Correio de Coimbra

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8 de novembro de 2007

O meu Cristo partido


A. Borges de Carvalho

Descobri-o num montão de cavacas na garagem duma vizinha. É uma escultura perfeita de crucificado. Faltava-lhe um braço.
Logo manifestei à senhora que me mostrava a casa, a estranheza natural do que ali estava a ver... De imediato ela percebeu e procurou-me se o queria. Pois claro que quero – respondi.
Esbelto, de 80 centímetros, com as veias salientes, era mesmo "o mais belo dos filhos dos homens".
Adivinha-se que andou por ali uma afirmação confessional diferente da minha e a dona da casa já falecida, terá cumprido a ordem do "catequista" – desfazer-se do crucifixo.
Logo que pude levei-o à presença do amigo António Saraiva – um exímio escultor, sempre pronto a restituir às imagens a beleza que lhes pertenceu. Neste caso era um braço.
Ei-lO agora, no recanto mais apropriado da minha casa, para me deleitar a contemplá-lO e a invocá-lO em certas horas.
Passado algum tempo chega-me um convite de casamento. Dei voltas à cabeça à procura duma lembrança que fosse um pedaço de mim. Os noivos tinham-me cativado! Olhei, então, o crucifixo, sem coragem para decidir: dou...não dou... Apegado afectivamente a ele, doía-me desfazer-me deste "meu Cristo partido".
Por outro lado, o gesto tranquilizava-me: se não fosse um, seria o outro a olhá-lo, a estimá-lo, a evitar que fosse de novo parar às cavacas do fogão.
Nas poucas vezes que entrei em casa daquele casal que eu teimei em ver sempre noivos, já rodeados de dois rebentos encantadores, experimentava uma alegria interior que se não pode descrever...Tal júbilo consolava-me a alma. Jesus estava entronizado no melhor painel daquele santuário familiar.
Mas há dias passei e vi que o crucificado estava no chão. Depois dei conta que as coisas, por lá, não estão a correr bem. Por isto, por aquilo... ele que é ela, ela que é ele; e eu procuro razões e não as encontro. Penso eu que só falta diálogo, diálogo é o que falta. Sofro por eles e sofro por Ele. Apetece-me tirar razões e discutir. Será que esta Herança vai andar por aí aos tombos sem se saber em que monte vai calhar?
Folheio S. Paulo e leio: "Cristo está em agonia até ao fim dos tempos". Pois é e estes noivos podiam alivia-lo para bem de uma casa que eu não quero ver desfeita. Serão eles capazes? Queira Deus que sim!

