Correio de Coimbra

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6 de março de 2008

JORNADAS QUARESMAIS EM CANTANHEDE

“Estudar a Quaresma com a Bíblia nas mãos”, é objectivo que preside às apresentações de frei Herculano Alves, membro dos Padres Capuchinhos e professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, nas Jornadas Quaresmais deste ano, que arrancaram no passado dia 26, no Centro Paroquial S. Pedro de Cantanhede.
Perante uma plateia de cristãos dos arciprestados de Cantanhede e de Mira, frei Herculano Alves traçou o sentido da Quaresma, com inúmeras passagens da Bíblia, procurando ligar o Antigo e o Novo Testamento com os dias de hoje. Desde logo, explicou que “foi a partir do jejum de Jesus no deserto que a Igreja convocou os cristãos para um jejum de 40 dias antes da Páscoa”. Tempo este que nos faz recordar os 40 anos do povo no deserto, “tempo de castigo e de prova, tempo em que o Senhor realiza maravilhas e de graça, tempo de preparação da entrada na Terra Prometida, que deu origem à preparação do baptismo”, esclareceu frei Herculano, que teve ainda tempo para explicar o sentido da cinza na Bíblia, desde logo o primeiro símbolo quaresmal, que surge na Quarta-feira de Cinzas.
As Jornadas terminarão na próxima terça-feira, pelas 21 horas, no Centro Paroquial.

Tempo de avaliação


João Evangelista R. Jorge

Os homens e as instituições precisam de tempo para avaliação. O progresso não avança sem avaliação adequada do que se faz e para onde se deseja ir.
A primeira diligência para uma boa avaliação é a de encontrar uma medida certa. Depois aplicá-la à realidade física, social ou espiritual correspondente à sua natureza. O saber não se pode medir a metro, os homens não se medem aos palmos. Mas os progressos no conhecimento, na estatura ou na santidade precisam de ser avaliados para aferir e confrontar as realidades no antes e no depois, no mérito ou no encosto, na aplicação do esforço ou na indolência. O prémio e o castigo, o elogio e a censura, são as recompensas visíveis duma boa avaliação. À partida somos iguais mas na caminhada da vida descobrimo-nos muito diferentes uns dos outros.
Porque havemos de continuar a insistir que somos todos Iguais? Ou porque havemos de recusar uma boa avaliação?
No tempo de avaliação, muitas coisas ocultas ou mal avaliadas tornam-se transparentes. Muitos erros se corrigem, muitas opiniões se alteram, muitos caminhos são rectificados na vida pessoal de cada um, nas famílias, nas empresas, nas escolas, nas Instituições públicas e privadas.
E se, no mundo da consciência Individual, a avaliação será o que cada um quiser que seja, séria, exigente ou não, sendo certo que uma avaliação superficial poucos proveitos trará, mas no caso da avaliação há regras que não se podem Ignorar. Não há boa liderança de comunidades ou associações sem boas avaliações. O bom governo de uma instituição exige à partida um bom conhecimento e identificação com os fins e os objectivos para que a mesma instituição foi criada. Não basta apenas as boas intenções.
O método de ava1iação terá de ser encontrado tendo em conta as condições específicas da instituição. Além dos fins é preciso tomar em boa conta as motivações dos agentes e dos utentes. Evitará muitos obstáculos uma pré-avaliação do método a utilizar de modo a obter-se um acordo informal que clarifique alguns conceitos essenciais na avaliação.
Penaliza-nos a todos a polémica e as manifestações públicas que se apoderaram da consciência nacional a pretexto da avaliação dos professores. Todos somos solicitados a entrar na avaliação dos argumentos e dos métodos dos Senhores Professores. A primeira vista a postura do mestre e do educador cedem aos interesses e conveniências duma classe mal tratada. A discussão sobre a avaliação baralha-se com a contestação do método. Por este caminho, não ganha o ensino público nem os professores, nem os alunos, nem os políticos, nem as famílias portuguesas.
À Igreja diocesana de Coimbra por feliz proposta do Senhor D. Albino Cleto, seu bispo, foi colocada em estado de avaliação durante este ano. Como instituição que é, também a Igreja de Cristo se vai aperfeiçoando na clarificação dos próprios fins e, em atenção às mudanças sociais e culturais, na correcção dos objectivos adequados aos tempos. Sendo indiscutível que Ela foi formada pare anunciar aos homens a boa nova da Salvação e salvar o homem do poder da morte e do pecado, ela tem de percorrer os caminhos do homem e dialogar com ele nos mares calmos ou tempestuosos da vida.
Embora sem prévia clarificação do método, sem documentos úteis, como alguns relatórios, estatísticas ou números, as assembleias têm sensibilizado ma Comunidade Diocesana para a importância duma avaliação colectiva.
Aguardamos as conclusões com muito interesse.

