Correio de Coimbra

Jornal informativo da Diocese de Coimbra. Assine e divulgue o nosso semanário. 239 718 167. fax: 239 701 798. correiodecoimbra@mail.telepac.pt

A minha fotografia
Nome:
Localização: Coimbra, Portugal

10 de novembro de 2006

Vigília de oração pela Vida

O Serviço da Vida, um grupo do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, organiza, no dia 8 de Dezembro, uma vigília de oração na Casa da Sagrada Família, pelas 21h30. Partindo do tema “Maria, confiamos-Te a nossa vida”, a finalidade deste momento é também a formação de uma “cadeia de oração pela vida que se mantenha activa no dia-a-dia das pessoas e das comunidades”, diz a organização. O evento inclui ainda uma formação para agentes pastorais sobre o Evangelho da Vida, que acontecerá também no dia 8, a partir das 17h. As inscrições devem ser feitas através do número 239 718 768 ou do e-mail servicodavida sapo.pt.

Santa Clara já tem escola de música

O Centro Pastoral Rainha Santa, que existe desde Março, acolhe agora uma escola de música, que é uma extensão da Academia Martiniana, uma associação cultural vocacionada para a música sacra sediada, em S. Martinho do Bispo. Francisco Neves e Marta Falcão começam agora a implementar a iniciação musical, o ensino do piano, órgão, flauta de bisel e guitarra clássica.
O professor Francisco Neves, que há 13 anos lecciona em na Academia em S. Martinho, é também o dirigente e fundador desta associação. Estudou canto, piano, violino, história, teologia e filosofia, sendo a música coral uma das suas paixões. Marta Falcão é licenciada em filosofia e bacharel em flauta de bisel. É ainda executante e cultora da guitarra clássica.
A cedência das instalações do Centro Pastoral para o funcionamento da Escola apenas terá como contrapartida a colaboração musical da academia nos actos religiosos a realizar no Convento de Santa Clara-a-Nova. Espera-se que da escola surjam um grupo coral e um ou mais grupos instrumentais.

Livro sobre Bispos de Portugal retrata quatro séculos de história

A Imprensa da Universidade acaba de lançar o livro Os Bispos de Portugal e do Império, de José Pedro Paiva, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
A obra tem por base um estudo dos processos de escolha dos bispos, no período entre o início do reinado de D. Manuel I (1495) e o final do reinado de D. José (1777), tendo em conta as determinações dos reis e da Santa Sé. É também feita uma análise do modelo de Bispo na época e da forma como esse modelo era recebido pela monarquia portuguesa. De acordo com José Pedro Paiva, os bispos eram, na altura uma espécie de “criaturas do rei”, mais do que da Santa Sé.
As reflexões e conclusões da obra foram elaboradas à luz de uma análise da história política, cultural e religiosa do período considerado.

MISSIONÁRIA MORTA EM MOÇAMBIQUE TAMBÉM LAMENTADA EM COIMBRA

Idalina Gomes, de 30 anos, natural de Aguiar da Beira, foi assassinada a semana passada no distrito de Tsangano, Moçambique, quando cumpria o primeiro ano de missão através da ONG Leigos para o Desenvolvimento. Foram já detidos dois suspeitos oriundos do vizinho Malaui e pensa-se que o crime terá sido uma retaliação pela morte, há uns meses, de um outro indivíduo numa tentativa de assalto à Missão Fonte Boa.
O funeral realizou-se na Igreja Matriz de Aguiar da Beira e foi presidido por D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu. A missionária estudou Direito na Universidade de Coimbra e pertenceu à Secção de Fado da Associação Académica. Um comunicado solidário desta secção manifesta pesar pela morte de Idalina e acrescenta que “onde quer que esteja estará a ajudar a viver!” com o seu exemplo de alegria e dedicação.

