Correio de Coimbra

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30 de novembro de 2007

ESCUTEIROS

No Seixo: jovens empenhados na construção da sua futura sede
O Agrupamento 731 de Escuteiros de Seixo, em Mira aos poucos têm vindo a construir a sua sede aos sábados. A nova estrutura que se situa junto ao Parque Desportivo vai ganhando forma graças ao voluntariado existente naquela comunidade, entre actuais e antigos escuteiros, pais e amigos que de forma organizada, trabalham para tornar o sonho uma realidade.
Até ao momento ainda não foi concluída a primeira fase, só em materiais já foram gastos cerca de 25 mil euros. Faltam ainda cerca de 50 mil para a segunda e terceira fases, que contemplam o novo pavilhão, electricidade, esgotos de água, arranjos exteriores, equipamentos de casas de banho, cozinhas e salas.
A ambição é muita! O agrupamento demonstra uma enorme força de vontade sendo um exemplo para outros agrupamentos da nossa diocese. É vê-los, os jovens, entre os 14 e os 22 anos, a trabalhar na sua sede, todos os sábados de manhã até à noite. É obra!

Pampilhosa: escuteiros limpam estradas
O Agrupamento de Escuteiros da Pampilhosa colaborou com a Junta de Freguesia em prol da qualidade ambiental do concelho, recolhendo lixo depositado à borda das estradas. A iniciativa decorreu no passado sábado e conseguiram recolher todo o tipo de lixo, desde dos simples recipientes de plástico, cartão e de vidro até aos fogões, frigoríficos que são constantemente depositados à borda das estradas.
Segundo o autarca da Pampilhosa, a iniciativa foi um êxito e será para repetir depois do Natal.

Padre Pedro dos Santos homenageado em Vila Nova e Semide



O Padre António Pedro dos Santos, de 82 anos, vais ser homenageado no próximo domingo em Vila Nova, numa iniciativa do Conselho Económico da Igreja.
Responsável pela paróquia de Vila Nova desde Outubro de 1993, o pároco passou o testemunho ao Padre Armando Duarte, actual responsável pela paróquia de Miranda do Corvo.
No entanto vai continuar a acompanhar as paróquias de Semide e Rio de Vide, das quais é responsável desde 1989, apesar de ter estado afasto nos últimos tempos por motivos de saúde.
Natural de Lobazes, freguesia de Miranda do Corvo, a 11 de Agosto de 1925, Pedro dos Santos foi ordenado padre em 29 de Junho de 1948, na Sé Patriarcal de Lisboa, com 22 anos.
Celebrou a sua primeira missa a 4 de Julho desse ano, na igreja matriz de Miranda do Corvo, e passou a coadjutor do pároco de Santa Cruz, em Coimbra.
No ano seguinte foi prefeito e professor nos seminários, primeiro na Figueira da Foz e depois em Coimbra.
Foi director do Colégio de São Teotónio, em Coimbra durante cerca de 25 anos consecutivos, entre 1964 e finais de 1989.
No dia 22 de Dezembro vai ser ainda alvo de uma outra homenagem, desta vez em Semide, organizada por uma comissão que pretende “solenizar os seus 18 anos de apostolado na freguesia”. A comissão organizadora, constituída pelo Conselho Económico da Paróquia, Grupo de Jovens, Grupo de Catequistas, Grupo Ajuda Fraterna, o Professor Manuel Augusto Rodrigues e o médico Carlos Ventura, quer desta forma “prestar homenagem ao sacerdote que, ao longo destes anos, tem levado a cabo um trabalho notável ao serviço da comunidade”.
Os organizadores destacam ainda as “marcas da sua profunda espiritualidade, da sua sólida cultura, da sua rara sensibilidade, bem visíveis no Mosteiro de Semide, Santuário do Divino Senhor da Serra e nos movimentos que tem criado na freguesia”. O programa de homenagem inclui uma sessão solene às 20 horas na Igreja do Mosteiro de Semide, sendo oradores o médico Carlos Ventura, representantes dos movimentos da paróquia e o professor jubilado Manuel Augusto Rodrigues, ex-director do Arquivo da Universidade de Coimbra.
Segue-se um concerto de música no órgão de tubos pelo professor Paulo Bernardino e uma ceia de Natal servida no refeitório do Mosteiro, para a qual os interessados em participar terão se inscrever através dos telemóveis: 91 9318388 / 96 4134776 ou do telefone 239 549380.

Casal missionário de Coimbra fala-nos da sua missão na Argentina

O casal Cláudia e Carlos João encontra-se actualmente na Argentina. Aquilo que era para ter sido uma experiência de apenas um ano, veio a prolongar-se um pouco mais, fruto da necessidade daquele país. Imbuídos no espírito de servir e de amar o próximo, este casal tem feito sucesso naquele país latino. Numa entrevista feita on-line (através da Internet) conseguimos saber aquilo que os levou a partir em missão para Argentina.


