existe. “Se não há devoção, não existe processo. Quem o faz é o povo”.

Agência Ecclesia

QUARESMA, TEMPO DE DESCOBRIR O PRÓXIMO

José Dias da Silva

Bento XVI recorda-nos que na Quaresma "o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo" (2). Curiosamente, neste Natal uma das palavras que mais me marcaram foi a de "próximo". Porque celebrar o Natal é não só recordar mas pôr em prática o significado profundo daquele momento histórico em que o nosso Deus, que é consolação, que é promessa, que é libertação, desceu à terra para se fazer próximo de cada um de nós para que cada um de nós se faça próximo de todos os outros, homens e mulheres. Ele fez e continua a fazer o seu papel de ser o primeiro "bom samaritano". Nós é que falhámos e por isso temos o mundo que temos. Pouco nos impressionam tanto a pergunta acusadora com que Deus abre a Sagrada Escritura "Onde está o teu irmão?" (Gn 4,9) como a explicitação de Jesus sobre quem "é o meu próximo" (Lc 10,29-37).
Esta parábola que tanto impressionou artistas e escritores é uma referência fundamental para nós, todos nós, especialmente os cristãos. E não só pelo ensinamento da metodologia, que deve presidir ao acolhimento do outro e à intervenção transformadora na realidade, numa sequência magistral de verbos de acção: ouviu; aproximou-se para "ver com os sentidos"; viu "com a inteligência"; comoveu-se, isto é, viu "com o coração; e inevitável e coerentemente agiu: "Só se contribui para um mundo melhor, fazendo o bem agora e pessoalmente, com paixão e em todo o lado onde for possível, independentemente das estratégias e programas de partido. O programa cristão – o programa do bom Samaritano, o programa de Jesus – é ‘um coração que vê’. Este coração vê onde há necessidade de amor e age de acordo com isso" (DCE 31b).
A parábola traz-nos ainda outras lições estruturantes.
Em primeiro lugar, esclarece quem é o meu próximo. E fá-lo de duas maneiras inesperadas para a época. O meu próximo tem as fronteiras do mundo, estende-se a todas as pessoas e a todos os povos, mesmo inimigos (não eram os samaritanos inimigos figadais dos judeus?) e até às gerações futuras. Percebe-se a estranheza pois dos Judeus, para quem próximo tinha uma perspectiva ideológica ou grupal (próximo é o que pertence ao meu grupo religioso ou, quando muito, nacional) e para nós que temos uma concepção mais geográfica (o que está perto de mim) ou ideológica (o que pensa como eu). Jesus faz estilhaçar estas definições. Para Jesus, a proximidade mede-se não pela distância geográfica ou cultural, mas pela distância ao coração de Jesus, ao coração dos que vivem inumados pelo amor de Cristo. Mas Jesus faz-nos dar mais uma "cambalhota". O problema não é "quem é o meu próximo" (Mt 10,29), mas "de quem sou eu próximo" (Mt 10,36). Isto é, eu não posso estar à espera de alguém ser meu próximo por necessidade ou por afinidade. Eu é que tenho de me fazer próximo do outro. Tenho de tomar a iniciativa: estar atento, ver com os sentidos, ver com a inteligência, ver sobretudo como coração e finalmente agir. Foi o que o nosso Deus fez ao incarnar: fez-se próximo de nós para nos poder libertar das nossas necessidades existenciais. Portanto, a pergunta que tenho de fazer é "de quem sou eu próximo" e quantas vezes a resposta nua e crua é "de ninguém". Perceber esta viragem radical é indispensável para eu poder viver correctamente o meu "amor ao próximo" e me encontrar com Deus. Então "amor a Deus e amor ao próximo fundem-se num todo: no mais pequenino, encontramos o próprio Jesus e, em Jesus, encontramos Deus" (DCE 15).
Mas há uma segunda lição no ensinamento de Jesus. Na parábola aparecem em confronto o sacerdote e o levita, de um lado, e o samaritano, do outro. O sacerdote "viu-o mas passou ao largo". O levita também "o viu mas passou adiante". Estes são os grandes representes do poder religioso, os encarregados de falar com Deus. É esta a tarefa que o sistema lhes atribuiu. E eles não podem, por causa dessa tarefa, distrair-se com outras preocupações, mesmo com um homem a esvair-se em sangue. A sua tarefa é cuidar de Deus, cumprir bem os rituais para que Deus não se indisponha com a humanidade. É uma responsabilidade muito pesada, muito estruturante, da qual nada os deve distrair. Haverá coisa mais importante prestar louvor a Deus para que ele não se irrite com as suas criaturas?
O samaritano é que parou. Deixou para segundo plano os seus negócios: quem sabe se essa paragem não o terá feito perder alguma empreitada choruda. Mas ele para, porque está ali alguém, um semelhante seu, que foi assaltado e moído de pancada e precisa de ser socorrido. A prioridade para ele é tratar desse desconhecido, que passa a ser conhecido porque é também uma pessoa e porque ele "viu-o e comoveu-se", encheu-se de compaixão, fez entrar este homem ferido na proximidade, na órbita, do seu coração.
O inesperado para os Judeus e para muitos cristãos é que quem actuou bem não foram o padre e o levita, os homens do religioso, do contacto com Deus, mas o samaritano, homem de um povo quase ateu, que não estaria tanto em contacto formal com Deus, mas estava em contacto com os homens. Jesus estilhaça esse sistema na linha de outras intervenções: "Não é o que diz Senhor, Senhor que entrará no reino dos céus, mas o que cumpre a vontade de meu Pai" (Mt 7, 21). Para Jesus, o único sistema é o que dá prioridade à pessoa, pois "não foi o homem que foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem" (Mc 2, 27).