Inventariação da Paróquia de Alvorge

José Eduardo Reis Coutinho
A 28 de Fevereiro, conclui-se a inventariação da paróquia de Alvorge, com um total de 128 fichas e numerosíssimas fotografias. Uma tarefa sempre acompanhada pelo senhor Prior, o Padre Pedro Manuel Luís.
Esta unidade territorial tem uma identidade pré-nacional, arqueologicamente rica e historicamente documentada: manifestando uma significativa ocupação desde o Neolítico, tem bons materiais da Idade do Bronze, um vasto acervo da Cultura Castreja, a estação mais importante da Idade do Ferro, no território sul de Conímbriga, e muitos vestígios do domínio romano, da época islâmica e proto-medieval portuguesa.
Incorporada, pela Reconquista Cristã, na área administrativa de Coimbra, é referida, pela primeira vez em diplomas conhecidos, através da herdade régia que Dom Afonso Henriques doou ao Mosteiro de Santa Cruz, em Fevereiro de 1141, e cujos limites, além de ainda perdurarem nas velhas extremas – então mencionadas como confrontações e continuamente respeitadas e, até, assinaladas com a colocação de marcos senhoriais, presentemente chamados marcos de freguesia – mencionam interessantes topónimos locais.
O conjunto da toponímia, consignada nos textos e perpetuada nos aglomerados rurais (apesar de alguma ter perdido a localização geográfica), expressa uma efectiva ocupação humana, muito antiga e profundamente reveladora da implantação moçárabe, com maior ou menor incidência islâmica: Alborge, significa a pequena torre; Façalamim, o campo do Emir; Alcalamouque, o acampamento da mesquita; Aljazede, a aumentadora. Figueiró, Vila Nova e Charneca são alusivos às iniciativas de repovoamento operado pelo senhorio crúzio, a fim de ali estabelecer, nas melhores parcelas, certo número de povoadores e agricultores, dando início às povoações que, em breves anos, apareciam comprovativas do decisivo arroteamento, realizado por vários casais de cultivadores.
Um intenso testemunho da demografia e da colonização complementa-se com uma praça forte e vários encastelamentos elementares, que denotam acções muçulmanas bastante radicadas e determinantes das indeléveis memórias desse passado distante, também retido em Ateanha, Bemposta, Bem Florido e Almálios.
Por ser atravessada, longitudinalmente, pela via romana, de Lisboa a Braga, contar diversos caminhos públicos e a strata maurisca, facilitava os sucessivos confrontos e ataques entre cristãos e maometanos, como esclarecem os fossados, as algaras e o motivo da construção do castelo de Germanelo, pelo mesmo rei Fundador, em 1142, embora já existisse um reduzido sistema defensivo, constituído pelas torres de defesa, de Alvorge/Ladeia e de Ateanha.
Conforme a carta de testamento, datada de 9 de Abril de 1160, Dom Afonso Henriques doa a herdade de Ateanha ao referido Mosteiro que, de pessoas particulares, vai recebendo heranças em Alcalamouque, Figueiró e Aljazede, tudo depois confirmado como património fundiário crúzio, através de privilégios papais de Lúcio II (30 de Abril de 1144), Eugénio III (9 de Setembro de 1148), Adriano IV (8 de Agosto de 1157), Alexandre III ( 16 de Agosto de 1163), Urbano III (6 de Maio de 1187) e Celestino III (26 de Fevereiro de 1192).
Mediante o aforamento registado em carta de princípios de Setembro de 1224, o Mosteiro de Santa Cruz concedia permissão a 40 povoadores para, com as mulheres e os filhos, desde a festa de São Miguel até finais de Janeiro seguinte, se repartirem pelas mencionadas herdades, constituírem casais, desbravarem as terras e promoverem o cultivo agrário, desenvolvendo as actividades agrícolas e incentivando a ocupação destas paragens, estipulando tributos aceitáveis, para que ali se fixassem moradores permanentes.
Devido ao procedimento tomado, há um alargamento da presença humana, em breve redundante na fundação da igreja, edificada no tracto concreto, mencionada em 1321 e dedicada a Santa Maria de Alvorge, a qual surgira a fim de dar satisfação aos sentimentos cristãos da população, estabelecida e existente como freguesia da neo-paroquialidade local, individuada e aglutinante do relacionamento praticado entre lavradores de prédios vizinhos, espontaneamente unidos no comum centro religioso, assinalado pelo campanário.
Nada de materializado subsiste desses tempos cristãos, quer pela pobreza da época, quer pelo facto de todos os utensílios de culto acabarem por ser substituídos por outros, consoante o decurso dos estilos estéticos trazia as novidades e Santa Cruz - ou a Universidade, a que pertencera, após 1537- valorizava o património religioso e sacro.
Como recuado testemunho, permanece o hagiotopónimo São Gens e o que resta de uma veneranda imagem, anterior ao século XV, a que pertence a actual, bem assim outras várias, mesmo arcaizantes, como a de São Martinho de Dume. As produções quinhentistas e os poucos azulejos hispano-árabes acentuam os inícios da fase manuelina, sequencialmente patente, a par das imediatas obras seiscentistas e setecentistas, também testemunhadas em castiçais de latão, estanho e alguma talha.
Relicários e prataria, provindos daquelas últimas centúrias, revelam apreciáveis bens patrimoniais, decerto devidos aos senhorios responsáveis pela gestão das localidades, o Mosteiro de Santa Cruz e a Universidade de Coimbra, respectivamente. Todavia, o geral dos objectos argenteos é de mediana qualidade, como se compreende.
Finalmente, apesar de muitas peças terem desaparecido e, da paramentaria pouco restar, um frontal de altar, de têxtil de Seiscentos, realça particularidades e o quanto havia disperso, nas capelas das maiores localidades, em parte enriquecidas pelo espólio deixado pelos presbíteros de lá naturais.
Em Ateanha, manifesta-se um facto singular: quando a extensa herdade foi dividida para que a área oriental entrasse na zona de rendimentos da Universidade, para financiar ordenados do reitor, de funcionários, de professores e propinas dos estudantes, tudo isso retirado à mesa prioral do Mosteiro de Santa Cruz, a capela passou a ter funções paroquiais, ainda evidenciadas pela variedade das alfaias, dos enterramentos no adro e, principalmente, pela presença da pia baptismal, colocada à entrada e nas proximidades do nicho para guarda dos santos óleos e da concha, usados no rito do Baptismo, um dos raríssimos casos assim documentados na diocese, atendendo às condições históricas das quais evoca sugestivas notoriedades.