O que é que vos levou a “embarcar” nesta aventura?
Nós somos um casal missionário dos Servidores do Evangelho da Misericórdia de Deus, comunidade que está presente em Coimbra desde 2002, à qual pertencem missionários (sacerdotes ou não), missionárias, casais missionários e leigos. Estamos aqui na Argentina desde Agosto de 2006, com os nossos 3 filhos (o João Samuel e o Daniel com 4 anos e o Pedro com 2 anos) e a nossa vinda não resultou de um impulso ou de uma decisão de momento; foi um caminho de discernimento comunitário que procurou acompanhar aquilo que nós intuíamos como chamamento de Deus. Este discernimento não é mais do que, através da oração e da partilha em comunidade, a procura séria da vontade de Deus para as nossas vidas. A certeza de que é a Ele a quem estamos a responder, nos levou, e leva a cada dia, a avançar, confiando na Sua Palavra e Providência, pois quem confiou em Deus e foi defraudado? Foi (é) uma aventura que está assegurada, não por seguros humanos, mas pela mão d’Aquele que nos envia, sustém e acompanha quotidianamente.
O nosso desejo era de poder ter um tempo – que inicialmente era para ser um ano, mas que já se estendeu um pouco mais – de mais formação, como base da nossa vida missionária. Viemos para a Argentina porque é aqui que está todo o grupo de missionárias/os em formação, aos quais nos juntámos no estudo da teologia. Reconhecíamos também a riqueza de poder conhecer a realidade da Igreja na América Latina, onde nunca tínhamos estado e de que tanto se fala na Europa.

É normal existirem casais que se dediquem ao voluntariado?
Nós não entendemos a nossa missão como o que habitualmente chamamos voluntariado – um tempo na vida em que nos dedicamos a realidades de pobreza, ou em ajudar situações mais difíceis. Para nós este tempo aqui na Argentina não é um “parêntesis” na nossa vida. Nós somos missionários, aqui, aí, ou onde quer que Deus nos envie; nas situações mais quotidianas e naquelas, muito menos habituais, que são extraordinárias. Aliás esta é a verdade de cada baptizado: sacerdote, profeta e rei, sempre e onde quer que esteja, dignidade que é Cristo quem dá, não é por méritos ou qualidades próprios. Levamos este tesouro em recipientes de barro, para mostrar que este poder é de Deus e não nosso. Integrados na nossa comunidade daqui, presente em 4 dioceses com cerca de 60 missionários e missionárias, tentamos colaborar na missão da Igreja Argentina, apoiando na formação de cristãos que possam ser fermento de comunhão nas paróquias e dioceses em que estão.

Argentina é terra de missão?
A missão da Igreja, de cada cristão, não depende do país onde está – como dizíamos antes somos missionários onde quer que estejamos. Assim, não há nenhuma terra que não seja de missão.
Sempre ouvimos falar que a América Latina tem o maior número de católicos, que aqui as pessoas têm muita fé, em particular fé em Maria, mãe de Jesus e nossa mãe. Isso é verdade. É de facto uma vivência de fé bastante diferente da que nós temos aí na Europa. É para nós um grande contágio a fé simples de pessoas que sofreram e sofrem com tantas injustiças, a docilidade a Deus e capacidade de conversão de corações que se sabem necessitados de Deus para poderem viver em paz, a procura constante em Deus e em Maria da força, do ânimo e da esperança necessários para cada novo dia.
Mas isto não quer dizer que tudo esteja bem. Há muito trabalho a fazer no acompanhamento dos jovens e das famílias. A realidade familiar aqui na Argentina, ainda que diferente da realidade de Portugal, é bastante semelhante na necessidade de anunciar a fé e de formação. Constatamos que a vocação ao matrimónio necessita pelo menos tanta formação, de fé e de vida, como as demais vocações e que devemos apostar nela se queremos que as famílias sejam “fermento no meio da massa”. Aqui na Argentina a família mantém muito fortes os laços avós-pais-filhos, sendo muito normal encontros ao domingo de toda a família para o tradicional assado. Também nos espanta ver os parques cheios de famílias, sentados na relva a tomar “mate” (bebida típica), a conversar, nas tardes de domingo. Mas também se encontram muitas realidades de ruptura, segundas uniões, gravidez na adolescência. Numa sociedade que quer desenvolver-se e que procura na Europa e na América do Norte os modelos, a nossa missão é anunciar a Cristo como Aquele que realmente sustém e orienta uma vida, uma família, que só a partir do encontro pessoal com Ele se pode transformar a realidade.

