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9 de janeiro de 2009

Cáritas de Coimbra tem nova direcção



- Uma palavra de reconhecimento e gratidão

A Direcção da Cáritas Diocesana no último triénio, a que presidiu o Padre Aníbal Castelhano, termina o seu mandato no final de 2008, sucedendo-lhe uma Direcção presidida pelo Padre Luís Costa.
Nesta hora do render das responsabilidades num dos organismos mais exigentes da Igreja diocesana, há uma palavra pública que deve ser dada de gratidão e reconhecimento para com a Direcção que presidiu aos destinos da Cáritas no último triénio, sendo que o Padre Aníbal e o Eng. Carlos Rodrigues (secretário) já tinham acompanhado o Padre António Sousa na Direcção anterior, o que alarga esta palavra de gratidão para os seis últimos anos.
A Cáritas é reconhecidamente um dos organismos mais exigentes da Igreja diocesana, onde se cruza a eclesiologia com o mundo sociopolítico, a caridade com o profissionalismo, o voluntariado com o rigor técnico, a pobreza com o equilíbrio financeiro, os direitos profissionais com a fé. A grande diversidade de frentes de acção, o alargado âmbito geográfico da intervenção, a instabilidade das políticas sociais públicas e a pluralidade de expectativas em relação a esta Instituição ainda mais aumentam tal exigência. Acresce que algumas das valências da Cáritas são dirigidas a populações tão marginalizadas da sociedade que as receitas são inferiores às despesas, o que gera permanentemente delicados problemas de gestão imediata. Sem querer dramatizar, serve todavia esta rápida descrição da Cáritas para tornar claro que ninguém que veja nesta exigência um motivo de lamentação aceitará fazer parte da sua Direcção; apenas quem vê nela um enorme manancial de oportunidades, a serem concretizadas dia após dia com muita fé, muito trabalho, muita dedicação e muito amor à Igreja, estará disponível para assumir tal responsabilidade; mais ainda no cargo de Presidente, até porque o volume e a urgência das decisões a tomar exige uma liderança bastante activa, imediata e personalizada. É essa enorme disponibilidade de fé e essa dedicação ao trabalho que ficamos a dever à Direcção que agora termina o seu mandato.
Consequentemente, é forçoso reconhecer desde já os mesmos atributos à Direcção que agora passa a presidir à Cáritas Diocesana. Pessoas diferentes terão naturalmente maneiras de agir e de dirigir diferentes; mas o nível mais profundo da fé, da disponibilidade para servir e da competência só pode ser o mesmo.
A Cáritas é a Igreja numa acção concreta. Se em relação à Cáritas e à sua Direcção há uma palavra de louvor, de reconhecimento, de dívida, de esperança…, é uma palavra da Igreja diocesana. Como membro desta Igreja e simultaneamente funcionário da Cáritas, venho apenas humildemente apresentar à Igreja diocesana o estímulo da atenção devida às pessoas concretas que nas Direcções desta Instituição voluntariamente dão o melhor de si para que a Igreja - à imagem do seu Pastor - incarne verdadeiramente na vida das pessoas e se torne autêntica companheira de caminhada com a humanidade nas sendas da libertação.


Carlos Neves

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