Correio de Coimbra

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24 de novembro de 2006

BISPO DE COIMBRA DIZ QUE “NÃO SE PODE REFERENDAR A VIDA”



O Bispo de Coimbra entende que "a vida deve ser respeitada e defendida desde a concepção", pelo que estará ao lado daqueles que dizem "não" à interrupção voluntária da gravidez. D. Albino Cleto defende que a vida não pode ser referendada.
O Bispo de Coimbra revelou que não foi apanhado de surpresa com a segunda proposta de referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV). "Lamentamos que a vida seja posta em referendo, apesar de não estranharmos, porque há muito que se previa", disse. Acerca da posição da Igreja Católica, em relação ao referendo, não restam dúvidas: "A nossa posição neste referendo é sobejamente conhecida: a vida deve ser respeitada e defendida desde a sua origem, que para nós começa no momento da concepção". Não obstante, para D. Albino Cleto, "os políticos, ao proporem o referendo, não querem ser donos da vida, porque ninguém substitui Deus". O Bispo de Coimbra garante, neste contexto, que "os leigos, como católicos, que tornem presente, na rua, o direito à vida, têm todo o nosso apoio". O seu envolvimento na campanha do referendo passará, adiantou, por "cumprir" o seu dever, "lembrando as verdades, anunciando a doutrina e estimulando os lutadores".

Paróquia de S. José prepara fiéis para a celebração do Natal

O tempo de Advento está a ser preparada na paróquia de S. José. A comunidade cristã celebrará, na tarde de cada domingo a Oração de Vésperas, parte integrante da Liturgia da Igreja.
Reunida em oração, cantando os salmos, escutando e meditando a Palavra de Deus, a Igreja, espera confiada o nascimento do Salvador. A celebração, na igreja de S. José, inicia-se às 18 horas. O ensaio da Assembleia decorre às 17h45m.

Colóquio e debate sobre a “Igreja e os recasados”

No âmbito do tema pastoral assumido pela paróquia de S. José para 2006/07, “Família – espaço de crescimento”, realiza-se, no dia 6 de Dezembro, pelas 21h15, um colóquio com o tema “A Igreja e os recasados”, orientado por José Dias da Silva e Fátima Leitão. O debate está integrado num ciclo de encontros trimestrais. O espaço da livraria Bertrand (Centro Comercial Dolce Vita), colaboradora na promoção do evento, acolherá os interessados em participar.

Vendas de Natal em Coimbra

As Irmãs Zeladoras da Rainha Santa Isabel vão promover a sua tradicional Venda de Natal, do dia 20 de Novembro ao dia 30 do mesmo mês, numa das lojas das Galerias de Coimbra, situada na Praça Velha. O produto desta Venda destina-se à compra de géneros alimentares que serão depois distribuídos pelas famílias mais carenciadas de Coimbra, numa acção de partilha.
Também a paróquia de S. José organiza uma Venda de Natal, esta do dia 25 de Novembro a 8 de Dezembro de 2006, no Salão Polivalente de S. José.