O risco da comunhão

Jorge Cotovio

Eu sei que o título é provocatório. Quando tanto se fala em comunhão – quando sabemos que, como humanos, nascemos da união de um homem e de uma mulher, e somos seres que precisamos de viver em "re+lação", quando sabemos que, como Homens, somos filhos da comunhão trinitária que nos projecta para a união espiritual com todos –, seria bem mais "canónico" escrever, por exemplo, o desafio, a urgência, a necessidade, a importância, … da comunhão.
Mas quero pisar o risco. Propositadamente.
Olhando uns anitos atrás, vemos um Abraão a ter de deixar a sua casa, a sua terra para unir e conduzir um povo, vemos Moisés a inquietar-se com um povo para ser fiel à "Aliança", vemos Jesus Cristo a sair do conforto do seu lar e a deixar o seu previsível e tranquilo ofício de carpinteiro para se incomodar com os outros, querendo "que todos sejam um". Também vemos Pedro, João, Paulo, a deixarem as suas fainas, os seus comodismos, as suas rotinas, para pregar a mensagem do Amor, da comunhão. Assim nascem as primeiras "comunidades" cristãs, "católicas" porque querem atingir e unir todos.
Não há dúvida, somos herdeiros da comunhão e somos feitos para a comunhão – uma "união" especial, pois é "comum" a todos. Todavia, num percurso histórico afectado por conflitos, cismas, divisões e individualismos, quais os riscos de vivermos "em comunhão"? Na família, esquecermo-nos de nós próprios para fazermos felizes os outros e aceitarmos o marido, a mulher, os filhos, tal qual são (mas isto é muito difícil, pois cada um de nós também busca o prazer, o conforto e acha que tem sempre razão; e se alguém tem de mudar, são os outros…). Na sociedade, criar "relações" de amizade (que ultrapassem as meras relações institucionais) e gostar mesmo daqueles que não simpatizam connosco (mas isto é muito difícil, exige muito de cada um de nós, e não temos tempo nem paciência para isso…).
E passando para a esfera eclesial? Quais os riscos da comunhão, agora tão insistentemente pedida pelo(s) nosso(s) bispo(s) e pelo Papa (e sentida tão urgente pelos cristãos em geral)?
Nas paróquias, em vez de tantas festas em honra (?) de tantos santos, prescindir de algumas em detrimento de festas "comunitárias" que envolvam várias paróquias (a "unidade pastoral", por exemplo); em vez de vários párocos a trabalhar isoladamente e a procurar acudir a todas as solicitações, talvez uma programação de trabalho em conjunto (algo que já se vai fazendo) e, depois, um trabalho efectivo em conjunto (algo que é bem mais difícil, pois envolve tolerância, aceitação das diferenças, paciência, discrição, humildade); em vez de párocos a assumirem, individualmente, a responsabilidade da(s) comunidade(s), talvez uma maior harmonia e proximidade com os leigos, "co-responsabilizando-os", pois estão unidos na mesma missão (eu sei que isto é muito difícil, pois os leigos foram, durante séculos, educados para a submissão, em vez de ser para a missão!; a comunhão exigirá maior respeito pelo papel específico de padres e leigos, paciência – pois os ritmos são diferentes – , aceitação das diferenças – algo tão difícil, até entre os cristãos mais empenhados – e ausência de atitudes de poder ou protagonismo); em vez de se olhar principalmente para os católicos praticantes, a comunhão exigirá não esquecer os outros, os não praticantes, os revoltados, os indiferentes, os ateus (uma missão que parece quase impossível, quando, actualmente, nem os que nos procuram conseguimos "converter", de modo a assumirem a sua "magnífica" vocação laical; se queremos "comunhão", temos de assumir este risco e ir à procura da ovelha tresmalhada; encontrando uma só que seja, devemos fazer festa).
Nos movimentos e secretariados, quais os riscos da comunhão? Talvez sair dos perímetros do "meu" movimento ou secretariado e encontrar no carisma do outro um grande recurso para a missão comum (como isto é tão difícil, meu Deus! exige ver os outros como membros do mesmo corpo, em vez de "concorrentes"; exige pensar, antes de mais, que ao abrir-me aos outros, não enfraqueço o carisma do "meu" movimento, mas, ao invés, fortaleço-o).
Pela meia dúzia de exemplos expostos (de entre muitos outros que poderia rebuscar), viver em comunhão é difícil e "perigoso": pode provocar abusos, amuos, inquietações, rupturas das rotinas; pode abater protagonismos pessoais e fazer emergir talentos escondidos – o que sempre gera algum "incómodo".
Quando (ainda) parece ser mais fácil (e mais eficiente) fazer-se tudo sozinho, ouçamos, em silêncio, Cristo. Não foi Ele que disse – e há muito tempo! – "quando dois ou três estiverem reunidos em Meu nome Eu estarei no meio de vós"?
Perante esta promessa, quem ainda ousa actuar sozinho?