Fé e Compromisso


SEM MORTE NÃO HÁ VIDA

José Dias da Silva

Vivemos numa sociedade cheia de contradições. Por exemplo, e aproveitando o espírito da época, a nossa atitude perante a morte. Talvez nenhuma sociedade tenha tentado esconder tanto a morte como a nossa: será que a morte nos
provoca de modo irreversível, manifestando a nossa finitude e pondo em causa a nossa sensação de omnipotência? Talvez nenhuma sociedade tenha tanto medo da morte como a nossa: será porque a fé num além está esmorecida? Ou será que a morte, como zénite do sofrimento e do envelhecimento, questiona o nosso hedonismo e o nosso desejo de eterna juventude?
Por outro lado, temos e mantemos um estilo de vida e uma mentalidade que multiplicam as situações de morte: a condução que praticamos nas estradas, o descuido de muitos operários com a sua segurança, a inconsciência com que degradamos a natureza, a insensibilidade com que se puxa de uma arma para dirimir questões menores, a imoralidade do comércio de armas ou de drogas, a aceitação de condições de vida desumanas, a superficialidade com que olhamos a eutanásia e até o aborto; tudo isto indicia uma cultura onde a morte está presente, apesar de fazermos de conta que não a vemos.
A morte é, para lá disso, um dos maiores factores de socialização. Em torno de alguém que morre junta-se todo o tipo de pessoas, encontram-se amigos que não se viam há anos, cruzam-se crentes e ateus, ricos e pobres. Em seu redor vivem-se momentos de convívio, às vezes demasiado ruidosos para as circunstâncias. A morte proporciona um local de encontro numa sociedade cheia de desencontros, de solidões e de "não lugares", aqueles espaços nos quais passamos por desconhecidos que nada nos dizem e por conhecidos a quem disparamos um rápido "olá, oh tempo que não te vejo" mal nos virando para trás, seja um supermercado ou uma estação de caminho de ferro. É como se a morte nos quisesse obrigar a considerá-la como um momento da vida: a morte é ocasião de vida, de encontro, de partilha, de solidariedade. E até de bondade: com ela, quase todos, independentemente da vida que levaram, de repente se tornam boas pessoas.
De qualquer modo, nem sempre os que vivem os seus momentos terminais sentem o apoio humanitário nem estão devidamente preparados para passar esta "passagem para a outra margem" de modo humano. A morte é uma ruptura qsempre violenta. Por isso, é preciso aprender a viver com ela: os que cá ficam, a fazer o luto de modo sereno e gradual; quem parte, a preparar a saída com dignidade. As convicções profundas de cada um desempenham um papel fundamental. Mas, independentemente dessas convicções, parece muito difícil de aceitar que tudo acabe aqui e que a pessoa não passe de uma mistura de átomos que vieram da terra e à terra hão-de tornar numa comunhão cósmica que nos torna irmãos das estrelas que já explodiram, dos cometas que connosco chocaram, dos minerais que pisamos, das plantas que nos dão oxigénio, dos animais que nos fornecem energia e até de todos os homens e mulheres com quem trocamos moléculas quanto mais não seja pela respiração. Há uma ânsia de eternidade e de imortalidade que não cabe no decurso de uma vida humana. É um desejo que se manifesta na necessidade que sentimos de deixar algo de nós: um filho, um livro, uma fundação, uma igreja, uma qualquer recordação da nossa bondade.
Neste sentido, a morte é talvez o maior desafio para a vida. A maior parte das vezes ignoramo-lo. Mas a morte, a necessidade de morrer em paz com a nossa consciência, é um acicate para cumprir humanamente a vida, para apostar num dado estilo de vida. Nem todos aceitarão o desafio. Nem todos terão consciência dele. Mas a morte coloca-nos perante o desafio de viver bem a vida. Somos a única espécie nesta nossa Terra que tem consciência de si, que para se realizar não pode viver só "pelo instinto". Talvez o maior drama da sociedade de hoje seja termos perdido a consciência desta realidade. Por isso, vivemos para o dia a dia, vivemos para o presente e apenas o presente, deixando-nos arrastar pelas circunstâncias. Por isso, vivemos tão depressa, sem tempo para saborear a vida. Por isso, desperdiçamos a vida em inutilidades alienantes. E ao chegar a morte, revoltamo-nos quando percebemos que vegetámos numa vida estúpida e inútil e que ainda não começámos a viver seriamente a vida.
Assim, a morte, independentemente de crermos num além ou apenas num aqui, é a grande mola para a vida. A morte diz-nos que só temos uma vida e que, portanto, ou a vivemos bem ou nunca a viveremos. Sem a morte, não teríamos este estímulo. A garantia de por cá andarmos "para sempre" tirar-nos-ia a "urgência" de viver bem, porque teríamos muito tempo para isso; desincentivaria o compromisso libertador com a vida, porque sempre haveria tempo, num tempo futuro, para viver uma vida ao serviço dos outros, a única verdadeira vida, a única verdadeira vocação humana.
A morte obriga-me a assumir-me, aqui e agora, em cada momento, como pessoa, isto é, sujeito consciente e livre da história. Obriga-me a fazer da vida um permanente exercício de cidadania, porque não sei nem o dia nem a hora a que ela virá buscar-me. E para não me apanhar desprevenido, só tenho de, a cada momento, viver a vida a sério logo desde que nasci.
Quando assim acontecer, a morte nunca vem cedo nem inesperadamente. E sempre será vivida como a irmã morte que me dá sentido à vida. Sem morte, nunca viveria amorosamente a vida.