O que fazem concretamente no vosso dia-a-dia?


O nosso dia a dia não é muito diferente da maioria das famílias. Durante a semana levantamo-nos cerca das 7h da manhã. Por volta das 8h já estamos a deixar os filhos no jardim-de-infância (a cerca de 30 minutos de carro) que fica mesmo ao lado, onde nós temos aulas. Até às 10h temos tempo de oração, e depois aulas são até às 13:30. Depois regressámos a casa, e a tarde é preenchida com estudo ou apostolado: escolas de oração, revisões de vida, acompanhamento de casais ou namorados. Isto tudo, claro está, não esquecendo a missão importantíssima que é ser pais a tempo inteiro. Os nossos filhos estão sempre connosco, excepto no tempo que estão no jardim-de-infância (das 8h-12h), pelo que nem sempre estamos os dois em tudo.
Todas as segundas-feiras são dias de encontro e oração para todos os missionários/as que estão aqui no grande Buenos Aires. É um momento muito importante onde vamos fazendo nossa a vida de cada irmão de comunidade e o caminho que se faz em cada pequena comunidade aqui na Argentina. É também um momento de fazer real o caminho em comunhão entre todos.
Um fim-de-semana por mês temos um encontro de oração e formação com todas as pessoas das várias dioceses do grande Buenos Aires que caminham com os Servidores do Evangelho. Durante este ano tivemos também 3 fins-de-semana de encontro de casais, que é um tempo de escuta, oração e partilha.

Tem alguma história que mereça um registo?
Histórias temos muitas, mas pensamos que as que são mais importantes são aquelas em que vemos claramente a acção de Deus. Ficou-nos gravado um fim-de-semana de encontro de casais, em que nos deparámos com um grupo de casais em que a maioria vinha em situação de ruptura, sendo esse fim-de-semana a última oportunidade que se davam. Uns vinham já sem aliança, outros já convencidos de que não era possível continuar. Diante dessa situação a única coisa que como comunidade pudemos fazer foi pô-la nas mãos de Deus para que as nossas pobres vidas e testemunho pudessem servir para que Ele transformasse essa realidade. Houve um momento muito bonito, que seguramente ficará gravado em nós e nos casais que aí estavam, em que convidámos a que cada casal se aproximasse da cruz (uma cruz grande que temos numa capela) e que de joelhos diante de Jesus pedisse que Ele renovasse o amor. Cada casal foi fazendo esse gesto simples, cada um demorando o tempo que necessitava... uns pediam perdão mutuamente, outros ficavam em silêncio... A abertura a Cristo, ao Seu amor, deu-lhes força para recomeçar o caminho do matrimónio. Isto é muito bonito porque no próximo domingo teremos um encontro com vários desses casais que estiveram nesse fim de semana e que continuam a querer crescer no amor mútuo, conscientes de que necessitam vitalmente uma experiência de fé viva, vivida em comunidade, e do encontro pessoal com Cristo.

29 de novembro de 2007

Feira do Livro JOC / LOC/ MAAC Pampilhosa

A JOC (Juventude Operária Católica), a LOC (Liga Operária Católica) e o MAAC (Movimento do Apostolado de Adolescentes e Crianças) da Pampilhosa informam que irão realizar a XI Feira do Livro. O evento terá lugar nos próximos dias 2 e 8 Dezembro, junto à Igreja Paroquial e no dia 15 de Dezembro, junto ao Mercado (sempre entre as 9 e as 13 horas) e no dia 9 Dezembro, na Sede dos Escuteiros (das 10 às 20 horas).
À semelhança de anos anteriores, esta iniciativa pretende sugerir a opção pelo livro como uma boa prenda de Natal, dada a época que se avizinha, proporcionando a toda a população da Pampilhosa o acesso mais fácil e a um preço acessível ao livro, uma prenda que pode acompanhar o ano inteiro
A semelhança de anos anteriores contará com grande diversidade de livros do género infanto-juvenil, e depois, entre os livros destinados a adultos, para além dos livros de ficção, contaremos também com outros em áreas tão diversas como a religião, a poesia, a saúde, a educação, a psicologia, o desporto, ou os tempos livres.
Este ano a Feira do Livro terá algumas novidades, a primeira a de incluir livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, particularmente indicados para o público infanto-juvenil pelo sua importância e contributo para aumentar o gosto pela leitura. A segunda o facto de estar inserida, durante o dia 9 de Dezembro – domingo – numa mostra de artesanato e feira do livro, denominada I GOTA DE ÁGUA, uma iniciativa do GRUPO DE PIONEIROS 34, do Agrupamento de Escuteiros 1067, da Pampilhosa que decorrerá na Sede dos Escuteiros, que com esta iniciativa pretendem criar uma relação mais sólida com a comunidade, realizando actividades culturais onde todos são chamados a participar.