5 de março de 2008

Jovens de Coimbra vão viver experiência de 24 horas no mosteiro de Celas

A Pastoral das Vocações de Coimbra vai promover nos dias 8 e 9 de Março, uma actividade vocacional para jovens a partir dos 20 anos, intitulada “24 horas no mosteiro”. Segundo um comunicado enviado à nossa redacção, o objectivo desta jornada pretende proporcionar aos participantes a possibilidade única e inédita de viverem 24 horas, de acordo com o ritmo que pauta o quotidiano de uma monja num mosteiro de Cister, a Irmã Miriam Godinho (Monja da Ordem de Cister da Estrita Observância – Trapa) que orientará também este encontro.
Uma parte da actividade decorrerá no mosteiro de Celas, em Coimbra, sendo que o período da noite e da manhã de Domingo será passado numa casa com condições mais apropriadas para o efeito.
O programa consiste, sobretudo, em períodos de oração, de silêncio e de partilha.
Para mais informações sobre esta actividade poderão contactar o Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações através do telemóvel 960292702 ou por e-mail:
24horasnomosteiro@gmail.com
Miguel Cotrim

Autarquia de Coimbra pretende recuperar tradições da Quaresma

Numa tentativa de preservação das tradições ligadas à Quaresma, o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de coimbra vai levar a efeito nos dias 14, 15 e 16 de Março um Ciclo Penitencial da Quaresma.
A primeira iniciativa decorre a 14 de Março, na Praça 8 de Maio, às 21,30 horas, e pretende recriar os “Cantares das Almas” e outras recriações profanas que assinalam o período penitencial, a título de exemplo, o “enterro do bacalhau”, a “queima do judas” ou a “serração da velha”. Esta iniciativa será levada a cabo por 14 ranchos folclóricos do concelho de Coimbra. Ao todo serão mais de 400 figurantes que representarão práticas pagãs usadas nos séculos XVIII e XIX.
Era tradição em muitas localidades do concelho de Coimbra “Cantar-se às Almas”, refere Mário Nunes, vereador da Cultura, “compreendendo ainda outras orações da noite”. “Trata-se de um culto popular e cristão que tem lugar na Quaresma, consistindo em grupos de homens e mulheres que, numa entoada triste e lenta, cantam uma ladainha destinada à salvação das almas do purgatório”, afirmou hoje na apresentação desta iniciativa.
Outras tradições assinalam o período quaresmal: “enterro do bacalhau”, a “queima de Judas” ou a “serração da velha”. Esta última, consiste numa espécie de charivari processual onde era simulada a morte e o enterro de uma velha (a Maria Quaresma). O corpo era por vezes um cortiço ou uma mona com as feições de uma velha simbolizando o tempo penitencial.
No dia 15, ao longo do dia, decorrerá, na Casa Municipal da Cultura, o colóquio “Práticas da Quaresma – da morte colectiva à ressurreição”, que leva a Coimbra a discussão sobre a morte e as práticas religiosas que lhe estão associadas, quer em termos populares, quer em termos científicos. A iniciativa reunirá um conjunto de especialistas e estudiosos que explorarão temas como os ritos e as tradições quaresmais em Trás-os-Montes ou os Cantares da Quaresma. Esperam-se as presenças do Prof. Rui Cascão, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; do Padre António Fontes; Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos; do Doutor Isaías Hipólito; do Dr. Paulo Correia de Melo e do Dr. José Alberto Sardinha.
Ainda, no mesmo dia à noite e na Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova, a Orquestra Clássica do Centro protagonizará um concerto que integra a obra “Requiem em ré menor V 626”, de Mozart. Destaca-se a presença do tenor Carlos Guilherme.
A fechar este Ciclo Penitencial da Quaresma, no dia 16 de Março, a Igreja de Santa Cruz acolherá um concerto pelo Coro de Câmara de Lisboa, que inclui um reportório marcadamente religioso e erudito, em parte baseada na obra “Encomendação das Almas”, cujos textos resultam de cantos religiosos tradicionais portugueses, fruto de uma recolha de Fernando Lopes-Graça.
Miguel Cotrim

