Correio de Coimbra

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19 de fevereiro de 2009

Convívios Fraternos

Estão abertas as inscrições para o próximo Convívio Fraterno na Diocese de Coimbra, que terá lugar na Casa da Sagrada Família, na praia de Mira, de 2 a 5 de Abril.
Sendo o Convívio Fraterno um encontro de experiência/partilha de fé, lembramos que nele devem participar jovens maiores de 18 anos, com vontade de se conhecerem e conhecerem melhor Jesus Cristo.
A data limite das inscrições é 28 de Fevereiro de 2009. As inscrições devem ser enviadas para: Padre Fernando Pascoal, Rua Principal, 63 – Grada – 3050-102 Barcouço.
Para esclarecimentos adicionais contactar
cf.coimbra@sdpjcoimbra.net ou geral@cfcoimbra.net.

Retiro de Adultos

No dia 8 de Março, vai realizar-se no Almegue, sede do Instituto Secular das Servas do Apostolado e por elas dinamizado, um dia de retiro com os seguintes objectivos: Deixar-se encontrar por Deus que nos procura; Rezar a e com a Bíblia; Aprender de S. Paulo a urgência do anúncio do Evangelho; Quem quiser participar deve inscrever-se através do Tel. 230 440 221 ou por mail:mrosario.cruzvirgilio@gmail.com, até ao dia 1 de Março.

Peregrinação a Taizé

O Padre João Paulo Vaz e mais alguns jovens da Diocese de coimbra participam, mais uma vez, na peregrinação anual a Taizé, organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil da Diocese de Coimbra.
A partida está marcada para dia 21 de Fevereiro, e o regresso agendado para 2 de Março.

18 de fevereiro de 2009

NOS DIAS 3, 4 E 5 DE ABRIL

Paróquia de Febres prepara o 4.º Encontro Arciprestal de Jovens de Cantanhede e Mira


- Inscrições são feitas junto do responsável das paróquias e terminam no dia 15 de Março



Pela primeira vez o Encontro Arciprestal de Jovens de Cantanhede e Mira (EAJ-CM) vai realizar-se em Febres, nos dias 3, 4, e 5 de Abril, coincidindo no fim-de-semana de Ramos e com as comemorações do Dia Mundial da Juventude. Depois de Outil, Cadima e Portomar cabe à paróquia de Febres por mãos à obra e organizar este evento, orientado pelo padre João Paulo Vaz, pároco de Outil, Portunhos, Sanguinheira e Bom Sucesso em conjunto com uma equipa de responsáveis inter-paroquiais. Este encontro vai oferecer um fim-de-semana de diversão, convívio, partilha de experiências, contacto com a natureza e, sobretudo, o crescimento na fé, na presença de Cristo, entre todos os participantes.
A apresentação pública do encontro foi feita por três elementos da organização, Daniel Martins, Andreia Dias e Marina Melo, no passado dia 13 de Fevereiro, no Lago dos Cedros, local escolhido para o encontro. O evento vai ser em regime de acampamento, onde música, jogos, workshops, caminhadas e momentos de reflexão não vão faltar (ver programa). O ponto alto do encontro será o domingo de Ramos, com a celebração da eucaristia e o almoço-convívio entre os jovens e as famílias. Destinado para jovens dos 14 aos 25 anos, o tema central para este ano é “Pomos a nossa esperança no Deus vivo”.
A missão centra-se em reunir mais jovens possíveis da comunidade, envolvendo todas as paróquias de Cantanhede e Mira, que no total são 20 paróquias. “Falta-nos incluir apenas as paróquias de Sepins, Ourentã e Tocha para participarem neste encontro”, revelou Daniel Martins, confiante que o encontro terá cerca de 300 jovens inscritos.
As inscrições estão abertas até dia 15 de Março, junto do responsável de cada paróquia, e tem um custo simbólico de cinco euros para as refeições.