Convento de S. Francisco acolhe exposição de presépios



Em terracota ou em madeira, deitado em palhas ou sobre um manto, de pé ou num barco em fuga para o Egipto. São várias as formas como é representado, mas o Menino Jesus está presente em praticamente todas as peças da exposição “O Menino dos Meninos”, ontem inaugurada no Convento de S. Francisco.A mostra é um projecto do Museu Nacional de Machado Castro, levada ao público, pela primeira vez, em 2002. No ano passado, a exposição esteve no Museu do Canteiro, em Alcains. Este ano, o convento franciscano de Coimbra acolhe uma nova versão de “O Menino dos Meninos”, enriquecida com algumas peças emprestadas pelo Museu da Fundação Ricardo Espírito Santo.
Assumidamente apaixonada por presépios, a primeira-dama fez questão de estar em Coimbra na inauguração da exposição. Maria Cavaco Silva considera que a mostra beneficia muito com “o ar de ruína” proporcionado pelo convento e que cria um ambiente “extremamente romântico e afectivo”. Um cenário, aliás, semelhante àquele “onde, imaginamos, nasceu Jesus”.
Apesar de ter gostado “imenso” da exposição, Maria Cavaco Silva diz que não levaria nenhuma das peças para a sua colecção pessoal (que já tem mais de 100 presépios). Isto porque, acredita, “não são peças para colecções privadas. São de todos nós, para todos nós apreciarmos”.
À entrada para a exposição, a primeira-dama foi recebida pelos alunos do Externato João XXIII, que a brindaram com três canções. No final da actuação dos pequenos cantores, deixou um desejo para as crianças: “um bom Natal, com poucas prendas”. Mais tarde, explicou que lhe causa “imensa aflição” o consumismo que se apoderou desta quadra e que “não faz bem a ninguém”.
A primeira-dama recordou mesmo que, no seu tempo de criança, quando nasceu o seu gosto pelos presépios, estes era o elemento principal do Natal: “o Natal passava-se mais à volta do presépio do que da árvore de Natal. E era o Menino Jesus quem dava as prendas, não o Pai Natal”.


Concerto de Natal na Sé Nova de Coimbra

No próximo sábado, o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e a Orquestra Clássica do Centro (OCC), regidos pelo maestro Virgílio Caseiro, dão um concerto de Natal na Sé Nova de Coimbra, pelas 21h30.
O espectáculo, organizado pelo Governo Civil do Distrito de Coimbra e pela OCC, é promovido no âmbito da iniciativa “Conc(s)ertos à Indiferença”, levada a cabo no Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos.

Empresários cristãos preocupados com a preservação da Sé Velha

Afirmando o vasto e rico património que a cidade de Coimbra possui, bem como o dever cívico que é a sua preservação, o Clube de Empresários de Coimbra (CEC) e a Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC) promovem hoje à noite um jantar/palestra sobre a Sé Velha de Coimbra, uma acção que pretende mobilizar a sociedade civil para a reabilitação e preservação deste importante monumento.
O evento tem lugar nas instalações do CEC, a partir das 20h00, e contará com a presença e participação do Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, bem como uma palestra a proferir por monsenhor João Evangelista, denominada “Sé Velha: sua dignificação e sustentabilidade”.

Bispo de Coimbra à Rádio Regional do Centro:

“Igreja tem de saber encontrar uma linguagem para os tempos de hoje”

