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17 de julho de 2008

Lágrimas e pétalas de rosa no regresso da Rainha Santa



A imagem da Rainha Santa que, durante três dias, foi venerada pelos fiéis, na igreja da Graça, foi reconduzida, em solene procissão, à igreja do Convento de Santa Clara. Ao longo do percurso, milhares de pessoas, saudaram a padroeira da cidade, vendo-se lágrimas nos olhos de muitos. Ao passar sobre a Ponte de Santa Clara, foram lançadas de helicóptero, sobre a imagem, milhares de pétalas de rosa. Várias entidades civis, militares e académicas integraram a procissão de regresso.

A Procissão Solene, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto contou com a participação de entidades civis, académicas e militares. O Governador Civil Henriques Fernandes, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, os vereadores Mário Nunes, João Rebelo e Luís Providência, alguns presidentes de juntas de freguesias e muitos professores catedráticos da Universidade de Coimbra.
A organização da procissão que leva o seu tempo, dado a grande quantidade de fiéis e irmandades presentes esteve a cargo dos Escuteiros de Santa Clara. Este ano não se verificara aquelas rupturas que normalmente acontecem.
À hora do início da procissão, a igreja da Graça rebentava pelas costuras. O andor da Rainha Santa que pesa cerca de 800 quilos foi transportado por dez homens da Confraria da Rainha Santa Isabel. Ao longo do percurso, inúmeros fiéis derramaram sobre o andor milhares de pétalas de rosas. As multidões verificaram-se ao longo do percurso, essencialmente, na Praça 8 de Maio, no Largo da Portagem, na Ponte de Santa Clara e no Convento aquando da sua chegada. Centenas de crianças e mulheres trajaram-se de Rainha Santa Isabel. Outros cumpriram promessas, descalças, de joelhos, de velas de cera numa das mãos e de rosário noutra.
O acto inédito deste ano foi quando o helicóptero da Força Aérea lançou pétalas de rosas sobre o andor a meio da Ponte de Santa Clara.
A Rainha foi recebida no Convento de Santa Clara-a-Nova por centenas de estudantes da Universidade de Coimbra, que se apresentaram rigorosamente trajados. Quando o andor se aproximou colocaram as capas no chão e, de joelhos, veneraram a rainha. O gesto foi imitado por outras pessoas do público.
As palmas irromperam o acto solene. Os sinos tocaram a rebate. A emoção foi geral. Por muito que queiramos, não conseguimos encontrar forma de descrever todo este ambiente. Como disse alguém: “isto não se explica, sente-se”.
D. Albino Cleto fez uma breve alocução à cerimónia a que presidiu. Agradeceu a presença das entidades civis, académicas e militares. Agradeceu sobretudo a devoção do povo pela sua padroeira. Padroeira dos pobres e da paz.




Miguel Cotrim

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