CAMPANHA “Acreditar é ajudar, ajude a ACREDITAR” das ESCOLAS CATÓLICAS

No próximo dia 27 de Novembro, pelas 18 horas, na Quinta das Lágrimas, o Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra (NEC) – que integra o Externato de João XXIII, Escola da Casa de N. S. do Rosário (Tavarede) e os Colégios de S. Teotónio, S. José, Rainha Santa e da Imaculada Conceição (Cernache) – vai entregar à Associação ACREDITAR o resultado “tangível” da campanha que desenvolveu ao longo do ano lectivo transacto, tendo em vista a construção de uma casa de acolhimento, em Coimbra. Neste percurso solidário, os alunos das escolas católicas tiveram ocasião de conviver com crianças vítimas de cancro internadas no Hospital Pediátrico, construir uma pintura colectiva conjuntamente com consagrados pintores da região centro e realizar o I Festival SOLNEC no Pavilhão Multidesportos, em Coimbra.
Com o mesmo objectivo, as Associações de Pais das Escolas Católicas, em articulação com o NEC e a Livraria Bertrand promoveram uma colectiva de pintura “Pintores do Centro”, reunindo obras de 21 pintores que, generosamente, se associaram à campanha de solidariedade. Esta ocasião será também aproveitada para as Associações de Pais homenagearem os pintores e oferecerem à ACREDITAR o resultado da venda dos quadros (que estiveram expostos no auditório da Livraria Bertrand, no Dolce Vita, em Maio e Junho p.p.).
Presidirá a esta cerimónia – que contará com um momento cultural a cargo dos alunos de cada Escola Católica – o Senhor D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra. Associam-se ao evento um conjunto alargado de instituições e empresas de âmbito local, regional e nacional que patrocinaram a campanha, os artistas que colaboraram na colectiva de pintores, assim como diversas entidades oficiais. O presidente do grupo Lágrimas Hotels & Emotions, Dr. Miguel Júdice, cede, amavelmente, o espaço Quinta das Lágrimas para a cerimónia solene.
Dada a relevância da iniciativa das Escolas Católicas – que manifesta o empenho dos alunos em causas sociais – a RTP 1 irá estar presente, entrando diversas vezes em directo no seu programa diário “Portugal em directo”, a transmitir entre as 18 e as 19 horas.

A Associação ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro) é uma das instituições contempladas no projecto Vida Sã do programa SOLNEC, visando o incremento do voluntariado dos alunos das Escolas Católicas da diocese de Coimbra junto das pessoas doentes.


Para mais informações contactar Jorge Cotovio (coordenador do NEC), através do TM 96 7016871, ou
jfcotovio@gmail.com, Associação de Pais das Escolas Católicas (Ana Maria Pacheco, TM 961184118), ou António Santos, Director de Serviços da Livraria Bertrand (TM 939026458, ou antonio.santos@bertrand.pt).


O coordenador do NEC
Jorge Cotovio

Encontro Missionário para Jovens no Areeiro


No dia 10 de Dezembro, realiza-se na casa dos Missionários Combonianos, no Areeiro, um encontro geral de jovens com o tema “A vida em abundância”. O acolhimento será às 9h30 e prevê-se que o dia termine para os participantes, por volta das 17h. A organização descreve este encontro como um tempo para rir, reflectir, rezar, conhecer.
Os missionários Combonianos propõem também uma passagem de ano diferente, no Areeiro. O Reveillon XL terá como tema a “Vida, um presente de Deus” e tem início no dia 30 de Dezembro pelas 11h, terminando no dia seguinte às 14h. Os membros do grupo Fé e Missão, composto por jovens que assumem valores de missão nas suas vidas e comunidades paroquiais, afirmam oficialmente, neste dia, um compromisso com o espírito missionário. A participação nesta actividade é limitada, devendo os interessados inscrever-se até ao dia 23 de Dezembro.
As inscrições ou pedidos de informação podem ser feitos através do e-mail
jovemissio@gmail.com ou do número de telemóvel 239701172 (Padre Leonel Claro).

23 de novembro de 2006

Recolecções do Advento para o clero


28 de Novembro – Região Nordeste . Sarzedo (Arganil)
30 de Novembro – Região Sul. Chão de Couce
07 de Dezembro – Região Beira Mar. Figueira da Foz
14 de Dezembro – Região Centro. Seminário de Coimbra

Curso de Iniciação de Acólitos



Vai realizar-se um Curso de Iniciação de Acólitos da Diocese de Coimbra nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, na Casa de Nossa Senhora das Dores, no Santuário de Fátima.
Terá início às 10 horas do dia 27 (Quarta-feira e termina com o almoço do dia 29 (Sexta-feira).
Esse curso básico é destinado essencialmente a jovens com mais de 13 anos, que já são acólitos ou que o pretendem ser.
As inscrições são até ao dia 13 de Dezembro.
As comunidades cristãs ou as paróquias que estiverem interessadas em saber mais pormenores, devem contactar: Serviço de Acólitos – Paróquia de Mara Mourisca – 3105-194 – MATA MOURISCA; Tel. 236 6951178 ou 96 9208532; Fax. 236 950931 ou cpsmm@clix.pt.

