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7 de outubro de 2008

Antanhol vai ter novo Centro Social


O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto presidiu no passado domingo à bênção e lançamento da primeira pedra do futuro Centro Social de Nossa Senhora da Alegria, em Antanhol. Numa missa campal realizada no local das futuras instalações do Centro Social, D. Albino Cleto congratulou-se pelo lançamento desta obra, referindo a importância que tem para com os mais idosos. Fazendo referência à liturgia, interpelou a comunidade presente a participar activamente na sua construção, manutenção e animação. "Não deixei que o trabalho seja apenas da direcção e dos seus funcionários", disse o prelado de Coimbra. "Trabalhar ou colaborar com o Centro Social de Antanhol é participar activamente na vinha do Senhor", afirmou. Uma das preocupações deixadas pelo Bispo de Coimbra é o abandono a que estão sujeitos os idosos que recorrem a estas instituições. "Quantos centros sociais não visito nesta diocese e ouço dizer dos seus responsáveis que os seus utentes, passam o Natal, sozinhos", advertiu ainda o prelado.
O presidente do Centro Social de Nossa Senhora da Alegria, o Padre Joel Antunes referiu a importância social desta obra, principalmente "quando as crianças tenham alguém que delas cuide quando as mães têm de retomar os empregos após a licença de maternidade e durante os primeiros anos de vida dependente". Outro dos objectivos abordados pelo responsável desta instituição é combater a solidão e o isolamento a que estão condenados muitos dos nossos idosos. Encontrar soluções para as novas formas de pobreza, como o desemprego, a droga, o álcool, a violência, também são outras das preocupações da direcção do Centro Social de Nossa Senhora da Alegria.
Na presença dos autarcas da Junta de Freguesia de Antanhol e da Câmara Municipal de Coimbra, o sacerdote recordou o papel interventivo da Igreja ao cuidar dos mais pobres. O Padre Joel Antunes criticou o Estado pelo facto de ter acordado tardiamente para esta realidade. Tal como tem acontecido com os ATL´s, seria gravosa injustiça, do ponto de vista daquele sacerdote, "se a tutela se esquecesse disso e tratasse as instituições como coisas de usar e deitar fora". A solução mais adequada e justa, segundo o Padre Joel Antunes, "não passará por substitui-las, mas sim, por apoia-las, de modo a que possam inovar e continuarem a prestar os seus serviços com a qualidade acrescentada que hoje se exige e os mais desfavorecidos merecem".
O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, reforçou, por seu lado, a necessidade de alargar a rede de creches do concelho, afirmando que a oferta é apenas de 30 por cento da resposta face à procura.
Para o autarca, "as famílias hoje são diferentes e há que dar soluções a essas novas realidades". Espera ainda que, dentro de dois anos, a oferta suba para os 50% da resposta à procura.
Reiterando que a cidade de Coimbra "tem sido um exemplo gritante relativamente a obras de solidariedade" e que, a nível de infantários, a oferta cobre a totalidade da procura, Carlos Encarnação reconhece que a nível de creches a satisfação não é total e que ainda há muitas coisas a colmatar em termos de segurança social.
"Sabemos que estamos ainda deficitários", admite, anunciando ainda a inauguração de um Centro de Noite na Baixa da cidade, em Novembro.
O futuro Centro Social de Antanhol tem a obra orçada em 605.609,02 euros, sendo 217.752,32 euros são cedidos pela Segurança Social através do programa PARES. A Câmara Municipal de Coimbra atribuiu um subsídio de 150 mil euros para a construção. O restante terá que ser angariado pela população, tendo a possibilidade de contrair um empréstimo na Caixa de Crédito Agrícola, uma hipótese que o Padre Joel Antunes quer evitar por causa dos juros altíssimos. O terreno para a obra, situado na Rua da Escola foi cedido por um proprietário, motivando um elogio do autarca de Coimbra e do presidente da instituição.
Após a bênção da primeira pedra, a firma Conímbriga poderá iniciar agora a sua tarefa da construção da obra.
Por último, o Padre Joel Antunes não se esqueceu de fazer uma referência ao Padre Manuel Simões que iniciou todo o processo e ao Padre Luís Domingues que gizou os primeiros estatutos do Centro Social, assim como às funcionárias que são o rosto daquela instituição.


Miguel Cotrim

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