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19 de novembro de 2008

Centro de Bioética comemorou 20 anos


O Centro de Estudos de Bioética, sedeado em Coimbra, celebrou no passado sábado 20 anos de vida, com um encontro subordinado ao tema "Vulnerabilidade e Espiritualidade". A iniciativa contou com a presença de mais de uma centena de pessoas, provenientes dos vários pólos que o Centro tem espalhado pelo país.
O presidente do CEB, Jorge Biscaia, incentivou os oradores a direccionar o seu discurso para "a frente". "Falem do futuro", solicitou. E a vontade do fundador, que celebrou 80 anos de vida e cujo trabalho foi largamente elogiado na cerimónia, foi cumprida.
"Temos que apostar na Internet para chegar aos jovens", defendeu Vilaça Ramos, responsável pelo pólo de Coimbra. "O CEB tem história com futuro", acrescentou. Para o responsável continua a ter lógica a existência de um centro de Estudos Bioética, uma vez que "as ameaças à vida e ao ambiente, em vez de diminuírem, aumentaram".
O Centro de estudos de Bioética foi instituído em 1988 pelo actual presidente Jorge Biscaia e por um pequeno grupo de médicos, juristas, teólogos e filósofos. A instituição debruça-se sobre as questões éticas suscitadas pelo progresso biotecnológico e organiza reuniões de reflexão restritas a sócios, colóquios alargados à sociedade, cursos e acções de formação, sempre em articulação com outras entidades. O CEB publica ainda a Revista Portuguesa de Bioética.


Unidos contra a eutanásia
O Centro de Estudos de Bioética apresentou, durante as comemorações do seu 20.º aniversário, um parecer desfavorável em relação à eutanásia, alertando para a necessidade de "rápida e total implementação da rede de cuidados paliativos".
O documento, intitulado "Eutanásia, uma questão persistente", é assinado por nomes como Jorge Biscaia, Daniel Serrão, António de Almeida e Costa, Michel Renaud e Vasco Pinto de Magalhães. "Pertencemos ao grupo claramente maioritário para quem é inaceitável matar um doente seja qual for a explicação que se pretenda dar para essa morte provocada", defendem os responsáveis.
Para os especialistas em bioética, "o mais importante é fornecer aos doentes todos os cuidados, de modo a tratar a dor e outros sintomas, de forma a proporcionar-lhes uma vida com qualidade, até ao fim natural". "Para tal, urge implementar o direito de acesso a bons cuidados paliativos, como de resto existem em número claramente não suficiente para quem deles necessita", concluíram.

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