Fé e Compromisso

CONTO DO VIGÁRIO


José Dias da Silva

Devo confessar que tenho uma secreta admiração pelos especialistas do conto do vigário. Deixando de lado o aspecto ético, a sua actuação é, muitas vezes, uma verdadeira arte de imaginação, criatividade e psicologia aplicada. O enredo que eles inventam, os conhecimentos que rapidamente adquirem da pessoa abordada, as respostas, às vezes, tão disparatadas, mas que passam despercebidas pelo encantamento da argumentação que vem sendo desenvolvida, tudo isso revela um talento que me causa admiração. Até porque sou perfeitamente incapaz de tal exercício, apesar de alguns leitores alguma vez me terem julgado cultor desta arte.
Estes são vigaristas que enganam um aqui outro ali. Mais preocupante é uma outra espécie que ultimamente tem vindo a destacar-se na cena pública portuguesa. Não gosto nem tenho por hábito apontar nomes, mas desta vez vou abrir uma excepção. E o primeiro nome que quero referir é o de Santana Lopes. Conhecido pela sua superficialidade, mais ao estilo de revistas cor de rosa, aí anda ele a grimpar outra vez para a ribalta, com o objectivo confessado de ser líder do partido e, consequentemente, novo primeiro ministro. Demonstradas já as suas potencialidades capazes de destruir um país em menos de um ápice, tenho muita dificuldade em perceber esta atracção quase doentia dos meios de comunicação social por ele. Que conto do vigário terá ele impingido para garantir, entrevistas em horário nobre, tanto tempo de antena e tanto espaço jornalístico que o colocam ao lado, se não acima, do presidente da república? Será a vingança dos jornalistas que não conseguem saber o que discutem o presidente e o primeiro-ministro para explorar alguma vírgula de discordância? Ou porque as gafes dos actuais ministros não valem meio dia de “notícias” de governação santanista? E já agora que conto do vigário prepara ele para o povo português?
Também, saltando de ramo, encaixa bem neste esquema, a reacção de João Salgueiro, certamente revoltado com a “descoberta da careca”: afinal os bancos só em arredondamentos sacanearam, para não dizer roubaram, os seus “estimados” clientes, em cerca de 1,2 mil milhões de euros nos últimos dez anos; afinal os bancos dedicam-se, não a aplicar a lei, como uma sociedade democrática exige, mas a descobrir o modo de lhe fugir, como no caso das compras de imobiliários; afinal os bancos não só não pagam o que os cidadãos honestos são obrigados a pagar como ainda têm o fisco a perdoar-lhes coimas que só no ano passado atingiram os 340 milhões de euros. Que conto do vigário contam eles aos governantes para, apesar dos milhões e milhões de lucro, conseguirem fugir às suas responsabilidades sociais?
Refinando esta análise, poderíamos aqui incluir os lobbies ou grupos corporativistas que sempre fazem o choradinho habitual, como “estamos a ser vítimas de perseguição” ou “para esse peditório já demos”. Não será a defesa intransigente de privilégios e benesses especiais e específicas, sem qualquer justificação de produtividade ou eficiência nem qualquer fundamentação democrática, uma forma de conto do vigário? Porque, no fundo, embora disso nem sempre haja consciência, o que querem é manter as suas mordomias à custa dos dinheiros do Estado, dinheiros esses que resultam apenas do contributo de todos os cidadãos e que deveriam, portanto, ser utilizados, de modo justo e proporcional, em favor de toda a comunidade.
Apetecia-me, por isso, falar de uma mentalidade de “vigarista” ou melhor, “contovigarista”, porque vigaristas são, entre outros, os cerca de cinquenta por cento dos que “fizeram” as últimas greves mas arranjaram esquemas para não sofrerem desconto no vencimento, desrespeitando ou até ridicularizando a greve, que, sendo um fundamental exercício de cidadania, deve ser usada com coerência e honestidade. Mas fico-me apenas pelo egoísmo e pela incapacidade generalizada de contribuir para um bem comum que seja realmente de todos e não só de alguns. Efectivamente uma sociedade é formada por muitos “eus” e vários “nós”, mas só será uma sociedade justa se esses “eus” e esses “nós” viverem a interdependência, que cada vez mais nos une, na prática da solidariedade e da subsidiariedade e no cumprimento ético da lei, isto é, que não dê prioridade ao modo de a tornear e de a abusar para a pôr ao serviço de interesses mesquinhos pessoais ou grupais. É que “o empenhamento de todos, sem egoísmos, é condição essencial para se obter o bem, a que todos somos chamados, e a felicidade, a que todos aspiramos. Nesta responsabilidade universal de todos os cidadãos pelo bem comum, fundamenta-se a existência da comunidade política, em particular, cuja vocação é estar ao serviço do bem comum de todos os homens e do homem todo, da família e da sociedade” (Bispos portugueses).
Efectivamente, como dizia João Paulo II, “todos somos verdadeiramente responsáveis por todos” (SRS 38).
Efectivamente, não parece!