D. Albino Cleto, foi o convidado desta semana do programa “Dois Dedos de Conversa” que será emitido pela Rádio Regional do Centro, amanhã pelas 17 horas. Falou sobre a ida dos Bispos Portugueses ao Vaticano e salientou que o Papa Bento XVI “não puxou as orelhas” aos bispos, apenas deixou uma mensagem de motivação e um apelo para que a Igreja em Portugal se torne mais dinâmica e mais apelativa. Revelou no decorrer da entrevista que a baixa natalidade é também uma causa para a falta de padres, “se há crise nas famílias é natural que também se repercute na Igreja”, disse aos microfones da RRC. “No fundo há falta de fé”, disse o prelado. Os pais não dão o exemplo aos filhos de uma verdadeira prática religiosa. Se por um lado os pais mandam os filhos à catequese, depois não correspondem indo à missa aos domingos. Hoje numa turma de 20 alunos apenas três ou quatro vão à catequese. Muitas vezes servindo de chacota dos outros.
As seitas numa determinada altura entraram rapidamente no país porque souberam cativar as pessoas com estratégias de marketing, disse ainda o prelado. Chamavam os fiéis pelo nome. Todos nós gostamos de ser tratados pelo nosso nome. Nesse aspecto eles vieram obrigar os padres a mudar de atitude. Ofereciam milagres e soluções fáceis para todos os problemas. Até que as pessoas se aperceberam que havia por detrás alguns interesses financeiros. Hoje nota-se uma queda acentuada nessas seitas. A Igreja está hoje preocupada em encontrar soluções para reconquistar cada cristão. O Bispo de Coimbra reconhece também que a Igreja tem de saber encontrar uma linguagem própria para os tempos de hoje.
Jesus Cristo revolucionou a mentalidade de toda uma época quando, por exemplo, defendia a igualdade do escravo com o senhor, da mulher com o homem… isto foi uma forma de modernizar a Igreja no seu tempo e que hoje ainda é perfeitamente actual.
Sobre a falta de potenciais interessados em ser padre, D. Albino Cleto diz que não nos devemos preocupar uma vez que já estão a chegar padres de outras partes do mundo. “Porque se aceitamos médicos, professores que vem de África ou do Brasil, que falam a nossa língua… porque não aceitamos também os padres?”, interpelou. Na história da Igreja portuguesa houve períodos em que havia menos padres em Portugal do que há agora.
D. Albino Cleto acabou por deixar também uma mensagem de Natal aos ouvintes da Rádio Regional, desejando que a “luz traga esperança a todos os níveis”.
O próximo convidado será o Eng. Patrocínio Alves administrador da INOVA que se tem revelado (das empresas municipais criadas) aquela que mais sucesso tem obtido.

27 de novembro de 2007

Opinião


A nova basílica de Fátima

A terceira maior basílica mundial, em dimensão, denominada da Santíssima Trindade, foi inaugurada em Outubro, com pompa e circunstância, mas com a ausência de Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Muito se escreveu, já, sobre este vultuoso investimento e sobre a não presença do Papa. Vozes críticas acharam exagerado o dispêndio de tantos milhões, quando, como escreveram, há tanta falta de habitação, tanta pobreza e tão precárias condições assistenciais aos idosos, a crianças, à doença e à fome no mundo. Mas, independentemente, das opiniões dos outros, também fizemos a nossa reflexão.
Aceitamos os argumentos dos críticos, mas lembramos que as críticas em Portugal não são de hoje, mas de todos os dias, de todos o tempos, e em quase todos os grandes investimentos. Repare-se na presente conjuntura da construção do aeroporto – Ota ou Alcochete – e os números referidos para alterar um projecto ou remetê-lo para a ampliação do aeroporto da Portela. Atente-se no Centro Cultural de Belém, a celeuma que provocou e que, ainda, não se desvaneceu, pelos custos, dimensão e localização daquele Centro Cultural. Apreenda-se a enorme mancha de críticas à volta do projecto do Alqueva, projecto que mantém, ainda, a actualidade dos muitos argumentos daqueles que o contestaram ou contestam. Entenda-se o empreendimento das gravuras de Foz Côa, em que as críticas negativas se dimensionaram para um sucessivo adiamento da obra museológica ao ar livre. Voltemo-nos para a Igreja de Marco de Canaveses, da autoria de Siza Vieira. Veja-se o que, nesta altura, se evidencia por causa das colecções Berardo e do Hermitage! Analise-se a quantidade de críticas alusivas à Casa da Música no Porto. Ausculte-se o investimento da Cova da Beira e os contundentes argumentos de que não se devia ter realizado. Observe-se a quantidade de críticas para a instalação em território nacional do TGV. Mesmo, o que se disse e se escreveu do megalómano empreendimento da Expo’98. E, recue-se a D. João V, com a construção do Convento de Mafra; a D. Manuel I, com os Jerónimos; ao Jardim Botânico de Coimbra (reduzida a sua dimensão por argumentos falaciosos de custos e interesses). Enfim, estes exemplos de muitos outros que se podem enumerar, alusivos a empreendimentos realizados, ao longo dos séculos, grandes investimentos e empreendimentos, têm provocado, normalmente, críticas, aplausos e indiferença.
Ouve-se e lê-se, muitas vezes, que os portugueses se contentam com pouco, que a grande "aventura" foi nos séculos XV e XVI com os Descobrimentos (embora, para muitos, apenas "aventura"). Mas, quando surge um empreendimento de "anormal" dimensão e custos ou voltado para um futuro longo e que se inscreve no quadro dos grandes bens mundiais, apresenta-se muitas vezes, o sinal negativo: para que serve? para que se gastaram tantos e tantos milhões?
Deslocámo-nos a Fátima com dois objectivos: participar nas cerimónias religiosas em honra da Virgem e visitar a nova basílica. Escrevemos porque o novo espaço religioso esmaga, no bom sentido, a quem o visitar, quer pela grandiosidade artística, pela técnica de construção, pela riqueza de elementos decorativos e funcionais, exemplo das 13 portas, dos mosaicos, das pinturas, do simbolismo figurativo da vida de Cristo e da Virgem, quer pela monumental cruz com uma impressionante escultura de Cristo no centro da mesma, pelo dramatismo e anatomia da imagem de Cristo no altar-mor da basílica, pela expressividade do painel em dourado e terracota e do cromatismo que o realça com enquadramento biblíco em fundo (contemporaneidade da riqueza e beleza dos retábulos barrocos), e, ainda, pela distribuição dos milhares de cadeiras, pelas numerosas e amplas capelas e salas de trabalho na parte baixa da basílica com os desenhos de Siza Vieira, onde os quadrados (lençóis) de água com repuxos suavizam a dureza do mármore e da pedra. Sublinhamos, também, as duas enormes estátuas em bronze (no recinto e antes da entrada para a basílica), uma delas alusiva a João Paulo II e que estava atapetada por ramos de flores, viçosas, que os fiéis ou devotos depositaram na base.
Uma obra megalómana, sem dúvida e que custou milhões e milhões. Porém, identificadora duma época contemporânea, dos nossos dias, e que segue a linha dos períodos das grandes catedrais da Idade Média, (românico e gótico) e do Renascimento e do Barroco, sobretudo em Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha e Inglaterra, de que o Convento de Mafra, o Palácio de Sintra e da Pena e o de Queluz e os grandes Mosteiros das Ordens Religiosas são, também, exemplo em Portugal.
Milhares de pessoas afluíam a Fátima e à basílica no dia em que ali estivemos.
Se Fátima, altar do Mundo, possuía, já, os valores espirituais, arquitectónicos, artísticos, museológicos e sociais evidentes para um turismo religioso/cultural e de amplitude mundial, com esta impressionante obra, amplia-se, assim opinamos, o fluxo de pessoas – com fé ou agnósticos, cristãos ou indiferentes – ao Santuário de Fátima na Cova de Iria. A nova Basílica integrará os roteiros turísticos de Portugal e do Mundo. Não é uma obra qualquer, é, também, a afirmação da capacidade urbanística e arquitectónica dos portugueses. Uma obra para o século XXI.