Programa

3 de Abril (sexta):
17h00 - recepção / montagem de campoTarde de Festa com bandas, karaoke e muito mais...
20: 00 Jantar partilhado
22:00 Jogos Nocturnos

4 de Abril (sábado):
8h30 - alvorada
9h00 – pequeno-almoço
10h00 - workshops
13h00 - almoço
14h30 - caminhada peddy-paper
18h30 - banho
20h15 - jantar
21h30 - serão nocturno

5 de Abril (domingo de Ramos):
8h30 - alvorada
9h00 – pequeno-almoço
10h00 - actividades com base no domingo de Ramos
11h30 - Santa Missa de encerramento
13h30 - almoço festivo com as famílias



Carla Assunção

Criatividades


Por Jorge Cotovio


Parece não haver dúvida quanto à necessidade de "inovarmos", de pormos a render a nossa "imaginação criadora". A sociedade já há muito aprendeu esta lição. E as empresas de sucesso são aquelas que não perdem tempo a lamentar-se com as crises, nem aguardam os subsídios dos Governos. Antes, são as que sondam as oportunidades (e não as ignoram) e arriscam novos métodos, novos desafios, para chegar aos mesmos fins (ou a novos fins).
A Igreja, embora seja uma empresa "de sucesso" - começou com uma dúzia de operários, prosperou ao longo de séculos, e, mau grado alguma crise latente, não se prevê a sua falência… - parece (ainda) não entender estes "novos" sinais dos tempos. Todavia, talvez a reboque da nova cultura societária, começa a escrever-se muito sobre a urgência de mudança de paradigma. Curiosamente, no último Correio de Coimbra, três textos alertam para esta questão. O José Dias da Silva fala, com esperança, dos desafios da crise: com tempos novos, exigem-se "soluções novas"; "é tempo de criatividade"; "um contexto desfavorável é também uma oportunidade para descobrir novas soluções" (p. 1). Na página 3, a propósito do X Colóquio Nacional de Paróquias, diz-se que "Alterações na sociedade exigem criatividade na transmissão da fé". E nesta mesma página, anuncia-se a abertura de um "espaço de recolhimento" num Centro Comercial, paradoxalmente, por iniciativa do Centro…
Este último texto aponta uma solução criativa, mas vinda "dos outros", dos que estão "do lado de lá", dos "materialistas", quiçá adversos (julgamos nós) ao religioso. Puro engano! Estou (cada vez mais) convicto que a "nova evangelização" passa, sobremaneira, pelo contributo que "os outros" - aqueles que estão à margem do nosso redil, por opção, por ignorância, ou porque os atirámos para lá com as nossas hipocrisias - podem dar, como "pessoas", como "filhos de Deus". Como diz o Dias da Silva, "só com o contributo de todos, podemos fazer da crise um factor de não ruptura mas de coesão social". E este "todos" implica muita comunhão (ou seja, trabalho em conjunto, articulação de esforços, respeito pela opinião do outro) entre os cristãos, entre as estruturas paroquiais, entre os párocos e paróquias, entre as estruturas diocesanas (só um "piqueno" desabafo: como se entenderá que no último Conselho Pastoral Diocesano - o maior órgão de concertação da diocese, e que apenas reúne três vezes por ano -, realizado há duas semanas, só tenha participado metade dos seus membros? como se entenderá que numa primeira reunião convocada pelo novo Serviço de Informação da diocese, só tenham participado seis, das dezasseis estruturas convidadas? pronto, já desabafei!), entre os bispos e as dioceses, entre a Fé e a Ciência, entre a Igreja e a sociedade.
Vá lá, desta vez parece que vamos aproveitar esta oportunidade que a sociedade do consumo nos proporciona. Já há meia dúzia de anos o Secretariado Diocesano da Família promoveu neste mesmo espaço comercial uma sessão sobre "O marketing na pastoral". E tivemos toda a abertura para o evento, que quis ser um "sinal". E já nessa altura falávamos da necessidade de irmos ao encontro das pessoas, onde elas estão, vivem e convivem, rompendo com (algumas) rotinas. A lógica, porém, era sermos nós, Igreja, a tomar a iniciativa. Mas não. Foram "eles". Este Espírito é mesmo enigmático, troca-nos as voltas, altera surpreendentemente a direcção do "sopro", parecendo alertar-nos para novos voos. E nós, ingénuos e "preguiçosos", fingimos não perceber, porque nos dá menos trabalho (?) continuarmos na mesma.
Esquecemo-nos, demasiadas vezes, que o nosso Mestre, já perto do seu fim (terreno), ordenou aos seus homens para atirarem a rede "para o outro lado". E quando eles obedeceram, a rede veio carregada de peixes… Tendo nós uma doutrina tão rica, sabendo pregar tão bem estas "coisas", de que é que estamos à espera? Por que razão insistimos em soluções velhas para tempos novos?
Saibamos, nós em Igreja, aproveitar este momento da história para valorizar o "espiritual", uma vez que a maioria das pessoas vai chegando à conclusão que os pilares onde assentam o "material" são frágeis e efémeros. Nesta perspectiva, potenciemos a excelente oportunidade de evangelizar que uma "catedral do consumo" nos oferece. E além da estética e conforto do espaço, tenhamos lá pessoas para acolher. E, de entre estas, um sacerdote a fazer aquilo que lhe é mais específico - ouvir e "animar" as pessoas, quiçá, confessá-las.
O Dolce Vita abriu-nos as portas (da "nova" evangelização). Será que temos arrojo, criatividade e fé para semelhante desafio?

