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6 de abril de 2009

Montemor-o-Velho:



Procissão dos Passos reviveu os mistérios da fé cristã




A procissão do encontro do Senhor dos Passos com Sua Mãe, a Virgem Nossa Senhora, realizada domingo, dia 4 de Abril, foi um dos pontos altos da festa religiosa organizada pela paróquia com a colaboração da irmandade da Misericórdia de Montemor-o-Velho, a mais antiga instituição de carácter religioso desta vila. Iniciado com missa e sermão do Pretório, na igreja de Santa Maria de Alcáçova, no Castelo, que também incluiu a tradicional bênção dos Ramos, o cortejo litúrgico, saindo pela porta do Rosário, passou pela Praça da República, onde se assistiu ao encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora, que culminou com um eminente “Sermão do Encontro”, pelo padre Ilídio dos Santos Graça, da Congregação do Preciosíssimo Sangue, com actividade pastoral em Peral, Proença-a-Nova e S. Pedro do Esteval, da diocese de Portalegre - Castelo Branco.
A Verónica, na sua oração cantada em latim “O vós omnes qui transitis per viam atendite, atendite et videte si est dolor sicut dolor meus”(Ó vós todos que passais pela via (caminho) olhai, olhai e vede se há dor igual à minha dor), causou alguma emoção aos mais sensíveis, nesta manifestação de fé e reconciliação que terminou na igreja do Convento dos Anjos, com a reconstituição do Calvário e “Sermão do Calvário”. Os actos litúrgicos, que incluíram a Procissão dos Passos de Montemor, foram presididos pelo padre António Domingues, acolitado pelo padre José Luís Ferreira e diácono Lusitano Rainho, sendo a procissão acompanhada pela banda da Associação Filarmónica 25 de Setembro. Luís Leal e Lídio Cristo, presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, respectivamente, seguraram “as borlas” do guião que abriu a procissão, materializando um costume com alguns anos.
A Procissão do Senhor dos Passos é, pela sua história e sobretudo pelo seu vincado cunho espiritual, um dos acontecimentos mais importantes do panorama litúrgico da freguesia de Montemor-o-Velho, quiçá a maior e mais insigne celebração religiosa que se realiza, na vila, e que ainda se mantém viva, revivendo, no tempo presente, os grandes Mistérios da Fé Cristã.
A devoção ao Senhor dos Passos está marcada na intimidade e recolhimento das casas montemorenses, em registos e gravuras com o verdadeiro retrato do Senhor dos Passos, em esculturas devocionais de sabor popular, ou em imponentes oratórios.
De realçar ainda a penitente “procissão nocturna”, ou “procissão dos archotes” realizada sábado, e incorporada pela irmandade da Misericórdia, cujos irmãos, com as tradicionais opas pretas, transportam os archotes acesos, iluminando os “passos do Senhor”, cuja Imagem, envolta por um pano roxo, é acompanhada por “pagadores de promessas”, ora de joelhos ora rastejando, durante o percurso da procissão, que tem início na Igreja do Convento dos Anjos e termina na Igreja de Santa Maria de Alcáçova.




Aldo Aveiro

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