Pais do Colégios de Quiaios promovem partilha de experiências

A Escola de Pais do Colégio de Quiaios “Bons Pais Melhores Filhos”, tem vindo a dinamizar diversas sessões com o objectivo de criar momentos de reflexão e de partilha de experiências, por forma a colmatar certos “vazios” sentidos pelos educadores ou formadores de crianças e jovens. No próximo dia 7 de Março, pelas 20,30 horas, na Casa do Povo de Quiaios, a Escola de Pais, convida pais, educadores e a população local para assistirem a uma sessão informativa sobre o Sistema de Incentivos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, com a presença do Dr. João Matias, director regional da Associação de Jovens Empresários, que irá falar sobre os sistemas de incentivos disponíveis.

4 de março de 2008

Renúncia quaresma de Coimbra para lar de meninas em S. Tomé


Como referiu D. Albino, na sua nota pastoral para a Quaresma, a renúncia quaresmal dos cristãos da Diocese de Coimbra destina-se em parte, para apoiar um lar para meninas em S. Tomé e Príncipe. Outra parte reverterá a favor de um centro social em Cabo Verde.
Hoje damos a conhecer o problema de S. Tomé, mais propriamente do lar da paróquia de Santana, onde trabalha o Padre Manuel Cristóvão, natural de Pelmá, da Diocese de Coimbra, e que se dedicou durante muitos anos à Obra de Rua (Casa do Gaiato). Quando chegou a S. Tomé, na paróquia que lhe foi destinada, encontrou um lar para meninas. O primeiro impulso foi fechá-lo – escreve-nos o Padre Cristóvão – dado que não tinha nada para o sustentar". Depois resolveu "aguentar" no meio das maiores dificuldades, utilizando algum dinheiro que lhe fora dado por colegas e amigos aquando da sua última passagem por Portugal. "Mas isso esgota-se" – escreve aquele sacerdote. "Por isso, acrescentou, em carta enviada para um colega de Coimbra, "resolvi escrever… e fazer algumas propostas". Uma delas passava por uma paróquia dar, por ano, o correspondente a 70 ou 80 euros, "que daria quase para sobreviver durante um mês". Outra proposta dirige-se às famílias (ou "grupos de cristãos") que podiam adoptar uma ou várias meninas, "cuja despesa mensal média é de 35 ou 40 euros" (pouco mais de um euro, ou dois cafés por dia).
Conhecendo este pedido, o Bispo de Coimbra decidiu que parte da renúncia quaresmal dos seus diocesanos servisse para que este lar em S. Tomé possa continuar a desempenhar a sua missão de apoiar os mais carenciados.

Paróquia de S. Martinho do Bispo realiza segunda sessão do “despertar da fé”


A paróquia de S. Martinho do Bispo vai realizar no próximo dia 8 de Março a segunda sessão da formação do "Desperta da fé". O programa vai desenrolar-se entre as 9,30 horas e as 17 horas, no Centro Paroquial de S. Martinho do Bispo, em Bencanta, com o seguinte programa: Da parte da manhã serão abordados os temas "Desperta da fé em ambiente paroquial" e "motivação e disciplina" e da parte da tarde será abordado o tema "Abrir a Bíblia com os mais pequenos". A orientação deste encontro estará a cargo da pedagoga Maria João Ataíde, professora na Escola de Educadores de Infância Maria Ulrich e da Maria José Bruno, membro do Departamento de Catequese de Lisboa. Um programa interessante para todos os catequistas, pais e pessoas com responsabilidades na educação de crianças, principalmente nas idades entre os 3 e os 7 anos. Podem inscrever-se directamente na Casa Paroquial através do telefone 239 814861, das 9 às 17 horas, ou para o telemóvel da Alexandra Quaresma 91 8231353.

