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3 de março de 2009

APPACDM abre residênciapara deficientes profundos


Está pronta a mais recente unidade da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Doente Mental (APPACDM) de Coimbra. A residência para deficientes profundos custou 450 mil euros e deverá ser inaugurada brevemente, recebendo 16 pessoas. Mas a instituição tem muitos mais em lista de espera, perto de 100 aguardam respostas em unidades idênticas.
De acordo com a presidente da APPACDM de Coimbra, Helena Albuquerque, esta era uma estrutura há muito esperada e, ainda assim, não irá responder a todas as necessidades: "Temos uma lista de espera de perto de uma centena de casos". Os utentes das unidades residenciais são deficientes profundos, que frequentam os centros de actividades ocupacionais (CAO) da associação, e têm mais de 30 anos; os pais, familiares ou cuidadores atingiram também uma idade que lhes limita as capacidades físicas e psicológicas, pelo que necessitam de ser institucionalizados em unidades específicas.
"De manhã foi celebrada a Missa Solene, na Capela da Universidade, presidida por monsenhor Leal Pedrosa.Não podem ser colocados num lar com idosos, por exemplo, porque necessitam de ajuda especializada. Têm dificuldade em comunicar e só pessoas com formação são capazes de os compreender, de modo a poder satisfazer as suas necessidades mais básicas", sustenta a responsável.
A APPACDM tem já duas outras residências, uma em Montes Claros (Coimbra) e outra no Rovisco Pais (Tocha). De todas as valências da instituição esta é a mais carenciada. Helena Albuquerque lembra que uma das maiores angústias dos pais de cidadãos deficiência mental é, exactamente onde e a quem os confi-ar quando as forças já faltam aos próprios cuidadores.
De acordo com a responsável, o financiamento da instituição provém da Segurança Social, para as residên-cias e centros de actividades ocupacionais; do Instituto de Emprego e Formação Profissional para forma-ção e empresas de inserção; do Ministério da Educação, fruto do apoio às crianças e jovens com deficiên-cia que frequentam a escolaridade obrigatória. É suficiente para dia-a-dia, mas não suporta investimentos, como o que foi feito na unidade, repara Helena Albuquerque, adiantando que apenas 100 dos 450 mil euros foram financiados pelo Estado.
Criada há 35 anos, a APPACDM de Coimbra apoia 800 jovens, com unidades nos concelhos de Coimbra, Montemor-o-Velho, Cantanhede e Arganil. Pelo menos 200 destes utentes são deficientes profundos, pelo que deverão necessitar, a curto prazo, de resposta residencial.

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