Mário Nunes

*(Vereador da Cultura
Câmara Municipal de Coimbra)

Escolas Católicas de Coimbra apoiam a Casa dos Pobres

- Maria Barroso e Pedro Roma apadrinham campanha de solidariedade



O Núcleo das Escolas Católicas (NEC) da Diocese de Coimbra vai levar a cabo, uma vez mais, uma nova campanha de solidariedade, desta vez a favor da Casa dos Pobres. Maria Barroso e Pedro Roma são os padrinhos desta campanha.
A iniciativa desta campanha foi apresentada hoje, dia 27 de Novembro aos jornalistas nas novas instalações da instituição, em S. Martinho do Bispo. Segundo Jorge Cotovio, coordenador do NEC, o objectivo desta campanha "é procurar ajudar esta instituição a equipar as novas instalações que se encontram em fase de acabamento". Segundo Aníbal Duarte Almeida, presidente da Casa dos Pobres, "as obras encontram-se actualmente todas pagas", faltando apenas os acabamentos e o recheio do edifício. "Basta um milhão de euros" para terminar o projecto, salientou o responsável.
À semelhança dos anos anteriores, as escolas católicas da Diocese de Coimbra procuram ir ao encontro dos mais desprotegidos, envolvendo as seis escolas que integram o núcleo (Colégio da Imaculada Conceição [Cernache]; Colégio da Rainha Santa Isabel [Coimbra]; Colégio de São José [Coimbra]; Colégio de São Teotónio [Coimbra]; Externato de João XXIII [Coimbra] e a Escola da Casa de Nossa Senhora do Rosário [Tavarede, Figueira da Foz]) e a comunidade envolvente.
Há dois anos, o NEC apoiou a Acreditar (crianças doentes), o ano passado ajudaram a APPACDM (pessoas portadoras de deficiência) e este ano vão ao encontro dos idosos que também precisam de ajuda, realçou Jorge Cotovio no decorrer da conferência de Imprensa. "O NEC pretende envolver instituições, empresas, autarquias e paróquias da diocese" com diversas actividades calendarizadas para o próximo ano civil. A primeira iniciativa vai começar em Janeiro com uma corrida entre as actuais instalações (Praça do Comércio) até às futuras (S. Martinho do Bispo), envolvendo os jovens das escolas católicas e os utentes da instituição. A segunda actividade engendrada será levar os idosos ao Estádio de Coimbra para assistirem a um jogo da Académica. E por fim, os promotores desta iniciativa pretendem fechar a campanha com um grande festival de música e de dança – o chamado Festival Solnec.
Este ano, a iniciática conta com dois padrinhos – a Dr.ª Maria Barroso, fundadora da Pró Dignitate – Fundação de Direitos Humanos e o futebolista Pedro Roma, que decidiu (para além de vestir a camisola da Académica), vestir também a camisola da solidariedade.
Segundo a Dr.ª Maria Barroso, presente na conferência de Imprensa disse que como cidadãos "temos obrigações para com outros cidadãos porque pertencemos a uma família chamada «humanidade»". Fazendo referência ao saudoso Papa João Paulo II, Maria Barroso disse que devemos contribuir para a «civilização do amor». Pediu aos jovens presentes para "apostarem nos valores" porque são "estes pequenos movimentos (fazendo referência a esta campanha) que modificam a sociedade".
Segundo a Catarina do Colégio de São Teotónio "não faz sentido falar-se de educação se não falamos de valores e mais quando se trata de escolas católicas". Na maioria doa alunos que participam nestas iniciativas de solidariedade sentem-se gratificados pelos resultados obtidos, que por vezes representa frutos de muitos trabalho e tempo despendido.



