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16 de setembro de 2008

Encontro no Claustro da Sé Velha

- Homenagem à verdade


A verdade, o bem e o belo são as locomotivas que conduzem o espírito do homem às praias do infinito. Nenhuma outra virtude ou qualidade humana vale alguma coisa sem a verdade. Não é possível a justiça sem a verdade. Nem a sabedoria nem a paz nem a santidade.
A verdade exerce uma atracção sobre a inteligência humana como pólo magnético. Ela ilumina todo o agir humano e é em si mesma a recompensa de todos os que a procuram.
A verdade não tem dono, nem é um valor apropriável. Por isso é que se afirma que a verdade é só uma e a mesma para todos.
A religião terá de ser a primeira tributária da verdade. Se o não for merecerá ser denunciada e executada como a maior das hipocrisias. E os seus pregadores tidos como cegos a conduzirem cegos. Igual condenação sairá sobre todos os professores e mestres a quem está confiado o ensino das novas gerações.
Nos claustros da Sé Velha, no próximo dia 30 de Setembro, pelas 18 horas haverá um encontro sobre a verdade. Constará com o apoio de quatro prestigiados professores universitários, Seabra Pereira, Isabel Capeloa, João César das Neves e João Maria André.
O objectivo deste encontro não é descobrir a verdade, mas o de a pôr em questão. Aliás esta parece ser a porta mais adequada à abordagem deste tema, numa cultura que perdeu o valor do ensino da filosofia.
Homenagear a verdade é interrogar-se sobre a sua natureza
Como e onde situar o debate?
a) No âmbito do ser (ontológico)
b) No âmbito do saber (epistemológico)
c) No âmbito do agir (moral)
Haverá lugar para a verdade subjectiva?
E para a utopia?


João Evangelista R. Jorge

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