Correio de Coimbra

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20 de dezembro de 2007

TVI transmite missa do próximo domingo a partir de Febres

A TVI vai transmitir a sua Eucaristia Dominical (11 horas) a partir da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Febres, concelho de Cantanhede.
Presidirá à celebração da Eucaristia o Padre Dr. Jorge da Silva Santos. Os cânticos da assembleia são propostos pelo Grupo Coral Litúrgico da comunidade paroquial da vila de Febres.
O programa 8.º DIA será transmitido também em directo, logo a seguir à celebração da Eucaristia, com diversas entrevistas com membros da comunidade paroquial conduzidas pelo Cónego António Rego.

Inventariação da Paróquia de Sobral


Em 18 deste mês, ficou concluída a inventariação da paróquia de Sobral, constante de 164 fichas e do inerente registo fotográfico, para cuja concretização destas morosas tarefas muito contribuiu a solicitude pastoral do senhor Padre Dr. António Jesus de Melo Loureiro e a incansável dedicação do senhor Albano Rodrigues Dias que, zelosamente, tem protegido e salvaguardado bens únicos e da maior raridade.
A sede paroquial, em 1321 já declarada sob a invocação de São Miguel e, nos inícios de Oitocentos, remodelada com a direcção ainda mantida preside a um vasto território, composto de bastantes povoados rurais, cuja origem pode remontar aos inícios da Nacionalidade, extensamente alargado às faldas do Caramulo e confinante com a diocese viseense, através de divisórias naturais, como são as comeadas dos montes e os ribeiros de planície.
O considerável património existente, quer na igreja matriz, quer nas capelas antigas, realça várias esculturas em pedra, de boa execução quatrocentista e quinhentista, outras em terracota, características do século XVII, bem como algumas do século XVIII, geralmente esculpidas em madeira, depois estofada, as quais coexistem, por vezes, a par de produções mais recentes. A prevalência é de pequenas dimensões.
Um tanto por todos os lugares, há bons espécimes de talha, patente na retabulária e na divulgada tipologia dos castiçais, então preferidos aos anteriores, menos vistosos e ornados, porém, de superior resistência e longevidade, por que feitos em bronze, durante os séculos XV e XVI, e em estanho, nas centúrias de Seiscentos e Setecentos, com certas variantes, a concederem formas típicas de diferentes épocas, o que facilitará um seguro estudo determinativo da evolução por que passaram, atendendo às variantes adoptadas, consoante as preferências estéticas de onde provêm.
Interessantemente, também há algum acervo de significativas peças devidas a qualificados mestres prateiros, assim testemunhados em coroas de Nossa Senhora, do século XVII, e cálices do XVIII, cujo peso da prata certifica pujantes brios, verificados nos fabricantes, esmerados em bem servir os encomendantes, por sua vez detentores de considerável poder económico.
Na verdade, a tónica marcante nestas múltiplas ocorrências permanece fundamentada no criterioso princípio de conceder às expressões litúrgicas da celebração da fé o melhor, dotando a maioria dos dispersos centros de culto com bens convenientemente ajustados ao serviço divino, pois, apesar das muitas e repetidas renúncias efectuadas e do muito empenho suposto nas gentes ocupadas em trabalhos de lavoura e pastorícia, que terá exigido custos elevadíssimos, surpreende como tantas pequenas comunidades dotaram a casa comum de honrosos haveres, incontestavelmente dignificantes de quem os adquirira, tivera e mantém em enlevante memória, tão exemplar quanto provêm de tempos e recursos inferiores aos actuais, em que os gastos se dispersam em futilidades.
De notar, ainda, a omnipresença de campainhas de missa e de comunhão, a frequência das imagens de Santo Inácio de Antioquia – em que já se manifesta o cuidado de levar em procissões as réplicas fiéis, em madeira durável, das antigas, calcárias – e a singular representação da Rainha Santa Isabel, segundo modelo anterior ao comercializado após o devido ao escultor António Teixeira Lopes.
Quanto a livros litúrgicos, as numerosas edições de missais acompanham distintos formatos, impressos em prestigiadas cidades nacionais e estrangeiras, desde o século XVII, logo a par de cerimoniários e devocionários. De permeio, a bibliografia canonística e jurídica revela interesses de alargada cultura eclesiástica, sempre formativa e capaz de dirimir assuntos eventualmente eclodidos, por força de situações conflituosas.
Por último, a valiosa quantidade de cadernos anuais, manuscritos e pormenorizados, de registos conhecidos pelo nome de Róis de Confessados, subsistentes desde 1822, destaca o mais recuado e completo assento que, nesta matéria histórica, existe conhecido, na diocese de Coimbra, principalmente apreciável para se proceder a rigorosos estudos sobre demografia, compreendendo análises inerentes à densidade populacional e aos ofícios, à mobilidade e às ocorrências ocasionais, à natalidade e aos óbitos.