Inventariação da Paróquia de Vila Nova de Poiares


Por José Eduardo Reis Coutinho

Em 17 deste mês, ficou completada e concluída a inventariação da paróquia de Vila Nova de Poiares, com um quantitativo de 150 novas fichas e o pormenorizado registo fotográfico do património considerado, na igreja matriz e nas muitas capelas, em parte zelosamente reunido e salvaguardado pelo senhor Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar, durante o exercício da paroquialidade, que lhe fora conferida. A presente tarefa teve o acompanhamento do actual Prior, o Padre Joaquim Lopes Ribeiro Natário, e do senhor António Esteves Pina Gil, assim como de outros colaboradores.
A designação toponímica nada tem de suposta medievalidade, visto provir do municipalismo local, datando da recente elevação da sede concelhia à categoria de vila, em 17 de Agosto de 1905, sem que tal facto exclua um eventual assentamento remoto, assim designado - villa - no sentido territorial-agrário, com evolução e diferenças oscilatórias, como vigorava, no País, até ao terceiro quartel do século XIII.
Interessante, porém, é o elemento toponímico Poiares, de frequente distribuição na metade norte de Portugal e manifesto indício de ancestralidade, denotando possíveis explicitudes arqueológicas, através do plural de poiar, podiale-, pelo latim, ou, como derivado de poio, na forma resultante de podiu-, com o vetusto sufixo - ar, toponimicamente fixado, no século X, apesar de interpretação obscura.
Outros exemplares toponímicos compõem distintas origens históricas. Expressamente, Crasto - apesar do nítido rotacismo - alude a fortificações castrejas, instaladas na topografia roqueira e anteriores à romanização; Framilo, que indica um possessor pré-nacional, de origem germânica, Filimirus; Safail, de hipotética proveniência islâmica, pelo intenso moçarabismo da região conimbricense, até à Reconquista, em 1064, ou, talvez, visigótico, enquanto genitivo pessoal, terminado em hildi, a designar uma possessão agrária; Couchel, que, pela desinência -el (de -ello), revela carácter moçárabe; Vaide, a representar, por certo, um genitivo, de nome pessoal germânico, Valaildus, pela forma dissilábica Vaíde, consonante à alteração do assento, devido ao antigo Vaídi.
Úteis, sobretudo, são as prestimosas informações prestadas em documentos escritos, datados dos séculos IX e X, acerca destes territórios e concernentes a lugares memoráveis, porquanto, a 4 de Setembro, de data compreendida entre 850-866, o rei Ordonho I, de Leão, doava ao abade Dom Justo, do mosteiro de Lorvão, in suburbio de conimbrie uilla que dicunt algazala cum quantum adprestitum ominis est. uineas pumares terras ruptas uel inruptas. Et alios uillares iuxta ribulo mondeco nomine lauredo et sautelo (…) per suos terminos anticos (Diplomata et Chartae, 2), menções estas que constituem um especial valimento, na localização das villae existentes nesse tempo, e no repartimento de vilares, independentes, individualizados como fracções de vilas agrárias, anteriores, de cujo longínquo passado ainda subsiste um sugestivo Vilar.
Depois, o contencioso provocado pelos habitantes desavindos das villae de Alkinitia (Alcainça, como seria hoje, segundo a evolução fonética, normal) e Cova (Penacova), conduziu à divisão efectuada, entre os territórios, em 6 de Agosto de 936, determinada na presença do conde Ximeno Dias, imperante local do rei leonês. A divisória é traçada de modo preciso, referindo ad arcas, ad arcas duas, contexta saxinea, per petras fictiles e arca terrenea, qui diuident inter alkinitia et uilla coua et lauredo (D.C., 42), o que traduz a profusão de factos arqueológicos - dolmens e menires -, reporta certa cadência de monumentos megalíticos e vincula um ancestral povoamento, respeitador das velhas confinações, imemoráveis, ulteriormente ligados, com grande probabilidade, a limites de prédios, da centuriação romana.
