Correio de Coimbra

Jornal informativo da Diocese de Coimbra. Assine e divulgue o nosso semanário. 239 718 167. fax: 239 701 798. correiodecoimbra@mail.telepac.pt

A minha fotografia
Nome:
Localização: Coimbra, Portugal

20 de setembro de 2007

Convívio Fraterno para os jovens da diocese

Vai realizar-se entre os dias 15 e 18 de Novembro mais um Convívio Fraterno destinado aos jovens da nossa diocese.
O Convívio Fraterno é uma oportunidade única de encontro de experiência e partilha na fé e, destina-se essencialmente a jovens maiores de 18 anos, com vontade de se conhecerem e conhecerem melhor Jesus Cristo.
O Convívio realiza-se na Casa da Sagrada Família, na Praia de Mira. A data limite das inscrições é a 15 de Outubro e deverão ser enviadas para: Pe. Fernando Pascoal (SDPJ Coimbra) – Instituto Universitário Justiça e Paz – Apartado 3024 – 3001-401 Coimbra.

Escuteiros do Seixo vão construir sede

Os responsáveis pelo Agrupamento 731 do Corpo Nacional de Escutas do Seixo, concelho de mira, conseguiram alcançar os principais objectivos.
A futura sede daquele agrupamento vai ser uma realidade, irá situar-se junto ao complexo desportivo da Associação Cultural e Recreativa do Seixo e será constituída por vários módulos de material pré-fabricado.
A existência do agrupamento é justificada pelas actividades pedagógicas que desenvolve de acordo com o método escutista, do Programa Educativo e do Sistema de Progresso de modo a assegurar o bom resultado da missão do movimento, explica o dirigente Luís Rocha.
O agrupamento de Escuteiros do Seixo foi criado em 1980, apenas com duas patrulhas de rapazes e raparigas e, desde essa data, tem-se afirmado como uma organização importante na formação dos jovens daquela localidade.

Na sequência da Conferência “Por um desenvolvimento global e solidário – um compromisso de cidadania” e no contexto do Manifesto apresentado na referi

Na sequência da Conferência “Por um desenvolvimento global e solidário – um compromisso de cidadania” e no contexto do Manifesto apresentado na referida Conferência, em Maio deste ano, a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) está a promover uma petição à Assembleia da República, para que esta “reconheça a pobreza como uma violação grave de direitos humanos”.
Desde a semana passada é possível subscrever on-line
(www.petitiononline.com/pobreza/petition.html) esta petição. Os signatários pedem que se crie “um mecanismo parlamentar de observação e acompanhamento das políticas públicas, seus objectivos e instrumentos, no que respeita aos seus impactos sobre a pobreza, e que o mesmo esteja habilitado ao exercício de uma advocacia colectiva em favor dos pobres”.
Em declarações à Agência Ecclesia, a presidente da CNJP, Manuela Silva, explica que a iniciativa procurar incentivar os cidadãos a participarem na promoção de uma “globalização mais solidária”.
Esta responsável espera que a Assembleia da República “defina um limiar de pobreza material abaixo do qual não possam existir pensões, salários ou outras prestações”.
Aos parlamentares é ainda pedido “um relato anual da campanha de erradicação da pobreza”, que deve ser considerada “um objectivo nacional”.
“Não podemos continuar a contentar-nos com objectivos de crescimento económico, medidos por indicadores muito precisos, quando não se sabe em que medida esse crescimento contribui para reduzir a pobreza”, alerta.
A presidente da CNJP lamenta que o progresso material seja acompanhada por um agravamento das “desigualdade na repartição dos rendimentos” no nosso país.
Manuela Silva sublinha que “a pobreza é com todos nós”, incluindo “responsáveis políticos aos mais alto nível”, e faz votos que se chegue a “um amplo consenso nacional” sobre este tema.
“Há quem pense que a erradicação da pobreza é uma utopia, mas também noutros tempos se considerou uma utopia acabar com a escravatura”, indica.
A recolha de assinaturas prossegue até 30 de Setembro. A presidente da CNJP espera um “empenho muito forte” das comunidades cristãs nesta campanha.

