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9 de janeiro de 2009

Crise financeira atinge os programas de mobilidade dos universitários


A crise económica também se reflecte nos programas de mobilidade da Universidade de Coimbra. No último ano houve menos alunos a estudar fora. No entanto, as dificuldades não são obstáculo para quem está muito motivado.
No último ano lectivo, foram 400 os estudantes de Coimbra que foram estudar para o estrangeiro, ao abrigo do programa Erasmus e de outros acordos de mobilidade. Nos anos anteriores, o número rondou os 500. Por outro lado, o número de estudantes vindos de fora está a aumentar. Em 2007/2008, Coimbra recebeu 801 alunos estrangeiros, com o Brasil no topo. "Nos últimos anos, o Brasil ultrapassou a Espanha e a Itália", conta a chefe da Divisão de Relações Internacionais, Imagem e Comunicação (DRIIC) da UC, Filomena Marques de Carvalho.
Para a responsável do programa em Coimbra, a redução do número de alunos portugueses a estudar no estrangeiro deve-se, não só à crise económica, como também a outros elementos. "A bolsa de mobilidade é apenas um subsídio de apoio e inibe o estudante. O Processo de Bolonha também está a ter um efeito contrário ao esperado, mas houve muita restruturação, e por isso agora também há algum receio inicial", explica Filomena Carvalho.
No entanto, a questão da motivação e a vontade de querer estudar no exterior supera os problemas. Filomena Carvalho alega que "o factor financeiro pode influenciar os de motivação média, porque os de alta motivação vão na mesma. Muitos deles até trabalham o ano inteiro para ter dinheiro. Os que põem dificuldades é porque não têm tanta certeza se querem ir".
Sónia Ferreira, estudante de Jornalismo em Salamanca, confirma a versão da chefe da DRIIC. "Já planeava fazer Erasmus há muito tempo, e neste último ano estive a trabalhar para poder juntar dinheiro", afirma.
A atribuição de bolsas costuma ser outro dos problemas. Sónia Ferreira lamenta que o critério de atribuição se baseie na proximidade geográfica. "Como estou em Salamanca, a minha bolsa é de 1000 euros, que não é grande coisa", conta. Isabel Marques, advogada estagiária que estudou um semestre na Corunha em 2005, lembra que na altura "a bolsa demorou cinco meses a chegar". Filomena Marques de Carvalho reconhece que os estudantes têm razão, mas defende que a DRIIC não pode fazer muito. "A distribuição com base na proximidade é feita através de estudos da OCDE. A nós cabe-nos defender essa posição junto da Agência Nacional nos relatórios finais, mas não podemos fazer mais", justifica.
A DRIIC é responsável pela divulgação aos estudantes sobre a mobilidade da UC, alertando para a página da Internet do programa. Em Outubro (início do ano lectivo) há sessões de informação em todas as faculdades para explicar o processo. Filomena Carvalho sublinha que "toda a candidatura é feita na DRIIC, o estudante está articulado connosco, e damos o máximo de informação possível". O gabinete sugere a melhor universidade ao aluno, sendo que o aconselhamento final parte do professor coordenador, responsável pelo plano de estudos.

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