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3 de dezembro de 2007

Mostra de Presépios no Convento de S. Francisco


“O Menino dos Meninos” é o tema de uma magnífica exposição de presépios que se encontra patente no Convento de S. Francisco. Sob a responsabilidade do Museu Nacional Machado de Castro, podemos apreciar diversas peças artísticas, algumas emprestadas pelo Museu da Fundação Ricardo Espírito Santo. O local também não podia ter sido o mais bem escolhido. Uma forma de prestar homenagem ao franciscano que inventou esta forma artística de fazer presépios.
Esta exposição foi inaugurada no dia 28 de Novembro pela primeira-dama, Dr.ª Maria Cavaco Silva, apreciadora e coleccionadora de pequenos presépios. Estando na presença de alguns alunos do Externato João XXIII, a primeira-dama recordou que na sua infância, o elemento principal desta quadra era o presépio e não a árvore de Natal. E era o Menino Jesus que dava as prendas e não o Pai Natal, como ditam hoje as regras do consumo. A Dr.ª Maria Cavaco Silva disse ainda que lhe causa “imensa aflição” o consumismo que se verifica nesta época e que “não faz bem a ninguém”.
Estas palavras não podiam ser mais adequadas para nós cristãos. A celebração de Natal tem vindo a perder a sua identidade. De facto, em muitas casas a árvore de Natal deu lugar ao presépio. O Pai Natal destronou o Menino Jesus, tornando-se o rei por excelência, um velhinho gordinho e bondoso, com barbas, sempre carregado com um saco e uma obsessão por chaminés.
Muitos cristãos ficam confusos com a profusão de símbolos díspares e interpretações laicas nesta quadra. Na realidade, no meio de toda esta enorme confusão, alguns são capazes de conhecer o sentido original do Natal. A prova está na mostra desta exposição de presépios que retrata nada mais, nada menos que o nascimento de Jesus. Outro dos sinais bem visíveis está no presépio de Cabral Antunes, que todos os anos, a Câmara Municipal de Coimbra faz questão de colocar na Praça 8 de Maio. Claro que o leitor deve estar a interrogar-se – e o presépio da minha igreja ou capela? Isso é uma obrigação dos cristãos, recordar aquele menino que há dois mil anos revolucionou toda uma humanidade.
Toda a gente sabe que o Natal é a festa do nascimento de Jesus. Alguns podem fingir, e até mesmo ignorar. Mas a verdade é que ninguém desconhece a suprema provocação da presença desse Menino. Não faltam aqueles que o querem estilizar, espiritualizar, conceptualizar e mistificar o Natal. Mas mesmo esses não podem impedir a presença perturbadora dessa criança de braços abertos, sorrindo no meio das palhas.


Miguel Cotrim

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