UM LIVRO POR SEMANA


Um teólogo, que também é Papa,
escreve biografia (possível) de Jesus
Durante o século XX foram vários os escritores que se lançaram na aventura difícil de apresentar as suas biografias de Jesus de Nazaré.
Muitos de nós recordamos O Senhor, de Romano Guardini (Lisboa 1964), a História de Cristo, de Giovanni Papini (publicada em 1921 e com muitas edições ao longo do século), Jesus no seu tempo, de Daniel-Rops (1945), ou mesmo a Vida de Jesus de Plínio Salgado (publicado em 1942). A partir de meados do século, os biógrafos de Jesus começaram a distinguir o "Jesus da História" e o "Cristo da fé", quase como se fossem inconciliáveis. O teólogo Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) diz-nos, agora, no prefácio a este seu Jesus de Nazaré, que, "embora aceitando tudo isto, quis fazer a tentativa de apresentar o Jesus dos evangelhos como o Jesus Real, como o "Jesus histórico" em sentido verdadeiro e próprio. Para J. Ratzinger esta figura de Jesus (um Jesus histórico fundamentando no relato dos evangelhos) "é muito mais lógica e até mais compreensível do que as reconstruções com que deparamos nas últimas décadas". E conclui: "Penso que precisamente este Jesus – o dos evangelhos – seja uma figura sensata e convincente".
Embora afirmando expressamente "que este livro não é, de modo algum, um acto de magistério", pelo que cada um tem "a liberdade de o contradizer", não restam dúvidas que se trata de uma biografia de Jesus assinada não apenas por um dos maiores nomes da reflexão teológica dos últimos cinquenta anos, mas igualmente avalizada por alguém que tem a responsabilidade última de alimentar a fé do Povo de Deus em Jesus de Nazaré.
O presente volume, agora editado por "A Esfera dos Livros", é apenas a primeira parte de um estudo mais alargado. Bento XVI (Joseph Ratzinger) promete para depois um segundo volume sobre a história de Jesus depois da Transfiguração, e, que incluirá (certamente em apêndice) um capítulo sobre os evangelhos da infância.

A. Jesus Ramos
JOSEPH RATZINGER (Bento XVI),
Jesus de Nazaré, A esfera dos Livros,
[Lisboa 2007]

Encontro das Equipas da Pastoral Familiar da Região Centro

No próximo dia 28 de Novembro, pelas 21 horas e 15 minutos, no Centro Pastoral Rainha Santa Isabel (anexo ao Convento de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra), o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar vai promover um encontro de Equipas Paroquiais da Família da Região Pastoral Centro, tendo em vista o acompanhamento das suas actividades. Relativamente ao Projecto “Família jovem”, pretende-se fazer a avaliação dos 2º e 3º níveis, ou seja, o acompanhamento personalizado a casais que pedem o Baptismo para os filhos e aos que matriculam pela primeira vez os filhos na catequese.

Vigília de Oração no Seminário



Vai realizar-se no próximo dia 15 de Novembro, no Seminário Maior de Coimbra, pelas 21,30 horas, uma vigília de Oração pelos nossos seminaristas.
Convidamos todos as pessoas que queiram comparecer para rezar por todos os jovens que se preparam para o sacerdócio.