José Eduardo R. Coutinho

O Natal e o Presépio


O consumismo exagerado, mesmo doentio, transformou a época natalícia num grande "mercado" de compras. Adquirem-se, mesmo sem necessidade, produtos que, praticamente, não possuem utilidade, ocupando espaço, no espaço caseiro que é, já, reduzido devido ao minguar das divisões dos apartamentos, ou seja, um T3 há 30/35 anos, corresponde, actualmente, a um T4. Fazemos esta afirmação com pleno conhecimento de causa.
Mas, este texto quer chamar a atenção para o presépio como centro e estrutura do Natal. Presépio que, no seu simbolismo, materializa e espiritualiza a comunhão, o encontro, a solidariedade, o amor, a procura do semelhante. Nele se irmanam os verdadeiros valores da família, porque, ali, convergem os factores humanos que dão vida ao homem na plenitude da sua existência. E, se reflectirmos na sociedade actual, minguada da lição do presépio, facilmente entendemos o consumismo que grassa, que esquece a estranguladora crise económica que avassala a humanidade. Leiamos os textos do Doutor Amaral Dias sobre a situação no Darfur ou na Serra Leoa sem chegarmos ao Zimbabué e podemos compreender, melhor, o que representa o consumismo na civilização ocidental, relacionando-a com o dólar (apenas, um) com que vivem aquelas populações.
Como seria bom se colhessem a lição do presépio vindo por aqueles que os escravizam? E, que lição traz o presépio?
Presépio é, também, criatividade na grandeza do divino e do humano: Presépio é Natal. Artistas e artesãos dão azo à sua imaginação, criando peças e objectos, figuras e património diverso que, agrupados num contexto de harmonia e realidade, produzem um elemento único que identifica a Família e nela a Paz, a concórdia, a liberdade, o amor e a saudade. Que simboliza o Natal. Natal festa universal que se reveste da mística que destrói as incompreensões, que reclama e proclama fraternidade.
Pode ser-se ateu, agnóstico, cristão, não compreender o significado abrangente da data, nem a essência religiosa da mesma. Contudo, por arrastamento todas as pessoas se envolvem e participam no Natal. Os cidadãos irmanam-se numa manifestação espiritual que objectiva alegria, que derrama amizade e que mostra satisfação, colocando nos rostos dos seres humanos marcas expressivas de contentamento e vínculos de verdadeiro regozijo. Pode dizer-se que o Natal e a sua comemoração não sofre oposição antes colhe o consenso comum e a unanimidade geral.
Na Casa Municipal da Cultura podem admirar-se 110 presépios artesanais provindos de artesãos de todo o País, desde Silves a Viana, de Barcelos a Seia, de Nelas a Portalegre, de Lisboa a Nisa. Cada, mostra o pensamento do artesão ao reflectir sobre o nascimento do Deus Menino. São 110 ideias materializadas na cerâmica, linho, juta, vidro, ferro forjado, madeira, junco, tapeçaria, bordado, renda de bilros, zinco, palha, cortiça, papel, prata, moldados nos mais diferentes bens, que oferecem beleza, ornamentação e utilidade – exemplos do bandolim, colher de pau, cesto, sapato, toalha, esteira, lenço, monumento, etc., etc.
Na vila de Penela, um presépio articulado, de extraordinárias dimensões, artesanal/industrial/técnico valida um projecto de respeitável capacidade criativa do homem. O maior e diríamos mais completo presépio, actualmente, em exposição pública no nosso País.
Dois espaços – cidade e campo – a convergirem para o Presépio, num abraço natalício que regala, enobrece, cativa e mostra os valores milenários que o presépio traduz.
Boas-Festas.
Mário Nunes

