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1 de outubro de 2008

Um calvário para cada cristão


Teresa Martins


Na última carta que o Padre Van Exem escreveu a Madre Teresa (já ela no hospital e em estado crítico), o sacerdote recorda-lhe o papel essencial que Nossa Senhora desempenhara no último troço da viagem da Fundadora das Missionárias da Caridade, dizendo-lhe: «… Há um Calvário para cada cristão. Para si, o caminho para o Calvário é comprido, mas Maria veio ao seu encontro no caminho. A Madre não subiu à colina, isso fica para mais tarde…» Veio-me isto a propósito da notícia do «Correio de Coimbra» (11/09/2008) sobre a bênção de uma estátua, em bronze, de Madre Teresa de Calcutá, esculpida por um artista da Macedónia e destinada a comemorar os 11 anos do falecimento da Santa (05/09/1997), que me trouxe imensas recordações, até porque, muito recentemente, li o maravilhoso livro que reúne os escritos privados desta singular criatura, geralmente enviados a confessores e/ou superiores hierárquicos (acompanhados do pedido de serem destruídos após a sua leitura), visto ela sentir mais facilidade em escrever do que em falar, daí a esperança de poder dar à sua "confissão" maior honestidade e fidelidade. Quis a Providência que tudo fosse mantido, incluindo os enviados a outras pessoas da sua inteira amizade e confiança, bem como às Irmãs. Tudo Brian Kolodiejchuck, M. C. reuniu em «Madre Teresa (Vem, Sê a Minha Luz)», uma obra prefaciada pelo Cardeal José Saraiva Martins, a que Brian juntou comentários seus, muito oportunos. A notícia daquela oferta de aniversário deixou-me a repetir o que as Irmãs diziam, sorrindo, quando uma grande contrariedade surgia na Ordem, «mais uma "dádiva" para Madre Teresa», isto porque Madre Teresa dizia-lhes que todas as inquietações são dádivas de Deus, que compete a cada um saber gerir e aproveitar… (É Deus Quem nos dá a cruz, e é a cruz que nos dá Deus», dizia Fulton Sheen!) Pensei assim porque Madre Teresa, em vida, considerava qualquer homenagem uma bondosa injustiça, repetindo constantemente a si própria e a todo o mundo ser ela apenas e só, «um lápis nas mãos de Deus»!… Um "lápis" que, por volta das 8 da noite do dia 5 de Setembro começou a pedir substituição, justíssimo descanso… «Na previsão de uma emergência, as irmãs dispunham de duas fontes de electricidade independentes, mas ambas caíram ao mesmo tempo — uma circunstância totalmente inédita», tendo este facto impedido os médicos de fazerem qualquer tentativa de ligação de aparelhos como, por exemplo, ventiladores… «Eram 9h. 30m. da noite. Com Calcutá mergulhada na escuridão, extinguia-se a vida terrena da mulher que tanta luz levara àquela cidade e a todo o mundo. Mas a sua missão não acabou: do céu, ela continua a responder ao chamamento que Jesus lhe fez: Vem, sê a Minha luz!»
Madre Teresa continua connosco porque a sua mensagem está viva. Basta que todos nós, e principalmente "os donos do mundo", tenhamos olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para amar quem nos rodeia e anseia por justiça…

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