Padre Luís Miranda em entrevista ao “Correio”


"A Semana dos Seminários é um desafio à oração"

Em vésperas de iniciarmos a Semana de Oração pelos Seminários, o "Correio" falou com um jovem sacerdote da nossa diocese, Padre Luís Miranda que acompanha actualmente cerca de sete jovens no Ano Propedêutico em Leiria. Mais do que falar dos edifícios e dos seminaristas, o Padre Luís Miranda desafia-nos à oração pelas vocações sacerdotais. Interpelado sobre os números de seminaristas, Luís Miranda diz que são apenas número e que, prefere apenas preocupar-se com as pessoas…

Correio de Coimbra - Iniciamos no próximo domingo, uma vez mais, a Semana de Oração pelos Seminários. Na sua opinião, é importante celebrar-se esta semana?
Padre Luís Miranda
– Claro que sim! Embora seja necessário esclarecer aqui um aspecto a meu ver determinante, essencial. A celebração da "semana de oração pelos seminários" nunca pode ser entendida como o único tempo do ano em que prestamos mais atenção "ao edifício" e às pessoas que lá habitam, também não deve ser um tempo para a lamentação do "há poucos e devia haver mais…", muito menos é um tempo para fazer estatística! A celebração desta semana desafia-nos a todos em primeiro lugar para a oração e, por força dessa intimidade e comunhão com Deus, nasce também aí a necessidade de aprofundarmos o caminho feito e o caminho a fazer-se. Mais do que dizermos que queremos padres, o essencial é perceber que padres queremos nós. É por isso que julgo que esta semana, vivida nesta profundidade, pode constituir para toda a diocese, para todas as comunidades cristãs e para cada um de nós os baptizados o início de um tempo em que nos preocupamos menos com os números e mais com as pessoas. Creio que é assim que nascerá em todos nós uma consciência vocacional orante e interpeladora…e creio ainda que desta forma todos nos sentiremos mais comprometidos e empenhados não tanto em "arranjar" padres mas sobretudo em formar cristãos conscientes, audazes, felizes…e ser padre aparecerá neste contexto como uma questão natural.

"O padre não pode ser um «atarefado fazedor de muitas coisas« ou um «super-padre»"


Acompanha os jovens da nossa diocese no chamado Ano Propedêutico… È uma espécie de estágio ou pré-admissão ao seminário… È importante que haja esta "iniciação"?
Olhe, eu sou fruto dessa experiência e sinto que ela foi determinante para o que sou, quer pelo conjunto de experiências que me proporcionou, quer pelos desafios que me colocou, quer sobretudo pela profundidade que gerou pelo simples facto de ser um ano de aprofundamento (discernimento) e consolidação vocacional.
Diante de um tempo tão confuso e tão alérgico à profundidade e ao compromisso, como é o nosso, um ano destes é determinante não só para ser padre mas acima de tudo
para se ser cristão. Daí que seja muito importante esta iniciação à vida comunitária, à oração, ao aprofundamento do mistério da fé, a uma leitura objectiva do tempo e da cultura, e acima de tudo pelo facto de ser um tempo em que há tempo para o essencial. O padre não pode ser um "atarefado fazedor de muitas coisas" ou um "super-padre". Sendo servidor do baptismo dos irmãos, ou como gostava de dizer o Papa João Paulo II sendo um homem para os outros, o padre deve em primeiro ser um sinal do Eterno, de Deus, e isso não se improvisa, tal como não se improvisa a proximidade, a ternura de um acolhimento sincero, a experiência de levar a misericórdia de Deus a todos os que andam afadigados, esmagados pelo peso da vida e dos seus muitos problemas…é por isto que é determinante um tempo propedêutico, que não é um fim em si mesmo mas um ponto de partida para o seminário maior e para a vida toda…


"…para haver padres, é preciso que haja cristãos…"