O “Correio” entrevistou o Bispo de Vila Real

Como vive um Bispo um transplante cardíaco
No dia 13 de Janeiro, a equipa chefiada pelo Prof. Manuel Antunes, do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) fez um transplante de coração ao Bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves. O problema cardíaco vinha de longe (desde os 52 anos) e, depois de várias tentativas para solucionar, sem resultado duradoiro, surgiu a ideia do transplante e, logicamente, do Prof. Manuel Antunes. Em diálogo com o Bispo, convalescente na Casa Episcopal de Coimbra, começámos por perguntar-lhe se já conhecia aquele cirurgião, e se isso pesou na decisão de optar por uma intervenção em Coimbra.



Joaquim Gonçalves (JG) – Conhecia-o pelos êxitos cirúrgicos obtidos e por algumas intervenções televisivas, mas não havia estabelecido com ele qualquer relação pessoal. O primeiro contacto pessoal fi-lo em Novembro passado, no dia 22, quando concluí os dias de internamento em Cardiologia B dos Hospitais da Universidade de Coimbra para fazer os exames preparatórios e acertámos no Centro de Cirurgia Cardiotorácica a intervenção em ordem ao transplante cardíaco.


Correio de Coimbra (CC) – Que ideia tem agora do Professor Antunes?
JG –
Ainda não tenho intimidade bastante que me permita falar de uma personalidade desta dimensão, mas a impressão que me dá é a de uma vocação excepcional em que, na mesma pessoa, se conjugam a paixão e a competência científicas, a alegria do trabalho de cirurgião cardiotorácico, capacidade de liderança e até de gestor.



CC – Foi-lhe fácil avançar para o transplante?
J.G –
Nem tudo foi fácil. Aos 71 anos já sentimos alergia ao sofrimento e, sobretudo, a insegurança sobre a alteração de hábitos de vida pessoal. Valeu-me o encorajamento dos médicos e de muitas pessoas conhecidas, de que seria uma pena não avançar, de que reunia as condições para um êxito e mais tarde seria impossível.