Miguel Cotrim

Região Pastoral da Beira-Mar avalia Plano Pastoral 2002-2007


Com o objectivo avaliar o Plano Pastoral 2002-2007, teve lugar, dia 17 de Novembro, no salão dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, uma assembleia de leigos das paróquias do arciprestado da Carapinheira (Região Pastoral da Beira Mar) e da paróquia de S. Silvestre (Região Pastoral de Coimbra. - Zona Rural Norte). Nesta assembleia, presidida pelo Vigário da Região da Beira Mar, Cónego Manuel Maduro, participaram também os párocos Pe.António Domingues (Carapinheira), Pe. José Carraco (Montemor-o-Velho) e Pe.Élcio dos Santos e Pe. Martinho de Sousa ( Meãs, Tentúgal, Lamarosa, S. Martinho e S. Silvestre).
Para o Plano Pastoral 2002-2007, a Diocese de Coimbra tomou como grande propósito sair para "lançar a semente", sair para levar a fé num Deus que é Pai e a alegria da vida com Seu Filho. Foram várias as áreas de actuação pastoral definidas, ajudar a família, evangelizar os jovens, servir os que mais sofrem, fomentar o diálogo entre a fé e a cultura e as vocações. Era nestas áreas que todos se deviam ter empenhado.
Com diferentes intervenções, foram discutidas as acções realizadas, se estas tiveram ou não impacto nas comunidades paroquiais, se foram criadas estruturas de apoio, se estas continuam em funcionamento, se há pessoas responsáveis em todas estas áreas, se conseguiram responder aos problemas que se colocaram. Foi também abordada a corresponsabilidade de todos na Missão da Igreja, as dificuldades sentidas, a forma como a comunidade cristã se envolve com a sociedade e como intervém nesta, destacando-se o entusiasmo na discussão do que de mais urgente havia a fazer para termos uma Igreja mais Viva e mais Evangelizadora.
Nesta assembleia ficou o eco de que muito foi feito nas diferentes paróquias, embora nenhuma tenha conseguido actuar em todas as áreas, embora se tenha trabalhado com entusiasmo. No entanto, segundo o Cónego Maduro, "este trabalho, embora significativo, sabe a pouco, há muito mais a fazer", lembrando que "a semente foi lançada, mas há que continuar a sementeira, há que ir mais além, sair da concha e ir ao encontro dos outros". O responsável pela Região Pastoral da Beira-Mar frisou que "é preciso estar onde os outros estão, ser cada vez mais testemunho forte, coerente de Deus Vivo e levar esse tesouro aos que nos rodeiam", concluindo que "com entusiasmo e com fé em Cristo Ressuscitado há que continuar a evangelizar, fazendo o que Deus espera de nós".
Reuniões idênticas prosseguem pelas diferentes unidades pastorais desta Região Pastoral, com "assembleia magna", dia 2 de Dezembro em Cantanhede.

Aldo Aveiro

26 de novembro de 2007

Conhecer a Bíblia através dos sabores


O livro "A Bíblia contada pelos sabores" do chefe Albano Lourenço foi apresentado publicamente na livraria Almedina Estádio.