DEIXA DEUS ENTRAR…


«Porquanto um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros, e este é o seu nome: Conselheiro-Admirável, Deus-Poderoso, Pai-Eterno, Príncipe-da-Paz» (Isaías 9, 5).
Isaías é o Profeta do Mundo Novo, da Esperança! E o Natal é Esperança… É mesmo de um Natal que nós estamos precisados, em cada momento… Nasceu? Vai nascer? Nascerá? Quando e onde? Numas palhinhas, numa manjedoura, em Belém, à meia noite? No coração de cada homem ou mulher? Em cada momento? Ontem, Hoje e Amanhã? Recordo aquele jovem alemão, irreverente, totalmente descrente, alegre e culto, que, no início dos anos sessenta (século XX) foi colocado na nossa Universidade como «Leitor», vindo mais tarde a saber-se que a sua nomeação trazia, oculta, uma finalidade política. Por conhecimentos entre famílias, veio o jovem hospedar-se em casa de alguém que recentemente Deus colocou no meu caminho e agora me falou dele… Chama-se Harald Eder e teve «o seu natal» precisamente quando já oficialmente Leitor da Universidade de Coimbra… Como e porquê?! Em boa verdade, apenas sei o "como", porque o ouvi à minha amiga, mas não me é possível desvendar o segredo do "porquê"… Irei então ao "como":
Era um 13 de Maio, há mais de quatro décadas. A família que acolheu o jovem encontrava-se impedida de ir a Fátima, porque, estando o pai ausente, ninguém mais poderia guiar o carro… A consternação da mãe e dos filhos estava à vista de todos, e também do Eder, que, em franco sorriso, confessou ser-lhe completamente indiferente ir a Fátima ou a qualquer outro lugar; porque não acreditava em ilusões, mas que podia guiar o carro e estar sempre ao lado deles, fosse em que circunstância fosse… E foi. E viu, e ouviu… E o silêncio cobriu os anos que se seguiram… Mas hoje tenho eu na mão uma pagela (oferecida pela minha amiga) que não sei ler porque desconheço totalmente a língua alemã (o que me fez sentir na alma o desconforto de ser analfabeto), mas me permite ver, no verso, a Virgem de Fátima, uma esquina da Capelinha das Aparições e, em fundo, um pouco da Basílica dessa época; volto e, sensibilizada, vejo, no rosto, uma foto do Padre Franciscano, Harald Eder, a data da sua ordenação, 29/6/67, e da sua primeira missa, 9/7/67. No topo, isto, que não sei traduzir:«Gegrussest seist Du Maria voll der Gnaden!».
Quando deixamos que Deus entre, faz-se Natal!
Os Apóstolos Pedro (a Pedra em que foi edificada a Igreja de Cristo), ou Paulo (grandioso na arte epistolar, mas que começou por ser um dos mais impiedosos perseguidores de Cristo), quando tiveram eles o seu verdadeiro natal? No pátio do palácio de Caifás, naquele momento em que o galo cantou e a sua consciência acordou para a verdadeira vida, ou na estrada de Damasco, quando se viu envolvido numa luz que o cegou para tudo aquilo que não fosse uma figura nobre e serena que lhe perguntava: «Saulo, Saulo, por que Me persegues?»
Teresa Martins