Quem pretender assinar esta petição, poderá fazê-la nas paróquias de S. José, Santa Cruz, Santo António dos Olivais, no Instituto Justiça e Paz e na Administração dos jornais diocesanos – Amigo do Povo e Correio de Coimbra (Bairro de S. José).

Convívios Fraternos em Fátima

Nos dias 8 e 9 de Setembro, realizou-se em Fátima, o 34.º Encontro Nacional do Movimento dos Convívios Fraternos.
A Diocese de Coimbra que participou com um grupo significativo participou no Festival de Música Católica, integrado no tradicional sarau, que decorreu na noite do dia 8, no auditório do Centro Paulo VI. E foi com alguma surpresa que a Coimbra, saiu a diocese vencedora com a música “O Amor que queremos alcançar”, interpretado pelo grupo de jovens de S. Martinho do Bispo (Coimbra). Das 10 dioceses concorrentes, o segundo lugar foi arrebatado pela diocese de Bragança e o terceiro pela diocese do Porto.
Para além desta actividade, o Encontro Nacional do Movimento dos Convívios Fraternos propõem aos participantes a recitação do Terço, a Via Sacra, terminando com a Eucaristia Dominical.

18 de setembro de 2007

Santo Varão: Padre Amílcar homenageado pelo seu jubileu sacerdotal



A paróquia de Santo Varão homenageou no passado Domingo com muita simplicidade o Padre Amílcar Aleixo pelos seus 50 anos de sacerdócio. O sacerdote, que não esperava por essa homenagem, demonstrou no final da Eucaristia alguma emoção.
Recordando as palavras que proferiu aquando da sua missa nova (primeira missa depois da sua ordenação), o Padre Amílcar Aleixo afirmou que "vim da montanha para a cidade onde estudei e me ordenei padre respondendo a uma apelo para evangelizar e anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo, e, um dia, após esta missão, voltarei à montanha para me reencontrar com os meus familiares".
Referindo aos seus 50 anos de sacerdócio, e em especial para quem decide ser padre, referiu que "para este testemunho de vida em presbitério, sabemos que, de facto, contamos com a presença do mesmo Jesus Cristo, com a oração da comunidade cristã, em geral, e de cada uma das nossas comunidade, em particular", frisando também o apoio do Presbitério, presidido pelo Bispo, que permite "viver, em dedicação total à causa da Igreja e das comunidades e serviços concretos lhes estão confiados".
Natural de Chã de Alvares, Góis, formou-se no Seminário Maior de Coimbra, sendo ordenado na Sé Nova em 15 de Agosto de 1957 por D. Ernesto Sena de Oliveira.
Ao longo destes 50 anos de sacerdócio, o Padre Amílcar Aleixo esteve sempre ao serviço da Diocese de Coimbra, onde presente exerce o cargo de vice-chanceler da Cúria Diocesana, secretário da Secção de Confrarias, Irmandades e Legados Pios, responsável pela liga da Caridade Sacerdotal e assistente do Conselho de Confrarias de S. Vicente de Paulo, colaborando ainda no acompanhamento pastoral de Santo Varão.
Aldo Aveiro (Texto e Foto)

Condeixa: Câmara desce impostos


O executivo da Câmara Municipal de Condeixa, liderado pelo socialista Jorge Bento, deliberou baixar a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e manter a não aplicação da Derrama sobre as empresas do concelho. Prometida desde Abril, a intenção de baixar os impostos já tinha sido comunicada pelo autarca à Assembleia Municipal como forma de "contribuir para a desejada estabilidade financeira das economias familiares".
Segundo o edil, esta é uma medida "justa e exigível", sobretudo tendo em consideração que a " situação financeira estabilizada da autarquia, lhe confere tal margem de manobra".
As alterações introduzidas pelo executivo de Condeixa contemplam uma baixa de 0,1% na taxa de incidência sobre os prédios urbanos – de 0,8 para 0,7% – e de 0,5% para 0,4% para os prédios urbanos avaliados após o ano de 2003.
Apostando no apoio à actividade económica e consequente captação de novas empresas para o concelho, Jorge Bento optou também por não aplicar a Derrama sobre as empresas a laborar no município.
Estas duas posições, ao nível de impostos, são justificadas pela Câmara de Condeixa por um política levada a cabo durante 2006, "orientada no sentido de uma forte consolidação orçamental, que permite agora colher os benefícios inerentes a essa gestão".

