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17 de março de 2009

Tentúgal: o tempo marcado pelo Relógio da Torre




Conferência e descerramento de uma lápide na Torre do Relógio marcaram uma tarde cultural em Tentúgal.

"Aqui existe uma das mais emblemáticas torres de relógio que deve ser preservada; sem relógio…não é "torre de relógio". Palavras de José Mota Tavares, na conferência dedicada ao conceito "Tempo", realizada no passado sábado, na Junta de Freguesia de Tentúgal. Fazendo referência que " em 1721 já existia relógio na torre de Tentúgal que marcava o tempo, num dos sinos, e anunciava os toques cívicos no outro sino", sublinhou que "o relógio mecânico figura entre as supremas invenções da humanidade, sendo da mesma ordem de grandeza da imprensa, por suas consequências revolucionárias em relação aos valores culturais, às mudanças técnicas, à organização política e social e à personalidade".
A este respeito, o conferencista referiu os relógios mecânicos portugueses, sublinhando, neste sentido, o contributo dado por frei João da Comenda (Frei João da Póvoa), em 1487, provavelmente o pioneiro do relógio mecânico da Torre de Tentúgal, a importância dos caminhos-de-ferro na uniformização do tempo, a ligação dos relógios à religião, a evolução dos vários mecanismos desde os relógios de sol até aos relógios mecânicos, e mostrou alguns exemplos de relógios e o fole que dá "voz" aos conhecidos relógios de cuco.
José Mota Tavares, especialista em relojoaria mecânica e estudioso dos conceitos do tempo, continuou a embevecer as dezenas de pessoas que tiveram oportunidade de assistir a esta magnífica tarde cultural, que numa breve explicação, marcada por dezenas de histórias, dissertando pelo tema "O Relógio, a máquina que divide o tempo". O especialista, enquanto cerca de 150 tipos de relógios da exposição, minuto a minuto, soavam o tic-tac dos diversos mecanismos de várias épocas e com diferentes graus de complexidade, lembravam que o tempo tem muitos tempos, disse que "os relógios pessoais só chegaram ao cidadão comum por volta de 1850, em grande parte devido aos transportes, sobretudo devido ao comboio, passou a ser necessário andar a horas e em função dos horários", salientando que "em Portugal, até passou a haver um dito popular quando se via alguém a correr pela rua abaixo, dizia-se "aquele vai apanhar o comboio!"
Segundo Mota Tavares, "os relógios de bolso mais famosos em Portugal eram os "Roskoff", que apresentavam um comboio no emblema, tornando-se também conhecidos, em todo o país, os (relógios) "Roskofes", cujo termo era aplicado a tudo o que era mecânico e trabalhava mal: rádios, motores, etc"...


Aldo Aveiro

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