No dia 25 de Fevereiro de 980, os esposos Gaudino e Composta doavam, aos religiosos laurbanenses, metade de Alcainça: de uilla alquinitia media ubi est uestra ecclesia uocabulo sancti martini territorio miranda et nostras cortes cum casas et intrinsecus domorum omnia (…) nostras uineas iuxta illa ecclesia cum suas aquas et suos ortos (D.C, 127), salientando as actividades agrícolas, o casario e a igreja, num procedimento posteriormente tido, também, por Secular e Abuzat, ao doarem, em testamento, à mesma comunidade, a herança que tinham in uilla de alquinitia et nostras cortes cum casas et lagare et cupas IIIs et uineas cum suas clausas et quarta de pomare que fuit de iacob alkerna et Ve mazanarias que abeo de parte auio meo abuzag (D.C., 165).
Maioritariamente, as notícias expostas abonam a génese dos povoados e daquelas circunscrições geográficas, férteis e aprazíveis, cultivadas e desenvolvidas, agregadas num crescendo, seguidamente pronunciado na multiplicidade toponímica, alusiva à colonização proto-nacional, nos séculos XI-XII, manifestando a realidade de então: Vale de Afonso, Vale de Lobo, Vale de Vaíde, Vale de Vaz e Vale de Viegas indicam o assento de uma família, em cada qual dos respectivos locais, pois, o vocábulo enuncia o arcaico valle, paralelo a vallo, que significa propriedade rústica, vallada, cercada de muros, paliçadas, ou, sebes, como já, no século X, alguns prédios apareciam mencionados, cum suas clausas, chousas, ou, cercados, as vedações. Em reforço de nada dependerem da modalidade do relevo depressionário, alongado e composto por talvegue e duas vertentes, estes são de modelação ligeira, de colinas cultivadas e caracterizados pelos próprios determinativos pessoais, que designam as recuadas origens e os começos agrários, igualmente afirmados em Póvoa, a partir da época sesnandina - afonsina.
Também Venda Nova preserva a lembrança toponímica da célebre albergaria de Poiares, contemplada no testamento de Dom Sancho I, em 1211, com o legado de 200 maravedis, e pela rainha Dona Dulce, que lhe doara toda a actual freguesia de Ervedal da Beira, como salientam as Inquirições, de 1258, o que diz bem a importância da instituição para o monarca - só agraciara mais quatro, congéneres - e para a esposa, movida pela piedade cristã e pelo interesse no benefício social, da assistência prestada, compreensivelmente determinante da desenvoltura da terra.
Perante factos deste teor, à semelhança daqueles em que, nos primórdios, a par do povoamento seguia a cristianização, como garantia de perfeita estabilidade, pela satisfação do sentimento católico dos povoadores, outro tanto acontecia na plena Idade Média, cuja egreia de Poiares, que pagava colheita, vem elencada no censual diocesano e prelatício de Coimbra, um manuscrito datável da segunda metade do século XIV, possivelmente do reinado de Dom Fernando.
Contudo, à vista, nenhum património material subsiste desses longínquos tempos, porque o gradual suceder das gerações vai secundarizando e substituindo as identidades anteriores, frequentemente desconjuntadas e deixadas ao abandono, mas, acolhidas nas preservantes camadas estratigráficas, do solo natal, que as guarda e retém, para ceder, confiante, aos cuidados reconstrutivos da Arqueologia, benfazeja.
Volvidas essas etapas, de meio milénio, igual periodização dá sequência, mais palpável, à memória constituída, com acentuado carácter duradouro, expresso na vasta produção escultórica, em calcário, dos séculos XV a XVII; em terracota e madeira, desta centúria e da seguinte, com sugestivos estofados; e na pintura, daquela última periodização.
Seguidamente, o grupo dos metais integra objectos em bronze, latão e estanho, usados em diferentes modalidades, ao serviço da iluminação, na liturgia, embelezada pelo aparato das peças vulgares, ou, requintadas, renascentistas, maneiristas e proto-barrocas, ostentando prestigiantes afirmações solenes, condignas de abrilhantar as manifestações públicas da fé, após celebrações sagradas, junto de retábulos imponentes, admiráveis e aurifulgentes, como efusão permanente da transcendência divina.
Livros litúrgicos, paramentos, objectos de devoção e vários utensílios, de reconhecida função, compõem a globalidade patrimonial, enquanto certificam tendências estéticas, preferências divulgadas e permitem averiguar frequências, sendo reveladores de circuitos comerciais estrangeiros, da difusão até lugarejos recônditos e da concessão de valores admiráveis, apresentados e transmitidos aos fiéis, pela novidade das formas, pela riqueza ornamental e pelo realce da impressionante dimensão sacralizante.