Tábua: Presidente Cavaco inaugura hospital


Presidente da República inaugurou o hospital de cuidados continuados da Misericórdia de Tábua, considerando que esta nova unidade "é um bom exemplo daquilo que a sociedade civil pode fazer".

O Presidente da República inaugurou, no passado sábado, em Tábua, o novo Hospital de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia local, apelando a um aumento de competências para as câmaras municipais no domínio da inclusão social.
Visitando pela primeira vez o concelho de Tábua na qualidade de Presidente da República, Cavaco Silva, nomeou, concretamente, a descentralização do poder central para o local, na área da educação, "no combate à exclusão social, no combate à pobreza e também no apoio à saúde".
Na sua opinião é fundamental "prosseguir neste caminho de descentralizar cada vez mais para as autarquias, políticas públicas no domínio da inclusão social".
Deixou ainda um claro sinal ao governo para que chegue a acordo com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), depois desta entidade, ter decidido "bater com a porta" e não assinar os acordos para integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). (Ler notícia neste jornal).
"Esta unidade é um bom exemplo daquilo que a sociedade civil pode fazer para cuidar e prestar atenção de forma humana aos idosos da nossa sociedade", frisou.
Adiantando que se deslocou a Tábua para dar um "apoio claro" às misericórdias que, "com dedicação, sem olhar a exigências, remunerações ou outras compensações, de dedicam aos mais fracos" e que o Presidente da República, "não pode deixar de estar sempre ao lado dos mais fracos".
Cavaco Silva, fez também, mais uma vez, um apelo a "políticas activas de estímulo à natalidade e de apoio às mulheres grávidas".
"Não é apenas o problema da diminuição do número de portugueses, é também a necessidade de homens, mulheres e jovens para criar riqueza, aquela que é necessária para assegurar a vida digna aos mais idosos", sublinhou.
Reconversão de uma unidade da década de 50
O provedor da Santa Casa da Misericórdia lembrou o percurso do hospital desde a sua criação, na década de 50, até 1997, ano em que foi desactivado, depois da construção do novo centro de saúde local. Depois do encerramento, o edifício do antigo hospital, foi-se degradando e tiveram lugar várias tentativas para reactivar o espaço, mas só em 2005 a Misericórdia de Tábua decidiu avançar para a criação de um hospital de cuidados continuados. Ferreira Marques realçou que a inauguração do antigo hospital e agora a sua reactivação, como unidade de cuidados continuados, são dois momentos que "representam várias gerações, vários modelos, mas que acima de tudo traduzem outras exigências, outras respostas, no âmbito da saúde". A remodelação total do antigo edifício custou cerca de cinco milhões de euros, tendo sido comparticipado em 500 mil euros pelo programa Saúde XXI. A infra-estrutura, com dez mil metros quadrados de área e três pisos, tem 72 camas, com 12 suites, repartidas por quatro unidades: convalescença, reabilitação, longa duração e cuidados paliativos. Possuirá ainda um lar de idosos e as valências de fisioterapia, reabilitação e hidroterapia com ginásio, SPA e piscina interior. Poderão ainda vir a existir consultas externas em várias especialidades.

Ereira orgulhosa pelo restauro da Capela de Santo António




No passado domingo a comunidade cristã da Ereira (Verride) viveu um dia marcante para a sua história religiosa. Tratou-se da bênção do Altar-Mor e inauguração das obras de requalificação da capela, um investimento a rondar os 160 mil euros.