D. Albino benze jazigo de antigos bispos de Coimbra


O novo Jazigo dos Bispos da diocese, no cemitério da Conchada, foi benzido, no dia 7 de Novembro, tendo sido trasladados para este espaço, os restos mortais de D. Ernesto Sena de Oliveira, D. Francisco Rendeiro e D. João António da Silva Saraiva, pastores da Igreja Diocesana falecidos nos tempos mais próximos.
A Eucaristia, celebrada na Sé Nova e presidida pelo bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, foi concelebrada por cerca de uma centena de padres e por D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga, D. António Carrilho, bispo auxiliar do Porto, D. António José Rafael, bispo emérito de Bragança, D. Jacinto Botelho, bispo de Lamego, D. Manuel Pelino, bispo de Santarém e D. João Alves, bispo emérito de Coimbra. Esteve também presente o governador civil, Henrique Fernandes. Na celebração participaram ainda familiares dos antigos bispos, seminaristas, religiosas e membros da comunidade diocesana.
Durante a homilia, D. Albino salientou a importância dos pastores da diocese, ao longo de 14 séculos de presença da comunidade cristã em Coimbra. Nas suas palavras, “a sucessão de homens escolhidos para conduzir a Igreja, deve ser vista com os olhos de fé”, reconhecendo naqueles que foram constituídos discípulos de Cristo, “marcas humanas, valores e limitações” próprias. Garantir o repartir do pão que é Jesus, foi e continua a ser a tarefa fundamental destes homens, afirmou D. Albino.
Depois da Eucaristia, decorreu, no cemitério da Conchada, a cerimónia de trasladação dos restos mortais dos três antigos bispos de Coimbra, depositados até aqui num espaço cedido por uma família da cidade. O novo jazigo, com linhas acentuadamente modernas, é o resultado de um projecto do arquitecto João Eduardo Marta. A sua construção é uma aspiração de há vários anos, surgida por iniciativa de D. João Alves. O local foi cedido pela autarquia, já em mandato de anos anteriores.

As (minhas) notas da semana 9.11.2006


1. Alguns jornais preocuparam-se muito (ou quiseram vender mais alguns exemplares?) com a notícia de que o Papa Bento XVI iria autorizar de novo a celebração da missa em latim. Como se isso fosse um crime digno de um anátema dos antigos! Em latim? E porque não em grego, como no princípio, ou em russo, ou inglês, ou malaio? O problema já não vem de agora, e há-de continuar a alimentar um certo estilo (irrelevante, no meu parecer) de estar e de se ser Igreja. A propósito, e apenas de memória, recordo duas passagens, uma histórica e a outra bíblica (que, por isso, não deixa de ser igualmente histórica). Quando, ali por volta do ano 880 da nossa era, o bispo Metódio (irmão de S. Cirilo) se encontrou com o Papa João VIII, defendendo a celebração da liturgia em eslavo para os povos que não entendiam outra língua, o bispo de Roma reconheceu a validade de todos os idiomas. Na bula Industriae Tuae (desculpem-me os leitores este preciosismo), o Papa declarou textualmente: "Não é, por certo, contrário à fé ou à doutrina cantar a missa ou ler o Santo Evangelho e as lições divinas do Antigo e Novo Testamento, bem traduzidas e interpretadas, ou mesmo cantar os outros ofícios das horas em eslavo, porque Aquele que fez as três línguas principais - o hebraico, o grego e o latim - criou também todas as outras para sua glória e louvor". Depois há aquela passagem bíblica, que cito ainda mais de cor, em que Jesus, no diálogo com a Samaritana, depois de esta lhe dizer que os seus louvam a Jesus no Monte Garizim, lhe afirma: "Vai chegar um tempo novo, e é já, em que os adoradores do Pai lhe prestarão culto em espírito e verdade". E se nós todos, na Igreja (os de antigamente e os de agora), nos deixássemos conduzir por este Espírito de Verdade?