17 de fevereiro de 2009

Retiro para casais


Em parceria com o Instituto Secular das Cooperadoras da Família e o Movimento por um Lar Cristão (MLC), o Secretariado diocesano da Pastoral Familiar vai promover um retiro para casais da diocese, durante a Quaresma que se aproxima. Será no dia 8 de Março, na Casa de Santa Zita (Rua Gil Vicente, 2, em Coimbra), das 9 às 17:30, e terá como orientador o Padre Luís Miranda. Os casais que tiverem filhos poderão trazê-los, pois está garantido um serviço de acolhimento aos mesmos. Esta iniciativa destina-se a todos os casais que desejem fazer uma experiência de recolhimento, num tempo litúrgico quer nos faz apelo especial à conversão. As inscrições podem ser feitas no local ou através dos telefones 239701527 ou 963052046, até ao dia 2 de Março.

Coimbra recebe o primeiro Curso Alpha


Visando aprofundar a fé e fazer novos discípulos, irá iniciar-se amanhã no Bordalo (paróquia de Santa Clara), o primeiro Curso Alpha, alargado às paróquias de S. Martinho do Bispo, Antanhol, S. José e Semide. Cerca de meia centena de pessoas, acompanhados por duas dezenas de animadores, aceitaram participar no primeiro Curso Alpha, que vai ter lugar às 6ªs feiras, à noite, no Salão Paroquial (por baixo da igreja do Bordalo) onde, após o jantar, se ouvem ensinamentos religiosos, com a apresentação de temas litúrgicos, seguida de partilha e reflexão, com a coordenação do Padre Jorge Santos.

