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17 de dezembro de 2007

MENSAGEM DO NATAL - Bispo de Coimbra


Nos dias de Natal a imagem de uma criança prende os nossos olhos e também encanta muitos corações. Aqueles de nós que são crentes fixam essa imagem extasiados, cantando que Deus poderoso se fez Menino!
A força de uma criança reside na sua fraqueza. Ela não tem poder, nem dinheiro, nem prestigio. A sua força é ser vida a crescer!
E a vida de uma criança atrai o nosso olhar e domina o nosso coração. Na sua debilidade clama por ajuda; na sua dependência, requer a nossa atenção; na sua autenticidade, questiona os nossos disfarces. A criança é vida em evidência.
Esta é a primeira lição que, sem palavras, Deus nos dá ao fazer-se Menino, Deus ama a vida humana. E ao nascer débil, dependente e pobre, diz-nos que espera a nossa ajuda, a atenção dos adultos, o calor da família, a protecção da sociedade. De tudo isso Deus necessitou. Porque quis.
Mais tarde, este Menino, feito homem adulto e Mestre, Jesus de Nazazé, resumiu a lição: “Deixai vir a Mim as criancinhas, que delas é o Reino dos Céus”. E “se não vos tomardes como crianças, não entrareis no Reino”.
Neste Natal não podemos esquecer que muitas crianças nos gritam, também sem palavras, que atraiçoámos a vida. No nosso pais, que se considera terra de brandos costumes e bons sentimentos, são muitas as crianças abandonadas; os jornais falam-nos frequentemente de meninos maltratados e de outros obrigados a trabalhos que rendem; nas escolas queixam-se os professores dos inúmeros casos de carências afectivas... E nós, cristãos. não podemos esquecer os milhares de crianças a quem já não damos a conhecer o amor que Jesus lhes tem...
Mas o presépio é eloquente.
Ao olharem para as palhinhas os meninos descobrem que Jesus gosta deles!
E nós, adultos, que vamos aprender com o presépio neste Natal de 2007?
Haverá mais famílias corajosamente abertas à adopção, mormente entre os lares cristãos? Será que a opinião pública e os poderes constituídos se vão convencer de que as instituições para menores são uma necessidade que devemos compreender e acarinhar? Iremos pedir a Deus que os casais se mantenham unidos para que os seus filhos não acrescentem o número das crianças que choram porque os pais se divorciaram?
E que mais nos diz o Menino do presépio?
Pede-nos que falemos dele às crianças: que todos nós, bispo, padres, avós, mães, e pais, professores e catequistas saibamos dizer a verdade aos meninos do nosso tempo: E Natal porque Ele nasceu!
Também nos aconselha a que fujamos de um pecado: o de ficarmos felizes, nós, os adultos, porque contentámos as crianças encharcando-as de prendas em vez de lhes darmos o que mais precisam: atenção e amor.
O Menino, que é Deus, diz-nos ainda que a todos nos quer der um santo Natal.
Com Ele também o deseja para todos o vosso Bispo.


+ Albino Cleto

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