Fé e Compromisso


DEUS MISERICORDIOSO E COMPASSIVO
A recente encíclica do Papa, Spe salvi, "Salvos pela esperança", é tão rica de ideias que exige várias leituras. Hoje vou "pegar" numa das suas ideias, para ajudar a minha reflexão sobre a renovação da Igreja portuguesa, concretamente quanto à eficácia das nossas formas de catequese. "À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes a eficácia dos percursos de iniciação actuais" pediu Bento XVI aos nossos bispos.
Um dos aspectos que temos descuidado é o que Metz chama o "cristianismo de compaixão": "As histórias de Jesus tornam claro o seguinte: a atenção especial de Jesus, o seu primeiro olhar, não se dirigiu ao pecado dos outros mas ao seu sofrimento. Esta sensibilidade radical ao sofrimento alheio caracteriza o seu modo novo de viver. Ela nada tem a ver com uma atitude dolorista, nem com um desgraçado culto do sofrimento. Ela é sobretudo a expressão totalmente não sentimentalista daquele amor que Jesus tinha em mente, quando falou da unidade indissolúvel do amor de Deus e do amor do próximo".
Não sei que espaço ocupa nas nossas catequeses este Deus-compaixão, que se compadece com as dores do seu povo e se comove com o sofrimento dos seus filhos. Nem sei que consequências práticas esta crença, se a temos, transporta para a nossa vida do dia a dia.
O Papa nesta encíclica convida-nos a uma reflexão e uma acção nesta linha, ao apresentar o sofrimento como um dos "lugares" de aprendizagem e de exercício da esperança, ao lado da oração e do Juízo final.
Certamente que tudo devemos fazer para diminuir o sofrimento. É um dever de justiça mas também de caridade, uma das exigências fundamentais da existência cristã. Mas eliminar completamente o sofrimento "não entra nas nossas possibilidades simplesmente porque não podemos desfazer-nos da nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, da culpa que é fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que pessoalmente entra na história fazendo-se homem e sofre nela. Com a fé na existência deste poder surgiu na história a esperança da cura do mundo" (36). Não a cura definitiva, mas a esperança que nos dá a coragem de nos colocarmos do lado do bem na luta contra o sofrimento.
Com efeito, "a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre" (38). Aceitar e acolher o outro que sofre é assumir o seu sofrimento de tal modo que ele se torne também o meu. O bom samaritano é disso exemplo claro. Certamente que foi necessário que ele parasse à beira do caminho, se aproximasse, visse fisicamente o que se passava. Mas isso fazem quase todos os mirones quando há um acidente. Tudo é necessário, mas não é suficiente. O essencial, a viragem existencial aconteceu quando ele viu com o coração, quando ele se comoveu e ficou tomado de compaixão ("sofrer com") pelo outro. A partir daí, os negócios da sua vida passam a segundo plano e rendem-se à urgência de cuidar daquele desconhecido que sofre; ao comover-se converteu o desconhecido em próximo, em irmão e tratou dele de acordo com esta sua nova condição. "Precisamente porque agora se tornou sofrimento compartilhado, no qual há a presença do outro, este sofrimento é penetrado pela luz do amor. A palavra latina con-solatio, consolação, exprime isto de uma forma muito bela sugerindo um estar-com na solidão, que então deixa de ser solidão" (38).
Há, no entanto, outras dimensões do sofrimento que não podem ser ignoradas: "a capacidade de aceitar o sofrimento por amor do bem, da verdade e da justiça é também constitutiva da grandeza da humanidade, porque se, em definitivo, o meu bem-estar, a minha incolumidade é mais importante do que a verdade e a justiça, então vigora o domínio do mais forte; então reinam a violência e a mentira… Também o «sim» ao amor é fonte de sofrimento, porque o amor exige sempre expropriações do meu eu, nas quais me deixo podar e ferir. O amor não pode de modo algum existir sem esta renúncia mesmo dolorosa de mim mesmo, senão torna-se puro egoísmo" (38). É por isso que Jesus coloca como bem-aventurança uma situação verdadeiramente inesperada: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles será o reino dos céus" (Mt 5,10). É que a luta pela justiça implica sofrimento, implica pôr de lado o meu bem-estar, implica "expropriações do meu eu", implica denunciar os outros. Tudo isto acarreta muitas vezes perseguições e dissabores. Não foi, por isso, que João Baptista ficou sem a cabeça (Mt 14,3-11)?
Assim sendo, a pergunta que se impõe é esta: "Somos capazes disto? O outro é suficientemente importante, para que por ele eu me torne uma pessoa que sofre? Para mim, a verdade é tão importante que compensa o sofrimento? A promessa do amor é assim tão grande que justifique o dom de mim mesmo?" Talvez muitos de nós tenhamos respondido na prática pela negativa a estas questões. Mas para o nosso Deus, a pessoa, cada pessoa, tem um valor tão grande "que Ele mesmo se quis fazer homem para poder sofrer com o ser humano, de modo real, na carne e no sangue. A partir daí entrou em todo o sofrimento humano alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir daí propaga-se em todo o sofrimento a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança" (39).
É este o Deus em quem acreditamos e que queremos seguir, imitando-o? É este Deus que nós pregamos nas catequeses, nas homilias, nos encontros de formação, no testemunho de vida?
Mas este é o Deus que celebramos ou devíamos celebrar no Natal, festa que comemora a sua entrada na história e no sofrimento humanos.
José Dias da Silva