Peregrinação diocesana


"S. Paulo, prisioneiro de Cristo"

Conforme se assinala no elenco de actividades previstas pela Diocese de Coimbra para celebrar o Ano de S. Paulo, esta é uma peregrinação diocesana. Por isso a preside o nosso Bispo.
Muito embora não seja elevado o número de participantes, que não ultrapassa dezanove, todos eles vão ser diariamente lembrados de que estão naquelas terras em nome da Igreja Particular que constituímos; dela vamos falar e por ela vamos repetidamente rezar, de 21 a 28 deste mês.
O percurso foi ditado pelos próprios passos de S. Paulo, relatados pelo livro dos Actos dos Apóstolos no capítulo 28. Depois da Ilha de Malta, passaremos à Sicília, que vamos visitar e atravessar, e tornaremos a costa da Itália, passando pelas mesmas localidades que há vinte séculos viram passar S. Paulo; e chegaremos a Roma. Haverá tempo para visitar os principais lugares cristãos da capital da cristandade. No último dia atingiremos o cume da peregrinação com a celebração solene junto ao túmulo do Apóstolo.
Para todos os dias estão previstos momentos de oração e também de reflexão sobre a vida e os ensinamentos doutrinais de S. Paulo.

Encontro das Equipas da Pastoral Familiar da Região Pastoral da Beira-Mar


No próximo dia 1 de Março (Domingo), pelas 14 horas e 30 minutos, no Salão Paroquial de Mira (anexo à Igreja), o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar vai promover um encontro de Equipas Paroquiais da Família da Região Pastoral da Beira-Mar, tendo em vista o acompanhamento das suas actividades. Relativamente ao Projecto "Família jovem", pretende-se fazer a avaliação dos 2º e 3º níveis, ou seja, o acompanhamento personalizado a casais que pedem o Baptismo para os filhos e aos que matriculam pela primeira vez os filhos na catequese. Cada paróquia dever-se-á representar com pelo menos um casal e, se possível, o pároco.

MEALHADA: grupo de cidadãos promove homenagem póstuma ao Padre Abílio Duarte Simões



Um grupo de cidadãos da freguesia da Mealhada está a promover a conjugação de vontades no sentido de instalar na cidade um busto do Padre Abílio Duarte Simões, num local público. "Trata-se do que entendemos ser uma justa homenagem a um homem que, independentemente das funções religiosas que desempenhou mostrou sempre total disponibilidade aos outros e grande dedicação à Mealhada", declarou Nuno Castela Canilho, um dos elementos do referido grupo.
A ideia, que está a ganhar dimensão também através da blogosfera, teve já acolhimento da parte da Junta de Freguesia da Mealhada que se disponibilizou a ajudar no sentido de concretizar o projecto. "A Junta de Freguesia disponibilizou-se para, em termos formais, dar corpo institucional ao projecto e tomará parte na concretização real desta merecida homenagem", declarou José Felgueiras ao Jornal da Mealhada.
Os passos seguintes passarão pela abertura de uma conta numa instituição bancária local, para recolher subscrições das pessoas que entendam fazê-lo, pela escolha do local onde instalar o busto e respectiva autorização, e, naturalmente, pelo contacto com o escultor.
No sábado, 7 de Fevereiro, dia em que se completaram dois anos sobre o falecimento do Padre Abílio Duarte Simões foram vários os gestos de homenagem dos seus antigos paroquianos. Para além da missa por sua intenção, no final da tarde de sábado, foram várias as romagens ao cemitério da Mealhada promovidas por grupos de pessoas. Os catequistas da paróquia da Mealhada e os paroquianos de Santa Cristina, foram disso exemplo.

SOUSELAS: lançada primeira pedra do Centro de Formação Paroquial


D. Albino Cleto presidiu no passado domingo, em Souselas, ao lançamento da primeira pedra do futuro Centro de Formação e Cultura Paroquial. Segundo o autarca daquela freguesia, João Pardal, "a obra custa 350 mil euros e estará pronta dentro de um ano e meio".
O rés-de-chão vai receber um salão com capacidade de 90 lugares sentados, um palco e casas de banho. O primeiro andar é destinado a cinco salas de formação. A obra inclui ainda um espaço de lazer nas traseiras, que será aproveitado para construir um jardim.
Para além da actividade religiosa, o edifício tem outras valências culturais e foi projectado a pensar nos jovens e nos idosos.
"Estamos a viver um momento muito importante na nossa paróquia. E a Igreja irá disponibilizar esta casa a todas as instituições para desenvolverem actividades e iniciativas", afirmou o Padre Fernando Carvalho.
"Hoje não basta um templo e uma sacristia, é preciso lugares como este, que sejam o sinal de que a Igreja é uma família aberta a que todos podem pertencer", acrescentou D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, que abençoou o local.
Momentos antes, D. Albino presidiu a bênção do novo cemitério de Souselas. A nova estrutura tem capacidade para 400 sepulturas.