No programa desta cerimónia estava incluída, como razão primeira, a celebração da Eucaristia que foi presidida por D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e concelebrada pelos padres José Luís Ferreira e António Domingues que, "in solido", também acompanham pastoralmente a Reitoria de Santo António da Ereira. No momento apropriado, D. Albino, após uma brilhante prédica, procedeu à bênção do Altar-Mor e inauguração das obras de requalificação do templo da Ereira.
Para o investimento efectuado, a rondar os 160 mil euros, co-financiados pelos fundos comunitários, também concorreram as autarquias locais e a comunidade da Ereira. O co-financiamento comunitário resultou de uma candidatura que a Comissão Fabriqueira da Reitoria de Santo António da Ereira, pretendendo dar outra dignidade ao espaço litúrgico da sua Capela, apresentou ao Projecto de Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que mereceu aprovação superior, e cujo protocolo foi assinado em 8 de Setembro de 2006 no Governo Civil do Distrito de Coimbra.
O projecto da talha dourada esteve a cargo de João Mota Lopes (Oficina Artesanal de Marcenaria e Talha) e a pintura e douramento a cargo de Domingos Silva – Arte Sacra Lda, tendo também sido concretizados diversos trabalhos de requalificação do pavimento e pintura de paredes da capela.
No final da Eucaristia, em que participaram o Governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, presidente da Junta de Freguesia da Ereira, Fernando Curto, representantes do associativismo local e dezenas de pessoas da comunidade ereirense, teve lugar uma sessão solene comemorativa da efeméride, com diversas intervenções alusivas ao acto, brilhando as palavras de agradecimento e de incentivo a "uma vivência pautada pelos desígnios da Igreja, nomeadamente a fé, devoção e solidariedade".
O padre José Luís, em nome da comunidade agradeceu o empenhamento do Governador Civil na concretização deste projecto, assim como à Câmara Municipal e Junta de Freguesia pelo apoio recebido, enaltecendo, de modo particular "a colaboração da comunidade da Ereira que entendeu e aderiu ao projecto de requalificação da Capela de Santo António".
Para Fernando Curto "esta obra será, porventura, a menina dos nossos olhos", referindo que "certamente que os nossos entes queridos já falecidos estarão orgulhosos por verem que o seu sonho se tornou realidade". O autarca endereçou os parabéns à Comissão da Fábrica da Capela da Reitoria da Ereira, pelo empenho e coragem de pôr mãos á obra, não esquecendo o trabalho, a colaboração e determinação do Padre Zé Luís e Padre António. "A eles o nosso obrigado" sublinhou o presidente da Junta de Freguesia que também agradeceu ao presidente da Câmara de Montemor, Luís Leal o apoio prestado mais uma vez, "dando provas que gosta mesmo da nossa Freguesia". "Obrigado Sr. Presidente e nunca se arrependa de ajudar a quem mostra trabalho feito", disse Fernando Curto.
Por seu turno, Luís Leal enalteceu a Comissão Fabriqueira da Ereira, liderada pelos padres José Luís e António, pelo entusiasmo que colocaram na concretização de uma obra que galvaniza a Ereira, os Ereirenses e o concelho de Montemor. "Foi com desmedido regozijo que a autarquia se associou a este projecto que confirma o nossa proposta de proporcionar bem-estar e melhor qualidade de vida aos cidadãos deste concelho".
O Governador Civil disse que "é dever do governo comparticipar nos projectos sociais que visam corresponder aos anseios das diferentes comunidades. "O nosso bem-haja ao povo da Ereira", disse.
D. Albino Cleto referiu "a grande dimensão social e religiosa deste momento para a comunidade da Ereira, sublinhando que "a Igreja, além de lugar de culto, de lugar para falar com Deus, também é lugar de convívio social". "Recordo o pedido dos ereirenses para terem autonomia religiosa; como vós, mais outras sete comunidades anseiam ser paróquias, mas a diocese não tem párocos suficientes para a criação de novas paróquias", disse D. Albino, frisando que "em 2003 foi criada a reitoria da Ereira que já lhe confere alguma independência, nomeadamente com conselho económico autónomo", elogiando a comunidade ereirense pela sua fé e vivência cristã.
Entretanto, a comissão fabriqueira da reitoria procedeu à entrega de lembranças aos convidados – um quadro com a foto do novo Altar-Mor, seguindo-se o descerramento de uma lápide que assinala este momento festivo e histórico para a Ereira.
No final da cerimónia, a população e convidados tiveram um lanche convívio, no "Jardim do Rossio", não faltando o champanhe da inauguração e os parabéns a dois ereirenses pelo seu aniversário.




Aldo Aveiro (Texto e Fotos)