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3 de abril de 2008

Coros religiosos


Mário Nunes (*)

Como praticantes e frequentadores habituais dos templos da Igreja Católica, quer como investigadores e admiradores da herança cultural/artística que se alberga nos espaços religiosos, quer como assistentes activos das cerimónias litúrgicas, temos acompanhado, com agrado, a notória valorização dos actos de culto, sobretudo as missas dominicais, com os cânticos alusivos ao cerimonial festivo, através da formação e consolidação dos Coros.
Constituem um valor acrescentado e importante, porque emprestam às manifestações religiosas uma extraordinária beleza sonora e musical (vozes e instru-
mental) que, além de provocar a partilha dos cânticos, motivando os fiéis, permite engrandecer e cativar os católicos assumidos e, simultaneamente, oferecer aos "esporádicos" assistentes ou "distraídos" frequentadores, a grandeza espiritual e reconfortante, mesmo inebriante, que se desprende e abraça no templo sagrado. Inclusive, nas cerimónias pontuais de casamentos e baptizados que juntam convidados, quantos deles entram pela primeira vez no lugar religioso por mor de pertencerem ao número de presentes ao acto, torna-se pertinente e exemplar receberem, sem esperarem, os sons melodiosos e as vozes e ritmos encantadores de homens e mulheres, que em perfeita sintonia, no equilíbrio melódico que a composição exige, dominam e valorizam o ritmo e a cadência que as notas mostram na leitura e interpretação da pauta musical.
Entendemos que os Coros, que se perfilam nas nossas Igrejas, proporcionam um ambiente mais autêntico e consentâneo com a espiritualidade do momento e da função, provocando a interiorização e a sublimidade respeitantes às cerimónias desta amplitude e objectividade. Há uma forte elevação, que transporta, naturalmente, o assistente para universos grandiosos, onde a alma se sente abençoada e o organismo se projecta no Cosmos da infinita beleza consoladora e saudável. Uma comunhão entre o terreal e o espiritual, qual doação de valores vividos e exteriorizados para lugares e espaços que estão para além da nossa imaginação e fé. Constrói-se um campo "magnético" atractivo e atraente que empolga, emociona, alegra e dá paz, a todos os sentidos.
Sublinhamos, com agrado, a magnificência do Coro da Catedral da Sé Nova e dos Coros dominicais das Igrejas de S. José e de Santa Cruz, Coros que conhecemos e ouvimos. São agrupamentos de real valia musical e imbuídos da essência espiritual que sublima o sublime do acto religioso.
No passado Domingo, na Sé Nova, presenciámos a grandeza e a força invisível que se desprenderam das melodiosas vozes e da extraordinária sonoridade vinda do órgão, momentos que deixaram "esquecidos" do tempo, os assistentes à missa e inebriaram os convidados do casamento. Uma relação profunda e inquestionável entre o céu e a terra, graças à musicalidade e enquadramento harmónico que "feria", agradavelmente, as fímbrias mais íntimas do nosso ser. Maravilhoso.
Parabéns ao Cónego Sertório pela persistência louvável de incentivar os executantes, ampliando e revigorando o manancial humano/musical/religioso que contempla o magnífico Coro da Catedral.
Semelhante procedimento endereçamos ao Cónego João Castelhano da Igreja de S. José e ao Padre Anselmo da Igreja de Santa Cruz, pastores que merecem a nossa admiração pela entrega pessoal e evangélica que transmitem aos grupos e ao incentivo que oferecem aos elementos corais e aos maestros.
Nomeamos estes sacerdotes, templos e Coros, porque são aqueles que conhecemos, razoavelmente bem, dado serem os templos que mais frequentamos e acompanhamos nas suas iniciativas e empreendimento.

*(Vereador da Cultura Câmara Municipal de Coimbra)

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