Ordem do Romeiro do Divino Senhor da Serra


A Ordem do Romeiro do Divino Senhor da Serra, vai mandar celebrar, no próximo domingo, dia 9 de Março, pelas 12 horas, no Santuário do Divino Senhor da Serra, em Semide (Miranda do Corvo), uma missa por alma do senhor Dr. Juiz Conselheiro, Armando Pinto Bastos, por ocasião do terceiro aniversário do seu falecimento. Armando Pinto Bastos à data do seu falecimento, desempenhava as funções de Procurador. Era romeiro fundador e fez parte da comissão promotora para a criação da Ordem do romeiro. Natural do Senhor da Serra, foi um exemplar defensor, para a divulgação do culto ao Divino Senhor da Serra e para engrandecimento daquele santuário.

Oficina do Idoso promove viagem a Fátima


A Oficina do Idoso, equipamento da ANAI – Associação Nacional de Apoio ao Idoso, irá promover no próximo dia 1 de Abril, uma viagem a Fátima e Nazaré. A referida viagem incluirá uma visita à nova igreja de Fátima, à exposição "Fátima Luz e Paz", ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e uma viagem no ascensor da Nazaré. Todos os interessados em participar, poder-se-ão inscrever na Rua João cabreira, n.º 18 ou pelo telefone: 239 852720.

Reunidos na Tocha


MCE quer universitários mais activos

Os estudantes do Ensino Superior ligados ao Movimento Católico de Estudantes (MCE) estiveram reunidos no passado fim-de-semana, na Tocha, para reflectir sobre o seu papel na sociedade e no ensino. Luísa Machado, coordenadora nacional-adjunta do sector do Ensino Superior do MCE, disse à Agência Ecclesia que os estudantes universitários "deviam ter um papel mais activo". E acrescenta: "muitas vezes não temos voz porque não fazemos o esforço suficiente para tal". No projecto «Ser Cristão e Estudante no Ensino Superior», os militantes do MCE realçam que "queremos contribuir para que os estudantes se questionem sobre o sentido do seu estudo e que, dessa forma, discutam sobre o projecto cultural da nossa sociedade". Para tal, propõem reuniões de grupos "de estudantes cristãos nas várias escolas de ensino superior para discussão sobre ser cristão e estudante do ensino superior": Nesses encontros pretendem dar resposta às questões: "Que valores prevalecem nos nossos locais de estudo?; Que projecto cultural estamos aí a construir?; Como nos confrontamos com ele, enquanto cristãos?; Que discussões devemos propor aos nossos colegas e professores?". Um dos traços fundamentais da identidade do Movimento de Católico de Estudantes é o compromisso com a realidade como expressão de Fé. "Reconhecendo a nossa condição de movimento de leigos no mundo, torna-se essencial assumir um cristianismo de vivência prática, que não se fecha na ideologia e na devoção intimista, mas pelo contrário se deixa interpelar pela novidade de Jesus Cristo, entendendo a sua mensagem como um apelo profundo à transformação do mundo no sentido da sua humanização" – realça o movimento.
Ecclesia

Carapinheira reviveu Procissão de Passos


Cumprindo uma centenária tradição religiosa na vila da Carapinheira, a “Procissão do Senhor dos Passos”, que saiu à rua dia 2, culminou numa significativa manifestação de fé e devoção, reunindo centenas de fiéis que viveram intensamente este acto litúrgico.


A “Procissão dos Passos”, na paróquia da Carapinheira, que se realiza anualmente no IV domingo da Quaresma (Domingo de Laetare), constituiu uma significativa manifestação de fé e devoção, que foi visível durante o espiritual e silencioso cortejo litúrgico, apenas suspenso pelo entoar da Verónica, em latim, “O vós omnes qui transitis per viam atendite, atendite et videte si est dolor sicut dolor meus” (Ó vós todos que passais pela via (caminho) olhai, olhai e vede se há dor igual à minha dor), causando alguma emoção aos mais sensíveis. Esta festa litúrgica, de preparação da celebração da Páscoa, cuja procissão saiu à rua dia 2, culminou numa significativa manifestação de fé e devoção, com séculos de existência, reunindo centenas de fiéis que viveram intensamente este acto litúrgico. Os sermões foram proclamados, com elevação, pelo padre Ilídio Graça, pároco na Unidade Pastoral de Proença-a-Nova (diocese de Portalegre/Castelo Branco), pertencente à Congregação do Preciosíssimo Sangue.
Os pontos altos das cerimónias de domingo residem na Eucaristia e Sermão do Pretório, destacando-se também o Cantar da Verónica e o Sermão do Encontro, numa simbologia do encontro de Cristo com sua Mãe, a caminho do Calvário.
A solene Procissão dos Passos ofereceu a participantes e espectadores, em quadros alegóricos e encenação dramática, a caminhada de Cristo até ao Calvário. Nela seguiram as figuras que “intervieram” no julgamento, condenação e morte de Jesus: soldados, algozes e inimigos; mas também Cireneus e amigos, Madalenas arrependidas e piedosas mulheres. O próprio Jesus, o “Senhor dos Passos”, levando a cruz às costas (a imagem do Senhor dos Passos, apresenta-O com um dos joelhos no chão e a Cruz aos ombros), percorreu as ruas da vila, como outrora percorreu as de Jerusalém, numa autêntica “Via-sacra”. No Sermão do Encontro, algumas lágrimas brotaram, resvalando pelos rostos das pessoas mais sensíveis, exprimindo o mais exímio sentimento de dor, fé e esperança.
Esta manifestação de fé e reconciliação, presidida pelo pároco José Luís Ferreira, acolitado pelos padres António Domingues e Ilídio Graça, terminou na igreja, com o Sermão do Calvário com a representação do Gólgota. Entretanto, na semana anterior, ocorreram diferentes actos litúrgicos, com realce para a “via crucis” realizada pelo Grupo de Jovens, e visita aos doentes da paróquia.