Alvorge inicia a construção de um novo Centro Paroquial

“Deus quer, o homem sonha, e a obra nasce…” Foi seguindo este lema que, no passado dia 12 de Novembro, teve lugar na Unidade Pastoral de Alvorge a bênção da primeira pedra pelo pároco, na presença de algumas centenas de pessoas e autoridades locais, para a construção do Centro Paroquial e Capela Mortuária.
“Esta obra pretende ser uma resposta ao querer de Deus para uma Nova Evangelização, o concretizar um sonho que já vem de longe… e o lançar uma obra que irá servir os homens do nosso tempo em duas vertentes distintas: Uma com espaços juvenis, salas para a formação catequética, espiritual, de leitura e encontro de famílias… Outra a Capela Mortuária com a dignidade que é necessária em momentos tão dolorosos como a partida dos entes queridos…”, refere um comunicado do pároco enviado à nossa redacção.
É uma obra grandiosa que está orçamentada em duzentos e quarenta e cinco mil Euros. A qual pretende, não só, servir a comunidade paroquial de Alvorge, mas também as três paróquias que actualmente formam esta unidade Pastoral. Para que este sonho se torne realidade, desejamos que todos os beneficiários deste empreendimento se empenhem de forma activa para a sua concretização.

Visita Pastoral do Bispo de Coimbra a São Julião (Figueira da Foz)


D. Albino Cleto está esta semana a efectuar a visita Pastoral à paróquia de São Julião, concelho da Figueira da Foz.
A visita que se iniciou na passada Segunda-feira, dia 20 de Novembro, termina no próximo Domingo com a Eucaristia das 12 horas. Entretanto, no próximo Sábado reunir-se-á com jovens e catequistas e presidirá a celebração da Eucaristia às 18 horas.

Pastoral da Família promove reunião com casais da região Centro

O Secretariado Diocesano da Pastoral da Família vai levar a efeito no próximo dia 27 de Novembro (Segunda-feira), pelas 21,15 horas, na igreja de S. José, em Coimbra, uma reunião com párocos e casais da Região Pastoral do Centro.
“A Pastoral Familiar como uma das grandes prioridades diocesanas” será o tema a ser abordado pelos responsáveis deste organismo. A constituição de equipas de casais nas paróquias, a preparação dos noivos para o matrimónio, o acompanhamento dos casais novos, o acompanhamento dos casais em situação difícil e a formação de casais animadores são assuntos que também serão abordados.
O secretariado também fará a divulgação das suas principais actividades, como o Dia diocesano da Família, as diversas formações promovidas ao longo deste ano pastoral e a concretização da XII Festa das famílias.

