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23 de dezembro de 2008

A Festa do Amor


Como sempre, muito cedo se começou a anunciar o Natal, quer nas ruas quer mesmo dentro das nossas casas. Há movimento, há sorrisos, há alegria nos rostos, há flores e música no ar. As donas de casa, numa excitação… Já não se escrevem tantos cartões alusivos à época, porque os modos de enviar Boas Festas passaram a ser outros, mais rápidos e modernos, mas todos nos lembramos uns dos outros, em perfeita e louvável fraternidade… Uma maravilha! O Natal é a Festa do Amor. E da Amizade. Até do perdão e da reconciliação. Lá vem uma voz isolada a dizer que «o Natal devia ser todos os dias», outra que «é quando uma pessoa quiser» ou que «com tanto alarido e excitação se esquece o verdadeiro sentido do Natal», mas essas vozes até nos passam ao lado, esfumam-se… Por tudo isto, há perguntas que, de tão misteriosas, nos ficam sem resposta, como sendo, por exemplo, o facto de se dar ao nascimento do Deus Menino (no caso dos cristãos) um relevo extraordinário, se comparado com a Ressurreição de Cristo, a Páscoa… E igual relevo mesmo nos que o consideram apenas “festa da família”, estando a família como se sabe… E outras!… Um mundo que tão bem sabe manifestar e sentir tanto amor e tanto carinho, por que é, simultaneamente, um mundo de tantos e tão horrendos crimes, a toda a hora… Tanto ódio, tanta vingança, tanto egoísmo e tanta falsidade?!
Com mistério ou sem mistério, o Natal encanta grandes e pequenos, velhos e novos… Toca-nos profundamente. Só o gosto e o enlevo com que se lê (ou se escreve…) uma pequena história que aborde o Menino de Belém… Há poucos dias calhou a vez à «Reunião de Natal», de João César das Neves, em “Parábolas sobre Jesus”. «Quando o Senhor lhes comunicou a sua decisão de encarnar como homem», nenhum anjo queria crer… Foi o espanto que ainda continua a ser, para os homens! Então o arcanjo Gabriel foi eleito director das operações de marketing e divulgação do Natal, achando-se com isso tão feliz que até resolveu ir ele próprio a Nazaré, dar a notícia àquela jovem. Depois disso, «a luz que saía da menina era tão forte que toda a corte celeste a ia ver». Naquela magna reunião, «o anjo do secretariado colocou a disquete no computador» e tudo correu muito bem. «O écran mostrava o mundo», e os anjos tudo viam, em silêncio, mas muito receosos… Tanto que todos acharam que só os pastores teriam simplicidade para abarcar tanta grandeza, fruto da extrema humildade, e assim aconteceu!… Mas o grande problema surgiu quando houve que decidir como informar Herodes, porque «o rei Herodes era tão perverso que nada entendia da bondade celestial»! Salvou a situação o anjo mais pequenino que, lá do fundo da sala, «levantou um dedo», sugerindo encarregar os magos dessa difícil tarefa… E foi o que ficou decidido, por unanimidade…
Para todos, Feliz Natal! Esforcemo-nos por dar Glória a Deus e Paz àqueles que dela mais precisam! Isso é o que importa.


Teresa Martins

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