Aldo Aveiro

3 de março de 2008

Nas ordenações de dois Padres e um Diácono, D. Albino Cleto afirma:

“A figura do Padre continua a ser estimulada e desejada nos meios mais descristianizados da nossa diocese”

A Sé Nova encheu no passado domingo para a ordenação de dois presbíteros e um diácono. Há muito que não se assistia a uma tão grande manifestação de fé em Coimbra. A Diocese de Coimbra esteve em festa, não só pelas ordenações que se concretizaram, mas também pelo anúncio de 200 baptismos

D. Albino Cleto conferiu, no passado dia 2 de Março, a ordenação sacerdotal a Filipe Diniz, do Corticeiro de Cima e a Paulo Simões de Penacova; e a ordenação diaconal ao finalista de Teologia João Fernandes, natural de Almagreira perante uma Sé a abarrotar de fiéis.
A missa foi presidida por D. Albino Cleto e concelebrada por cerca de uma centena de sacerdotes.
Na sua longa homilia, para além das referências às leituras e ao Evangelho, D. Albino destacou a missão do Diácono e do Padre no seio da Igreja. Para o Bispo de Coimbra, a “figura do Padre continua a ser estimulada e desejada, até mesmo, nos meios mais descristianizados da diocese”. Interpelando os candidatos sobre o diaconado e o sacerdócio, D. Albino respondeu que “têm como obrigação de serem luz para o mundo”. “Um Padre é uma lâmpada acesa, pela vida que dá à comunidade”, sublinhou ainda.
O prelado confessou que “há muitos lugares desta querida diocese que me pedem um padre”, porém respondeu, que “não quero ter padres para encher as casas paroquiais ou os centros sociais, mas sim para serem a luz dessas comunidades”. “De que vale ter uma casa com muita luz, bem montada e organizada, se depois não tivermos corrente?”, perguntou o Bispo de Coimbra, para logo responder: “Nós, Igreja, por vezes somos assim, temos tudo muito bem organizado e depois não estamos ligados à corrente que é Jesus Cristo”.
“Um Padre ou um diácono não é luz pela sua inteligência ou pela sua habilidade, mas sim por ser fiel a Jesus Cristo”, realçou ainda o prelado. “Sejais fiéis a Jesus Cristo, queridos irmãos, para que possam iluminar mais e melhor” as nossas comunidades, pediu, no fim, o Bispo de Coimbra aos novos padres e diácono.
A cerimónia foi sem dúvida de festa. O Bispo de Coimbra não escondeu a sua felicidade perante este acto. As palmas entoaram pela Sé Catedral, famílias e amigos dos novos e recém ordenados não esconderam a emoção sentida após a cerimónia.
Paulo Simões é natural de Penacova. Ainda passou pelos bancos da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, antes cursar Teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET), no Seminário Maior. Irá continuar o seu trabalho que tem desenvolvido junto das comunidades paroquiais de Almagreira, Pelariga, Redinha, Tapeus e Pombal, assim como na Pastoral Juvenil da Região Pastoral Sul.
Filipe Dinis, natural de Corticeiro de Cima, continuará nas paróquias da região de Ferreira do Zêzere. João Fernandes, natural de Almagreira, encontra-se a frequentar o último ano do curso de Teologia, e está a estagiar nas paróquias de Seixo da Beira, Ervedal, Lagares e Meruge.
A missa nova do Padre Diniz será no Corticeiro de Cima, no próximo dia 8 de Março e a do Padre Paulo em Penacova, no dia 9, ambas pelas 16 horas.