18 de dezembro de 2007

NOTA DA VIGARARIA GERAL DA DIOCESE DE COIMBRA SOBRE A PARÓQUIA DE TAVEIRO



1. No próximo domingo, dia 23 de Dezembro, retoma-se na igreja paroquial de Taveiro a celebração habitual da Eucaristia.
2. Vão assegurar esta celebração o Pároco, P. Dr. António José de Matos, e o P. Dr. António Coelho de Carvalho, nomeado como Vigário Paroquial para o serviço desta paróquia.
3. Estes sacerdotes, agora com encargos pastorais junto de outras comunidades cristãs, dividirão entre si o trabalho, sendo estabelecido que a administração e a supervisão paroquial serão tarefa do Pároco, enquanto o Vigário Paroquial assumirá a orientação da catequese e o serviço de funerais.
4. No intuito de garantir o bom entendimento entre a população, julgou-se conveniente evitar os focos de discórdia. Assim, as festas habituais do lugar (Passos, Senhora da Conceição, S. Lourenço ou outras) serão asseguradas pela Paróquia, que promoverá somente a parte litúrgica: preparação, Eucaristia, procissão. Por isso, e enquanto não se dispuser de outro modo, estas festas não terão, da parte da Igreja, qualquer manifestação lúdica ou simplesmente cívica.
Também as habituais procissões, para que não excedam o que é normal, terão doravante o percurso que for acordado pelo Pároco e pela Comissão Fabriqueira e aprovado pela Diocese.
A nomeação da Comissão para qualquer festa deverá obedecer às normas da Diocese, que exigem sempre a aprovação da competente autoridade eclesiástica.
5. Estas disposições visam corrigir os efeitos do desacato que um grupo de pessoas provocou à entrada da igreja paroquial, no dia 6 de Maio, com ofensas ao Pároco, acontecimento lamentável em que se perdeu o respeito pelo lugar sagrado e se humilharam os paroquianos fiéis que se preparavam para a celebração da Eucaristia.
6. Alguns habitantes de Taveiro, tendo à frente o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, quiseram exercer pressão sobre a autoridade eclesiástica, nomeadamente o Bispo diocesano, no sentido de forçar o afastamento do pároco e a nomeação de um substituto.
Este comportamento é inaceitável, na medida em que indicia uma intromissão indevida na esfera da autoridade religiosa, a quem compete fazer a nomeação ou remoção de um sacerdote, pelos motivos que constam do Código de Direito Canónico e não outros.
7. Espera-se que os católicos conscientes e fiéis da Comunidade Cristã de Taveiro se unam agora para que, com serenidade e compreensão de todos os intervenientes, se retome a prática da vida paroquial, de coração aberto àquela paz que o Filho de Deus, nascido em Belém, nos veio trazer.