CC – Como tem vivido o transplante?
JG-
É uma experiência singular e plurifacetada que me obrigou a ler todo o percurso de vida feito até aqui e até as noções rudimentares da ciência. Estas experiências realizadas na fronteira da vida fazem-nos descer do puro academismo e dão lugar a uma vivência interior alargada conforme a cultura e a sensibilidade de cada um. Há um primeiro aspecto visível, objectivo, neste Centro de Cirurgia Cardiotorácica de Coimbra que me impressionou desde o início: é a sua elegância interior, seja nas cores escolhidas sejam na distribuição do espaço. Tudo ali foi previsto até ao pormenor. Um segundo aspecto é o profissionalismo de quem ali trabalho, desde os médicos aos enfermeiros, ao pessoal administrativo e auxiliar de limpeza. Como numa colmeia, cada um conhece o seu papel e ninguém fala de cor. O doente chega a ter saudade do hospital, tal a segurança que ali respira. Trata-se indubitavelmente de uma estrutura oficial que honra a cidade, a região e o país.



CC – Um transplante mexe mesmo com a pessoa por dentro?
JG –
Claro! Um transplante cardíaco pode comparar-se a um pequeno abalo sísmico. Além dos aspectos existenciais que se sobrepõem a tudo, é uma experiência profunda sobre os mecanismos biológicos da pessoa humana. Quando aprendemos os rudimentos sobre a estrutura biológica fundamental da pessoa humana, ensinam-nos que o corpo é uma « totalidade refinadamente equilibrada de muitos elementos e órgãos». È um cosmos. Ora o transplante mexe nesse conjunto de órgãos, o tal abalo sísmico, ainda não na profundidade da pessoa.



CC – Sofreu muito?
JG –
Por estranho que pareça, não tive dores físicas nem durante nem logo depois do acto cirúrgico, mas somente nos exames posteriores. O diálogo antecipado com o doente para lhe fornecer a informação pormenorizada sobre os riscos que corre antes e depois da cirurgia, é que assusta mais. A cirurgia em si durou cinco horas e, passadas mais doze já no quarto, estava perfeitamente lúcido, ainda que algo cansado. Duas semanas depois já regressava à Casa Episcopal de Coimbra. De qualquer modo, trata-se de uma cirurgia de alto risco onde somente se entra como último recurso, até por questões de natureza social.


CC – Tem agora à sua frente um período brilhante de qualidade de vida....
JG –
Bom, um transplante cardíaco ainda não é uma ressurreição. É somente um acto médico, natural, e continuamos sujeitos às leis do espaço e tempo históricos. Na caminhada destes 71 anos, o coração cansou-se mais depressa que os outros órgãos com a mesma idade. Um dia poderão ser eles a falhar. É a lei do tempo.



CC- O senhor D. Joaquim hospedou-se na Casa Episcopal de Coimbra. Alguma razão especial?
JG –
Fundamentalmente, a necessidade de estar próximo do Hospital. Depois, a necessidade de uma ambiente familiar porque estes tratamentos trazem sempre coisas imprevisíveis. Uma família em Vila Real ofereceu-me generosamente o uso de um apartamento que possui em Coimbra, enquanto eu aqui estivesse, mas o importante é o clima interior e esse não deve improvisar demasiado. Aceitei, por isso, o convite generoso de D. Albino e aqui estou desde 29 de Novembro.



CC – É habitual esse relacionamento entre os bispos?
JG –
É. A hospitalidade constitui, desde os tempos apostólicos, uma das mais belas tradições das relações dos bispos. Quando cheguei a Coimbra encontrei hospedado na Casa Episcopal, numa breve passagem pela cidade, um bispo brasileiro que ali viera receber uma homenagem.