Reúne em Março a comissão histórica para a beatificação da Irmã Lúcia



A comissão hgistórica, constituída por cinco elementos, a quem cabe investigar exaustivamente a documentação em torno da Irmã Lúcia, com vista ao seu processo de canonização, reunirá no próximo mês. Mas o processo "não se resolve de um dia para o outro" - afirma D. Albino Cleto

Irmã Lúcia: reúne em Março a comissão histórica para a beatificação


Assinalou-se na passada sexta-feira o quarto aniversário sobre a morte da Irmã Lúcia. Em 2008, por altura do terceiro aniversário, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, D. José Saraiva Martins, anunciava a antecipação do processo de beatificação e canonização da vidente de Fátima. Um ano depois, o Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, adianta que a comissão histórica deverá reunir-se durante o próximo mês de Março.
Apesar de o papa Bento XVI ter dispensado os cinco anos habituais para o início dos processos de beatificação, D. Albino realça que "tudo isto é muito lento", não havendo uma previsão para a conclusão das diligências.
O padre italiano Ildefonso Moriones, antigo consultor da Congregação da Causa dos Santos, é o sacerdote eleito para ser postulador da causa da beatificação da Irmã Lúcia. Para vice-postulador foi escolhido o cónego Alberto Gil, sacerdote há mais de 50 anos e antigo reitor do Seminário Maior de Coimbra. É a ele que cabe a missão de recolher, analisar e enviar para Roma os milhares de documentos que vão fundamentar o pedido de beatificação da carmelita.
A comissão histórica é constituída por um grupo de cinco elementos, sendo um deles da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Cabe-lhes investigar, exaustivamente, a documentação em torno da Irmã Lúcia, escrita ou não por ela, e averiguar todas as fontes.
O Cónego Alberto Gil explica ainda que há também uma comissão de teólogos, "absolutamente secreta", que terá um papel determinante na análise de toda a informação que poderá provar a santidade da vidente de Fátima. Às duas comissões acrescenta-se um conjunto de 40 pessoas, que conviveram directa ou indirectamente, com Lúcia de Jesus, que serão sujeitas a um inquérito individual.
Todos estão sob "juramento de fidelidade", continua o vice-postulador, acrescentando, tal como D. Albino Cleto já o tinha feito, que o processo "não se resolve de um dia para o outro". Reunida toda a informação, os elementos seguem para a Congregação dos Santos, no Vaticano, o que não significa, por si só, a beatificação da vidente. Nada acontecerá se não houver a comprovação da existência de um milagre, realça o cónego.
Quando veio a Coimbra em Abril do ano passado, onde reuniu no Carmelo de Santa Teresa com a madre superiora, o Bispo de Coimbra e o vice-postulador, Ildefonso Moriones indicava que o processo de recolha deveria durar apenas alguns meses, uma vez que Irmã Lúcia tinha muita informação escrita, ao contrário dos outros dois pastorinhos, Francisco e Jacinta. Na altura, D. Albino Cleto já dizia que se tratava de uma visão "muito optimista", acrescentando agora o cónego Alberto Gil que tudo está a decorrer dentro da normalidade, sem prazos estipulados.
A Irmã Lúcia faleceu a 13 de Fevereiro de 2005 - poucos dias antes de completar 97 anos -, na cela no Convento de Santa Teresa, onde passou grande parte da sua vida. Antes de ser trasladado para Fátima, por altura do primeiro aniversário da sua morte, o corpo da vidente foi sepultado nos claustros do convento.