Reunião do Conselho Presbiteral

Nos passados dias 9 e 10 de Novembro, reuniu o Conselho Presbiteral da Diocese de Coimbra. Esta era a primeira reunião não só do ano pastoral mas também da nova constituição do conselho. Por isso, os assuntos tratados estavam condicionados por estas circunstâncias.
A natureza e a missão do conselho presbiteral na vida pastoral diocesana foi tema de reflexão por parte do Senhor Bispo. Este insere-se no dinamismo conciliar, pelo qual a Igreja exige que a comunhão e corresponsabilidade eclesiais encontrem eco, de forma organizada, em determinadas estruturas, como são o caso dos diversos conselhos.
Pelo facto de estarmos a iniciar o novo ano pastoral, o programa diocesano, cujos objectivos e acções, já foram reflectidos nas jornadas do Clero, em Setembro passado, mereceram, mais uma vez, uma atenção privilegiada dos padres presentes nesta reunião. Como organizar a pastoral da caridade na diocese, objectivo principal deste ano, motivou um amplo diálogo, no qual foi feita uma análise da realidade diocesana, neste campo, as estruturas e instituições que já estão a trabalhar, nomeadamente as preocupações pastorais da Caritas diocesana, e a necessidade de motivar as comunidades cristãs para uma animação mais efectiva no que diz respeito à caridade para com os mais necessitados. Dentro desta preocupação, está a necessidade de caminhar para a organização da pastoral da saúde a nível das paróquias. Verificou-se que se tem vindo a fazer um bom trabalho nos hospitais, mas não se tem estendida esta mesma atenção às comunidades cristãs. Contudo, realçou-se o trabalho meritório de tantos cristãos que desenvolvem variadíssimas acções na área da assistência aos doentes e aos idosos.
A partir da apresentação da situação actual do Estatuto Económico do Clero, fez-se uma breve reflexão sobre a necessidade de mentalizar o clero para a exigência de, através deste instrumento, se valorizar um compromisso de todos na comunhão presbiteral. Por isso, foi realçado que o Estatuto Económico do Clero abrange todos os sacerdotes da Diocese.
Na sequência da reflexão já feita acerca do trabalho em equipa, como a renovação conciliar exige, dos novos contextos populacionais e da diminuição do número de presbíteros, iniciou-se a análise da situação dos Arciprestados, de modo a sublinhar a sua identidade e a sua adequação à nova realidade. Este é um assunto que irá merecer o estudo, em cada círculo arciprestal dos presbíteros, acerca da situação concreta de cada uma destas circunscrições pastorais e as necessidades de ajustamento para melhor responder às exigências de evangelização, no tempo de hoje, para em próxima reunião presbiteral serem tomadas algumas decisões.

PEGADAS QUE PODEM MUDAR O MUNDO

A cem anos do nascimento do Padre Manuel Antunes
A cem anos do nascimento do Padre Manuel Antunes, a sua intuição carismática continua viva, vibrante. O seu olhar impregnado de amor, continua a chegar ao coração das famílias, dando-lhe amparo, carinho, amizade… porque ele continua a amar, a animar, a proteger e a ir ao encontro das necessidades das “suas” famílias.
Ao escrever sobre o Padre Manuel Antunes desejo simplesmente pôr ao alcance das pessoas a trajectória de uma vida simples, singela, mas luminosa, vivida com gestos de amor, simples e profundos.
Escutando-o, seguindo a trajectória da sua vida e todos os seus ensinamentos, podemos aprender a amar… podemos ser, neste mundo tão necessitado de luz, de esperança, tão sedento de paz, fachos de luz, de esperança e de Amor.
O Padre Manuel Antunes nasceu em Marrazes, no dia 2 de Dezembro de 1906, no seio de uma família profundamente cristã. Cresce ao calor de uns pais unidos, recebe um grande carinho deles e com eles penetra na descoberta do amor de Deus Pai que lhe deu a vida como DOM. Aí aprendeu a rezar e a dar-se aos outros através do testemunho de vida de seus pais.
Após o tempo de Seminário, foi ordenado em Coimbra por D. Manuel Luís Coelho da Silva em 7 de Abril de 1929 e coloca-se ao serviço desta Igreja de Coimbra a quem serve com grande zelo apostólico como Prefeito e Professor do Seminário Maior, como Coadjutor em S. José, como Capelão no Hospital de Coimbra, como Assistente da Obra das Criadas de Servir de Coimbra, como Assistente da Acção Católica, como Reitor da Sé Nova, como Pároco em Santa Cruz e Praia de Mira.
Na sua missão de Pároco e na sua sensibilidade a tantas necessidades que se faziam sentir na cidade de Coimbra, como fruto da inspiração do Espírito Santo e para realizar o que Deus queria, fundou o Instituto Secular da Sagrada Família. Deus queria que houvesse na Igreja pessoas Consagradas que, seguindo as pegadas de amor e entrega do seu Fundador, se entregassem ao serviço dos mais necessitados de Amor para os ajudar a encontrarem um caminho de libertação em Jesus Cristo.