CC – Esperou muito tempo pelo aparecimento do coração novo?
JG –
Passei ali todo o mês de Dezembro, as festas da Imaculada, do Natal, do Ano Novo, dos Reis, e fui chamado pelo próprio Professor Manuel Antunes pelas vinte e duas horas do Sábado, dia doze de Janeiro deste ano, quando decorria na Sé Nova um concerto musical que dava início à celebração dos 25 anos de Episcopado de D. Albino. As pessoas da Casa haviam ido ao concerto, menos um padre que, por prudência, ficara no seu gabinete e me levou ao hospital como quem vai passar um fim de semana. O professor queria falar comigo antes da cirurgia e, quando cheguei, ainda o novo coração não tinha chegado. Um enfermeiro fez-me a higiene preparatória destes actos e já não dei pela chegada do coração.
Quando regressaram do concerto da Sé, D. Albino foi o primeiro a ver a garagem meio aberta e a aperceber-se de que «tinham roubado o bispo de Vila Real». Uma religiosa informou-o da minha ida para o hospital, comunicou-lhe o meu desejo de só informar a diocese e a família de madrugada, e o padre que me levara ao hospital acompanhou no corredor a cirurgia, regressando a Casa na madrugado de Domingo. A informação à diocese de Vila Real e à família foi dada pelo senhor D. Albino pelas dez horas de Domingo.



CC – Quando regressou ao Paço?
JG –
Na tarde de dia 28 de Janeiro. Recordo-me bem que ainda lanchei no Centro e, enquanto lia o jornal numa varanda do Paço à espera do jantar, o padre administrador da Casa que me fora buscar ao Centro de Cirurgia pôs a girar um CD com fados de Coimbra cantados por Machado Soares «para alegrar o coração». Foi um gesto tocante. Nunca me pareceram tão belos.



CC – Não sente «saudades» do seu «velho coração»?
JG –
Como sabe, a sede dos sentimentos reside no cérebro. Sabemos que temos um novo coração porque o cirurgião o diz, mas psicologicamente tudo continua igual, como se nada se tivesse passado. Havia estudado isso nas aulas de Biologia e de Psicologia no Seminário. A esse respeito, lembrei-me até de fazer uma brincadeira académica. Tinha comigo um CD com a travessia, um Oratório musical composto por um padre meu contemporâneo de Braga (o Dr. Joaquim Santos) para a celebração das minhas bodas de prata episcopais em 2006. Como o texto da Travessia foi escrito por mim e sei bem o calor e intenção que pus na sua redacção, depois daqueles fados, lembrei-me de passar o CD da Travessia para ver se sentia o texto com o mesmo calor com que o escrevera há anos. Enquanto ouvia o CD, o coração que batia no peito era o mesmo que batera durante os 71 anos, o mesmo coração que veio do seio materno, o coração que escrevera o texto e me fez sentir a
vida até ao transplante de há duas semanas. Dentro do peito, nada parecia haver mudado, embora eu soubesse que haviam substituído um músculo como substitui uma tecla num orgão de tubos, continuando a funcionar o mesmo registo afectivo. Certamente, há nisto alguma simplificação, pois o novo coração trouxe consigo uma energia que o outro já não tinha e que nunca conhecera, mas, para além dessa força, nada senti de novo. Há uma integração do novo órgão no organismo total da pessoa e penso que é nessa integração que reside o problema.



CC – Como se relaciona interiormente com o dador do novo coração?
JG –
É um sentimento profundo de comunhão humana, uma comunhão sem rosto, quase uma comunhão de pessoas e coisas. Enquanto esperava, interroguei-me muitas vezes e continuo a interrogar-me: Donde veio o coração? Quem era o dador? Era um homem ou uma mulher? Qual era a sua condição social? A lei portuguesa nunca permite sabê-lo e ainda bem para todos. Durante o tempo que esperei pelo transplante, diariamente rezei pela pessoa que, conscientemente ou inconscientemente, me iria proporcionar um suplemento de vida neste mundo e pedi a Deus que a recompensasse. Quando pude celebrar a Missa, associei sempre a oração por essa pessoa à oração pelos meus familiares e amigos falecidos. Entrou no grupo. Com o decorrer das semanas de espera e o agravamento da debilidade cardíaca, a reflexão interior foi-se aprofundando cada vez mais até ao ponto de me interrogar se não devia rezar por mim próprio para aceitar morrer porque, nos caminhos da Providência, era possível que o coração aparecesse tarde demais e fizesse mais falta a outro doente. Nestas questões de fronteira, o diálogo com Deus vivo é abrangente, inclui a possibilidade da morte pessoal.