2. Eu gostava até de dizer aqui, a este propósito, que a evangelização nunca ganhou nada com estas lutas intestinas, e que nada vai lucrar com elas. Será que nós, em pleno século vinte e um, ainda não nos convencemos que, por exemplo, a evangelização da China foi travada por uma inoportuna "questão dos ritos"? Que aspecto teria a Igreja de Cristo, neste início do terceiro milénio, com uma China maioritariamente católica ou, pelo menos, cristã? Que os erros do passado, que penalizam a Igreja de agora, se não repitam. O fundamental é "adorar a Deus em espírito e verdade". O resto são regras que o tempo traz e o vento leva!

3. Agora uma declaração de fundo, bebida no único Evangelho que nos salva. Qualquer cristão (e aqui me declaro como tal, por inteiro e sem qualquer reserva) deve estar, com Cristo, a favor da vida. Foi Ele quem disse: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância". Vida do primeiro ao último momento. Vida de todos e de cada um daqueles que foram chamados à existência. Vida! Em Cristo (que sofreu a morte por todos!) não há mais lugar para a pena de morte! Nem que o condenado se chame Saddam Hussein, ou qualquer outro nome que todos considerem criminoso e inimigo da humanidade. Tal como se defende o direito à vida daquele que, logo nos primeiros instantes, existe no seio de sua mãe, igualmente se declara que deve viver o que cometeu erros, mesmo os mais graves. Pelos erros de todos já um morreu! De uma vez por todas! Ou será que isso não basta?

A. Jesus Ramos

Por iniciativa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais - Futuro da imprensa regional reflectida em Coimbra


A imprensa regional “não é de segunda categoria” e tem potencialidades para subsistir num mundo globalizado, afirmando-se como uma imprensa próxima das comunidades. É esta a opinião de Ana Tamarit Rodriguez, uma especialista em jornalismo local e regional, que, na semana passada, foi conferencista em Coimbra, numa iniciativa promovida pelo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.
A professora catedrática da Universidade de Salamanca explicou a uma plateia de alunos de comunicação social do Instituto Miguel Torga, da Escola Superior de Educação e da Faculdade de Letras, também composta por professores de jornalismo, directores de jornais regionais, chefes de redacção e jornalistas, quais os problemas vividos pelos meios de comunicação de âmbito local. A pressão das administrações que procuram a rentabilização económica, a falta de jornalistas mais velhos e formados, a prática de um jornalismo feito de declarações, o recurso a fontes interessadas (e, em grande percentagem, oficiais) e a ausência de contraposição de informações diferentes são alguns dos espartilhos de uma imprensa que vai sobrevivendo sem recursos e chegando a cotas de mercado muito pequenas.
À conferência seguiu-se um jantar e uma tertúlia onde marcaram presença os directores dos jornais As Beiras, A Comarca de Arganil, Centro, Boa Nova, Mensageiro de Bragança e o director da revista O Mensageiro de Sto. António. Estiveram ainda professores do Instituto Superior Miguel Torga e da Faculdade de Letras. O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, participou na iniciativa e salientou a importância de valorizar a comunicação: “a Igreja por natureza é comunicadora e a comunicação que faz hoje não pode ser uma ilha”, sendo importante transmitir a mensagem de forma actual.

6 de novembro de 2006

Conferência - Imprensa Regional: que futuro?

“Imprensa Regional. Que futuro?” é o tema da conferência, a acontecer no dia 8 de Novembro, no Instituto Universitário Justiça e Paz, a partir das 17h30. O evento, promovido pelo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais de Coimbra, contará com a presença de Ana Tamarit Rodríguez, professora catedrática da Universidade de Salamanca, investigadora, ex-jornalista e correspondente de diversos órgãos de comunicação social. A sua tese de doutoramento debruça-se sobre o jornalismo local e regional.
O evento contará também com a presença de representantes de entidades ligadas ao jornalismo e à comunicação social. Espera-se a participação dos directores de institutos superiores com licenciaturas nesta área e representantes dos jornais regionais de Coimbra.
À conferência, segue-se um jantar e, depois, uma tertúlia, onde o jornalismo de proximidade e a importância da imprensa regional no desenvolvimento comunitário terão lugar como tema de discussão. Estará presente também a conferencista.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através de correio electrónico (imprensaregional-gmail.com).