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31 de março de 2009

Faleceu o Padre Carlos Alberto Gomes de Carvalho



"Quem se dá a Deus, dá-se aos outros. E os "outros" para o Padre Carlos Alberto foram os paroquianos de S. Martinho da Cortiça, de Tentúgal, da Sé Velha, os jovens da Escola Técnica, os escuteiros, os homens e mulheres dos Cursos de Cristandade".
Assim se referiu D. Albino Cleto ao trabalho pastoral do Padre Carlos Alberto Gomes de Carvalho, no dia 28 de Março, na igreja de Nossa Senhora de Lurdes, repleta de fiéis, durante a missa exequial, concelebrada por cerca de cinquenta sacerdotes.
O Padre Carlos Alberto Carvalho faleceu no dia 26 de Março, acometido de doença súbita, tende servido até ao fim", como referiu D. Albino na sua homilia. De facto, até à data do seu falecimento, e apesar da sua idade e de alguns padecimentos físicos, continuava a colaborar na paróquia de Santa Cruz, onde deslocava todos os dias da Casa do Clero, onde residia desde da sua fundação, tendo sido mesmo um dos maiores impulsionadores da criação desta casa destinada a receber o clero idoso e doente.
Sacerdote apostólico, colocou ao serviço da Igreja os seus dotes pessoais de acolhimento, de abertura e de grande simpatia, tendo deixado muitos amigos por todos os lugares e serviços em que desempenhou a sua missão pastoral. O Padre Carlos era um sacerdote frontal, dinâmico e próximo de todos quantos procuravam o seu conselho ou os seus serviços, distribuindo a Palavra de Deus com convicção e com alegria contagiante.
Oriundo de Cantanhede, o Padre Carlos Alberto nasceu em Coimbra em 1925. Entrou para o Seminário da Figueira em 1936. Tendo interrompido os estudos por doença, terminou o curso teológico em Coimbra, em 1951, sendo ordenado na Sé Nova, por D. Ernesto Sena de Oliveira, a 15 de Agosto, e celebrando a primeira missa em Cantanhede no domingo seguinte.
Foi pároco de S. Martinho da Cortiça (1951), Tentúgal (1958) e Sé Velha (1963).
Durante três dezenas de anos foi professor de moral, na Escola Técnica, deixando marcas indeléveis em muitos jovens, que o continuaram a estimar pela vida fora. Igualmente deixou vincada a sua presença nos Escuteiros e nos Cursos de Cristandade, movimentos de que foi um dos grandes entusiastas em Coimbra.

Depois da jubilação como professor, em 1989 aceitou continuar a servir a Igreja como vigário paroquial de Santa Cruz, onde se manteve até às vésperas do seu falecimento.
O seu funeral, em que participaram centenas de antigos alunos e de muitos amigos, realizou-se para o cemitério da Conchada.
O "Correio", que contava o Padre Carlos no número dos seus amigos e leitores atentos, apresenta à família as mais sentidas condolências.



J.R.

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