Coimbra, 18 de Dezembro de 2007


O Vigário Geral
(Mons. Cónego Dr. Manuel Leal Pedrosa)

Colégio S. Teotónio entrega cabaz de Natal à Casa dos Pobres



Nesta quadra natalícia, e integrada na campanha de solidariedade levada a cabo pelo NEC – Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra, os alunos do 8º B do Colégio de S. Teotónio foram visitar a Casa dos Pobres, convivendo com os utentes e oferecendo um enorme Cabaz de Natal, onde não faltou o belo Bacalhau, o Azeite, o Bolo-Rei, o Vinho do Porto, e outros alimentos de primeira necessidade.
Entre os Pais Natal e Mães Natal que integraram o grupo de vinte e quatro alunos e a Directora de Turma, as dezenas de idosos que vivem e convivem naquele espaço de acolhimento foram também presenteados com alguns bombons para adoçar a boca e esquecer as "amarguras da vida".
A despedida decorreu por entre sorrisos e algumas lágrimas mas com os corações cheios de alegria por ter sido realizado mais um gesto de solidariedade em prol dos mais necessitados.



O Padre Miguel Corradini, missionário dos Dehonianos e capelão do Bairro do Brinca foi homenageado pela comunidade cristã daquele lugar no passado dia 14 de Dezembro. A homenagem contou de uma celebração eucarística de acção de graças a que presidiu, seguindo-se de um jantar num restaurante do bairro.
O Padre Miguel Corradini não escondeu a sua emoção por esta surpresa. Afinal foram 20 anos de acompanhamento espiritual, com alegrias e tristezas que fazem parte da vida. Os cristãos do Bairro do Brinca não se esqueceram do seu 60.º aniversário da sua ordenação sacerdotal, tendo para o efeito, oferecido uma salva de prata, uma moldura com uma fotografia sua e um fato dominical. O melhor foi sem dúvida o convívio onde recordaram os melhores momentos deste sacerdote.
O Padre Anselmo Ramos Gaspar, como pároco de Santa Cruz, freguesia que integra o Bairro do Brinca, participou também nesta homenagem, dando graças ao Senhor, pelo trabalho pastoral desenvolvido ao longo de todos estes anos por este sacerdote, que não pertencendo à Diocese de Coimbra, colabora sempre com ela. O Padre Anselmo interpelou a comunidade presente pela bênção de terem ainda um sacerdote, porque muitos lugares da nossa diocese, infelizmente não possuem.
O Padre Miguel Corrandini, comovido por esta homenagem, agradeceu à comunidade presente, e ao Senhor da Messe pelo facto de "o ter escolhido para sacerdote" e por lhe condicionar ainda alguma saúde.


