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14 de novembro de 2008

A verdadeira vida da Rainha Santa foi ocultada ao longo da história



- adverte a historiadora Virgínia Veiga


A estudiosa da vida de Isabel de Aragão, Virgínia Veiga, acredita que “ao longo da história muita gente ocultou a verdadeira vida da Rainha Santa Isabel”. Numa tertúlia organizada pela A ALTERNATIVA – Associação Cultural, que teve lugar no passado dia 11 de Novembro na Galeria Santa Clara, Virgínia Veiga começou por referir que há livros que “reúnem informação completamente falsa em relação à personalidade da Rainha Santa Isabel, nomeadamente na altura do casamento”. “Não há intenção nenhuma de Isabel de Aragão se dedicar à religião. Começa mal a história e monta-se logo à nascença uma vontade de professar, quando ela nunca quis professar, nem em pequena, nem em adulta”, explicou.
A estudiosa consultou um leque alargado de manuais, uns com séculos, outros de historiadores recentes. “Num dos livros desapareceram oito páginas, numa altura em que se fala da personalidade de D. Dinis e ia saltar-se para a personalidade de Isabel de Aragão”, explicou. Para a investigadora o conteúdo das páginas em falta traria novidades importantes. “Poderia estar escrito que ela teve os seus próprios cultos, que seguiu o franciscanismo espiritual (a versão mais desprendida de bens materiais) e o culto do Espírito Santo, que defende uma idade sem Igrejas”, sintetizou. Virgínia Veiga recordou que os dois cultos “eram ofensivos para a Igreja” e possivelmente por isso “tiveram que passar três séculos para Isabel ser canonizada”.O contexto familiar da Rainha Santa não foi esquecido por Virgínia Veiga, que recordou que “a própria mãe de Isabel de Aragão foi ex-comungada”. A investigadora incentivou os historiadores a dedicarem-se mais a estudar as pessoas que lidaram de perto com Isabel de Aragão e que terão influenciado ou sido influenciadas pela rainha. “Por exemplo, ela não chora coisíssima nenhuma que o marido tivesse filhos fora do casamento. Ela moldou os filhos dele, educou-os, e levou o seu casamento até ao fim. Não percebo porque inventam”, adiantou.
A estudiosa recordou que o famoso milagre das rosas “só aparece escrito depois da morte de Isabel de Aragão”, podendo ter adquirido um peso “simbólico”. No entanto, os dados avançados durante a intervenção “Considerações sobre o lado oculto de Isabel de Aragão, a Rainha Santa”, “não colocam em causa a santidade da Rainha”. “Ela foi canonizada pela Igreja Católica, logo é Rainha Santa. Mas para mim tornou-se Santa porque tinha qualidades enormes de bondade em relação a outras pessoas. Foi uma grande mulher que trabalhou para a pacificação da Península Ibérica”, acrescentou.
A responsável recordou ainda que está prevista a reabertura ao público do Convento de Santa Clara-a-Velha no dia 12 de Dezembro. “O túmulo de pedra é o primeiro daquele género e, dela, é o que deveria estar mais visível a todos os portugueses e ao mundo. Não deveria estar fechado e praticamente inacessível”, concluiu.

1 Comentários:

Blogger F. Mateus disse...

Ninguém tem o direito de ultrajar a vontade do testador.Compete a sua fiscalização, para que se não modifique essa vontade, aos poderes instituídos e a todos nós. Chegado o momento da reabertura do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, deve regressar a este,sem demora, o túmulo da Rainha, sob pena de ultraje grave.Estamos fartos de tantos ultrajes como POVO ao longo da nossa existência que me parece ser este acto, o começo da Justiça, da Razão, da Dignidade e acima de tudo o da Verdade. Reponhamos então a VERDADE.

4:25 da tarde  

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