Estando ligado também ao Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações, encontra alguma esperança num futuro próximo, concretamente na área sacerdotal?
Sem cair num optimismo semelhante ao daqueles que porventura não querem ler a realidade eu diria, apesar de tudo, que nós temos bons motivos para a esperança. O primeiro deles prende-se com os jovens que estão no nosso seminário maior, no ano propedêutico e no pré-seminário: eles são para mim, para nós Diocese de Coimbra, o rosto da esperança, a certeza de que Deus não falta ao que nele confiam. No entanto há um segundo aspecto a ter em conta: é preciso recomeçar sempre! Para ser padre, para haver padres, é preciso que haja cristãos, homens que se questionam, que rezam, que se deixam inquietar pelo Evangelho, e por isso, um aspecto determinante para que a nossa esperança seja alegre e real advirá do empenho que todos colocarmos numa pastoral que seja toda ela vocacional. O "haver" ou não mais padres no futuro depende em primeiro lugar de Deus…mas que nenhum de nós se sinta dispensado de rezar, de formar, de chamar…o Papa Bento XVI tem-nos recordado que os padres surgem nas comunidades onde se reza, mas recorda-nos também que rezar não significa fugir da realidade mas empenhar-se plenamente nela. Penso por isso que a esperança de mais vocações ao ministério presbiteral reclama de nós um empenho, um carinho e um acolhimento maior do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo nosso seminário maior, pelo pré-seminário, pelo ano propedêutico e pela pastoral das vocações, mas também uma admiração e gratidão muito grande para com todos os nossos padres que servem generosa e abnegadamente as nossas comunidades cristãs…é o seu testemunho de fidelidade, de alegria e de fraterno acolhimento que tem gerado as vocações que todos estamos a colher, e isto não pode ser esquecido!

Um desafio: que palavras deixaria aos jovens que se encontram actualmente no seminário e no pré-seminário? E aqueles que porventura venham a pensar nisso?
Diria a todos e a cada um aquilo que um dia o grande Papa João Paulo II disse aos jovens: "Não tenhas medo de ser santo! É possível seres jovem e seres radicalmente fiel a Cristo".

7 de novembro de 2007

100 ANOS, 100 DIRIGENTES

Integrado nas Comemorações do Centenário do Escutismo e dos 80 anos da Diocese de Coimbra, a Junta Regional de Coimbra do CNE achou por bem destacar o conjunto dos 100 Dirigentes da Região de Coimbra do CNE com mais anos de Serviço ao Movimento e entregar em cerimónia pública, a decorrer no Indaba – encontro regional de dirigentes, uma pequena lembrança que assinale e marque de forma singular estes dois acontecimentos. O Indaba, realiza-se no dia 25 de Novembro, a partir das 15.00 H, no Seminário Maior de Coimbra.

CURSO DE INTRODUÇÃO AO ESCUTISMO

A Junta Regional de Coimbra do CNE – Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português irá realizar um Curso de Introdução (CI) ao Escutismo no próximo dia 10 de Novembro. A formação que terá lugar em Serpins, no Centro de Formação de Dirigentes do CNE, terá perto de 4 dezenas participantes e destina-se a todos os adultos, empenhados na vivência da Igreja, exteriores ao movimento escutista e que estejam interessados em conhecê-lo melhor. Encontram-se inscritos formandos das seguintes Paróquias da Diocese: Alhadas, Arganil, Bordalo (Santa Clara), Carapinheira, Condeixa-a-Nova, Lousã, Monte Formoso (Santa Cruz), Serpins, Vila Verde, Souselas, S. Pedro da Figueira da Foz e Vila Nova de Poiares. A iniciativa é também o primeiro nível formativo que permite posteriormente a participação no CIP – Curso de Iniciação Pedagógica que visa a formação de dirigentes (chefes).
Como requisitos na candidatura ao CI é preciso ter no mínimo 18 anos de idade e é pedido o parecer favorável do chefe de Agrupamento e assistente de Agrupamento e o parecer favorável do Pároco, se o candidato pertencer a uma paróquia onde não haja Agrupamento.
A Junta Regional de Coimbra do CNE irá realizar igualmente dois CIPs durante o ano de 2008, no mesmo local. Esta formação, com 64 vagas (distribuídas pelos 2 Cursos), tem como destinatários os candidatos a dirigentes, qualificados com o CI (até à data do início do curso) e Caminheiros investidos. A idade mínima de participação é 22 anos e é pedido o parecer fundamentado do chefe de Agrupamento e do assistente de Agrupamento na ficha de candidatura. Este parecer será dado apenas pelo pároco caso o Agrupamento se encontre ainda em formação.
O CIP 2008 é composto por 4 módulos de formação, o Curso ARCNEC, 2 módulos de carácter técnico e inclui também um acampamento final, a realizar em Junho de 2008
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Missão JP2