O Padre Manuel Antunes aproximou-se da realidade do mundo das crianças, do mundo juvenil e das famílias. Conheceu-a
profundamente, amou-a e a ela dedicou a sua vida inteira.
Além disso, como tinha uma visão de futuro muito clara e uma forte intuição, não se limitou a amar as pessoas do seu tempo. Sabia que por detrás de cada rosto, havia milhares de rostos e conhecia bem que cada século, com o passar dos tempos, traria ao mundo das famílias uma problemática à qual a sua obra deveria responder com criatividade e sobretudo com carinho. A novidade do amor é a criatividade para ir ao encontro, para caminhar ao lado, para projectar luz no caminho ou caminhar à frente, deixando rasto, pegadas que os outros possam seguir.
Celebrar é fazer memória, é agradecer o dom da sua Vida. Por isso no próximo dia 2 de Dezembro, todos os membros do Instituto estarão em oração de Acção de graças pelo dom da vida e pela obra que o seu Fundador deixou na Igreja, no Instituto e no coração de tantas famílias.
Será celebrada uma Eucaristia às 12 horas, na Sede do Instituto – Casa da Sagrada Família - Rua Dr Fernando Melo nº9 em Coimbra.
“Devo incendiar e irradiar amor e luz”. (Pe. Manuel Antunes).
A vida do Padre Manuel Antunes é apelo, é desafio a seguirmos as suas pegadas.

Laura Fernandes

22 de novembro de 2006

Centro de Estudos dedicado a Santo António abre dia 25


No dia 25 de Novembro é inaugurado, na freguesia de Santo António dos Olivais, um Centro de Estudos dedicado ao Santo que deu nome à localidade. Imagens, recortes de jornais, livros, louças, azulejos, documentos, selos, moedas, calendários e cautelas compõem o espólio que poderá ser observado e estudado pelo público num espaço museológico situado no Largo dos Olivais.
As centenas de artigos foram recolhidas por Alfredo Bastos, durante grande parte da sua vida, “em Portugal e no estrangeiro”, como explica este coleccionador que acredita que pode chegar a reunir 4 000 peças. Quadros vindos de várias partes do mundo, um livro com mais de 300 anos, centenas de fotografias e documentos, agora disponíveis para consulta, são exemplo da riqueza desta colecção. Manifestando o desejo de criar um museu, Francisco Andrade, presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, explica que os entraves burocráticos levaram à utilização do conceito de Centro de Estudos. Para Francisco Zorzi, representante dos Frades Franciscanos Menores dos Olivais, o nome é até adequado porque confere ao espaço a ideia de que ele deve “crescer, aumentar”, servindo as pessoas que queriam consultar o material disponível e saber mais sobre o Santo.
Jorge Antunes, presidente da assembleia municipal da freguesia, adiantou que, em breve, a Congregação dos Franciscanos, em colaboração com a Junta de Freguesia, vai lançar um livro sobre Santo António.
A direcção técnica do Centro, que toma o nome de Alfredo Bastos, será composta por este coleccionador, por Francisco Andrade, Francisco Zorzi, Jorge Antunes e por um habitante da localidade ainda a designar. O espaço abrirá ao público de segunda a sábado, das 10h às 12h30 e das 15h às 19h. Aos domingos poderá ser visitado apenas de manha, podendo estes horários ser articulados de acordo com a presença de excursões, sendo possível aceder ao Centro mesmo em dias de feriado.

Coimbra vai celebrar o centenário de A. Nunes Pereira


Foi chefe de redacção do “Correio” durante 22 anos; foi pároco de S. Bartolomeu de 1952 a 1980. Foi sacerdote insigne e artista de mão cheia.