"Queijo de cabra com rábano e amêndoas" foi a entrada escolhida pelo chefe Albano Lourenço para dar a conhecer algumas das receitas concebidas a partir da leitura de textos da Bíblia. Os produtos mencionados em excertos do Antigo e do Novo Testamento foram criteriosamente escolhidos pelo chefe Albano Lourenço – o único chefe português distinguido com uma estrela Michelin –, que depois de experimentar diferentes associações chegou à receita final. O resultado está à vista, como se pôde comprovar ontem na apresentação reservada aos jornalistas e que tiveram oportunidade de provar os sabores "recolhidos" na Bíblia. O chefe Albano Lourenço contou como surgiu a ideia e como a pôs em prática. Depois de quase um ano a germinar, concretizou-se na publicação de um livro intitulado "A Bíblia contada pelos Sabores", com receitas de Albano Lourenço. O livro tem prefácio do padre José Tolentino Mendonça que esteve no passado dia 22 de Novembro na apresentação do livro, e as imagens são de Valter Vinagre.
Das 40 receitas incluídas no livro, o chefe Albano Lourenço refere que "todas elas são de eleição", pois são confeccionadas a partir de produtos muitos simples, como os figos, as azeitonas, o peixe, as ervas aromáticas, o rabanete, o mel e os frutos, numa associação que teve de ser estudada. No entanto, o chefe refere que, tal como a Bíblia é um livro aberto, também as suas receitas estão abertas à imaginação dos leitores. De fácil confecção, as associações podem ser inúmeras. Trata-se de uma reconstituição muito pessoal que tem a ver com a "sua visão sobre a alimentação da época". Pode até ser "polémico", mas as interpretações também podem ser variadas, concluiu o chefe.
Albano Lourenço referiu ainda que quis introduzir um pouco da tradição cristã, associada aos costumes gastronómicos da Beira Litoral, como a canja de galinha, o bacalhau com folha de louro – o "tradicional bacalhau dos mortos" – e as filhós de abóbora.

Lar da Ordem Terceira de S. Francisco: utente comemora amanhã 100 anos


O Lar da Ordem Terceira de S. Francisco, rua da Sofia 114, vai estar em festa amanhã, dia 27 de Novembro, 3ª Feira, ao comemorar o centenário da sua utente Sofia Macedo. Vai ser um dia com muitas surpresas e muita música dado tratar-se de uma excelente apreciadora do Fado de Coimbra (que nunca deixou de cantar) e também adepta ferrenha da Académica, recusando-se a permanecer longe do cachecol e da almofada que o presidente Engenheiro José Eduardo Simões e outros elementos do plantel lhe ofertaram, por ocasião de um outro aniversário natalício.

Jovens das Escolas Católicas em romaria ao Senhor da Serra


Cumprindo a tradição – que já vai no terceiro ano –, um grupo de alunos do ensino secundário das Escolas Católicas diocesanas, acompanhados de alguns professores, foi em "romaria"
(melhor, em peregrinação, pois decorreu, a pé, e por entre os campos, pinhais e eucaliptais) ao Santuário do Senhor da Serra. Toda a caminhada, percorrida em cinco etapas, foi subordinada ao tema "Pão repartido", alusivo ao valor da Eucaristia, como "fonte e cume" da vida da Igreja e do cristão.
Esta 3.ª Romaria culminou com uma missa celebrada no santuário – o momento mais solene e interiormente vivido por todos – seguida de um almoço partilhado e pela visita guiada ao monumento que, embora de pequenas dimensões, possui uma história e tradição invejáveis, como nos contou o seu capelão, Padre António Pedro dos Santos.
Esta iniciativa insere-se num conjunto de actividades programadas com alunos das Escolas Católicas diocesanas, visando a sua formação integral e o estreitamento de laços entre as seis instituições educativas que compõem o NEC (Núcleo da Escolas Católicas da Diocese de Coimbra).

Diocese comemora Festa da Sagrada Família


Como é habitual na nossa Diocese, vamos celebrar no próximo dia 28 de Dezembro (Festa da Sagrada Família), o Dia Diocesano da Família. Para a celebração deste dia, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar propõe algumas actividades que já constituem tradição na maioria das paróquias, tais como, a Celebração da Eucaristia com participação dos casais que tenham comemorado, este ano, as bodas de ouro ou de prata, ou que tenham contraído o sacramento do matrimónio nos últimos anos, um convívio familiar, ou outros gestos significativos.
Entusiasmadas, como devem estar, todas as paróquias no projecto "Família jovem", aproveitemos mais esta (excelente) oportunidade para cativar os casais jubilados, sobretudo os que mais afastados estão da Igreja. Com empenho, criatividade e ousadia, talvez consigamos reunir à volta da mesa eucarística casais novos "jubilados" e casais novos filhos de casais jubilados mais velhos. Saibamos acolhê-los, com simpatia. Saibamos dar um ar alegre a esta Festa.