Nasceu em Coimbra o Grupo Missionário JP2. Este é um projecto da Diocese de Coimbra para jovens (rapazes e raparigas) com mais de 18 anos que queiram partilhar um mês da sua vida com os mais pobres no nordeste do Brasil (Chapadinha- Maranhão) em colaboração com o trabalho ali desenvolvido pelas irmãs criaditas dos pobres.
O grupo chama-se JP2 pois a fonte inspiradora para esta missão, para além do Senhor Jesus, é a figura incontornável do saudoso Papa João Paulo II que com a sua ousadia, simplicidade e alegria sempre desafiou os jovens a serem "sentinelas da manhã" e a viverem e a anunciarem sem medo o Evangelho de Jesus, o Redentor do homem.
O Grupo Missionário JP2 propõe com este projecto uma oportunidade de partilha da vida, dos dons, com estes nossos irmãos segundo o estilo de Jesus Cristo: proximidade, disponibilidade para escutar e acolher, promoção da dignidade da pessoa humana e anuncio do amor de Deus.
Sendo um projecto diocesano o Grupo Missionário JP2 procurará também ser um sinal visível de uma Igreja diocesana marcada pelo entusiasmo missionário que se partilha e se faz próxima de uma outra Igreja local. Coordena este projecto a Pastoral das Vocações da Diocese de Coimbra. O grupo teve o seu primeiro encontro no passado Domingo (4 Novembro), é constituído por 16 jovens acompanhados pelo Padre Luís Miranda e partirá para a missão no Brasil em Agosto de 2008.
Mais informações podem ser consultadas no blog do grupo missionário:
www.missaojp2.blogspot.com

6 de novembro de 2007

Ecos do Brasil



Recebemos via e-mail, um forte abraço das Irmãs que se encontram em missão, na localidade de Chapadinha, no Brasil. Para além da fotografia que aqui reproduzimos, elas enviam para toda a Diocese de Coimbra, o Bispo D. Albino e a Madre superiora das Criaditas dos Pobres um abraço fraterno e amigo.
Aproveitamos este pequeno espaço do jornal que será reproduzido na nossa página da Internet, para lhes desejarmos a continuação de um bom trabalho missionário. Por cá, continuaremos a rezar, para que Deus, lhes conceda a Sua protecção e as ilumine na sua missão.

Movimento da Mensagem de Fátima reuniu-se na igreja de S. José

No passado dia 27 de Outubro, realizou-se o encontro Diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima, no Salão Polivalente da igreja de S. José, em Coimbra.
Estiveram presentes os responsáveis diocesanos e paroquiais, com o fim de rever o trabalho realizado ao longo do ano, nos vários campos apostólicos e para eleger o novo presidente Diocesano.
O encontro iniciou-se com o habitual tempo de oração, seguido de uma conferência proferida pelo Cónego João Lavrador, sob o tema: "Actualidade da Mensagem de Fátima nos dias de hoje".
Após alguns esclarecimentos feitos pelo presidente do Secretariado Nacional, procedeu-se à eleição do novo presidente diocesano, tendo sido eleito o senhor Mário Lopes, que em breve irá constituir a sua equipa de trabalho.
Ainda da parte da manhã, teve lugar a celebração da Eucaristia e um tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento.
Depois do almoço partilhado em convívio deu-se continuidade à agenda dos trabalhos com a apresentação das actividades realizadas nos vários sectores: oração, doentes, peregrinações e jovens, pelos Centros Paroquiais e Secretariado Diocesano, ao logo do ano.

