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28 de janeiro de 2009

O sonho de Luther King


Por Teresa Martins
No passado dia 20 de Janeiro o mundo parou para assistir ao vivo ou pela televisão à tomada de posse do 44º Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, de 47 anos, agora tornado o primeiro presidente negro daquela super potência, quarenta anos depois do assassinato (4/IV/1968) daquele inesquecível defensor dos direitos cívicos das pessoas, independentemente da sua condição ou raça, que, tal como Gandhi, pregava a doutrina cristã do amor e da boa vontade, Martin Luther King!… Nesse tempo ainda a televisão não tinha chegado a Moçambique, onde eu vivia, mas recordo-me perfeitamente de alguma coisa do que li ou ouvi e agora recordei, principalmente através dos registos históricos contidos na "Enciclopédia Portuguesa e Brasileira", "Actualização", Volume 6.
"Tenho Um Sonho" era o título do grandioso discurso de Luther King, proferido na maior manifestação a favor dos direitos cívicos, em 1963, uma manifestação que reuniu 250.000 pessoas, das quais 60.000 de raça branca. Esse sonho foi agora reivindicado por Obama, que o considera como uma nobre herança. "Não há uma América negra, uma América branca e uma América hispânica: há os Estados Unidos da América"!… Que Deus o ajude e o acompanhe! Bento XVI, ao enviar felicitações, quer na sua eleição (5/Novembro/2008), quer na tomada de posse (20/Janeiro/2009), encorajou Obama a ser construtor de um mundo mais justo. Juntemos, todos nós, as nossas orações. O director da "Sala de imprensa" da Santa Sé disse aos jornalistas que, na sua mensagem, o Papa destacava "a tarefa de imensa e altíssima responsabilidade, não somente perante o seu país, mas também para com todo o mundo, levando em consideração o peso que os EUA têm em todos os campos do cenário mundial…" Todos sabemos que, quanto maior é a responsabilidade e o empenhamento, maiores são os riscos que se correm e os perigos que espreitam, porque maior se tornam o ódio e a inveja… Assim o confirma o que leio: "Em 1963 a revista Time elege Luther King o "Homem do Ano"… Em 1964 soube que lhe tinha sido atribuído o "Prémio Nobel da Paz"", uma honra que Luther King não aceitou para a sua pessoa, mas sim como "homenagem para negros e brancos de boa vontade", cedendo inteiramente o dinheiro "para o financiamento da luta em favor dos direitos cívicos". Porém, J. Edgar Hoover, (na altura director do FBI) chama-lhe "o maior mentiroso do país"!
Neste momento, e por associação de ideias, recordo o jornalista que foi de Lisboa à África do Sul, expressamente para entrevistar Nelson Mandela, homem livre após vinte e sete anos de cativeiro, João Paulo Diniz, que, por não ter encontrado no entrevistado "o mais pequeno indício de ressentimento ou de ódio", nos afirma: "…estou em crer que é com pessoas desta elevação que a sociedade se enriquece, enaltecendo a tolerância e a fraternidade, valores tantas vezes apregoados, tantas ou mais vezes esquecidos".

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