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29 de outubro de 2008

Pémios Nobel


Teresa Martins

As diversas notícias que nestes dias nos têm chegado sobre a atribuição do «Prémio Nobel» a diversas personalidades, e também o facto de trazer em mão «O Livro das Lendas», de Selma Lagerlof, a primeira mulher a ser agraciada com esta honrosa distinção, levou-me a, primeiro, agradecer à amiga que me emprestou esta pequena/grande maravilha, tão velhinha de aspecto exterior (vejo na dedicatória que lhe foi oferecida a ela no "Natal de 1950"), mas tão actualizada no seu conteúdo e que, simultaneamente, em tom verdadeiramente poético, nos põe a nu os costumes e toda a realidade da época… Estou tão grata à minha amiga, que não podia deixar de o dizer publicamente… Esta relíquia, aparentemente tão humilde e discreta, inicia-se, precisamente, com «A Lenda de uma Dívida» ("contada no banquete Nobel, a 10 de Dezembro de 1909")!… Uma "Dívida" que, em "sonho", durante a viagem de comboio a caminho de Estocolmo, onde a honra a espera, leva Selma a viajar até ao Céu, onde sabe encontrar o «velho pai», que já antevê «recostado numa poltrona, a ler a saga de Fritjof…», para lhe pedir auxílio, pois se acha «crivada de dívidas»! Mas, quando o pai a ouve falar de uma dívida tão grande, dir-lhe-á, por certo, que naquele delicioso lugar, «como nos velhos castelos da Vermlândia, há de tudo, menos dinheiro!…» Porém, ao aperceber-se de que a dívida fabulosa é, em primeiro lugar, a ele, por a ter obrigado «a ler e reler Tegner, Runeberg, Andersen…» Por a terem ensinado (eles, pais) a amar os contos, a leitura… E quando lhe confessar que a sua dívida vai além dos humanos à Natureza por inteiro… e passa por todos os que a leram, a ela, Selma, e publicitaram o seu nome, e àqueles que «forjaram e enriqueceram a língua e a ensinaram a ela a manejá-la… E à Academia Sueca…» Então o pai, por certo, dir-lhe-á que «essas dívidas nem no Céu se podem pagar, quanto mais na Terra…
Daqui, e ainda no campo maravilhoso da gratidão, senti-me impelida a saber pormenores da vida e personalidade de Selma Lagerlof e também de Alfredo Nobel… Sim, porque, ao fazer-se a divulgação anual dos cinco laureados com este valioso (duplamente valioso!) prémio, talvez fosse justo que se informassem os menos esclarecidos sobre a vida e personalidade do homem que, por testamento («datado de 27/XI/1895 e aberto em Estocolmo em 30/XII/1896») legou o rendimento da sua enormíssima fortuna para que, anualmente, «fosse dividido em cinco partes iguais, constituindo cinco prémios destinados a recompensar "o espírito e a paz" nas suas mais sublimes expressões»! Pelo que li, a vida de Alfredo Nobel impressionou-me por inteiro… Como dizem na TV, «vale a pena saber mais…» E não me impressionou menos o que a Comunicação Social me disse sobre o francês Jean-Marie le Clézio, a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura 2008!… Pela mesma fonte informativa, fiquei a saber que há livros seus já traduzidos em português… Vamos a isso?

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