CC - Quando pensa regressar a Vila Real?
JG –
Quando concluir a série de exames hospitalares obrigatórios. Como o Papa me enviou um bispo coadjutor, estou mais tranquilo. E de certeza que, ao partir de Coimbra, ouvirei de modo diferente aquele célebre fado de que «Coimbra tem mais encanto na hora da despedida». Regresso como um dos «alunos dos Hospital», daqueles que vieram a Coimbra por motivos de saúde.



CC – Quer deixar alguma mensagem especial?
JG –
Queria deixar aqui um muito obrigado ao professor Manuel Antunes, à sua equipa de trabalho científico e profissional e a todos os que de algum modo contribuíram para a melhoria da minha qualidade de vida. E ficou para o final a palavra de gratidão ao Bispo desta diocese. Foi uma boa coincidência que esta cirurgia tivesse ocorrido no ano das suas bodas de prata episcopais. Será mais um gesto a fazer memória do seu percurso pastoral. Embora eu não tivesse podido tomar parte em nenhum dos três grandes actos solenes da celebração, passando essa tarde de sol do dia 27 de Janeiro no Centro de Cirurgia Cardiotorácica a pedalar numa bicicleta cirúrgica e a saborear a paz que subia do parque vazio do Hospital, senti todo o calor da preparação da festa, a alegria da comunidade diocesana e a presença de muitos irmãos bispos.



CC – Obrigado, senhor D. Joaquim! Desejamos-lhe muitos anos com qualidade de vida.




Miguel Cotrim

12 de fevereiro de 2008

João Paulo Vaz apresenta novo trabalho discográfico




No próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 17 horas, no auditório do Colégio de S. Teotónio, o Padre João Paulo Vaz vai apresentar oficialmente o seu último trabalho discográfico num grande concerto para toda a diocese.


"Notas de um Sonho" é o título do álbum que retrata uma história que podia ser de qualquer um de nós. Ou seja, uma história que podia ser real, dos nossos dias. Duas pessoas que se encontram, na solidão e no infortúnio, e se apadrinham. Ao todo, são 15 faixas, acompanhadas por um texto impresso num pequeno livro, que retratam a história desse encontro. São perto de 150 as suas composições, que deixam perceber também o seu percurso de crescimento pessoal e interior, em claras fases distintas, ao longo de quase 20 anos de carreira. Nascido em 1970, João Paulo Vaz, sacerdote da Diocese de Coimbra, ainda hoje continua a compor, numa clara opção para pôr a render os seus talentos musicais ao serviço da promoção da pessoa humana e da evangelização, num estilo simpático, apelativo e cativante. Ninguém consegue ficar indiferente à sua missão: evangelizar junto dos jovens.


As suas composições, algumas delas editadas nos trabalhos fonográficos "Estórias de um sim" (2003) e "Caminhos sem Atalho" (2004). Ambas com 2000 cópias editadas.
Miguel Cotrim

Movimento por um Lar Cristão promove reflexão e encontro de casais




No próximo dia 17 de Fevereiro às 14,30 horas decorrerá uma conferência subordinada ao tema: "Os caminhos da felicidade humana". O orador é o Dr. Moniz presidente do Movimento para um Lar Cristão (MLC).
No dia 9 de Março realizar-se-á um retiro para casais: O conferencista será D. Augusto César. O encontro inicia-se às 9 horas terminado com a Eucaristia, pelas 17 horas. Estas duas actividades são promovidas pelo MLC e pelas Cooperadoras da família e o local onde decorrerão estas acções vão ser nas instalações da Obra de S. Zita. Para mais informações poderão utilizar os seguintes contactos: 239701527 / 964394622. Os casais que tiverem filhos poderão leva-los. Existirão actividades proporcionadas para eles.
Miguel Cotrim