Miguel Cotrim

Cónego Alberto Gil comemorou bodas de ouro sacerdotais



O dia era de festa e a comunidade de Cadima, terra que viu nascer o cónego Alberto Lopes Gil, não faltou ao chamamento. A igreja paroquial encheu, no passado domingo, para assistir à missa de comemoração dos 50 anos de ordenação do sacerdote, presidida pelo bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, e concelebrada por mais 12 sacerdotes, incluindo o vigário geral e pró-vigário geral e o homenageado.
Depois de João Gil ler para toda a assembleia o currículo do irmão Alberto Gil, foi o momento das ofertas: livros, uma salva de prata e ramos de flores que sensibilizaram o homenageado, que agradeceu de forma sentida pelos "sinais de apreço, estima e amizade". Aplaudido de pé pelos paroquianos, Alberto Gil emocionou-se e agradeceu todo o carinho demonstrado, em especial uma cesta de 50 rosas brancas, originárias da Holanda e criadas na estufa Rosa Mágica, da Taboeira, oferta da família Gil e Mendes.
De seguida, foi feita uma apresentação multimédia com recortes fotográficos dos momentos mais importantes da vida de Alberto Gil. Desde a família, passando pelo seminário, a ordenação, a missa nova, a vida nas paróquias que liderou (Pala, Lorvão, Mealhada e Vacariça), as viagens pelo mundo e os momentos de vida e de verdade, com especial destaque para os cargos que desempenhou: reitor e arcipreste da Mealhada, professor, prefeito e reitor do Seminário Maior de Coimbra, secretário do Instituto Superior de Estudos Teológicos, pró-vigário geral da Diocese de Coimbra, Cónego da Sé de Coimbra e capelão dos HUC, entre as muitas funções desempenhadas.
Seguiu-se a eucaristia. No final, o cónego Gil dirigiu-se à assembleia para falar sobre a sua "identidade como sacerdote". Ao afirmar que a Igreja considera o sacerdócio ministerial como "um dom concedido a alguns dos seus fiéis", Alberto Gil salientou que "a identidade do sacerdote deriva da participação específica no sacerdócio de Cristo, a ponto do sacerdote se tornar na Igreja e para a Igreja, imagem real, viva e transparente de Cristo sacerdote". "Na presença do nosso bispo, queria ainda afirmar que os sacerdotes constituem com o seu bispo um único presbitério e participam, em grau subordinado, do único sacerdócio de Cristo".
O padre Rumor, embora ausente devido à idade avançada, também não foi esquecido por Alberto Gil, que o considerou "um grande amigo e uma referência pastoral", e que visitou no final da festa, juntamente com o bispo de Coimbra e alguns colegas sacerdotes.
O prelado de Coimbra não deixou de salientar a disponibilidade e a entrega ao serviço a Deus deste sacerdote. "Para além das qualidade que reúne é um padre para servir quando necessário. Mantém aos 74 anos a mesma disponibilidade dos 24: se é preciso, aqui me têm", concluiu D. Albino.
A festa continuou no salão da Junta de Freguesia de Cadima, onde marcaram presença centenas de pessoas.