Miguel Cotrim

Escuteiros de Santa Clara em festa



O Agrupamento n.º 162, de Santa Clara, Coimbra, viveu no passado dia 1 de Março um grande dia de festa, com a promessa se treze Lobitos, oito Exploradores, quatro Pioneiros e dois caminheiros.
Este agrupamento que possui mais de cem elementos, está a comemorar o seu 80.º aniversário. Para o pároco de Santa Clara e assistente espiritual deste agrupamento “é uma felicidade pertencer a um grupo, onde a amizade, a solidariedade e a oração são valorizados”.
O Padre António Sousa deixou ainda palavras de estímulo aos chefes que passam muitos serões a prepararem as actividades escutistas. Um verdadeiro voluntariado em prol da juventude da freguesia que muitas vezes é pouco valorizado e reconhecido.
Para aqueles que fizeram as suas promessas, o Padre António Sousa desejou ainda as maiores felicidades, procurando no movimento, o ideal do escutismo. Ideal esse, que é o ideal cristão, do amor ao próximo. Sede perseverantes na vossa acção e no vosso trabalho!

Conferências Quaresmais em S. José



É preciso saber utilizar a linguagem para cativar os jovens

Dois conferencistas: um jesuíta e o outro diocesano, abordaram os diferentes tipos de linguagem que devem ser usados pela Igreja para cativar a juventude.

“Desinteresse e empatia é aquilo que muitos jovens sentem por parte da Igreja”, esta afirmação é do jesuíta, Padre Nuno Tovar, proferida no passado dia 28 de Fevereiro, nas Conferências Quaresmais das paróquias da cidade.
Para o Padre Nuno Tovar, “há um problema de comunicação, onde muita coisa não diz nada aos jovens”. A começar pelo tratamento, os gestos e determinada linguagem que utilizamos na Igreja faz que com muito jovens não se sentem atraídos, disse o jesuíta perante um auditório cheio. “No fundo, todos andamos à procura de Jesus Cristo”, e os jovens sentem a falta de espontaneidade, gostam de se sentirem à vontade e muitas vezes não encontram isso na Igreja, afirmou o conferencista.
O que fazer? Questionou o jesuíta. Não existe uma linguagem exclusiva para falar de Jesus Cristo. Para o padre Nuno Tovar, é essencial uma “simplicidade verbal” na liturgia. “Nós sacerdotes, temos que saber utilizar palavras mais acessíveis, ensinando e traduzindo”, afirmou. Por outro lado, “é necessário uma descodificação das palavras e dos gestos” que utilizamos nas eucaristias. O Padre Nuno Tovar reconhece que há uma grande falta de formação por parte dos nossos leigos e a Igreja tem que fazer algo nesse sentido. Quando não existe formação, o diálogo torna-se muito difícil com quem não acredita. É necessário aprender a linguagem simbólica, como a posição das mãos, etc.
Hoje, há também um pragmatismo em relação à vida. Um jovem quando vai à Igreja, espera encontrar coisas boas para a sua vida, explica este jesuíta. È o fenómeno de uma sociedade de consumo. Outro ponto, que o Padre Nuno Tovar abordou foi a questão dos ambientes das igrejas. As igrejas têm que ser acolhedoras e confortáveis. Mas, “a linguagem da Igreja não é só a linguagem dos padres”, disse o Padre Nuno Tovar. Para este sacerdote, “existe uma excessiva timidez na afirmação da nossa fé”. Por exemplo, em determinados sítios públicos, como restaurantes, não nos benzemos antes das refeições. Há também, um prazer de dizer mal da (nossa) Igreja, não somos capazes de defender aquilo que é nosso.
Para o Padre Nuno Tovar, a Igreja da Europa está a voltar aos princípios do cristianismo. “Temos que apoiar aqueles que vêm à Igreja” e utilizar a “linguagem da bondade” que os jovens tão bem conhecem.

O segundo conferencista, o Padre João Paulo Vaz da Diocese de Coimbra abordou o tema: «Construir Comunidade: Linguagem da fé para os jovens de hoje», numa perspectiva diferente do Padre Nuno Tovar. Este sacerdote que tem utilizado a linguagem da música para evangelizar, foi muito crítico em relação a música usada nas eucaristias. “Muitas vezes, nas eucaristias, debitamos notas musicais e esquecemos a mensagem”, afirmou o Padre cantor. “As letras e músicas dos meus trabalhos são minhas, porque tenho a necessidade de fazer passar determinada mensagem”, realçou João Paulo Vaz na sua conferência.
Para este jovem sacerdote, a “Eucaristia é o maior dom da Igreja, se queremos cuidar dela como fonte de vida, temos que ter cuidado com a linguagem”, nomeadamente o da música.
Outros tipos de linguagem que o Padre João Paulo Vaz usa são o do “olhar” e o do “toque”. “Todo o nosso corpo está envolvido na comunicação”, afirmou este sacerdote, responsável pela Pastoral Juvenil da Diocese de Coimbra. “Usar o olhar como fonte de inspiração, de partilha, de verdade, é uma coisa estrondosa”, realçou. “Temos todos estes instrumentos dentro de nós, não precisamos de ir procura-los fora”.




Miguel Cotrim