TVI transmite missa dominical a partir de Febres



A TVI transmite no próximo Domingo, 11 de Novembro, pelas 11 horas, directamente da Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Febres, vila de Febres, do concelho de Cantanhede, a missa do XXXII Domingo do Tempo Comum.
Preside à celebração o pároco, Padre Dr. Jorge da Silva Santos. A animação litúrgica está a cargo do Grupo Coral Litúrgico daquela comunidade.

Coimbra lançou pontes para o Darfur

Missionários combonianos, jovens e adultos da cidade dos estudantes não esquecem drama dos refugiados

“Pontes na Cidade” deu o mote para os jovens de Coimbra não esquecerem o drama dos refugiados Darfur.
A questão do Darfur está presente na opinião pública, e Gonçalo Pinto, do grupo de jovens de São José, aponta que “ este é um drama que nos toca e é preciso aumentar a sensibilização”. Acrescenta ainda sentir, enquanto jovem, a “obrigação de lutar por um mundo melhor e alertar a opinião pública para estas situações”, sem esquecer outras, é claro, “mas sendo voz destas pessoas que sofrem”.
Esta é uma iniciativa que as paróquias da cidade desenvolveram juntamente com o grupo Fé e Missão, dos jovens Missionários Combonianos, que têm lançado um forte enfoque sobre o Darfur.
Não é de agora que os jovens da cidade se encontram. Mas a pouco e pouco vêem aumentar o número de paróquias participantes, explica Gonçalo Pinto à ECCLESIA.
Pela cidade de Coimbra, os jovens organizaram uma oração pelo Darfur atravessando uma ponte pedonal Pedro e Inês - uma zona com grande movimento na cidade ao fim de semana.
Na noite de Sábado, contaram com a presença de Rui Marques, Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Inter Cultural e de D. Ximenes Belo, “que relembrou a situação vivida em Timor. Na altura poucas pessoas não acreditavam na independência, consegui-se, e a presença do Nobel da Paz permitiu relembrar esse testemunho”, aponta o jovem do grupo de São José. “Timor dá uma força para não calarmos esta situação do Darfur e continuarmos com a campanha de sensibilização”.
O Pe. Paulo Emanuel, missionário comboniano acredita que o primeiro passo para a sensibilização “passa pelo conhecimento”. Os jovens “estão empenhados e prontos a sensibilizar a família, a escola, os locais onde vivem e onde vão, sempre recordando e falando deste problema”.
Outra forma de não calar este drama é através da assinatura. Em Dezembro terá lugar em Lisboa a Cimeira Europa-África com a presença dos chefes de Estado e esta “será uma oportunidade de ser sinal de que esta realidade não só não está escondida, mas encontra-se bem presente na nossa sociedade”.
Agência Ecclesia

UM LIVRO POR SEMANA



A família vista à luz do Vaticano II

“Se a Eucaristia é a fonte de toda a vida da Igreja e o sacramento da sua fé, é também a própria fonte do matrimónio cristão” e, logo, da família cristã. De facto, “na Eucaristia a família encontra-se com a sua própria essência, como sua própria missão”. Este conceito é desenvolvido, de modo claro, por José-Ramán Flecha, neste livro intitulado Família, lugar de evangelização, editado pela Gráfica de Coimbra. O autor, de modo simples e ao alcance de dos leitores de cultura média, apresenta uma reflexão em cinco capítulos, começando por fazer o retrato da “família num mundo diferente”; passando por caracterizá-la, depois, como “Igreja doméstica”, como “comunidade profética”, “comunidade de oração” e “comunidade de serviço”; e terminando com um capítulo sobre a família como “sinal de esperança”.
Dado que este livro pode servir para reiniões de estudo sobre a temática familiar, cada um dos capítulos termina com algumas “orientações de trabalho”, que podem sugerir pistas para um trabalho em grupo.



A. Jesus Ramos



José-Ramán FLECHA,
Família. Lugar de Evangelização,
Gráfica de Coimbra, Coimbra [2007]