Mirla Ferreira Rodrigues

17 de dezembro de 2007

MENSAGEM DO NATAL - Bispo de Coimbra


Nos dias de Natal a imagem de uma criança prende os nossos olhos e também encanta muitos corações. Aqueles de nós que são crentes fixam essa imagem extasiados, cantando que Deus poderoso se fez Menino!
A força de uma criança reside na sua fraqueza. Ela não tem poder, nem dinheiro, nem prestigio. A sua força é ser vida a crescer!
E a vida de uma criança atrai o nosso olhar e domina o nosso coração. Na sua debilidade clama por ajuda; na sua dependência, requer a nossa atenção; na sua autenticidade, questiona os nossos disfarces. A criança é vida em evidência.
Esta é a primeira lição que, sem palavras, Deus nos dá ao fazer-se Menino, Deus ama a vida humana. E ao nascer débil, dependente e pobre, diz-nos que espera a nossa ajuda, a atenção dos adultos, o calor da família, a protecção da sociedade. De tudo isso Deus necessitou. Porque quis.
Mais tarde, este Menino, feito homem adulto e Mestre, Jesus de Nazazé, resumiu a lição: “Deixai vir a Mim as criancinhas, que delas é o Reino dos Céus”. E “se não vos tomardes como crianças, não entrareis no Reino”.
Neste Natal não podemos esquecer que muitas crianças nos gritam, também sem palavras, que atraiçoámos a vida. No nosso pais, que se considera terra de brandos costumes e bons sentimentos, são muitas as crianças abandonadas; os jornais falam-nos frequentemente de meninos maltratados e de outros obrigados a trabalhos que rendem; nas escolas queixam-se os professores dos inúmeros casos de carências afectivas... E nós, cristãos. não podemos esquecer os milhares de crianças a quem já não damos a conhecer o amor que Jesus lhes tem...
Mas o presépio é eloquente.
Ao olharem para as palhinhas os meninos descobrem que Jesus gosta deles!
E nós, adultos, que vamos aprender com o presépio neste Natal de 2007?
Haverá mais famílias corajosamente abertas à adopção, mormente entre os lares cristãos? Será que a opinião pública e os poderes constituídos se vão convencer de que as instituições para menores são uma necessidade que devemos compreender e acarinhar? Iremos pedir a Deus que os casais se mantenham unidos para que os seus filhos não acrescentem o número das crianças que choram porque os pais se divorciaram?
E que mais nos diz o Menino do presépio?
Pede-nos que falemos dele às crianças: que todos nós, bispo, padres, avós, mães, e pais, professores e catequistas saibamos dizer a verdade aos meninos do nosso tempo: E Natal porque Ele nasceu!
Também nos aconselha a que fujamos de um pecado: o de ficarmos felizes, nós, os adultos, porque contentámos as crianças encharcando-as de prendas em vez de lhes darmos o que mais precisam: atenção e amor.
O Menino, que é Deus, diz-nos ainda que a todos nos quer der um santo Natal.
Com Ele também o deseja para todos o vosso Bispo.


+ Albino Cleto

Escuteiros de Santo António dos Olivais comemoram 80 anos

Nova sede dos escuteiros foi inaugurada no passado sábado com a presença de autarcas e sacerdotes.

Lobitos, exploradores, pioneiros, caminheiros e também antigos escuteiros marcaram presença na comemoração de mais um aniversário. A antiga escola do 1.º ciclo do ensino básico n.º 5, no Largo do Mosteiro de Celas, é a nova sede do Agrupamento 109. O local sofreu algumas obras, ganhando uma nova cor e vida. Antes da cerimónia, ouviram-se os típicos gritos de guerra de cada grupo.
O pároco Frei Domingos presidiu à cerimónia de inauguração à bênção da nova sede. “Formação humana e camaradagem caminha lado-a-lado com a formação espiritual”, disse o franciscano. No entender do Frei Domingos, a prática de escutismo “tira cá para fora tudo o que de belo e bom temos dentro de nós”.
O almoço-convívio juntou à mesa escuteiros, familiares e amigos. A festa contou também com a inauguração de uma exposição fotográfica. A mostra reúne fotos, onde se consegue apreciar “pequenos, grandes momentos” da história do Agrupamento 109.
São cerca de 120 escuteiros que diariamente frequentam o espaço. E numa altura em que as crianças “têm dificuldades em assumir compromissos”, o escutismo tenta combater essa tendência, propondo novas alternativas. Jorge Noro, mais conhecido por “Pituca”, é o chefe de agrupamento adjunto. Anda nestas andanças há vários anos. “Pituca” destaca como ponto forte a grande camaradagem e o sentido cívico que se ganha.
O Agrupamento 109 é um dos 11 agrupamentos de escuteiros da periferia urbana. Fundado em 1927, a história tem se vindo a construir aos poucos. “Temos picos altos e baixos. Há dois anos que queríamos uma sede e agora conseguimos. Daqui para a frente a dinâmica vai ser maior”, explica.
Quanto à pergunta “o que atrai mais os escuteiros?”, Pituca não tem dúvidas: “são os acampamentos. Todos gostam e querem fazer”.