Arciprestado de Soure organiza ciclo de conferências quaresmais


À semelhança dos anos anteriores, o arciprestado de Soure organiza mais um ciclo de conferências quaresmais, desta vez dedicado ao estudo e reflexão sobre a última encíclica do Papa. Sobre o tema "Salvos na Esperança", as conferências decorrem às sextas-feiras, pelas 21 horas no Centro Paroquial de Soure.
No próximo dia 15 de Fevereiro, o Padre Gonçalo Mendes abordará o tema "As raízes da Esperança". No dia 22 de Fevereiro, caberá ao Dr. Juan Ambrósio falar sobre o tema "Sinais de Esperança no Mundo Actual". "Os Limites da Esperança nas Utopias Humanas" será abordado no dia 29 de Fevereiro pelo Prof. Dr. Barbosa de Melo. No dia 7 de Março caberá ao Bispo emérito de Aveiro, D. António Marcelino falar sobre o tema "Formar a Comunidade Cristã para a Esperança".
Miguel Cotrim

Peregrinação dos CPM a Fátima



A peregrinação dos CPM irá decorrer, como é habitual, no primeiro fim-de-semana de Março. Nos próximos dias 1 e 2 de Março, os casais CPM reunir-se-ão em Fátima com o um duplo objectivo: rezar por todos os noivos, pedindo a ajuda do Senhor para os seus trabalhos, e participar num encontro subordinado ao tema proposto para as Jornadas Internacionais – "O Sacramento do matrimónio e a vida conjugal (Raviver de sacrement de mariage pour entretenir la vie du couple).

O secretariado funcionará no Centro Paulo VI, entre as 10,30 e as 12,30 foras do sábado dia 1, iniciando-se a concentração junto à Cruz Alta às 13,45 horas. Após a oração, às 15 horas, no anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI, começará a assembleia.

No domingo, dia 2, serão apresentadas as conclusões e o Encontro-Peregrinação terminará com a Eucaristia, às 12 horas, seguida de almoço. As inscrições são feitas junto das equipas diocesanas ou directamente para a direcção nacional do movimento.


Miguel Cotrim

Capelanias hospitalares debatido pela Comissão diocesana da Pastoral da Saúde


A Comissão diocesana da Pastoral da Saúde vai levar a efeito no próximo dia 1 de Março, no auditório do Colégio da Rainha Santa Isabel, mais uma reflexão sobre o tema "O serviço de assistência religiosa e espiritual no hospital". Este tema será orientado pelo Padre José Nuno, responsável nacional pelas capelanias hospitalares. Esta sessão faz parte do curso de formação para profissionais da saúde que a respectiva comissão diocesana da Pastoral da Saúde tem estado a levar a cabo ao longo deste ano pastoral.
Segundo os dados da respectiva comissão, já se registaram cerca de 170 participantes, e o curso tem sido muito apreciado, tanto pela importância, como pela pertinência dos assuntos tratados. Recorde-se que o curso teve início a 17 de Novembro de 2007, com a presença do Prof. João Duque. Tendo-se realizado outras sessões com a orientação do Padre Anselmo Borges (24 de Novembro), Padre Vítor Feytor Pinto (5 de Janeiro de 2008), Dr. Hugo Caixaria da Paróquia do Campo Grande «Lisboa» (19 de Janeiro de 2008) e do Dr. Eliseu Alves (2 de Fevereiro de 2008). Esta última sessão teve a presença de representantes da Comunidade de Santo Egídio, das Comunidades Evangélicas e da religião Bahai.
Os responsáveis pela Comissão diocesana da Pastoral da Saúde estão empenhados em aprofundar e a difundir a sua missão pela Diocese de Coimbra.
Miguel Cotrim

Oração de Vésperas na igreja de S. José


A paróquia de S. José celebra nas tardes de cada domingo da Quaresma, a Oração de Vésperas, parte integrante da Liturgia da Igreja. Reunida em oração, cantando os salmos, escutando e meditando a Palavra de Deus, a Igreja caminha confiada para a Páscoa de Cristo. A celebração, na igreja de S. José, inicia-se às 18 horas. O ensaio da Assembleia decorre às 17,45 horas.