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15 de maio de 2007

Inventariação da paróquia de Almoster


O passado dia 15 deste mês assinala o termo da tarefa de inventariação da paróquia de Almoster, com mais de uma centena de fichas e numerosas fotografias a documentarem, visualmente, o espólio ainda subsistente de quanto teve de vasto património.
Embora o actual edifício da igreja matriz seja do 3º quartel do século XX, a totalidade das peças consideradas pertencera à anterior construção, parcialmente mantida e sem grande valor arquitectónico, mas, perpetuando espaços e locais outrora reservados para a celebração da fé, do culto e do sepultamento dos defuntos desta comunidade paroquial.
Pertencendo, desde tempos recuados, ao mosteiro de Lorvão – o próprio topónimo Al mo(na)ster assim o recorda, com reminiscência do venerando falar moçárabe – ,a documentação escrita mais antiga continuamente alude às diferentes situações encaminhadas para a responsabilidade das respectivas titulares e para casos cuja resolução nem sempre teve rápida conclusão aceitável.
Como pode ser provado, a solicitude prestada ao bem espiritual da população residente junto à planície perpendicular ao rio Nabão e nos diversos povoados das colinas, também dispersas nas faldas das serranias limítrofes e com algumas capelas, integralmente inventariadas, demonstra características próprias, ao acentuar o modo pelo qual as abadessas laurbanenses proviam o serviço litúrgico, com pleno desvelo.
Desde o século XV, há realidades patrimoniais deveras representativas, em vários materiais, certificando manufacturas bem executadas, peças primorosas e ocorrências raramente encontradas em outros locais da diocese; são, pois, interessantes exemplares, pelas tipologias e pelo exclusivismo patente, por vezes surgido onde menos seria de esperar.
Sendo de qualidade apreciável, atestam, de facto, quão zelosas foram as monjas cistercienses, quanto se empenharam na promoção religiosa dos meios rurais e, principalmente, como era efectiva aquela louvável assistência espiritual, logo anulada com a extinção das congregações, em 1834, todavia, reconhecidamente lembradas em condizente memória de gratidão.
Igualmente, aos últimos párocos efectivos, e a quem os tem coadjuvado na salvaguarda destes mesmos bens patrimoniais da igreja, se deve a conservação do significativo acervo agora acabado de referir, apesar de muitos outros dados poderem ser aludidos, em âmbitos da especialidade.

Departamento dos Bens Culturais da Diocese

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