Coimbra não vai esquecer a celebração do centenário do seu nascimento, que ocorre a 3 de Dezembro.
No dia em que se comemora o centenário do seu nascimento, inicia em Coimbra “um programa ambicioso e diversificado” de homenagem a uma personalidade que foi exemplar nas vertentes cultural, eclesiástica e social. Uma sessão solene, exposições, lançamentos de livros, cerimónias religiosas, visitas guiadas, um roteiro Augustiano, concertos e um concurso literário e artístico, entre outras actividades, compõem o programa de um ano de eventos que pretendem “sustentar uma memória presente e futura” desta personalidade que, segundo o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Mário Nunes, “é merecedora de todos os elogios”. “É a afirmação plena de que a cidade, o concelho, o distrito, a região e até o país esteve perante uma pessoa inigualável e que já tem um lugar na história”, afirmou na passada terça-feira, numa conferência de imprensa. Como tal, e para que as actividades fossem o mais diversificadas possíveis, juntaram-se, na Comissão Organizadora das comemorações, entidades como a Câmara Municipal de Coimbra, Delegação Regional da Cultura do Centro, o Movimento Artístico de Coimbra, a Delegação de Coimbra do Inatel e o Seminário Maior de Coimbra. Mas, porque Monsenhor Nunes Pereira deixou a sua marca por onde esteve a exercer o seu múnus sacerdotal, intregram a Comissão Executiva as câmaras municipais de Montemor-o-Velho, Arganil e Pampilhosa da Serra, bem como as Juntas de Freguesia de Fajão (Pampilhosa da Serra) e Côja (Arganil).
O Cónego Aurélio Campos, reitor do Seminário Maior de Coimbra, recordou o “homem extraordinário”, que se distinguia pela “disponibilidade e alegria que punha ao serviço dos outros”. Com um sorriso, lembra a viagem de Madrid a Coimbra, que não demorou menos de cinco horas, em que Nunes Pereira e outro passageiro passaram os mais de 500 quilómetros a travar um diálogo ao desafio. “Era um homem com um potencial de criatividade enorme”, recordou ainda o cónego Aurélio Campos, salientando ainda que, cerca de sete meses antes de morrer, o artista venceu um concurso de poesia em Fajão, na sua terra-natal. Na mesma ocasião, voltou a merecer aplausos por “manter um diálogo de improviso de 20 minutos de fado popular”.
Com as celebrações, recorda-se também a obra, ainda que Aurélio Campo considere “impossível” saber a totalidade das criações do monsenhor. “Só esculturas em madeira da ceia do Senhor fez mais de 100”, frisou.O Cónego João Castelhano, que também esteve presente na conferência de imprensa manteve com Nunes Pereira um “contacto diário” durante cerca de 20 anos na paróquia de S. José, sem esquecer as férias no Algarve. Nesse período, recordou o pároco, Nunes Pereira tinha a “missão” de criar, pelo menos, uma aguarela por dia. Nem sempre apenas baseadas na paisagem da praia, mas também de quem a frequenta, porque, dizia, “a beleza é a que foi criada por Deus, o resto são farrapos”.
Entre a obra do padre-artista, o Cónego João Castelhano destaca o vitral da igreja de S. José, que, foi instalado pouco antes dele morrer. E é, precisamente, na igreja onde celebrou eucaristia até aos últimos dias da sua morte, que se iniciam as comemorações do centenário do seu nascimento, no dia 2 de Dezembro, às 21 horas, com a conferência “Vida e obra de monsenhor Nunes Pereira”, seguida da actuação do Grupo Coral de Santa Cruz de Coimbra.
No dia seguinte, dia 3, pelas 10 horas, realiza-se uma Sessão Solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra. Às 11.30 horas, celebra-se uma Eucaristia comemorativa do centenário do seu nascimento, na igreja de Santa Cruz, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto.
No dia 8 de Dezembro, pelas 15,30 horas realiza-se a abertura ao público da Oficina-Museu Monsenhor Nunes Pereira, no Seminário Maior de Coimbra.

As ausências
Uma das ausências notadas na Comissão Executiva é da Paróquia e da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu. È no mínimo lamentável que a comissão organizadora se esqueça que Monsenhor Nunes Pereira tenha sido pároco daquela freguesia entre 1952 e 1980. O presidente Carlos Clemente lamentou o facto de não ter sido convidado a participar nesta comissão. “Penso que se trata de uma falha e que não houve outra intenção por detrás disso. Mas que é, estranho, é”, referiu ao Diário Às Beiras.
Numa nota biográfica elaborada pela comissão organizadora refere que Mons. Nunes Pereira foi redactor do nosso jornal de 1952 a 1974, quando na verdade foi chefe de redacção. Antes de falecer foi colaborador assíduo deste mesmo jornal e da revista Mensageiro de Santo António. Também o “Correio de Coimbra” não foi contactado para esse efeito…